Publicado por: noticiasdesiao | 15 de dezembro de 2017

EMBAIXADA BRASILEIRA PERMANECERÁ EM TEL AVIV

O ITAMARATY É CONDUZIDO POR AMADORES

É tanto desconhecimento em tão poucos gabinetes que o Barão do Rio Branco deve estar se revirando no túmulo.


Alunos brasileiros do Curso de Geografia e Arqueologia Bíblica da Universidade Hebraica de Jerusalém em visita a um sítio arqueológico subterrâneo

No passado dia 6 de dezembro, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou que a sua administração cumpriria uma lei federal que determina a mudança da embaixada americana em Israel da segunda maior cidade do país para a sua capital, Jerusalém.

A lei existe desde 1995, quando o presidente dos Estados Unidos era o democrata Bill Clinton, mas nunca foi cumprida.

A lei estipulava 31 de maio de 1999 como data final para a mudança de sede da embaixada e sucessivos governantes a ignoraram. Embora prometessem nas suas campanhas eleitorais que fariam a transferência, apenas Donald Trump cumpriu a promessa.

Um dia depois do anúncio, o Itamaraty posicionou-se sobre a questão numa pequena nota parecida com um post do microblog Twitter. Na nota, o órgão máximo da diplomacia brasileira defende que a postura do governo brasileiro leva em consideração a necessidade de se manter “livre acesso aos lugares santos das três religiões monoteístas, nos termos das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas”. Uma leitura mais acurada do texto leva a crer que Israel restringe tal acesso. Algo totalmente despropositado.

Há anos que a diplomacia brasileira é conduzida por um bando de amadores.

Recentemente, o Itamaraty aliou-se a dezenas de países árabes na condenação às pesquisas arqueológicas realizadas em Israel. A condenação foi feita através de um documento que foi elaborado pela UNESCO, o órgão da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, que visa proibir a continuação de escavações arqueológicas em determinadas áreas de Jerusalém.

A postura da UNESCO não foi algo técnico, mas sim político, afinal de contas os árabes sabem que quanto mais se escava em Israel mais provas aparecem de que aquela terra sempre pertenceu aos judeus. E esta é a razão pela qual eles não poupam esforços no sentido de impedir os arqueólogos de prosseguirem suas pesquisas.

Naquela oportunidade, quando o documento da UNESCO foi elaborado, o Itamaraty divulgou nota dizendo que a postura do governo brasileiro visava “a preservação do patrimônio histórico, cultural e religioso da Cidade Velha de Jerusalém” e que tinha por objetivo criticar Israel por “autorizar escavações arqueológicas que podem alterar esse patrimônio e proibir seu acompanhamento técnico pela Unesco”.

Depois da elaboração do documento, e da devida nota que explicava as razões pelas quais a diplomacia brasileira foi signatária do mesmo, fica claro que os seus autores não entendem nada de arqueologia, não conhecem a seriedade do trabalho da Autoridade de Antiguidade de Israel e nem a forma criminosa como a arqueologia é praticada nos chamados “territórios árabes”.

Enquanto as escavações arqueológicas israelenses seguem os mais rigorosos padrões científicos universalmente aceitos, com ênfase na preservação dos sítios arqueológicos e suas respectivas descobertas, nas regiões israelenses sob domínio árabe o patrimônio histórico é dilapidado, e a UNESCO nada faz em relação a isso.

A foto que ilustra esta matéria mostra um grupo de alunos brasileiros do Curso de Arqueologia Bíblica da Universidade Hebraica de Jerusalém, visitando as bases de uma torre israelita no centro histórico da capital de Israel. Toda a parte superior, mais moderna, foi mantida intacta enquanto a parte inferior, suportada por colunas e barras de sustentação, transformou-se num magnífico campo de estudo para arqueólogos de todo o mundo.

É assim que se faz arqueologia na Terra de Israel. E é exatamente isso que não acontece nos chamados territórios árabes. Só a UNESCO parece não entender. E a diplomacia brasileira também. Lamentavelmente.


O autor deste blogue na entrada do Instituto de Arqueologia da Rothberg International School, na Universidade Hebraica de Jerusalém, onde faz o curso modular de Geografia e Arqueologia Bíblica.

ANDS | ITAMARATY

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Publicado por: noticiasdesiao | 11 de dezembro de 2017

DONALD TRUMP NÃO É O PROBLEMA


Esquerda: Prédio onde está situada a Embaixada Australiana em Tel Aviv
Direita: Jantar de associação australiana defensora dos palestinos

O PROBLEMA SÃO OS PALESTINOS

A polícia australiana chama a atenção para o alto risco de ataques terroristas nas festas de final de ano na cidade de Melbourne. Por ser um dos locais onde o ano novo primeiro se inicia, a Austrália sempre atrai a atenção mundial nesta época.

A alerta foi feito na manhã desta segunda-feira, 11, na conferência “Liderança no Combate ao Terrorismo” (LinCT). O evento tem o patrocínio da polícia de Victoria, no sudeste do país, e faz parte do Fórum Internacional contra o Terrorismo, que se realiza pela primeira vez fora dos Estados Unidos.

“Se olharmos para o número de perturbações (da ordem) nos últimos dois anos e quando ocorreram, vê-se que há uma escalada no final do ano”, disse Ross Guenther, encarregado da luta antiterrorismo da polícia do estado de Victoria, ao diário The Australian.

A reunião conta com a participação de peritos de agências de serviços secretos e de acadêmicos de diversos países, como os Estados Unidos, o Reino Unido, o Canadá, a França, a Nova Zelândia, a Bélgica e Singapura.

O PROBLEMA NÃO É O TRUMP

O crescimento da insegurança em relação ao terrorismo islâmico na Austrália é emblemático e deveria receber a atenção dos críticos dos Estados Unidos e das políticas preventivas do seu presidente, Donald Trump.

A embaixada da Austrália fica no 28º andar da Discount Bank Tower, um suntuoso prédio da rua Yehuda Halevi, no centro de Tel Aviv, e não há nenhuma indicação de que o governo australiano pretenda desloca-la para Jerusalém.

A Austrália é um país que tem acolhido bem os muçulmanos, onde vive uma comunidade acadêmica altamente engajada em ações contra o Estado de Israel e onde o movimento Boicote, Desinvestimentos e Sanções tem uma grande acolhida por parte da sociedade. Ou seja, é um país amigo dos palestinos e antipatizante a Israel. Mas, mesmo assim vive numa tensão permanente em relação aos ataques terroristas islâmicos.

Um recente fato acontecido no interior da Universidade de Sydney é uma amostra do crescente sentimento antissemita que permeia os campi universitários australianos. O coronel Richard Kemp, herói do Exército britânico na Guerra do Afeganistão, fazia uma palestra como convidado de um grupo acadêmico, quando um grupo de manifestantes anti-Israel, liderados pelo professor Jake Lynch, invadiu a sala gritando palavras de ordem contra Israel e em apoio ao Movimento Boicote, Desinvestimentos e Sanções e aos palestinos.

“Richard Kemp, você não pode esconder, você apoia o genocídio”, gritavam os manifestantes que foram, a princípio, convidados a deixar o recinto para que a palestra continuasse, mas diante da negativa tiveram que ser retirados com auxílio da força.

Richard Kemp e os organizadores deram tempo suficiente para que os invasores fizessem seus discursos e depois os convidaram a deixar a sala.

Como se pode ver no vídeo abaixo, quando o bom senso não resultou, os seguranças passaram a empregar táticas de evacuação dos manifestantes. Foi um exemplo prático de aplicação dos conceitos passados na palestra do convidado, cujo tema, ironicamente, era “Dilemas éticos de táticas militares e como lidar com grupos armados não estatais”.

No momento em que o grupo de baderneiros era afastado da sala, um professor, que até então havia se calado, levantou-se em defesa dos invasores. Tratava-se do professor Jake Lynch, diretor do Centro de Estudos de Paz e Conflitos da Universidade de Sydney, que passou a gritar acusando os agentes de segurança de promoverem “um ataque violento contra a liberdade de expressão” e, numa atitude totalmente antissemita, retirou do bolso algumas notas de dólares que tentou esfregar na cara de um jovem estudante judeu.

Flagrado pelas imagens captadas pelo telefone celular de um dos presentes, o professor Jake Lynch saiu com uma das mais esfarrapadas das desculpas. Disse que estava sendo filmado sem seu consentimento por uma mulher que se encontrava atrás do jovem judeu, e que teria apontado o dinheiro para ela dizendo que iria processá-la se ela não parasse. Aussie Dave, um imigrante australiano a viver em Israel, escreveu no seu blog Israellycool que a desculpa de Lynch é “um insulto à nossa inteligência”. Realmente.

ANDS | LUSA | AAP | THE AUSTRALIAN

Publicado por: noticiasdesiao | 9 de dezembro de 2017

DIVIDIR JERUSALÉM, BUDAPESTE, BERLIN, BRASÍLIA E A ONU

Se é para rever a História, baseados na restauração de cidades divididas e ressurreição de povos desaparecidos, vamos bagunçar tudo e reinventar o mundo, a começar pela ONU, para dar o exemplo.

SE É PARA VOLTAR ÀS ORIGENS, VAMOS RADICALIZAR TOTAL!

Em 896, depois de Cristo, um grupo étnico chamado Magiares derrotou os romanos e ergueu uma cidadezinha denominada Obuda. 1.000 anos, depois de Cristo, a região teve seu primeiro rei, Estevão I. Então, duas cidades nasceram, Buda e Peste, divididas por um rio.

Em 1222, depois de Cristo, com a elaboração de uma Carta Magna, estas cidades passam a ser o centro de uma nação, a Hungria. Mesmo separadas por um rio, seus fundadores a consideravam uma cidade única.

Em 1686, Buda foi conquistada pelos austríacos que a encheram de alemães. Acabaram separadas, Buda de um lado e Peste do outro.

Em 1873 Buda voltou a unir-se com Peste surgindo a moderna Budapeste. Separadas por um rio, mas unidas pela História. Uma História relativamente recente, mas uma História.

Tudo isso aconteceu milhares de anos depois de Jerusalém, uma cidade única, ter-se tornado a capital do reino de um povo unido, os judeus.

Os magiares não existem mais. Da mesma forma que os filisteus. São povos que desapareceram. Embora situada em duas margens opostas de um rio, o Danúbio, Budapeste é considerada a capital indivisível da Hungria.

No final da década de 1970, que do ponto de vista histórico foi “ontem”, um terrorista astuto, Yasser Arafat, ressuscitou um povo desaparecido, os palestinos. À partir de então, este suposto povo passou a reivindicar Jerusalém como capital de seu suposto Estado. E o mundo todo, com a ONU a encabeçar a fila, parece apoiar a parvoíce.

Agora, imaginem se surgisse um povo se dizendo descendestes dos magiares e passasse a exigir a divisão de Budapeste, para ficarem com a cidade de Buda em memória de Obuda, será que o mundo permitiria?!

Será que os brasileiros permitiriam que Brasília fosse dividida com a Bolívia, afinal de contas entre os antigos “donos” daquela área estavam os Bororos, um povo que existiu tanto na região onde hoje está Brasília quanto na Bolívia. E se Evo Morales ressuscitasse o povo Bororo e reivindicasse o direito de dividir Brasília?! Qual seria a posição dos brasileiros.

E a ONU? Será que a ONU permitiria ver novamente uma divisão entre Berlin Ocidental e Berlin Oriental?! E se aparecesse um descendente do povo Lenape e reivindicasse metade do território onde está localizada a própria ONU?! Afinal de contas, as terras dos lenapes foram anexadas à cidade de Nova York entre 1874 e 1898, quase 3.000 anos depois do Rei David ter feito de Jerusalém a Capital do Reino Unido de Israel e Judá.

Se é para rever a História, baseados na restauração de cidades divididas e ressurreição de povos desaparecidos, vamos bagunçar tudo e reinventar o mundo. A começar pela ONU. Para dar o exemplo.


Mãe e filha do povo Lenape, legítimos donos das terras da ONU, numa foto de 1915, ou seja, ontem.

ANDS

Publicado por: noticiasdesiao | 7 de dezembro de 2017

NOVA INTIFADA

IRÃ APELA À VIOLÊNCIA

O Irã condenou a decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, advertindo que isso pode provocar uma “nova intifada” ou uma revolta palestina.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros referiu, em comunicado, que é uma “provocação e uma decisão sem sentido dos Estados Unidos, que provocará uma nova intifada e impulsionará um comportamento mais radical, mais raiva e violência”.

ANDS | LUSA

Publicado por: noticiasdesiao | 6 de dezembro de 2017

A CAPITAL DE ISRAEL É JERUSALÉM

O Presidente Donald Trump deverá anunciar no decorrer do dia de hoje a mudança da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém, reconhecendo a cidade como capital do Estado de Israel.

TRUMP ANUNCIARÁ HOJE MUDANÇA DA EMBAIXADA

Donald Trump prepara-se para reconhecer Jerusalém como capital do Estado de Israel e já comunicou sua decisão aos líderes palestino e israelense. Ao anúncio — esperado para esta quarta-feira — vai seguir-se a mudança da embaixada dos Estados Unidos de Tel Aviv para Jerusalém.

Esta terça-feira, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, confirmou em conferência de imprensa que o presidente dos Estados Unidos vai fazer o anúncio da decisão nesta quarta-feira, 06, embora não tenha revelado ainda qual será. “Não vou dar detalhes sobre as declarações do Presidente. Tomará a decisão que considera melhor para os Estados Unidos”, disse Sanders. A porta-voz referiu ainda que as agências governamentais passaram por “um processo de deliberação bastante amplo”, que deram a Trump uma “ideia bastante clara” da decisão que quer tomar.

A decisão de Trump era esperada, sobretudo a partir do momento em que deixou expirar o prazo para a renúncia — que os presidentes norte-americanos fazem desde 1995 — a mudar a embaixada do país em Israel para Jerusalém. A mudança passou a estar prevista na lei nesse ano, dando um prazo aos presidentes para renunciar a ela de seis em seis meses, desde que explicando o motivo. Durante 20 anos, todos os presidentes que passaram pela Casa Branca assinaram esta renúncia. Donald Trump, que chegou a renunciar à lei em junho, anunciou logo na campanha presidencial que iria retirar a embaixada de Tel Aviv.

Desta vez, já expirou o prazo e a intenção de Trump foi conhecida esta terça-feira, através dos jornais New York Times e Washington Post, tendo sido comunicada pelo próprio presidente americano, por telefone, tanto ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, como ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Além destes dois contactos, Trump telefonou ainda ao rei da Jordânia, Abdullah II. Tanto que o palácio real emitiu um comunicado com alertas.

“O rei Abdullah sublinhou que a adoção desta resolução terá sérias implicações para a segurança e estabilidade no Oriente Médio e prejudicará os esforços da administração americana para retomar o processo de paz e alimentar os sentimentos dos muçulmanos e cristãos”, de acordo com o comunicado divulgado. “Jerusalém é a chave para conseguir a paz e a estabilidade na região e no mundo”, acrescentou.

O comunicado do governo jordaniano é confuso, pois afirma que a mudança poderá “alimentar os sentimentos de muçulmanos e cristãos”. Ora, é de notório conhecimento que a maioria da comunidade cristã em todo o mundo já olha para Jerusalém como sendo a Capital Indivisível do Estado de Israel.

Claro que em relação à Autoridade Palestina (AP) a questão é diferente, sendo que o seu porta-voz, Xavier Abu Eid, já informou que para a AP a questão “é muito séria” e que “as coisas parecem muito más” nesta altura. Nabil Abu Rudeineh, porta-voz de Mahamoud Abbas, classifica esta decisão como “inaceitável”.

A decisão de mudar a embaixada tem um simbolismo de peso, sendo o estatuto de Jerusalém um ponto-chave no conflito árabe-israelense: os dois lados reclamam a cidade como a sua capital. Todas as embaixadas internacionais estão localizadas em Tel Aviv e têm apenas representação consular em Jerusalém.

Nos último dias, muito se especulou sobre esta decisão e o porta-voz da Casa Branca tinha garantido sempre que o presidente “tem sido claro desde o início: não é uma questão de ‘se’, é uma questão de ‘quando’”, acrescentando depois que a mudança seria feita “nos próximos dias”.

E este dia parece que chegou. Mazal Tov, Mr. President!

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ANDS | OBSERVADOR | NYT | WP

Publicado por: noticiasdesiao | 30 de novembro de 2017

UMA VEZ MAIS A CULPA É DOS JUDEUS

Quando regimes autoritários, como é o caso daquele que hoje impera na Rússia, começam a ter problemas com a sua estabilidade interna ou externa, tentam sempre arranjar inimigos dentro e fora do país. No caso do czar Vladimir Putin, já necessita de ressuscitar temas e métodos claramente medievais.


Russos acusam judeus de terem assassinado a família de Nicolau II num ritual judaico

A VOLTA DA FÁBULA DO ASSASSINATO RITUAL

POR JOSÉ MILHAZES

A Igreja Ortodoxa Russa, pela voz de alguns dos seus altos dignitários, vem levantar novamente a questão do “assassinato ritual” de Nicolau II, último czar russo, da esposa e filhos. Na conferência “Processo do assassinato da família do czar: novas investigações e materiais. Discussão”, Tikhon, bispo de Egorevski, declarou: “Olhamos da forma muito séria para a versão do assassinato ritual. Mais, parte significativa da comissão da Igreja não tem dúvidas de que assim foi”.

Na noite de 16 para 17 de Julho de 1918, revolucionários comunistas, entre os quais havia alguns judeus, fuzilaram 11 pessoas na cidade de Ekaterimburgo, entre as quais estavam sete da família real.

Marina Molodtzova, representante do Comitê de Pesquisa da Rússia, anunciou que “a pesquisa planeja realizar uma investigação judicial psicológico-histórica para resolver a questão ligada nomeadamente ao caráter possivelmente ritual do assassinato da família do czar”.

É verdade que nem o bispo ortodoxo, que os órgãos de informação russos dizem ser o “confessor” de Putin, nem Marina Molodtzova pronunciaram a palavra “judeus”, mas qualquer cidadão russo minimamente informado compreende que ele se refere a esse povo.

Esta tese não é nova e foi denunciada por emigrantes monárquicos russos que fugiram da Rússia depois da revolução comunista de 1917. Nomeadamente, acusaram os assassinos de terem decepado as cabeças das vítimas e enviando-as para o Kremlin como prova de que tinham cumprido a missão. O fato de esse crime ter sido cometido sob a direção de um bolchevique judeu chamado Iakov Iurovski a mando de outro judeu, o líder comunista Iakov Sverdlov, é apresentado como uma espécie de “ritual cabalístico”.

Investigações forenses e científicas realizadas posteriormente vieram a desmentir essa tese. Depois de vários estudos realizados na Rússia e na Inglaterra com os restos mortais (incluindo crânios) de várias pessoas encontradas enterradas perto de Ekaterimburgo, o Comitê de Pesquisa da Rússia reafirmou, em 2015, que se tratavam dos restos mortais da última família real russa.

O historiador russo Andrei Zubov considera que essas acusações não têm sentido porque “o Judaísmo não conhece a prática dos assassinatos rituais e os sacrifícios humanos são considerados um crime grave na Torá”. Além do mais, ele chama a atenção para o fato de os comunistas, “sendo ateus aguerridos, não cometeram, nem podiam cometer assassinatos rituais”.

Porém, a Igreja Ortodoxa Russa, que elevou à categoria de santos Nicolau II e a sua família no meio de grande polêmica, continua com dúvidas sobre os resultados da investigação e apoia publicamente, ao mais alto nível, a tese do “assassinato ritual”.

Isto provocou uma reação imediata das organizações judaicas da Rússia. “O emprego de semelhantes expressões é indigno, não sei o que nelas há mais: ignorância, estupidez ou obscurantismo. Em qualquer dos casos, isso mostra a degradação da sociedade russa e exige uma reação por parte da Igreja e da direção do país”, declarou Borukh Gorin, porta-voz da Federação das Comunidades Hebraicas da Rússia.

Alexandre Boroda, presidente dessa organização, vai mais longe e recorda: “as acusações de assassinatos rituais realizados por chefes provocou numerosas vezes a centenas e milhares de vítimas”.

Tendo em conta as perseguições a que os judeus foram sujeitos no Império Russo e na União Soviética, seria de esperar uma reação clara do Kremlin, mas Vladimir Putin, através do seu porta-voz Dmitri Peskov, lava as mãos como Pilatos, considerando que esta questão não é da competência do Presidente.

“Essa questão não está na nossa ordem de trabalhos”, declarou Peskov.

À medida que se vai aproximando a data das eleições presidenciais russas, marcadas para Março de 2018, a propaganda tenta apresentar o Presidente Putin como o salvador da Rússia e do mundo face aos “inimigos externos e internos”, o que tem levado também o Parlamento a aprovar novas medidas contra os órgãos de comunicação estrangeiros, a pretexto de evitar “ingerências externas” no escrutínio.

ANDS | OBSERVADOR

Publicado por: noticiasdesiao | 17 de novembro de 2017

ISRAEL PODERÁ ALIAR-SE A PAÍSES ÁRABES

Para enfrentar o Irã, Israel estaria disposto a fazer aliança com países árabes.

O IRÃ É O INIMIGO COMUM

Israel está disposto a partilhar informações com os países árabes moderados, entre os quais a Arábia Saudita, “para fazer frente ao Irã”, afirmou o chefe de Estado-Maior do Exército israelense, nesta quinta-feira, 16, numa entrevista ao website árabe Elaph.

Gadi Eisenkot declarou que Israel “está pronto para partilhar informações se necessário”, porque “há muitos interesses em comum” com os países árabes.

A afirmação do tenente-general foi proferida após a insistência do jornalista da Elpah, site baseado na Grã-Bretanha, fundado por um homem de negócios saudita, em saber se Israel tinha trocado informações recentemente com a Arábia Saudita.

O chefe do Estado-Maior do Exército de Israel, que deu a primeira entrevista de um alto-responsável militar em exercício, disse também que a eleição de Donald Trump para Presidente dos Estados Unidos abriu “uma nova oportunidade para uma nova aliança internacional” no Médio Oriente.

“Precisamos desenvolver um grande plano estratégico para barrar a ameaça iraniana”, disse o militar israelense, acrescentando que Israel estaria interessado “em partilhar experiências e informações dos serviços secretos com os países árabes moderados”.

Eisenkot assinalou a necessidade de se impedir que o Irã tenha presença e influência no Iraque, Líbano, Bahrein, Iémen e Síria.

“É algo que devemos evitar”, afirmou.


Gadi Eizenkot, Chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel.

ERRO ESTRATÉGICO, DIZ PRESIDENTE IRANIANO.

O chefe de Estado-maior do Exército israelense recusou ainda a ideia de que Israel pretenda começar uma guerra contra a milícia xiita libanesa Hezbollah, embora tenha observado que “não se aceitará nenhuma ameaça estratégica que o grupo terrorista apoiado pelo Irã possa representar”.

A tensão crescente da Arábia Saudita contra a influência do Irã no Líbano fez alguns analistas alertarem que Israel poderia ser atraído para uma nova guerra contra o Hezbollah sem querer, como disse hoje Eisenkot.

O Presidente iraniano, Hassan Rohani, denunciou recentemente que a Arábia Saudita está a juntar forças com os Estados Unidos e Israel para criar conflitos no Médio Oriente.

É um “erro estratégico e de cálculo”, disse Rohani.


A entrevista foi publicada no Elaph, um site britânico em língua árabe.

ANDS | MSNPT

Publicado por: noticiasdesiao | 14 de novembro de 2017

IGREJAS CRISTÃS SOB FORTE PERSEGUIÇÃO NA CHINA

Símbolos cristãos estão sendo substituídos por imagens do presidente chinês e a realização de cultos poderá custar o equivalente a 150 mil Reais em multas para os pastores.

DESCRER EM XI JINPING PODE CUSTAR MUITO CARO

Autoridades no sul da China estão obrigando os cristãos locais a substituir quadros alusivos a Jesus Cristo, cruzes e outros símbolos religiosos por imagens do Presidente Xi Jinping. Segundo o jornal South China Morning Post, de Hong Kong, milhares de cristãos de Yugan, na província de Jiangsi, sudeste do país, cederam à pressão das autoridades, alguns sob ameaças de corte dos subsídios de combate à pobreza. O SCMP estima que 10% da população em Yugan vive abaixo do nível da pobreza (com menos de um dólar por dia), uma percentagem que, curiosamente, coincide com a do número de cristãos na região.

As autoridades locais lançaram uma campanha que visa “transformar os crentes na religião em crentes no Partido [Comunista]”. Além da pressão financeira no boldo dos crentes, a campanha inclui ainda a entrega de centenas de retratos do Presidente Xi Jinping e de visitas dos líderes locais a comunidades cristãs para convencê-las a substituir as imagens religiosas pelas do presidente.

“Muitos camponeses são ignorantes, creem que Deus é o seu salvador, mas depois do trabalho dos líderes perceberão os seus erros e verão que já não se devem apoiar em Jesus, mas sim no Partido Comunista”, destacou um dos líderes locais citado pelo South China Morning Post (SCMP).

Xi Jinping é o mais forte líder chinês das últimas décadas, um estatuto consagrado durante o XIX Congresso do Partido Comunista Chinês, realizado no mês passado.

Na China, as manifestações religiosas católicas são apenas permitidas no âmbito da Associação Patriótica Chinesa, sendo que a igreja católica chinesa é aprovada pelo Estado e age independente do Vaticano.

Oficialmente, o número de cristãos na China continental rondará os 24 milhões, a maioria dos quais protestantes, o que não chega a dois por cento da população chinesa – 1.375 milhões de habitantes. Há, entretanto, uma possibilidade deste número ser bem maior.

O Governo chinês apela às igrejas católicas do país para aderirem ao “socialismo com características chinesas” e adotarem “a direção correta de desenvolvimento”.


Membros do Partido Comunista retirando mensagens religiosas de residências cristãs

IGREJAS CLANDESTINAS

Tem crescido em toda a China o número de igrejas subterrâneas, pequenas comunidades que se reúne discretamente nas residências dos próprios crentes. Ao jornal South China Morning Post, um crente de 22 anos que se apresentou como Enoch, comentou que a rotina dos seus irmãos de culto mudou muito nos últimos anos.

Até pouco tempo eles podiam orar numa sala onde havia claros elementos religiosos, mas atualmente os encontros acontecem em um apartamento em Zhuhai, província de Guangdong. Até novembro do ano passado eles ainda mantinham uma placa com horários e dias das reuniões afixada na porta do apartamento, mas há um ano acharam prudente removê-la.

“Estamos tentando parecer mais uma família que está aqui para conversar e beber chá, para que ninguém nos informe à polícia”, disse Enoch, um programador que converteu-se ao cristianismo há cerca de três anos.

Enquanto as organizações religiosas aprovadas pelo estado mantém-se estáveis ou diminuem em todo o país, as comunidades cristãs conhecidas como “igrejas domésticas” vêm crescendo por todos os lados, apesar de um monitoramento próximo e do assédio periódico das autoridades.

As igrejas subterrâneas chinesas se preparam para tempos mais difíceis ainda, pois a partir do dia 2 de fevereiro de 2018 entrará em vigor uma legislação ainda mais apertada, com previsão de punições pesadas para os infratores.

“Eu realmente estou com medo de que nosso pequeno grupo seja encerrado um dia”, disse Enoch ao SCMP. “Frequentei a igreja do estado, mas senti-me como se estivesse a ouvir uma palestra. Na igreja familiar as pessoas se conhecem e se amam”, concluiu o jovem crente.

O cristianismo protestante tem sido um dos movimentos de crescimento mais rápido na China, com o número de seguidores estimados entre 93 a 115 milhões, de acordo com o estudioso da Universidade de Purdue, Yang Fenggang. Menos de 30 milhões estão afiliados a igrejas oficiais, sendo que os demais pertencem a um grande número de igrejas não registradas que operam fora das salas de estar e edifícios da fábrica em violação dos regulamentos estaduais.

As novas disposições que começarão a vigorar em fevereiro acrescentam regras mais específicas e punições mais fortes para conter atividades religiosas fora das instituições oficiais.

Segundo as novas leis, os crentes que organizarem alguma reunião “não aprovada pelo estado”, estarão sujeitos a multas que vãos dos 100 aos 300 mil yuans. Estes valores equivalem a 50 e 150 mil Reais e 12 e 38 mil Euros. São cifras impossíveis de serem pagas pelas lideranças chinesas crentes, que são irmãos predominantemente pobres.

A lei prevê ainda muitas também para os participantes dos cultos, multas estas que vão dos 20 aos 200 mil yuans (de 9 a 98 mil Reais).

De 2012 a 2016, dezenas de milhares de cristãos chineses foram afetados pela perseguição do governo às igrejas subterrâneas, de acordo com o grupo de direitos cristãos China Aid, com sede nos EUA.

O grupo registrou mais de 500 prisões de líderes em 2015 e mais de 600 no ano passado;

Para evitar se tornar alvo, muitas igrejas subterrâneas estão tentando manter um número baixo de fiéis. Há alguns anos, a igreja frequentada pelo jovem Enoch chegou a ter 50 pessoas por culto. Desde o final de 2016 eles acharam prudente limitar o número de participantes a 20 irmãos e irmãs por encontro. Número que se tem mantido deste então.

ANDS | SCMP | OBSERVADOR

Publicado por: noticiasdesiao | 3 de novembro de 2017

A CIÊNCIA TENTA EXPLICAR A BÍBLIA

Uma das mais prestigiadas revistas de ciências do mundo afirma que o primeiro eclipse solar documentado aconteceu no dia 30 de outubro de 1207 a.C. e foi mencionado no Livro de Josué.

O PRIMEIRO REGISTRO DE UM ECLIPSE ESTARIA NA BÍBLIA

Segundo um estudo publicado nesta quarta-feira, 1º de novembro, na revista Astronomy & Geophysics da Sociedade Real de Astronomia da Universidade de Oxford, a referência mais antiga até agora registrada de um eclipse solar estaria nos versículos 12 e 13 do capítulo 10 do livro de Josué.

”Então Josué falou ao Senhor, no dia em que o Senhor deu os amorreus nas mãos dos filhos de Israel, e disse na presença dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeom, e tu, lua, no vale de Ajalom. E o sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus inimigos. Isto não está escrito no livro de Jasher? O sol, pois, se deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro.

Para os cientistas, as datas de alguns acontecimentos do mundo antigo, principalmente aquelas ligadas ao reinado do faraó egípcio Ramsés II, o Grande, deverão sofrer alterações caso esta informação venha a ser confirmada.

Colin Humphreys, um dos autores do estudo e professor da Universidade de Cambridge, diz que, se estas palavras descreverem uma observação real, “pode ter havido um evento astronômico muito importante e o nosso objetivo é entender exatamente o que significa este texto [de Josué]”.

Como o estudo foi realizado na Inglaterra, a versão da Bíblia consultada foi a King James, uma tradução datada de 1611 e onde a narrativa do evento descreve que “o Sol e a Lua pararam completamente”.

Para Humphreys esta expressão deve ser interpretada figurativamente, pois o sentido seria que “o Sol e a Lua pararam de brilhar”, argumento que leva o cientista a crer que se trata tão somente de um eclipse solar.

DESDOBRAMENTOS DA “DESCOBERTA”

Como os hebreus entraram em Canaã entre 1500 e 1050 a.C., durante o governo do faraó Merneptá, filho de Ramsés II, de acordo com os cálculos dos cientistas, o eclipse solar – observado durante a entrada de Josué em Canaã – teria ocorrido no dia 30 de outubro de 1207 a.C.

Para os cientistas ingleses, se este foi realmente o registro de um eclipse solar, esta descoberta pode determinar o período exato do reinado de Ramsés II e do filho Merneptá. Merneptá teria começado a reinar em 1210 a.C. e o reinado de Ramsés II teria sido de 1276 a.C. até 1210 a.C.
“Se estes cálculos forem aceitos, haverá um novo ajuste nas datas de vários reinados ao longo da História, o que nos vai permitir estudá-los mais detalhadamente”, explicou Colin Humphreys.

A reportagem publicada pela revista da Sociedade Real de Astronomia não é a primeira tentativa de transformar a resposta de Deus a Josué num fenômeno físico, pois em 2016 três pesquisadores da Universidade Ben-Gurion de Israel já haviam publicado um trabalho neste sentido.

Naquela oportunidade, o Dr. Hezi Yitzhak, cientista líder da equipe, afirmou que os estudos por ele coordenados apontavam a ocorrência de um eclipse solar que teria ocorrido entre os anos 1.500 e 1.000 a.C., quando os israelitas entraram na terra de Canaã. A pesquisa apresentada pela universidade judaica, que fica no Deserto do Neguev, chegou mesmo a precisar o momento exato do fenômeno: 16h28 do dia 30 de outubro de 1.207 a.C.

Naquela oportunidade, os cientistas israelenses só não conseguiram explicar, cientificamente, a origem da chuva de granizo citada no versículo 11 do mesmo capítulo: “E sucedeu que fugindo eles de diante de Israel, à descida de Bete-Horom, o Senhor lançou sobre eles, do céu, grandes pedras, até Azeca, e morreram; e foram muitos mais os que morreram das pedras da saraiva do que os que os filhos de Israel mataram à espada.”

Ao jornal Haaretz, Hezi Yitzhak confidenciou: “Nem todos gostam da ideia de usar a física para provar as coisas da Bíblia, e sei que isso pode ser interpretado como se estivéssemos racionalizando a fé, mas há muitas verdades históricas que têm uma evidência arqueológica por trás”.

Nós, que fazemos o Notícias de Sião, acreditamos que é mais fácil a Bíblia explicar a arqueologia e a física, do que estas conseguirem desacreditar que a mão do Criador esteve, está e estará sempre no controle da Sua criação.

ANDS | A&G | ZAP | HAARETZ

Publicado por: noticiasdesiao | 27 de outubro de 2017

SOMOS TODOS ANNE FRANK

QUANDO O ANTISSEMITISMO ENTRA EM CAMPO

Torcedores da Società Sportiva Lazio tentaram profanar uma foto histórica de Anne Frank, mas a atitude teve uma reação completamente oposta. A jovem judia, autora do diário mais famoso do mundo, é hoje a imagem mais defendida e admirada em boa parte da Europa.

ULTRAS é o nome de um grupo internacional de torcedores de futebol que se encontram espalhados por diversos países do mundo. Embora independentes, agem sob as mesmas inspirações e contam, muitas vezes, com conexões internacionais entre si. Os ULTRAS são torcidas uniformizadas compostas por adeptos com histórico de violência, vandalismo e, muitas vezes, por uma frontal postura antissemita.

E este antissemitismo aflorou no último final de semana através de uma atitude provocadora dos membros da torcida organizada OS IRRIDUCIBILI, formada por torcedores da Lazio, uma dos times mais tradicionais da Itália.

Poucas horas antes do jogo Lazio X Roma, alguns ultras dos Irriducibili, afixaram dezenas de imagens grosseiramente montadas através de algum programa gráfico, onde a conhecidíssima imagem de Anne Frank, um dos símbolos da perseguição aos judeus, aparecia usando a camisa do time adversário. Anne Frank foi uma jovem judia alemã assassinada durante a Segunda Guerra Mundial no campo de extermínio de Bergen-Belsen.

Anne Frank nunca esteve na Itália, nunca foi torcedora da Roma e isso não era uma homenagem, mas sim uma provocação. Os Irriducibili, conhecidos por fazerem saudações nazistas durante os jogos, gostam de provocar seus adversários com ataques antissemitas. Há alguns anos eles estenderam uma faixa na arquibancada com frase: “Auschwitz é seu país; os fornos são suas casas.” (imagem abaixo)

Assim que as imagens de Anne Frank vestida com o uniforme do Roma começaram a circular nas redes sociais, uma onda de indignação tomou conta de toda a Itália e está agora a repercutir em outros países europeus.

O presidente da República italiana, Sergio Mattarella, classificou a atitude como “um ato desumano” e os responsáveis pela comunicação social da Lazio, um time que tem um histórico de racismo e de ligações à extrema-direita, foram obrigados a reagir, mostrando repúdio.

Um grupo de representantes da Lazio, incluindo dirigentes e jogadores, levou flores à Sinagoga de Roma e nesta quarta-feira, na deslocação a Bolonha em jogo da 10.ª jornada da Serie A, os atletas da equipe romana entraram em campo com uma fotografia de Anne Frank estampada na camisa.

Claudio Lotito, presidente da Lazio, preocupado com a imagem arranhada do seu time, anunciou que o clube pagará uma viagem a 200 torcedores ao antigo campo de extermínio de Auschwitz para manter viva a memória da Shoah, o massacre de judeus popularmente conhecido como Holocausto. “Queremos, uma vez mais, reafirmar a nossa posição com um gesto claro e inequívoco: ninguém pode usar a Lazio. A maioria dos nossos seguidores está ao nosso lado, contra o antissemitismo”, disse o presidente.

Em declarações ao jornal espanhol El País, Arturo Diaconale, diretor de comunicação da Lazio, procurou isolar o seu clube dos membros dos Irriducibili, afirmando que condenam o episódio e que o seu clube mantem uma linha de intolerância contra o racismo.


Jogadores e torcedores da Juventus e da Spal fazem homenagem à memória de Anne Frank


Jogadores e torcedores do Napoli e do Gênova fazem homenagem à memória de Anne Frank

Na última rodada do Campeonato Italianos, as partidas começaram com uma manifestação de repúdio ao que aconteceu no último final de semana. Diversas equipes fizeram uma homenagem semelhante àquelas observadas com um minuto de silêncio, com os jogadores abraçados no centro do campo.

O público foi normal em todos os jogos, menos no jogo da Lazio contra o Bologna, pois ao saberem da homenagem, os torcedores, membros da ULTRAS, boicotaram a partida.


O clube organizou, mas torcedores ultras da Lazio boicotaram homenagem a Anne Frank.

OS ULTRAS NO BRASIL

Os ULTRAS encontram-se espalhados entre torcedores de diversos clubes de futebol do mundo. No Brasil há pelo menos 16 times que tem ULTRAS entre as suas torcidas uniformizadas. Os mais conhecidos são o Grêmio de Porto Alegre; o Sport do Recife; o Atlético Paranaense de Curitiba e o Goiás de Goiânia.

No estado de São Paulo há ULTRAS entre os torcedores da Portuguesa, da Ponte Preta, do Santos e do Corinthians.

No Ceará, a o Ferroviário Atlético Clube conta com uma torcida chamada Ultras Resistência Coral, que também faz parte deste malfadado grupo.


Torcedores Ultras italianos fazendo a saudação nazista

IDENTIFICADOS

Nesta sexta-feira, a polícia italiana identificou 20 torcedores que participaram da distribuição das imagens provocatórias no domingo. Os antissemitas foram identificados através de imagens de vídeo.

De acordo com a Polícia de Roma, 13 dos torcedores já eram investigados por atos de discriminação racial e por “colocar material antissemita com conteúdo ofensivo que poderia incitar o ódio racial”.

As autoridades referiram ainda que estes 13 torcedores da Lazio foram proibidos de participar de qualquer evento esportivo em toda a Itália, 12 deles por cinco anos e um por oito anos, pois trata-se de um reincidente.

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