Publicado por: noticiasdesiao | 12 de outubro de 2017

ISRAEL E ESTADOS UNIDOS ABANDONAM A UNESCO

HÁ PRECONCEITO NA UNESCO


Sede da Unesco em Paris

Os Estados Unidos anunciaram esta quinta-feira que se retiram da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), acusando a instituição de ser anti-Israel.

Os EUA conservam, no entanto, um estatuto de observador, acrescentou o Departamento de Estado, em vez da sua representação na agência da ONU sediada em Paris.

A porta voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, assegurou que “a decisão não surgiu superficialmente e reflete as preocupações dos Estados Unidos com as crescentes demoras nos pagamentos na UNESCO, a necessidade de uma reforma fundamental na organização e a tendência anti-Israel contínua na UNESCO”.

O comunicado do Departamento de Estado não oferece mais explicações ou argumentos. A porta-voz detalhou no seu comunicado que a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, foi notificada tanto da decisão dos Estados Unidos de se retirar da UNESCO, como da sua intenção de estabelecer uma missão permanente de observação.

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, disse “lamentar profundamente” a decisão norte-americana de se retirar da organização.

“A universalidade é essencial à missão da UNESCO para construir a paz e a segurança internacionais face ao ódio e à violência, pela defesa dos direitos humanos e da dignidade humana”, disse Bokova em comunicado.

A retirada dos Estados Unidos da UNESCO entra em vigor a 31 de dezembro de 2018.

ISRAEL SEGUE OS PASSOS DOS ESTADOS UNIDOS

Israel anunciou que vai sair da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), depois de os Estados Unidos terem decidido o mesmo, condenando o que dizem ser o preconceito anti-Israel.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, “deu instruções ao ministro dos Negócios Estrangeiros para preparar a saída de Israel da organização, paralelamente aos Estados Unidos”, informou, em comunicado, o gabinete do chefe do Governo de Israel.

Leia também: OS ANALFABETOS DA UNESCO

ANDS | ZAP | EFE | LUSA

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Publicado por: noticiasdesiao | 4 de outubro de 2017

MAIS DOIS JUDEUS GANHAM O PRÊMIO NOBEL

SUAS FAMÍLIAS VENCERAM O NAZISMO E ELES O NOBEL


Rainer Weis venceu o Prêmio Nobel de Física

O físico Rainer Weiss, um germano-americano mundialmente conhecido por suas contribuições na área da física gravitacional e da astrofísica, acaba de ser indicado como o ganhador do Prêmio Nobel de Física de 2017.Atualmente professor emérito no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Rainer Weis é mais um judeu a receber o prestigioso prêmio.

Rainer Weiss nasceu em Berlim em setembro de 1932, pouco antes do início do nazismo. Com a ascensão de Hitler ao poder, seus pais fugiram para os Estados Unidos, onde foram bem recebidos e acolhidos.

Já o geneticista Michael Rosbash, ganhador do Nobel de Medicina, nasceu em Kansas City, EUA, em março de 1944, seis anos depois que seus pais também deixaram a Alemanha de Adolf Hitler.

Filho de uma família religiosa tradicional, Michael Rosbash era presença constante na sinagoga frequentada pela família, pois seu pai era o chazan na mesma. Chazan é o responsável pela recitação das orações na liturgia judaica.

Rosbash receberá o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina, juntamente com Jeffrey C. Hall e Michael Warren Young, pelas descobertas relacionadas ao impacto do ritmo circadiano no ciclo de vida dos seres vivos. O ritmo circadiano regula os ritmos materiais e psicológicos do corpo humano exercendo, em alguns casos, significativa influência sobre a digestão, o estado de vigília, o sono, a renovação das células e o controle da temperatura do organismo humano.


Michael Rosbash foi distinguido com o Nobel de Fisiologia ou Medicina

Com mais estas duas indicações, o número de judeus laureados com este importante prêmio já se aproxima dos 200.

Entre os vencedores alemães do famoso prêmio sueco, é difícil comparar arianos puros com judeus, uma vez que vários dos alemães vencedores eram judeus. Já na comparação entre judeus e muçulmanos, a balança é extremamente desfavorável aos últimos.

Enquanto os muçulmanos foram premiados 13 vezes, os judeus foram 190! Até agora, pois ainda faltam anunciar 5 categorias relativas ao ano de 2017.

Em relação ao total de prêmios entregues, os muçulmanos receberam 1,3% e os judeus 25%.

Se levarmos em consideração que os muçulmanos representam hoje 23,4% da população mundial, a comparação fica ainda mais surpreendente, pois os judeus são apenas 0,2% dos seres humanos existentes na terra. Um número insignificante, uma capacidade de desenvolvimento impressionante!

Assim que os primeiros Prêmios Nobel de 2017 foram anunciados – e ao saber que dois dos laureados eram descendentes de sobreviventes da Shoah – me pus a pensar em quantos outros potenciais ganhadores não terão desaparecido nos campos de extermínio durante o famigerado Holocausto. E quantas famílias geradoras de mais vencedores jamais serão constituídas.

Se os judeus perderam milhões de entes queridos durante aquela catástrofe inominável, a humanidade perdeu bilhões de oportunidades de ver o planeta se transformar num mundo melhor.

Publicado por: noticiasdesiao | 3 de outubro de 2017

O ATENTADO DA RUA COPERNIC

O DIA EM QUE A ALEGRIA PELO RECEBIMENTO DA TORAH FOI MANCHADA DE SANGUE


A destruição defronte ao nº 42 da Rua Copernic no sofisticado bairro de Île-de-France

O cair da tarde do dia 03 de outubro de 1980 marcava o início de uma festa judaica chamada Simchat Torah, ou “A Alegria da Lei”. Inspirada no versículo 72 do Salmo 119, é um dos momentos mais festivos do calendário judaico. Em Israel é comum ver judeus conduzindo exemplares da Torah pelas ruas, a dançar e a festejar.

“Melhor é para mim a lei da tua boca do que milhares [de peças] de ouro ou prata”, diz o salmisto. E neste dia os judeus regozijam-se pelo SENHOR lhes ter dado esta Lei.

Festejar pelas ruas com a Torah nos braços, infelizmente não é uma prática muito segura em diversos países ocidentais. O antissemitismo coloca em risco a integridade dos judeus e compromete o sentido da festa, que é a manifestação da alegria. Por conta disso, é comum para os judeus fazer a festa reservadamente, conduzir a Torah com cânticos numa caminhada, em círculos, dentro das próprias sinagogas.

O dia 03 de outubro amanheceu como um dia normal para os judeus de Paris, que assistiam aos serviços religiosos na sinagoga da União Liberal Israelense, instalada na Rua Copernic, nº 42 na sofisticada Île-de-France.

É provável que as poucas dezenas de judeus reunidos no recinto não estivessem receosos, pois longe iam os tempos em que o terror atingira a comunidade judaica francesa. O último atentado acontecera há 39 anos, na mesma festa da Simchat Torah do dia 03 de outubro de 1941, no auge da Segunda Guerra Mundial, e desde então a calma reinava nas comunidades judaicas locais. Os tempos haviam mudado e os judeus presentes naquele evento estavam descontraídos.

Quando os relógios marcavam 18H38 uma imensa explosão instalou o caos, a destruição e a morte. O terror estava de volta.

Uma motocicleta estacionada em frente ao templo, com uma mochila contendo dez quilos de explosivos, causou a destruição de boa parte da rua, incluindo o prédio da sinagoga. O telhado de vidro desabou sobre os fiéis, uma das portas foi arrancada, os automóveis que estavam nas proximidades foram lançados para o ar e num raio de 150 metros quase todas as vitrines das lojas foram estilhaçadas.

Philippe Bouissou, um jovem de 22 anos, que passava pela Copernic na sua motocicleta morreu instantaneamente. Aliza Shagrir, mãe de dois filhos e esposa do produtor israelense de televisão Micha Shagrir, estava a caminho de um jantar com a amiga Tamar Golan, uma jornalista que residia na esquina da Rua Copernic, quando foi atingida pela explosão. Também morreu instantaneamente. Jean Michel Barbé, um francês que tinha amigos na comunidade judaica e que costumava estar presente nas solenidades festivas, foi atingido e também morreu. No lado oposto da rua, nas dependências do Hotel Victor Hugo, estava a trabalhar o emigrante português Hilário Lopes-Fernandez, que foi ferido gravemente e veio a falecer dois dias depois. No interior da sinagoga reinava a mais completa destruição e 42 pessoas estavam gravemente feridas.

Nos dois anos seguintes, 73 episódios de terror aconteceram em diversas partes da Europa. O objetivo era sempre qualquer alvo judaico. Foram anos de violência implementados pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que sob direção do facínora Yasser Arafat semeou o terror e o medo em diversas partes do mundo.

Infelizmente os europeus àquela altura acabaram por encarar os judeus como o problema e não os perpetradores dos atentados.

Durante uma visita ao hospital onde se encontravam os feridos, o rabino Michael Williams, líder da sinagoga destruída, foi censurado por um membro da equipe médica que os assistia: “Por que as suas sinagogas são construídas no centro de Paris?!”, indagou o profissional. “Elas deveriam estar na periferia, para não prejudicar os franceses inocentes”, concluiu rispidamente o médico plantonista.

Um ano depois, após outro ataque o contra a sinagoga de Bruxelas, Phillippe Moureau, ministro da justiça belga, comentou: “Não podemos colocar um policial na cada porta de cada judeu”.

De vítima, o judeu passava a ser responsável pelo problema. Quatro décadas depois, os europeus se dão conta de que todos nós somos vítimas do terrorismo e não apenas os judeus.

Em 14 novembro de 2014, 34 anos após uma longa investigação e um complicado processo de extradição, desembarcou em Paris o libanês Hassan Diab, até agora o único acusado do tenebroso atentado.

Hassan Diab (acima) era ligado à Organização para a Libertação da Palestina e hospedou-se em Paris com documentos falsos. A análise da ficha que preencheu no hotel onde se hospedou é um dos documentos mais incriminatórios do processo.

Após o atentado, Hassan Diab viveu pacatamente no Canadá, dando aulas de Sociologia na Universidade de Ottawa, e agindo como se fosse um cidadão comum. Encontra-se hoje na na prisão de Fleury-Mérogis, um centro correcional de alta segurança no sul de Paris, onde aguarda o julgamento final do processo.

A festa da Simchat Torah de 1980 ficou marcada para sempre na comunidade judaica, de Paris e do mundo, com o dia em que a alegria pelo recebimento da Torah foi substituída pelos gemidos de dor e pela morte.

E isso aconteceu no dia 03 de outubro de 1980, há exatos 37 anos.

Publicado por: noticiasdesiao | 30 de setembro de 2017

71 ANOS DO VEREDICTO DE NUREMBERG

O JULGAMENTO DO SÉCULO


Juízes ouvem Robert H. Jackson no Tribunal de Nuremberg

Para Adolf Hitler, Nuremberg era “a capital simbólica do III Reich”. E por este simbolismo, ao terminar a Segunda Guerra Mundial, os representantes dos governos vencedores escolheram esta cidade para a realização do julgamento dos criminosos de guerra. E foi assim então que em Nuremberg, de 20 de novembro de 1945 a 1º de outubro de 1946, aconteceu aquele que passou para a história como “O Julgamento do Século”.

Para o povo judeu, o Julgamento de Nuremberg revestiu-se de uma importância especial, pois pela primeira vez os representantes oficiais das forças aliadas apresentaram ao mundo uma farta documentação sobre a perseguição e o massacre que os judeus sofrerem ao longo da guerra. O que se viu e ouviu em Nuremberg abalou o mundo e mostrou os horrores daquilo que hoje se convencionou denominar Holocausto, mas que os judeus chamam de “Shoah”.

Quando o julgamento começou, perante o Tribunal, composto por juízes dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e União Soviética, estavam presentes 21 dos 24 indiciados.

Os quatro ausentes foram o Barão Gustav Krupp, que encontrava-se incapaz; Robert Ley, líder da Frente Trabalhista, pois cometera suicídio e Martin Bormann, secretário pessoal de Adolf Hitler, cujo paradeiro nunca foi explicado, e que acabou sendo julgado in absentia.


Os assassinos no momento em que ouviam a leitura da sentença

A lamentar-se apenas o fato de que a acusação mais significativa foi deixada num segundo plano, pois para que os réus fossem alcançados por um veredicto amplo, a acusação evitou abordar frontalmente a estratégia alemã de aniquilamento, a famigerada “Solução Final da Questão Judaica”.

O Tribunal de Nuremberg se reuniu por 403 sessões, nas quais foram ouvidas mais de uma centena de testemunhos e examinados milhares de documentos. O grande destaque do julgamento ficou para o promotor Robert H. Jackson, um brilhante integrante da Suprema Corte dos Estados Unidos e homem de confiança do presidente Franklin Delano Roosevelt.

O mais surpreendente é que Robert Jackson era um jurista autodidata, que recebeu uma educação modesta e não tinha nenhum diploma universitário.

No seu pronunciamento final, Robert H. Jackson concluiu: “Nós acusamos que todas as atrocidades contra os judeus foram a manifestação e a culminação do plano nazista, no qual, a cada um dos réus cabe sua parte. Embora alguns tenham agora reconhecido que esses crimes de fato ocorreram, nenhum deles se opôs à política do extermínio, nem a tentou revogar ou modificar. Foi a determinação de extinguir os judeus que cimentou sua conspiração em comum”.

O veredito de Nuremberg foi lido no dia 30 de setembro de 1946, há exatos 71 anos.


A manchete do Suddeutsche Zeitung anuncia a sentença do Julgamento do Século

AS CONDENAÇÕES

Albert Speer, Líder nazista, arquiteto do regime e Ministro de Armamentos: 20 anos de prisão.

Alfred Jodl, Chefe de Operações do OKW (Alto Comando das Forças Armadas): Morte por enforcamento.

Alfred Rosenberg, Ideólogo do racismo e Ministro do Reich para os Territórios Ocupados do Leste: Morte por enforcamento.

Arthur Seyss-Inquart, Líder da anexação da Áustria e Gauleiter dos Países Baixos: Morte por enforcamento.

Baldur von Schirach, Líder da Juventude Hitleriana: 20 anos de prisão.

Erich Raeder, Comandante-chefe da Kriegsmarine: Prisão perpétua.

Ernst Kaltenbrunner, Chefe do RSHA e membro vivo de maior escalão da Schutzstaffel: Morte por enforcamento.

Franz von Papen, Ministro e vice-chanceler: Absolvido.

Fritz Sauckel, Diretor do programa de trabalho escravo: Morte por enforcamento.

Gustav Krupp, industrial que usufruiu de trabalho escravo: Acusações canceladas por saúde debilitada.

Hans Frank, Governador-geral da Polônia: Morte por enforcamento.

Hans Fritzsche, ajudante de Joseph Goebbels no Ministério da Propaganda: Absolvido.

Hermann Göring, Comandante da Luftwaffe, Presidente do Reichstag e Ministro da Prússia: Morte por enforcamento. Suicidou-se antes de ser enforcado.

Hjalmar Schacht, Presidente do Reichsbank: Absolvido.

Joachim von Ribbentrop, Ministro das Relações Exteriores: Morte por enforcamento.

Julius Streicher, Chefe do periódico anti-semita Der Stürmer: Morte por enforcamento.

Karl Dönitz,Presidente da Alemanha e comandante da Kriegsmarine: 10 anos de prisão.

Konstantin von Neurath, Ministro das Relações Exteriores, Protetor da Boêmia e Morávia: 15 anos de prisão.

Martin Bormann, Vice-líder do Partido Nazista e secretário particular do Führer: Morte por enforcamento.

Robert Ley, Chefe do Corpo Alemão de Trabalho: Suicidou-se na prisão.

Rudolf Hess, Vice-líder do Partido Nazista: Prisão perpétua.

Walther Funk, Ministro de Economia: Prisão perpétua.

Wilhelm Frick, Ministro do Interior, autorizou as Leis de Nuremberg: Morte por enforcamento.

Wilhelm Keitel, Chefe do OKW: Morte por enforcamento.

ANDS

Publicado por: noticiasdesiao | 29 de setembro de 2017

O MASSACRE DE BABI YAR

DOIS DIAS DE HORROR NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Nos dias 29 e 30 de setembro de 1941 aconteceu o maior assassinato de judeus em um único lugar em toda a história da humanidade. Nas proximidades de Kiev, capital da Ucrânia, numa ravina chamada Babi Yar, as Einsatzgruppen nazistas fuzilaram 33.771 judeus, homens e mulheres, idosos e crianças. Foi o maior massacre deste tipo em toda a 2ª Guerra Mundial.


Mulheres judias pouco antes de serem assassinadas em Babi Yar

Durante a Segunda Guerra Mundial, nos países invadidos e ocupados pelas tropas nazistas de Adolf Hitler, as Einsatzgruppen der Sicherheitspolizei und des SD, ou “forças-tarefa” e “grupos de intervenção”, eram as unidades da polícia política mais temidas do III Reich. Uma das “tarefas” das Einsatzgruppen era organizar entre a população local indivíduos dispostos a perpetrar ou a participar do assassinatos em massa de judeus. Na Ucrânia o trabalho das Einsatzgruppen foi mais fácil, pois centenas de milhares de ucranianos colaboraram entusiasticamente com os nazistas.

Antes mesmo dos alemães implementarem os assassinatos sistemáticos de judeus, alguns milhares de ucranianos já realizavam sangrentas perseguições enquanto outros milhares tornaram-se guardas nos campos de extermínio. A ajuda da polícia ucraniana permitiu aos nazistas identificar e reunir os judeus para serem conduzidos a locais ermos onde eram brutalmente assassinados a tiros.


Poster antissemita e cartaz obrigando os judeus a se apresentarem na Ravina da Velha

A UCRÂNIA NOS DIAS ANTERIORES AO MASSACRE DE BABI YAR

A Ucrânia como um todo e sua capital, Kiev, em particular, não passaram incólumes ao clima de crescente antissemitismo que varreu parte da Europa nos anos 30 e 40 do Século passado. Muito antes dos alemães levarem a cabo o infame massacre de Babi Yar, já havia posteres demonizando os judeus espalhados por todo o país (figura 1).

Nos dias 27 e 28 de setembro, dois dias antes do massacre, os nazistas colocaram cartazes em russo e ucraniano por toda a cidade de Kiev, convocando os judeus para uma espécie de “reassentamento” (figura 2). Os cartazes diziam: “Ordena-se a todos os judeus residentes de Kiev e suas vizinhanças que compareçam à esquina das ruas Melnyk e Dokterivsky, às 8 horas da manhã de 2ª feira, 29 de setembro de 1941, portando documentos, dinheiro, roupas de baixo, etc. Aqueles que não comparecerem serão fuzilados. Aqueles que entrarem nas casas evacuadas por judeus e roubarem pertences destas casas serão fuzilados”. Mais de 30 mil judeus se apresentaram.


Soldado alemão observa Kiev no dia 19 de setembro de 1941, dez dias antes do massacre de Babi Yar.

Nos dias 29 e 30, véspera de Yom Kipur, os judeus foram levados a Babi Yar, uma ravina nos arredores da cidade, acreditando que seriam embarcados em trens para um reassentamento. A multidão de homens, mulheres e crianças era grande o bastante para que ninguém se desse conta do que estava para acontecer, a não ser tarde demais.


Soldados nazistas e cidadãos ucranianos perpetraram o massacre

O massacre foi realizado em dois dias, pela unidade C do Einsatzgruppen, apoiada por membros de um batalhão das Waffen-SS. Unidades da polícia ucraniana foram usadas para agrupar e conduzir os judeus até o local de fuzilamento.

O massacre atingiu tal grau de barbárie e foi tanto o sangue derramado que o escritor romeno Elie Wiesel fez o seguinte registro: “Testemunhas oculares disseram que, por meses após as mortes, o solo de Babi Yar continuava a esguichar guêiseres de sangue”.


Anna Glinberg, Malvina e Polina Babat e Velvele Valentin Pinkert, crianças mortas em Babi Yar.

KIEV COLHE OS FRUTOS DA BARBÁRIE

Em 1961, uma forte chuva destruiu a barragem que abastecia a cidade de Kiev. Uma torrente de água, argila e lama escorreu pelas ruas da capital da Ucrânia. Em meios à lama vieram milhares de restos de ossos humanos. Vinte anos depois era os mortos de Babi Yar clamavam por justiça.

A enxurrada provocou vários incêndios, destruiu uma garagem e, ao atingir a estação de bondes, virou os vagões, enterrando vivos todos os que estavam na estação e a bordo dos bondes. Nessa noite, enquanto os soldados estavam ocupados escavando em busca dos mortos e procurando sobreviventes na lama, uma segunda onda de argila líquida vinda de Babi Yar, causou mais estragos e morte.

Babi, em ucraniano, tem o sentido de “velha senhora”, e Yar, em turco, é “ravina”, ou “barranco”. O massacre ocorreu na “Ravina da Velha Senhora”.

Emblematicamente, alguns dias depois da tragédia das chuvas de 1961, quando um bonde passou pelo local do desastre, uma velha senhora ucraniana começou a gritar: “Foram os judeus que fizeram isso. Estão se vingando de nós”.

Judeus mortos não se vingam, mas a vingança e a justiça não serão esquecidas pelo Deus dos judeus.


Ucranianos torturam judeu junto a um busto de Lênin

ANDS | MORASHA

Publicado por: noticiasdesiao | 23 de setembro de 2017

ISRAEL SEMPRE VÍTIMA

QUANDO OS ÁRABES BRIGAM QUEM PERDE É ISRAEL


Residências destruídas em Ramat Gam por míssil disparado pelo Iraque

Na manhã do dia 2 de agosto de 1990, tropas iraquianas invadiram o Kuwait dando início à Guerra do Golfo. Sob o comando de Saddan Hussein, o Iraque voltava a incendiar a região, dois anos depois do final da Guerra Irã-Iraque, que se estendera de setembro de 1980 a agosto de 1988.

Apesar da Guerra do Golfo envolver basicamente três países árabes, Iraque, Kuwait e Arábia Saudita, a verdade é que os ataques acabaram sobrando para um país que não tinha nada a ver com a história. No dia 23 de setembro de 1990, 21 dias depois do início da guerra, o governo de Bagdá informou que se algum país ousasse expulsar suas tropas do Kuwait ele, Saddan Hussein, bombardearia… Israel.

Três meses depois, em janeiro de 1991, o Iraque começou a cumprir as suas ameaças. Entre janeiro e fevereiro de 1991, o Iraque lançou contra Israel 39 mísseis SCUD, que causaram duas mortes, centenas de feridos e inúmeros prejuízos materiais.

No dia 17 de janeiro daquele ano, forças aliadas lideradas pelos EUA atacam o Iraque e o Kuwait. As bases dos mísseis iraquianos que poderiam atingir Israel foram arrasadas.

No dia 28 de fevereiro a guerra chegou ao fim. O Iraque perdeu.

Embora o Estado de Israel e o seu povo não tenha feito absolutamente nada para causar ou interferir naquela guerra, ficou marcado para sempre, nas imagens registradas pelos correspondentes de guerra, o ambiente de tensão em Tel Aviv, Jerusalém e outras cidade israelenses, pois do céu, sem nenhum controle, poderia vir a qualquer hora um terror chamado SCUD.

As ameaças começaram no dia 23 de setembro de 1990, há exatos 27 anos.

ANDS | ARQUIVO

Publicado por: noticiasdesiao | 21 de setembro de 2017

A RESOLUÇÃO HARDING

O RESTABELECIMENTO DO ESTADO DE ISRAEL NÃO FOI UMA COMPENSAÇÃO DE GUERRA

No início do Século XX, O presidente dos Estados Unidos, Warren G. Harding, aprovou uma resolução do Congresso norte-americano que apoiava o restabelecimento do Estado judeu na Terra de Israel.

Esta resolução foi aprovada há exatos 95 anos, no dia 21 de Setembro de 1922, em Washington.
Ou seja, a resolução foi aprovada 20 anos antes da Segunda Guerra Mundial e quase 30 da Resolução 186 da Organização das Nações Unidas que restabeleceu o Moderno Estado de Israel.

Em 1948 o que aconteceu foi a restituição de uma terra aos seus legítimos donos e não a criação de um país como compensação de crimes de guerra.

ANDS

Publicado por: noticiasdesiao | 21 de setembro de 2017

A PERSEGUIÇÃO DE ZURIQUE

UMA TRAGÉDIA MAIS NEGRA DO QUE A PESTE

Em meados do Século XIV a Europa vivia os terríveis dias da Peste Negra. Como naqueles tempos obscuros a Igreja Católica limitava a iniciativa dos cientistas – e sem uma explicação para tantas mortes – os judeus suíços foram acusados de envenenar os poços de água dos católicos da cidade de Zurique.

Sob tortura, dezenas deles foram forçados a assumir o envenenamento, sendo que os registros destas confissões foram enviados de uma cidade para outra por toda a Suíça.

Levadas por mercadores que desciam o rio Reno, as confissões forçadas chegaram até a Alemanha, resultando num massacre sem precedentes.

Cerca de 510 aldeias judias foram arrasadas e milhares de judeus assassinados. Além de fragilizar a economia da comunidade judaica de diversos países, o falso caso dos poços envenenados fez despertar o ódio dos católicos por toda a Alemanha.

A tragédia começou há exatos 669 anos, no dia 21 de Setembro de 1348, em Zurique.

Ou seja, este acontecimento se deu 135 anos antes do nascimento de Martinho Lutero, 169 anos antes da Reforma Protestante e 195 anos antes do reformador escrever qualquer livro sobre os judeus.

A perseguição aos judeus da Alemanha durante a Idade Média não se deu por causa dos escritos de Lutero. O antissemitismo predominante entre os católicos na época, há séculos envenenavam as mentes e os corações dos fiéis romanos.

Como membro do clero, o então Padre Martinho Lutero infelizmente foi contaminado por este veneno durante parte da sua vida.

Com o avanço da consciência verdadeiramente cristã, os protestantes europeus passaram a ter um comportamento diferente daqueles que tinham os católicos e hoje a igreja protestante europeia é das mais amigas do Estado de Israel e do povo judeu.

SOBRE A GRAVURA

O desenho que ilustra este artigo é justamente da época do massacre de Zurique (cerca de 1350 d.C.) e fazia parte da propaganda antissemita predominante na época. A imagem mostra judeus coletando sangue de crianças católicas para supostamente utilizá-lo nas suas cerimônias. Esta era um tipo de ilustração muito popular nos meios católicos na Idade Média.

ANDS

Publicado por: noticiasdesiao | 19 de setembro de 2017

ROSH HASHANAH

UMA FESTA REPLETA DE SIMBOLISMOS

Ao cair da tarde desta quarta-feira, 20, até o final da sexta, 22, judeus de todo o mundo celebrarão o início de mais um ano novo no calendário judaico. Esqueçam o dia 21 de Setembro de 2017, pois vamos é entrar no dia 1º de Tishrei de 5778.

Sim, Israel e o mundo judaico continuam a seguir, pelo menos de forma ritual, o calendário mais antigo do mundo, o calendário que foi observado pelos profetas, pelos reis de Israel, por Jesus Cristo e por Seus discípulos.

E segundo este calendário milenar, estamos às portas de um novo ano, estamos entrando em Rosh Hashanah. Portanto, Shanah Tovah Umetukah Lekulam!

Mas, o que diferencia e o que aproxima judeus e gentios nas comemorações de um Ano Novo? Ao contrário do que acontece com o Natal e o Hanukkah, em relação ao Ano Novo, as tradições observadas pelos gentios pouco tem a ver com a festa judaica.

Conheça agora algumas tradições do Rosh Hashanah, o Ano Novo Judaico.

TRADIÇÃO! TRADIÇÃO!

Mergulhar no mel uma fatia de chalah [pão] redonda e uma de maçã; saborear tâmaras, doce de abóbora ou cenouras adocicadas são atos que fazem parte do ritual que precede a refeição festiva, nas noites de Rosh Hashaná. pois é costume, após o kidush [bênção do vinho], provar vários alimentos simbolicamente selecionados e sobre cada um destes, fazer um pedido a D’us para o novo ano que se inicia.

Transmitido de geração em geração, esse costume está baseado em um ensinamento talmúdico e faz parte de vários códigos de leis judaicos. Os alimentos, escolhidos tanto por ter um sabor doce como pela conotação sugerida por seu nome em aramaico ou hebraico, devem servir de bom augúrio para o ano que se inicia.

Antigos rabinos diziam ainda que estes alimentos despertem, por seu sabor, sensações agradáveis, e que o essencial é o significado espiritual que eles têm. Como o importante não é o que se come, mas o porquê, foi instituída uma prece específica ou um pedido para cada um dos mesmos. É esta pequena prece que confere à ação o seu significado espiritual. Assim, antes de ingerir um alimento, os judeus se dirigem ao Todo-Poderoso e rogam: “Yehi Ratzon Milefanêcha, Ado-nai Elo-Henu Velo-hê Abotenu“, que traduzido significa: “Que seja Tua vontade, Senhor nosso D’us, D’us de nossos pais.”

Que alimentos são esses? Sua escolha remonta à época talmúdica, mas, no decorrer dos séculos, foram adotados diferentes costumes nos vários países onde os judeus se estabeleceram. Daí a diversidade das tradições entre as diferentes comunidades. Ashquenazitas e sefaraditas têm costumes diferentes, apesar de alguns itens serem comuns a todos. A regra é simples: Cada judeu segue o costume da sua casa. Pronto.

A IMPORTÂNCIA DA SIMBOLOGIA

O Rosh Hashanah aparece no Talmude logo depois das referências à coroação dos reis. Para os rabinos que escreveram o Talmude, os reis de Israel deveriam ser coroados na primavera – para que sua soberania fosse contínua, como o fluir dos rios, durante essa estação. Logo depois, o Talmude fala de Rosh Hashanah, que acontece logo depois da primavera, quando a terra começa a dar seus melhores frutos. Independentemente “de que data do ano ocidental” venha a cair, o Rosh Hashanah sempre será “na mesma estação do ano oriental”. No ano passado, por exemplo, caiu em Outubro.

Em relação à importância dos símbolos, a primeira pergunta a se fazer é: Qual o motivo para o uso desses símbolos em Rosh Hashaná?

Para os judeus, cada detalhe serve de lembrete. Ao ingerir alimentos que têm conotações positivas e dirigir pedidos ao Todo-Poderoso, a pessoa se conscientiza que está sendo julgada por seus atos no ano que finda. Cada pessoa sabe que é chegado o momento de tentar aproximar-se de D’us e de se arrepender dos seus erros.

A segunda pergunta é: Qual a razão de terem escolhidos estes alimentos?

Aí as opiniões variam. Shlomo Yitzhaki, um rabino que viveu no início do Século XI, defendia a ideia de que a simbologia pode ser explicada por dois aspectos: 1. A doçura natural de alguns alimentos, representam que um novo ano além de bom deve ser também “doce”; 2. Outros alimentos, que crescem rápido e são abundantes, representam a abundância dos méritos de todo o povo de Israel. Vem daí a origem da expressão mais usada nesta época: “Shanah Tovah Umetukah!”, ou seja, “Um ano Bom e Doce!”

Outros líderes apontam o fato de que é no nome de alguns alimentos que está contida sua simbologia. Há alimentos cujo nome fazem referência a crescimento e abundância. Para estes intérpretes, esses alimentos simbolizam a fartura e o aumento das boas ações praticadas por Israel. E há também alimentos cujos nomes fazem alusão à eliminação ou destruição, e são usados em referência aos pecados e aos inimigos de Israel.

UMA FESTA EXTREMAMENTE DOCE

Em Rosh Hashaná, costuma-se consumir apenas bebidas e alimentos adocicados – indicando a esperança de um ano de fartura e doçura. Esta tradição aparece na Bíblia Sagrada. No Livro de 1 Samuel, por exemplo, o rei Davi e suas tropas enviaram a Nabal, o carmelita, a mensagem: “Viemos em boa ocasião. Dá, pois, a teus servos e a Davi, teu filho, o que achares à mão” (25:8). Segundo antigos rabinos isso aconteceu na véspera de um Rosh Hashanah e Davi não tinha alimentos para a refeição festiva. Embora Nabal tenha recusado o pedido, sua esposa, Abigail, forneceu os víveres, inclusive vinho, uvas e figos secos. Estas frutas adocicadas constituíram as refeições de Rosh Hashanah do rei David e seus homens.

Teria sido também em Rosh Hashanah que Neemias, no capítulo 8:10, dispensou os judeus reunidos em Jerusalém, dizendo-lhes: “Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do Senhor é a vossa força.”

O costume de consumir alimentos doces é uma das características mais marcantes das refeições de Rosh Hashanah. O kidush é feito de preferência sobre um vinho doce e, em seguida, molha-se um pedaço de chalah no mel ou no açúcar. Certas comunidades têm o hábito de molhar o pão no mel, ao invés do sal, no período de Rosh Hashaná até o sétimo dia de Sucot. As chalot [plural de chalah] usadas na festividade também são adocicadas e, diferentemente do feitio de trança geralmente usado no restante do ano, são feitas redondas para simbolizar o ciclo da vida, da continuidade e da eternidade. Feitas sem arestas, simbolizam o pedido de cada judeu para que o ano que se inicia seja um ano sem conflitos. O feitio circular, de coroa, serve também como lembrete da Realeza de D’us, o tema mais importante da data.

Há várias simbologias no ato de se molhar a chalah no mel. Entre elas, a semelhança existente entre a chalah e o maná que alimentou Israel, durante 40 anos no deserto. Qual era o gosto do maná? Êxodo 16:31 diz que “o seu sabor [era] como bolos de mel. A própria palavra mel, em hebraico, transmite a esperança na Misericórdia Divina, pois como cada letra do alfabeto hebraico corresponde também a um número, o valor numérico da palavra mel, dvash, equivale ao valor da expressão “Av Ha’Rachamim” (Pai Misericordioso). Assim, o mel simboliza, para os judeus, a esperança de que a misericórdia de D’us os alcance por Sua infinita compaixão.

É também no mel que, a seguir, molha-se uma fatia de maçã – ou no açúcar, como fazem os judeus orientais, para reforçar os votos para o novo ano. Após agradecer o Todo Poderoso por Sua benevolência, os judeus pedem que D’us conceda novamente um ano bom e tão doce quanto o mel.

E por que os judeus escolheram a maçã e não outra fruta? Porque a maçã representa o povo de Israel e, em várias ocasiões, nos textos sagrados, Israel é comparado a “uma maçã perfumada”. Esta fruta é também usada como símbolo para representar o Pentateuco. É comum encontrar em outras literaturas judaicas a expressão “Campo de Maçãs Sagradas” para descrever a manifestação da Presença Divina. O perfume da maçã é uma referência ao perfume do Jardim do Éden e é também associado à bênção que Jacó recebeu de seu pai, Isaque. E há uma tradição judaica de que este fato teria acontecido justamente durante um Rosh Hashanah.

SEFARADITAS E ASHQUENAZITAS

Segundo o costume sefaradita, os alimentos utilizados nas noites de Rosh Hashaná (imagem acima) são tamar (tâmara), rubia (feijão de corda), carti (alho-poró), silcá (acelga), cará (abóbora), rimon (romã), tapuach (maçã), dvash (mel) e rosh keves (cabeça de carneiro).

Entre os ashkenazitas é costume usar tapuach (maçã), dvash (mel), guezer (cenouras), keruv (repolho), dag (peixe), rimon (romã) e rosh dag (cabeça de peixe).

Ao se analisar a raiz hebraica ou aramaica dos nomes dos alimentos que ao longo dos anos foram integrados ao ritual, encontra-se um paralelo entre o significado das bênçãos e sua ligação com a história judaica. Sobre certos alimentos, os judeus pedem a D’us que “aumentem” méritos e virtudes, como no caso do feijão de corda que em hebraico recebe o nome de rubia. O nome hebraico rubia provém do radical rava, que significa “aumentar”.

E mesmo quando, por questões regionais, há a necessidade de se substituir algum alimento, os judeus procuram sempre algo que faça sentido mais simbólico que gastronômico. Por exemplo, nas comunidades europeias que falavam o ídiche, os judeus ao invés do feijão de corda passaram a usar cenouras, alimento mais fácil de ser encontrado. Mas, porque cenoura e não beterrabas, por exemplo? Porque cenoura em ídiche é mehren, e mehren também significa “aumentar” ou ” multiplicar” em ídiche.

Quando comem peixe, os ashquenazitas pedem a D’us que possam “multiplicar-se como os peixes”. Já a romã serve para incentivar os judeus a serem repletos de boas ações, exatamente como cheias de sementes são essas frutas. Segundo uma interpretação talmúdica, cada romã tem em média 600 caroços, e como há no Pentateuco 613 mitzvot (preceitos), não é difícil encontrar romãs com quantidades de caroços iguais às das mitzvot.

Ou seja, todo alimento tem seu simbolismo, como no caso das tâmaras. Ao comê-las, os judeus pedem a D’us que os afaste de tudo aquilo que lhes faça mal ou que os leve a fazê-lo. O nome tamar lembra o radical de tam, que em hebraico é exterminar.

Outro pedido é que os inimigos, aqueles que querem fazer o mal, sejam vencidos. Alho-poró em aramaico é cartie e em hebraico carat, cujo significado é “eliminar”. Assim, ao comer o alho-poró, os judeus pedem a D’us que os seus inimigos sejam vencidos.

Ao comer a acelga, que é silcá, uma palavra que vem da raiz silec (afastar), é como se os judeus estivessem pedindo para serem afastados daqueles que lhes querem fazer o mal.

Os sefaraditas costumam comer um doce feito de abóbora, que em hebraico é cara, um termo que remete à palavra cará (anular). Ao comer este doce, pede-se que neste dia de julgamento sejam anulados os maus decretos e apenas os méritos sejam lidos perante D’us.

Finalmente o último pedido: ao comer alguma parte da cabeça de um animal ou de um peixe, os judeus pedem para ser bem-sucedidos, colocados “como cabeça e não cauda”. Isso serve para que o povo de Israel recorde-se que eles não devem ser subservientes a nenhum outro poder, a não ser a D’us. Para este pedido, costuma-se usar uma parte da cabeça do carneiro, para que D’us possa se recordar, para o bem do Seu povo, o sacrifício de Isaque, que à última hora foi substituído por um carneiro.

O PLURALISMO DE OUTROS COSTUMES

Em algumas comunidades costuma-se comer uma fruta nova da estação na segunda noite de Rosh Hashanah, para justificar uma bênção chamada “shehecheianu”, que é recitada sempre que um judeu tem prazer com coisas novas.

Com o tempo, os judeus foram adotando vários outros costumes, inspirados nos nomes de outros alimentos. No passado, os judeus da Ucrânia, por exemplo, costumavam dar aos filhos fígado de galinha, isso porque em ídiche fígado é leberlach um homófono da palavra leb ehrlic, que significa “viver honestamente”.

Há quem não coma nozes nesta festa, porque a soma das letras da palavra egoz (noz) no paralelismo numérico hebraico tem o valor de chet, o termo hebraico para “pecado”.

Outros grupos assam a chalah na forma de uma espiral, como lembrete de que D’us decidirá quem subirá e quem descerá os degraus da vida.

Um costume menos conhecido é o de fazer a chalah no formato de pássaro, para lembrarem do que diz Isaías 31:5: “Como as aves voam, assim o Senhor dos Exércitos amparará a Jerusalém; Ele a amparará, a livrará e, passando, a salvará.”

Em certos lares sefaraditas dos países do Mediterrâneo e do Oriente Médio, é comum se começar a refeição festiva servindo um peixe inteiro, como expressão do desejo de prosperidade, fertilidade e boa sorte para o ano vindouro.

Mas a multiplicidade de tradições é tão imensa que algumas vezes elas chegam mesmo a se chocar entre si, como no caso dos judeus marroquinos, que não comem peixe em Rosh Hashaná, pois a palavra para peixe é dag em hebraico, o que lembra a expressão d’agá, cujo significado é “preocupação”. E, convenhamos, como ninguém quer começar um novo ano preocupado, deixemos o peixe de lado.

Mas, o que importa mesmo é que, independentemente do costume adotado em cada comunidade, os judeus, geração após geração, continuam a invocar as bênçãos do D’us de Israel sobre suas vidas.

E neste momento em que a comunidade judaica celebra mais um Rosh Hashanah, nós que fazemos o NOTÍCIAS DE SIÃO desejamos a todos que 5778 seja um “Shanah Tovah Umetukah Lekulam ve l’Shanah Haba’ah b’Yerushalayim!” (Que 5778 seja “Um ano bom e doce para todos e que possamos no que vem estarmos em Jerusalém!”)

São os votos de Roberto, Verônica, Jordana e Josh Kedoshim.

MORASHÁ | MESORAH | ISAAC DISHI | ANDS

Publicado por: noticiasdesiao | 18 de setembro de 2017

VALE A PENA VISITAR OU RETORNAR A ISRAEL

Se você nunca foi a Israel vá, garanto que ficarás boquiaberto! Se já foi, volte, pois tenho certeza de que ainda não viu nada.

ISRAEL, UM PAÍS DE TIRAR O FÔLEGO!


Museu Ilana Goor em Tel Aviv

Em 2018 o Moderno Estado de Israel fará 70 anos e o país fará uma das maiores festas de todos os tempos! Eis aqui uma excelente oportunidade para conhecer ou matar as saudades desta terra incrível!

ATENÇÃO, ESTE ARTIGO CONTÉM MAIS DE VINTE EXCLAMAÇÕES!

Foram necessários cerca de dois mil anos para que os judeus pudessem ter de volta a Terra que por lei e por direito lhes pertence. Sim, uma Terra com T maiúsculo, pois “Eretz Yisrael” foi, é e sempre será a Terra de Israel!

Quando em 29 de novembro de 1947 os 56 representantes da recém fundada Organização das Nações Unidas votaram a favor da criação de um estado judeu eles não estavam fazendo nenhum favor nem reparando os prejuízos, materiais e físicos, causados ao povo judeu durante a Segunda Guerra Mundial. As Nações Unidas estavam simplesmente desfazendo uma injustiça de vinte séculos.

Apenas seis meses após aquele dia histórico, as atenções do mundo voltaram-se novamente para aquela minúscula nação recentemente reconhecida. Agora a liberdade era total, pois em 14 de Maio de 1948 o seu valoroso povo libertava-se de uma vez por todas das amarras do passado e proclamavam a sua independência.

Se para o mundo todo os fatos ocorreram em dois anos diferentes, para os judeus não, pois os dias 29 de Novembro de 1947 e 14 de Maio de 1948 correspondiam aos dias 16 de Kislev e 5 de Iyyar do ano judaico de 5708. O mundo podia ter-se esquecido que aquele povo tinha uma terra, mas os judeus não. E agora eles, finalmente, podiam voltar para ela. Depois de dois mil anos recitando “L’shanah rabba b’Yerushalayim” em terras estranhas, o dia de cantar e dançar em suas ruas havia chegado.

É esta alegria, é esta festa que os judeus relembrarão e revirão em 2018, ou melhor, em 5778.

Mas, que país encontrará quem visitar Israel neste ano de 2018?

A primeira coisa que destacamos é que este país é o País da Bíblia. De capa à capa, o livro mais publicado, mais lido, mais estudado do mundo faz referências diretas a Israel! E isso não é pouco. Nenhuma nação, nenhum povo, foi tão fartamente registrado e tão amplamente estudado como a Terra de Israel e o Povo de Israel!

A segunda coisa é que não existe em todo o mundo uma nação mais democrática do que o Estado de Israel. Podem existir nações similares, mas nenhuma mais democrática que Israel. E em todo o Oriente Médio, não há nenhum país que tenha 10% da democracia que é praticada em Israel!

Um país acolhedor, com cidades vibrantes, praias exuberantes, belezas naturais inenarráveis e, evidentemente, um sítio arqueológico em cada esquina.

É impressionante o que se pode encontrar num país de tão minúsculas proporções! Com apenas 22.072 km², Israel é praticamente do tamanho do Estado de Sergipe, o menor Estado brasileiro, e menor do que o Alentejo, a maior região de Portugal. Na verdade, seria possível colocar 4 Estados de Israel dentro de Portugal e 387 dentro do Brasil! E no entanto este pequeno país está no centro das atenções diárias de todo o mundo.

CINCO RAZÕES PARA VISITAR ISRAEL

1. ATRAÇÕES EXTREMAMENTE CONCENTRADAS

Nenhum roteiro turístico do mundo oferece tantas atrações em tão pouco espaço de tempo. Você pode estar hospedado no norte do país, passar o dia passeando no sul e simplesmente voltar para o seu hotel no final do dia. Tudo em Israel é tão a concentração de atrações neste pequeno espaço é simplesmente impressionante!

A concentração não se restringe às atrações tangíveis. Veja por exemplo o caso de Jerusalém. Além de ser a Capital Indivisível do Estado de Israel, esta cidade é considerada sagrada por três das maiores religiões do mundo! Isso é incrível! Três centros sagrados num único lugar!

A segunda cidade mais importante do país é Tel Aviv, uma metrópole moderna, vibrante, com praias, vida noturna, cultural e uma vitalidade urbana indescritíveis! O número de empresas start-ups concentradas na cidade de Tel Aviv e no seu entorno é impressionante!

Estando hospedados em Tel Aviv os turistas terão acesso fácil à qualquer região do país. Em pouco tempo é possível sair deste emblemático cartão postal e chegar a lugares icônicos como o Mar Vermelho ou o Mar Morto. O fantástico Deserto do Negev e a fértil região da Galileia estão a dois passos de Tel Aviv também. Museus e sítios arqueológicos encontram-se generosamente esparramados ao longo de todos os roteiros. Tudo ao alcance de todos, como se o visitante estivesse dentro de um imenso salão de turismo e aquelas atrações todas fossem stands promocionais estrategicamente distribuídos.

2. EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL ÚNICA

É impossível desassociar uma visita a Israel de uma profunda experiência espiritual. Se os católicos e os muçulmanos encontram ali referências centenárias às suas religiões, judeus e cristãos vão se deparar com provas milenares daquilo que têm como base do seu culto e da sua fé.

No centro desta experiência espiritual está a cidade de Jerusalém, berço de locais religiosos importantes para judeus, cristãos e muçulmanos. O Monte do Templo, o Muro das Lamentações, o Jardim do Túmulo, a Igreja do Santo Sepulcro, o Domo da Rocha e a Mesquita Al-Aqsa encontram-se todas na Cidade Sagrada que é Jerusalém.

Como se não bastassem estas referências religiosas concentradas em Jerusalém, é possível ainda embasbacar-se com o suntuoso Museu do Livro, emocionar-se com o Memorial do Holocausto no Yad Vashem, conhecer Safed, o berço de inúmeras tradições judaicas ou atravessar o Mar da Galileia em um barco semelhante aos que eram utilizados por Jesus Cristo e Seus discípulos há dois mil anos!

3. ATRAÇÕES NATURAIS INIGUALÁVEIS

O Estado de Israel é banhado pelas águas do Mar Mediterrâneo, o que lhe confere um status único. Embora tenha uma costa repleta de cidades, as praias próximas a estas continuam a ter uma aparência intocável! Os parque florestais extremamente bem cuidados são uma atração à parte. Organização, limpeza e segurança dificilmente encontradas em outras partes do mundo. Uma visita à enorme cratera de Ramon, existente no Deserto do Negev é de tirar o fôlego! O Mar Morto, com sua lama medicinal e suas água inafundáveis é um passeio imperdível! O norte da Galileia, com suas colinas e seus vales verdejantes não só abriga aves migratórias de raríssima beleza como é o coração das mais conceituadas vinícolas. E um mergulho no Mar Vermelho é uma experiência indescritível!

4. MUITO ALÉM DE UM SIMPLES PASSEIO RELIGIOSO

Engana-se quem pensa que se vai para a Israel como quem vai a uma romaria. Há sim um componente espiritual impossível de ser disassociado de Israel, mas Israel não é Aparecida do Norte, não é Fátima, não é Roma. Israel muito menos é Meca ou Medina. Israel consegue caminhar lado a lado com a tradição e a modernidade, sem que uma coisa venha necessariamente chocar a outra.

Um exemplo disso são as elevadas torres comerciais em cidades modernas e cosmopolitas que se espalham por todo o país. Eilat, Haifa, Kfar Saba, Modi’in, Petah Tikvah e, evidentemente, Tel Aviv são cidades que deixam os visitantes fascinados! Israel é Século XXI, ou melhor, Israel é Século XXII.

E embora a arquitetura moderna erga-se um pouco por todo o lado, esta nunca chega a ofuscar o brilho das construções históricas que se esparramam pelo restante do país. Isso porque os governantes do Estado de Israel, desde cedo, souberam como preservar seus patrimônios mais importantes. Um exemplo disso é a arquitetura de Jerusalém, que segue rigorosas regras de construção de modo a manter a cidade com a sua marca registrada, que é a de ser a cidade de ouro, de bronze e de luz.

5. A FANTÁSTICA CULINÁRIA ISRAELENSE

Não é a toa que Israel é conhecida como “a terra que mana leite e mel”. Graças ao clima mediterrânico e à sua fabulosa engenharia agrícola, floresce em Israel uma gama incrível de alimentos naturais. Esta oferta acaba por inspirar os mais conceituados chefes de cozinha e faz da culinária israelense uma das mais diversificadas, saudáveis, coloridas e saborosas gastronomias do mundo! Por ser um país de encruzilhadas culturais, existem infinitas variedades de alimentos e restaurantes. Seja judaico puro ou iemenita, árabe ou turco, druso ou beduíno, uma profusão de cheiros, formas e cores tomam conta das esplanadas e salões que se espalham por todo o Estado de Israel. Os cafés da manhã generosamente servidos nos hotéis do país estão entre os melhores e mais completos desjejuns de todo o mundo!

COLOQUE ISRAEL NA SUA AGENDA PARA 2018

Israel tornou-se hoje um dos destinos preferidos por turistas de todo o mundo. E se alguém pensa que há riscos em visitar Israel como turista, saiba que tanto judeus quanto árabes respeitam profundamente os turistas não havendo casos de ataque como algumas vezes acontecem em outros países do Oriente Médio, da África ou mesmo da Europa.

Por tudo isso e muito mais, coloque Israel nos seus planos de viagem. Acreditem, não irão se decepcionar.

ANDS | GO ISRAEL

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