Publicado por: noticiasdesiao | 24 de maio de 2017

SAFFIE ROSE ROUSSOS

SALMAN ABEDI APENAS SEGUIU O ALCORÃO

Todo aquele que ouvindo a mensagem do Alcorão não se converter ao islamismo e não passar a praticá-lo, será considerado um infiel. Mesmo que não negue com os lábios, basta não afirmar a fé, já será um infiel.

AS DIFERENÇAS ENTRE UMA COMUNIDADE TERRORISTA E UMA COMUNIDADE ATERRORIZADA

Saffie Rose Roussos tinha 8 anos e estava, com centenas de outras crianças e adolescentes, num concerto de música pop que se realizava numa sala de espetáculos da cidade inglesa de Manchester. Saffie Rose Roussos fazia parte de uma família de imigrantes greco-cipriotas que se mudou para Inglaterra em busca de uma vida melhor. Saffie Rose Roussos não era muçulmana. Saffie Rose Roussos está morta. Ela foi vítima de um ataque terrorista.

Salman Ramadan Abedi tinha 22 anos e morava perto da sala de espetáculos onde Saffie Rose Roussos assistia ao concerto. Salman Ramadan Abedi fazia parte de uma família de imigrantes líbios que se mudou para a Inglaterra e lá viviam a difundir a sua religião. Salman Ramadan Abedi era muçulmano. Salman Ramadan Abedi está morto. Ele realizou o ataque terrorista.

Vizinhos de Saffie Rose disseram que ela era “uma menina cheia de vida, absolutamente adorável e encantadora” e que seus pais “são normais, respeitáveis, pessoas que têm trabalhado duro por toda a vida”.

O pai de Salman Abedi disse que o filho “era tão religioso como qualquer criança que nasça numa família religiosa” e que ele, absolutamente, não acreditava que o filho estivesse “envolvido no ataque que levou à morte de crianças”.

A comunidade a que Saffie Rose pertencia está chocada. E muitas pessoas desta comunidade realizaram diversas manifestações de solidariedade, não só pela criança encantadora que morreu, como também pelas mais de duas dezenas de vítimas que pereceram no mesmo atentado.

A comunidade a que Salman Abedi pertencia está indiferente. E muitas pessoas desta comunidade postaram mensagens de júbilo, louvando a atitude do terrorista que matou as mais de duas dezenas de pessoas no atentado.

Este cruel maniqueísmo está a chocar o mundo. Depois do que aconteceu em Manchester, na Inglaterra, é impossível se calar diante das atrocidades que vêm sendo perpetradas em nome dessa religião que apenas os tolos continuam a definir como “uma religião de paz”.

UM TWEET QUE DIZ TUDO E UM POUCO MAIS

A imagem que ilustra esta matéria mostra uma postagem veiculada no microblog Twitter (a conta já foi encerrada) onde um adepto do Islamismo considera o terror como “justo” e afirma que o muçulmano que enfrentar um kufr, onde quer que se encontre, estará agradando a Allah, que retribuirá com amor.

Kufr em árabe significa cobrir ou esconder algo. Na terminologia shar’i, que é o linguajar legislativo islâmico, kufr é todo aquele que “não acredita em Allah e no seu mensageiro [Maomé]”. Para os muçulmanos, kufr são “todos aqueles que rejeitam algo que Allah ordenou acreditar, após a notícia disto chegar até ele, seja rejeitando-a em seu coração sem pronunciá-la, ou falando palavras de rejeição sem acreditar em seu coração, ou se fizer ambos; ou se ele fizer uma ação a qual é descrita nos textos quanto a colocar alguém fora dos limites da fé”.

Traduzindo em miúdos: Todo aquele que ouvindo uma única vez a mensagem do Alcorão, não se converter de imediato ao islamismo e não passar a praticá-lo, será considerado um kufr. E não é preciso para isso que a pessoa negue com os lábios, basta não afirmar a fé que já será um infiel, já será um kufr.

O autor da postagem, tomando por base a Sura 2:191 do Alcorão, concluiu dizendo o que fazer com os kufr: “Matai-os onde quer que os encontreis!”

Salman Abedi obedeceu. E nem foi preciso perguntar a Saffie Rose se ela cria ou não nas palavras do Alcorão. Ela estava num concerto mundano e isso era suficiente para torná-la uma kufr.

Publicado por: noticiasdesiao | 23 de maio de 2017

TRUMP NO MURO DAS LAMENTAÇÕES

TRINTA E NOVE HISTÓRICOS SEGUNDOS

Trinta e nove segundos foi o tempo que durou o contato solitário do Presidente dos Estados Unidos Donald Trump com o Muro das Lamentações. Em relação aos líderes norte-americanos, esta foi a primeira visita oficial de um presidente em exercício. Trump ficou cerca de 10 minutos na praça onde fica o Kotel, a parte que resta do antigo Templo dos Judeus.

Num gesto minuciosamente planejado – e ostensivamente fotografado –, Trump depositou um bilhete numa das fendas do milenar muro do Templo. Seu genro, Jared Kushner, e o secretário de Estado, Rex Tillerson, também tocaram a parede e fizeram braves orações.

Como parte da tradição judaica, no lado direito da praça sagrada, a primeira-dama Melanie Trump, orava na seção feminina acompanhada da filha do presidente, Ivanka – uma gentia convertida ao judaísmo – que estava visivelmente emocionada.

NOTÍCIAS DE SIÃO compartilha com seus leitores um vídeo deste momento histórico.

ANDS | AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Publicado por: noticiasdesiao | 22 de maio de 2017

DONALD TRUMP EM ISRAEL

OS ESTADOS UNIDOS TÊM “LIGAÇÕES INDESTRUTÍVEIS” COM ISRAEL

O Air Force One, avião oficial da presidência dos EUA, aterrissou no aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv às 12:15 horas locais desta segunda-feira, 22 de maio. O Presidente Donald Trump e sua mulher Melania foram recebidos na pista pelo presidente israelense Reuven Rivlin e sua mulher Nechama, e ainda pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e respetiva mulher, Sara.

Uma das cenas mais emblemáticas da visita, foi o fato de que, contrariando o protocolo, as primeiras pessoas a desembarcar do Air Force One foram a filha de Trump, Ivanka, e o marido, Jared Kushner. Ambos são praticantes ativos do judaísmo e seus filhos estudam numa escola judaica de Nova York. Nunca na história da relação Israel-EUA aconteceu nada parecido.

Caminhando ao lado do seu anfitrião, antes que os hinos nacionais de ambos os países fossem tocados, de acordo com a agência Associated Press, Trump perguntou ao primeiro-ministro israelita: “Qual é o protocolo?” Acenando para as câmaras, Netanyahu respondeu: “Quem sabe?!”

Descontração total. Donald Trump chega em Israel mais como um amigo do que como um Chefe de Estado.

Trump realizará uma visita de 28 horas à região, nesta que é a segunda escala da primeira viagem internacional do presidente norte-americano, que chegou a Tel Aviv vindo diretamente da Arábia Saudita.

O chefe de Estado seguiu de helicóptero para Jerusalém, onde iniciou a sua agenda de trabalho numa reunião com o homólogo Reuven Rivlin e logo após se deslocará com a sua mulher, mas sem a presença de representantes do Estado israelense, numa visita à cidade velha de Jerusalém, e uma passagem pelo Kotel, local internacionalmente conhecido como Muro das Lamentações.

“Baruch boacha Adoni haNassi!” (“Seja bem vindo, senhor presidente!”)

ANDS | MSN | AP

Publicado por: noticiasdesiao | 4 de maio de 2017

HINO NACIONAL DA PALESTINA

A BALEIA AZUL DOS HINOS NACIONAIS

O Hino Nacional da Palestina trás embutido em si uma promessa de sacrifício final. Parece o tal Desafio da Baleia Azul, onde jovens e adolescentes submetem-se a 50 desafios, sendo que o desafio final é o suicídio. Assim como no macabro jogo digital, os versos finais do Hino da Palestina propõe àqueles que o entoam um sacrifício final: “Viverei como um fida’i, permanecerei um fida’i, terminarei um fida’i.”

Fida’i é uma expressão emblemática, pois traz embutida em si o sentido de sacrifício pessoal extremo, ou seja, a morte, o suicídio. O plural da expressão fida’i (فدائي) é fida’iyun (فِدائيّون), cuja tradução livre do árabe tem o sentido de “devoto”, “mártir” ou “aquele que se redime pelo sacrifício”. É o termo utilizado pelos terroristas suicidas, que dão suas vidas pela causa palestina ou, de forma mais abrangente, pela causa do Islã. Todo palestino, ao cantar o hino da sua suposta nação, faz um voto de terminar seus dias dando sua vida pela causa, morrendo através do suicídio. É uma espécie de desafio da baleia azul nacionalista.

O hino, que em árabe tem o nome de Biladi, foi escrito por Said Al Muzayin, cognominado Fata Al Thawra, e musicado pelo maestro egípcio Ali Ismael. Foi adotado pelo Conselho Nacional Palestino em 1996, de acordo com o Artigo 31 da Declaração de Independência da Palestina, de 1988.

Por 60 anos o Hino da Palestina foi o Mawtini, uma peça composta em 1934 pelo poeta árabe Ibrahim Touqan com melodia do egípcio Muhammad Fuliefil. Curiosamente, o Mawtini não fala de um país, embora naquela época a Terra de Israel fosse conhecida internacionalmente como Palestina. Para Tougan, Fuliefil e demais árabes nascidos na Palestina, a região era apenas “Mawtini”, ou seja, a sua “terra natal”.

Na época em que o primeiro hino da Palestina foi escrito, os árabes residentes na Terra de Israel não eram chamados de “palestinos”, mas sim de “árabes nascidos na Palestina”. Com a ascensão de Yasser Arafat ao poder e a posterior criação da Organização para Libertação da Palestina, Arafat não só inventou um “Povo Palestino” como lhes deu um novo hino. Saiu o velho hino, Mawtini (“Minha terra natal”), e entrou o novo, Biladi (“Meu país”), adotado até hoje.

Veja abaixo a íntegra da letra do Hino Nacional da Palestina e tire suas conclusões. Afinal, terão os fida’iyun, que entoam estes versos, intenções de fazer do Oriente Médio uma região pacífica?!

BILADI

Meu país, meu país, meu país
Minha terra, terra de meus ancestrais
Meu país, meu país, meu país
Meu povo, meu povo da eternidade.

Com minha determinação, meu fogo e o vulcão de minha luta
Com o anseio em meu sangue por minha terra e meu lar
Galguei as montanhas e combati nas guerras
Conquistei o impossível, cruzei as fronteiras.

Com a força do vento e o fogo das armas
E a determinação de minha nação na terra da contenda
Palestina é meu lar, Palestina é meu fogo
Palestina é minha vingança e a terra da perseverança.

Pelo voto sob a sombra da bandeira
Por minha terra e minha nação e pelo ardor do sofrimento
Viverei como um fida’i, permanecerei um fida’i,
Terminarei um fida’i – até que meu país regresse.

ANDS | INTERNET

NOTA: Neste artigo as palavras “palestinos” ou “Palestina” aparecem 19 vezes. Para conhecerem a política da ANDS sobre as terminologias utilizadas nas suas reportagens, sugerimos a leitura do artigo ISRAEL NÃO É PALESTINA E NÃO EXISTE UM POVO PALESTINO.

Publicado por: noticiasdesiao | 24 de abril de 2017

77 IMAGENS DO GUETO DE ŁODŹ

YOM HASHOAH E OS 77 ANOS DO GUETO DE ŁODŹ

Para os reducionistas o que passou, passou, ficar relembrando não faz sentido. Faz. O mal não relembrado nos coloca no risco de vê-lo repetido.

O TESTEMUNHO DE UM SOBREVIVENTE DO GUETO DE ŁODŹ

“No dia 1º de Maio de 1940 recebemos a trágica notícia: o gueto foi fechado, ninguém poderia entrar ou sair dali, sem ordem expressa alemã. Łódź foi o primeiro gueto europeu a ser fechado com arame farpado. Um bondinho ligava Łódź às cidades vizinhas. Passava no meio do gueto. A rua por onde ele passava estava cercada com arame farpado de ambos os lados e sobre ela passavam pontilhões que ligavam as duas partes do gueto. Muitas vezes vi os alemães praticando tiro-ao-alvo em direção aqueles pontilhões, mirando nos pedestres que por ali passavam. A cidade foi então incorporada ao Reich, recebendo o nome de Litzmannstadt, em homenagem ao general alemão que a conquistara na Primeira Grande Guerra. Encolhidos em nossos cubículos, invejávamos os judeus de outras cidades, principalmente aqueles que ainda continuavam livres. O gueto de Varsóvia ainda não tinha sido organizado.” (Henry Nekrycz Ben Abraham em “…e o mundo silenciou”)

UM CAFÉ DA MANHÃ SUI GENERIS

A mesa para o café da manhã estava posta. Esperei que Ben Abraham se sentasse e ele esperou por Miriam. Acomodados, Miriam retirou da bolsa uma pequena caixa e começou a organizar comprimidos coloridos sobre a mesa. Noutra circunstância talvez até achasse engraçada a cena, pois a profusão de cores e a quantidade de comprimidos pareciam saídas de um tubo de M&Ms. Não era. Era o reflexo das atrocidades que aqueles dois seres viveram ao longo de anos, durante a Segunda Guerra Mundial. Era o reflexo do que o antissemitismo fizera com aqueles dois frágeis corpos que tomavam café comigo naquela manhã.


Editor do Notícias de Sião entrevistando Ben Abraham

O episódio acima aconteceu numa das ultimas vezes que estive com Ben Abraham. Naquele mesmo dia, um pouco mais tarde, fui um dos jornalistas que o entrevistou para um programa de televisão. Na mesa redonda estava também outro jornalista, Plínio Bortolotti, que embora refute o título de negacionista – o que provavelmente não é – pelas perguntas dirigidas ao entrevistado mostrou-se ser um reducionista. Reducionistas são aquelas pessoas que acham que não se deve “explorar” as imagens da Shoah. Para os reducionistas o que passou, passou, ficar relembrando não faz sentido. Faz. O mal não relembrado nos coloca no risco de vê-lo repetido.

E é o que fazemos no dia de hoje, 24 de Abril de 2017: relembramos a Shoah. Em diversas partes do mundo a ação PAREMOS 1 MINUTO levará milhões de judeus a pararem tudo por um minto em homenagem aos 6 milhões de judeus mortos na Shoah, tentativa de extermínio popularmente conhecido por Holocausto.

E NOTÍCIAS DE SIÃO junta-se a todos os judeus e amigos de Israel não só através da hashtag #Paremos1Minuto como, numa homenagem a Ben Abraham, publicamos aqui 77 raríssimas fotos do Gueto de Łódź. O número 77 é uma alusão aos 77 anos do início do gueto, fato que se deu, conforme relato do próprio Ben Abraham, no dia 1º de Maio de 1940.

UM FOTÓGRAFO VISIONÁRIO E CORAJOSO


Henryk Ross fazendo selfie

Em 1940 além do futuro escritor e jornalista Ben Abraham havia na cidade de Łódź um fotógrafo chamado Henryk Ross. Judeu, Ross registrava com sua câmara atualidades a eventos esportivos. Em 1939, quando as forças alemãs invadiram e assumiram o controle de Łódź, no início da II Guerra Mundial, a única forma que Ross arranjou de sobreviver foi passar a trabalhar para o regime nazista, fazendo fotos que eram usadas na propaganda de Adolf Hitler no Departamento de Estatísticas. Mas Henryk Ross tinha uma missão pessoal secreta.

Sempre que tinha mais um trabalho de campo em Łódź, Henryk Ross aproveitava algum do seu tempo para documentar em segredo o quotidiano dos bairros judaicos por onde passava, pois havia naquela época cerca de mil bairros feitos pelos nazistas com o objetivo de confinar judeus, bairros estes que passaram a ser conhecidos como guetos. Os guetos nada mais eram do que polos concentradores de judeus, onde seus moradores podiam ser mortos das mais diversas formas, fosse pela privação de alimentos e execuções sumárias ou simplesmente triados para posteriormente serem encaminhados para campos de extermínio. À medida que a guerra se intensificava, Ross viu os residentes destes guetos serem deportados de forma contínua e progressivamente.

Ao sentir que esse também podia ser o seu destino, e como tinha arriscado muito ao tirar aquelas fotografias, começou a temer pela vida. Decidiu então guardar todas as imagens secretas numa caixa e, no inverno de 1944, enterrou-as junto à sua casa. Queria recuperá-las mais tarde e apresentá-las às gerações futuras “como provas dos crimes cometidos pelos nazistas contra a humanidade”.

Um ano mais tarde, quando o exército soviético libertou Łódź e o seu bairro, que com 200.000 pessoas era o segundo maior gueto da cidade, Henryk Ross voltou ao terreno antes ficava a sua casa para desenterrar as fotografias. Embora algumas tivessem sido destruídas pela água, outras estavam intactas e mostravam a realidade polonesa durante a II Guerra Mundial.

Algumas das fotos são chocantes e o acervo é hoje propriedade da Galeria de Arte de Ontário, no Canadá. NOTÍCIAS DE SIÃO partilha com seus leitores 77 destas fotos, num tributo silencioso aos 6 milhões de judeus assassinados nos campos de extermínio ou nas ruas e becos dos milhares de guetos espalhados por toda a Europa, guetos como os de Łódź, onde viveu Henryk Ross, onde viveu nosso amigo Ben Abraham. São imagens que publicamos não por prazer, mas sim por dever, pois não podemos permitir, jamais, que isso volte a acontecer, seja com o povo judeu ou com qualquer outro povo do mundo.

77 IMAGENS EXTREMAMENTE ESCLARECEDORAS DO GUETO DE ŁODŹ


Uma vista de acima da ponte da rua de Zigerska que mostra uma cabine da sentinela e as portas do gueto de Łódź. 1940.


Os edifícios do Gueto de Łódź em 1940


Um espantalho exibe o Magen (Escudo) de David, popularmente conhecido como a Estrela de David. 1940


Um homem resgata o Torá dos destroços de uma sinagoga na Rua Wolforska. 1940.


Jovens trabalham numa loja de artes, que era jocosamente chamada de “Ressorts”, em Łódź. 1940.


Na mesma loja, uma jovem dedica-se à costura. 1940.


Um judeu trabalha com o couro num dos “Ressorts”. 1940.


Duas mulheres deixam-se fotografar à janela. 1940.


Um homem entrega batatas no bairro judaico de Łódź, um dos poucos alimentos que se encontrava com menos dificuldade durante a II Guerra. 1940.


Uma festa tenta manter a esperança entre os judeus encurralados. 1940.


Um homem e um rapaz olham por uma janela. 1940.


Henryk Ross tirando fotografias para identificação do Departamento de Estatísticas nazista. 1940.


Crianças brincando nas ruas do gueto. 1940


Pessoas trabalhando na produção de pão, que era uma mistura de pouco trigo e muita serragem de madeira. 1940.


Outra imagem da mesma padaria, só que a confeccionar broas. 1940.


Uma criança num balanço montado à porta da sua casa. 1940.


Um sinal à entrada da área residencial dos judeus. Diz: “Judeus. Entrada proibida”. 1940.


Um homem caminha no inverno pelas ruínas da sinagoga destruída em 1939 pelos alemães. 1940.


Duas mulheres sentam-se na rua durante o início da II Guerra. 1941.


“Sopa para o Almoço”. Um grupo de homens come sopa junto a um edifício. 1941.


Um rapaz passa em frente à ponte na Rua Zigerska, chamada pelos residentes de “A Ariana”. 1941.


Duas mulheres observam a ponte na Praça Koscielyn, junto à Rua Zigerska. 1941.


Uma mãe segura o filho. O marido era um dos responsáveis pela organização no gueto, um tipo de policiamento instituído pelos alemães. 1941.


Um grupo de jovens, residentes em Łódź, alinha-se para foto. 1941.


Uma menina brinca no campo. 1941.


Crianças brincam no interior de uma casa e sorriem pela janela. 1941.


Crianças brincam à procura de pedras semi-preciosas num lago. 1941.


Uma mulher com a polícia junto a um arame farpado. 1942.


As pessoas mais doentes eram levadas diretamente para os campos de extermínio. 1942.


Homens arrastam uma carroça com pão confeccionados com serragem de madeira. 1942.


Polícia de Łódź encaminhando residentes para deportação. 1942.


Mulheres retiram as fezes dos residentes para serem enterradas no campo. 1942.


Um casal em dois momentos. 1942.


Uma enfermeira segura um bebê pouco antes de ser operado. Algumas deformações eram resultado de testes de “cientistas” nazistas, como Josef Mengele. 1942.


Corpos (e partes de corpos) no necrotério do gueto. 1942.


Prisão do bairro de Łódź na Rua Carnecki, um ponto de encontro para levar os judeus para os campos de extermínio. 1942.


Um policial judeu com a mulher e filho em Marysan. 1942.


Residentes do bairro esperam para serem deportados para os campos de extermínio. 1942.


Crianças levadas para o campo de extermínio de Kulmhoff. 1942.


Residentes organizam os seus bens deixados para trás depois da deportação para os campos de extermínio. 1942.


Um rapaz senta-se na terra em busca restos de comida. 1942.


Um homem doente deitado no chão. 1943.


Uma mulher sentada nas ruínas da sinagoga na Rua Wolborska. 1943.


Bebês deitados em cima de um colchão no chão de uma enfermaria. 1943.


Homens partem pedra na rua para construção. 1943.


Uma enfermeira dá comida a crianças num orfanato. Muitos tinham perdido os pais nos campos de extermínio. 1943.


Um grupo de mulheres com sacos e baldes passa ao lado das ruínas da sinagoga a caminho da deportação para os campos de extermínio. 1943.


Um homem escovando tecido numa fábrica. 1943.


Crânios e ossos no chão resultado das mortes nos campos de extermínio. 1943.


Uma mulher é fotografada perto do carro dos correios. 1943.


Baldes e pratos deixados para trás por habitantes de bairros, deportados para os campos de extermínio. 1944.


Uma fotografia quase destruída de uma garota sorridente. 1944.


Um casamento extremamente simples no gueto procurava dar um ar de esperança para os demais judeus confinados. 1944.


Judeus deportados para os campos de extermínio durante o inverno. 1944.


Um corpo para ser enterrado. Tem o número 54 na etiqueta. 1944.


Apresentação da peça “O Sapateiro de Marysan” na fábrica de sapatos da cidade. 1944.


Um grupo de judeus, trabalhadores forçados, a puxar cilindro usado na pavimentação de ruas. 1944.


Um cadáver abandonado no campo, já em estado de decomposição. 1944.


Uma deportação em massa dos residentes do bairro para os campos de extermínio. 1944.


Um rapaz entre a multidão. Todos estão a ser levados para campos de extermínio. 1944.


Fotografia de Stefania Schoenberg, mulher do fotógrafo Henryk Ross, à janela. 1944.


Uma criança vende produtos na rua. 1944.


Um cadáver é tirado do carro e levado para o necrotério. 1944.


Trabalhador de uma fábrica transporta palha para confecção de colchões. 1944.


Sob o olhar dos soldados nazistas e antes de sua própria execução: os poloneses condenados cavam seus próprios túmulos e os de outros já assassinados. 1944.


Judeus executados por enforcamento eram imagens diárias no gueto. 1944.


Mãe judia beijando o filho. Pouco tempo depois, ambos eram separados nos campos de extermínio. 1944.


Criança abandonada, provavelmente órfão, come alimento doado por judeus mais sensíveis. 1944.


Homem faminto caminha pelo gueto. 1944.


Um cadáver carregado através de uma multidão de residentes no gueto. 1944.


Jovem puxando carroça que transporta o caixão de um judeu morto. 1944.


Imagens da celebração da libertação da cidade já depois da guerra. 1945.


Um militar dá novas ordens logo a seguir à libertação de Łódź. 1945.


Depois de libertado o gueto de Łódź, Henryk Ross voltou para a sua casa e desenterrou os negativos das fotos que fizera ao longo de anos. As imagens reveladas provam as atrocidades nazistas contra os judeus. 1945.


Henryk Ross foi uma das testemunhas que depuseram durante o julgamento de Adolf Eichmann. Eichmann era o SS responsável pelo campo de extermínio de Dachau. Na imagem acima pode-se ver o procurador-chefe, Gideon Hausner ouvindo o testemunho de Ross. Depois de condenado, Eichmann foi executado por enforcamento na cidade de Ramla, sendo que até hoje foi a única vez que a pena de morte foi aplicada em toda a história do Moderno Estado de Israel. 1961.


David Ben Gurion cumprimenta Henryk Ross em Jerusalém em 1961.


Página do Álbum de Henryk Ross que possibilitou confirmar todas as atrocidades praticadas pelos nazistas no gueto de Łódź.

HENRYK ROSS | ANDS | ART GALLERY OF ONTARIO | OBSERVADOR

Publicado por: noticiasdesiao | 22 de abril de 2017

AS PIRÂMIDES DE ISRAEL

A UNIVERSIDADE HEBRAICA E AS PIRÂMIDES DE KHIRBET MIDRAS

Uma pirâmide enigmática e pouco conhecida a sudoeste de Jerusalém será escavada pela primeira vez neste verão, num esforço para determinar quem a construiu e quando.


As pirâmides judaicas eram construções mais modestas do que as pirâmides egípcias

Os arqueólogos da Universidade Hebraica de Jerusalém começarão a estudar as ruínas de uma pirâmide existente no pequeno sítio arqueológico de Khirbet Midras, localizado nos montes da Judeia ao sul de Beit Shemesh. Embora já tenha sido objeto de estudos, esta será a primeira vez que os arqueólogos escavarão com o objetivo de investigar a base da formação rochosa.

Acredita-se que a pirâmide de Khirbet Midras seja a maior e mais preservada das diversas estruturas mortuárias existentes em Israel, construções que remontam a época do Segundo Templo e as eras romanas. A estrutura foi documentada pela primeira vez pelo ex-diretor da Autoridade de Antiguidades de Israel Levi Yitzhak Rahmani durante uma pesquisa na região na década de 1950.

Khirbet Midras é um dos locais mais antigos a ser estudados dentro do parque florestal de Adullam e as escavações contarão com o apoio logístico de profissionais ligados aos parques nacionais israelenses.

Embora a ideia do uso de pirâmides como túmulo esteja associada ao Antigo Egito, sabe-se hoje que os judeus também utilizaram as mesmas estruturas no sepultamento dos seus mortos, principalmente entre o final do período do Primeiro Templo e ao longo do período do Segundo Templo. O livro de 1º Macabeus relata que Simão Macabeu erigiu um monumento perto de Modiin com “sete pirâmides uma diante da outra, para seu pai, sua mãe e seus quatro irmãos.” (1º Macabeus 13:28)

“Provavelmente aconteceram aqui sepultamentos judaicos”, disse Orit Peleg-Barkat (imagem ao lado), professora de arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém. Barkat acredita que um dos túmulos esculpidos na encosta calcária, abaixo da pirâmide, pode fazer parte do antigo monumento. Este ano Barkat e sua equipe irão começar a escavar em torno da base da pirâmide na esperança de encontrar evidências que ajudem no processo de datação do monumento, sendo que para a execução do projeto eles precisarão inclusive levantar algumas das gigantescas pedras.

A construção de monumentos para seus mortos, uma prática conhecida entre os judeus por “nefesh”, era prática comum durante os períodos helenístico e romano. Monumentos semelhantes ao de Khirbet Midras foram encontrados não só nesta região como até mesmo em Jerusalém.

A Dra. Peleg-Barkat avisa, entretanto, que quem visitar a região esperando encontrar algo parecido com as pirâmides de Gizé poderá sair de lá frustrado, pois os monumentos judaicos tinham uma formatação muito mais modesta do que as famosas pirâmides egípcias.

A altura original da pirâmide é incerta, mas a base tem cerca de 10 metros quadrados e é composta de cinco camadas de blocos de calcário grosseiramente cortados. O arqueólogo Boaz Zissu, da Universidade Bar Ilan, um profundo conhecedor do local, acredita que a pirâmide de Khirbet Midras tinha originalmente 4,8 metros de altura, enquanto a pirâmide de Gizé tem ainda hoje 146,5 metros de altura.

As escavações em Khirbet Midras começarão no próximo mês de Julho e coincidirão com o período em que NOTÍCIAS DE SIÃO estará em Israel acompanhando um grupo de estudantes brasileiros que farão um curso de arqueologia e história bíblica na mesma universidade responsável pelas escavações, a Universidade Hebraica de Jerusalém.

No próximo ano haverá uma nova turma para este mesmo curso. Desde já fica aqui o convite para os nossos leitores. Participar desta formação é bem mais fácil e acessível do que muitos possam imaginar.

ANDS | TIMES OF ISRAEL

Publicado por: noticiasdesiao | 13 de abril de 2017

MOAB A MÃE DE TODAS AS BOMBAS

TRUMP AUTORIZA USO DA MAIOR BOMBA NÃO NUCLEAR DA HISTÓRIA

Os Estados Unidos bombardearam esta quinta-feira o Afeganistão, com a maior bomba não nuclear desenvolvida até hoje. A Massive Ordnance Air Blast, cuja sigla é MOAB, é conhecida como “A Mãe de Todas as Bombas”.

A bomba, de 9525 quilos, foi lançada por um avião MC-130, operado a partir do Comando de Operações Especiais da Força Aérea, às 19h00 locais (11h30 em Brasília). O objetivo foi destruir tuneis do Estado Islâmico, ISIS na sigla em inglês, e um acampamento no distrito de Achin, província de Nangarhar, muito perto da fronteira com o Paquistão. No sábado passado, um militar americano morreu nesta zona em operações contra o ISIS. Ainda são desconhecidos os danos causados pelo bombardeamento mas estão sendo apurados pelos militares.

Produzida durante a guerra do Iraque, esta foi a primeira vez que a MOAB foi utilizada em ataques norte-americabos. Segundo fontes da CNN, o lançamento foi autorizado pelo comandante das forças militares americanas no Afeganistão, John Nicholson.

ANDS | CNN | OBSERVADOR

Publicado por: noticiasdesiao | 7 de abril de 2017

COLORINDO HITLER

INTRODUÇÃO AO ANTISSEMITISMO INFANTIL


Imagem mais divulgada esconde a Estrela de Davi na página subsequente

Diversas lojas da rede de drogarias Kruidvat puseram à venda nesta segunda-feira, 3, um livro infantil de colorir onde uma das imagens mostra o ditador alemão Adolf Hitler de braço estendido a fazer a tradicional saudação nazista. Os livros estavam à venda nas filiais holandesas do grupo.

Além da imagem trazer o gesto típico da saudação nazista, no braço direito da figura estava estampada a suástica e no canto inferior da página seguinte havia uma Estrela de Davi no mesmo estilo em que os judeus foram obrigados a carregar na época do Holocausto, só que na cor azul. Durante o Holocausto a estrela era amarela.

Em menos de dois dias os livros foram retirados das prateleiras, principalmente depois que um pai publicou numa rede social a foto da filha segurando o livro. A criança, emblematicamente, faz-nos lembrar uma outra menina holandesa que morreu justamente durante a invasão nazista ao país: Anne Frank.


Menina holandesa, com cara de Anne Frank, mostra livro comprado na Kruidvat.

Além de recolher os livros, a Kruidvat comunicou seus clientes que abriu uma investigação para apurar o fato. “Lamentamos profundamente este incidente. Pedimos desculpa pelo transtorno”, diz o comunicado da empresa ao mesmo tempo em que informou que fará a restituição do valor pago a todos os clientes que adquiriram a publicação e estivem interessados em devolvê-la.

No comunicado, a Kruidvat pediu desculpas a seus clientes alegando que o livro foi impresso na Índia e até agora eles não sabem como a imagem, classificada simplesmente de “inadequada”, passou nos controles de conteúdo da empresa. Também não foi informado quantos exemplares do livro foram vendidos.

Com lojas na Holanda, Bélgica e França, a rede foi fundada em 1975 e no auge chegou a ter 1900 lojas e mais de 24.000 funcionários. Em 2002 foi adquirida pelo grupo chinês Watson incorporando um grupo que detém uma das maiores redes de drogarias de todo o mundo.


A Kruidvat é uma rede de drogarias no estilo da brasileira Pague Menos

Um fato que chamou a atenção da ANDS, responsável pela publicação do Notícias de Sião, é a forma como a mídia europeia vem dando cobertura ao caso. Além da cautela no uso das palavras, jornais, revistas e emissora de televisão procuram mostrar apenas a página onde aparece o ditador nazista, evitando mostrar a página sequente, onde encontra-se a Estrela de Davi.

A ideia até aqui passada é que se trata de um ato falho do autor do livro, que pretendia apenas mostrar às crianças personagens da história, pois havia também imagens de outros personagens importantes como Nelson Mandela, Albert Einstein e Abraham Lincoln.


Imagens da Euronews evitam mostrar a Estrela de Davi na página seguinte

Mas, se realmente era este o objetivo, porque na página seguinte, e sob o olhar amedrontador de Adolf Hitler, estava justamente um personagem, que não fica bem claro quem é, e uma Estrela de Davi?

Nestes tempos de crescimento exponencial do antissemitismo na Europa, esta não é uma resposta muito difícil de se dar.


Livro infantil da Alemanha Nazista: A história se repete.

ANDS | DAILY MAIL | EURONEUS

Publicado por: noticiasdesiao | 6 de março de 2017

DÓLMEN ENCONTRADO EM ISRAEL DESAFIA ARQUEÓLOGOS

COMO FOI POSSÍVEL LEVANTAR UMA PEDRA DE 50 TONELADAS HÁ 6 MIL ANOS?

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Dólmen encontrado tem 6 mil anos e pedra de cobertura com 50 mil quilos

UM GIGANTESCO ENÍGMA

Arqueólogos israelenses descobriram dólmen, provavelmente da Idade do Bronze, nas proximidades do Kibbutz Shamir, localizado na Alta Galileia. O dólmen impressiona não só pelas dimensões como por seus intrincados detalhes artísticos.

Os dólmens são monumentos megalíticos que foram construídos entre cinco mil a mil anos antes de Cristo. Dólmens são edificações tumulares cujo nome tem origem bretã. Dol significa mesa e men pedra. Em Portugal são conhecidos por antas, mas há lugares onde são chamados de orcas, arcas ou palas. No linguajar popular acabou associado à cultura moura, embora sejam bem anteriores a isso, razão pela qual há quem os chame de casas de mouros, fornos de mouros ou pias.

O dólmen encontrado nas colinas da Galileia vem surpreendendo os pesquisadores, principalmente pelo ineditismo dos detalhes. “Esta é a primeira arte já documentada em um dólmen no Oriente Médio”, disse o arqueólogo Uri Berger, da Autoridade Nacional de Antiguidades de Israel. “As formas gravadas representam uma linha reta indo para o centro de um arco”, disse Berger. “Não existem paralelos para essas formas nos desenhos de rocha gravada em todo o Oriente Médio, e seu significado permanece um mistério”, concluiu o arqueólogo.

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O dólmen foi encontrado nas proximidades do Kibbutz Shamir, na Alta Galileia.

A ARQUEOLOGIA CONTINUA A SURPREENDER EM ISRAEL

Outro detalhe que vem intrigando os pesquisadores são as dimensões do dólmen. Usados como monumentos sepulcrais, ou seja, túmulos, os dólmens caracterizam-se por terem uma câmara de forma poligonal ou circular que era utilizada para a colocação dos mortos. Não são estruturas pequenas, mas o dólmen israelense é um dos maiores jamais encontrados.

Gonen Sharon, arqueólogo e professor do Colégio Tel Hai, de Qiryat Shemona, disse numa entrevista que foram encontrados ossos humanos no interior do dólmen. Os arqueólogos passarão agora a estudar este achado.

O tamanho da câmara que se encontra no interior do monumento, e onde os ossos estavam alojados, também está a despertar a atenção dos pesquisadores, pois com seus 2 x 3 metros não é algo comum de se ver na maioria dos dólmens até agora descobertos. “Estas dimensões”, disse Uri Berger, “provam que o prédio não foi erguido por uma tribo nômade, mas sim por uma sociedade com capacidade de mobilizar energia e tecnologia para realizá-lo”, explicou.

O dólmen de Shamir não é um monumento isolado, ele está flanqueado por outros quatro dólmens menores e o conjunto todo estava coberto por rochas que pesam um total de 400 toneladas.

E aqui entra outro detalhe que está a intrigar os arqueólogos.

Para usar uma linguagem popular, imaginem um enorme hambúrguer de pedras. A parte inferior seria o pão base do sanduíche e a parte superior a outra metade do pão. No centro fica a câmara mortuária, que neste caso mede 2 x 3 metros. O problema é que a pedra superior pesa algo em torno dos 50 mil quilos! Os arqueólogos simplesmente não conseguem entender como foi possível conseguir esta proeza há 6.000 anos.

Israel, arqueologicamente falando, continua a surpreender o mundo. Até mesmo os achados comuns mundo afora, em Israel reveste-se de características únicas.

NOTA: Entre junho e julho de 2017, NOTÍCIAS DE SIÃO estará em Israel acompanhando um grupo de estudantes de Arqueologia, Geografia e História Bíblicas e os relatos serão divulgados aqui neste blog. Em 2018 haverá uma nova turma e se o leitor estiver interesse em participar poderá obter informações através do e-mail nogueirapesquisas@gmail.com

ANDS | DAILY MAIL | AFP

Publicado por: noticiasdesiao | 25 de fevereiro de 2017

ESTUDANTE ENCONTRA MOEDA ISLÂMICA EM ISRAEL

AUTORIDADE ISRAELENSE DE ANTIGUIDADES NÃO ESCONDE DESCOBERTA

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A estudante Dor Yagev, da Upper Galilee Leadership Academy, estava no seu primeiro dia de voluntariado nas escavações que decorrem na cidade de Kafar Kana, um sítio arqueológico próximo de Nazaré, no norte de Israel, quando encontrou uma moeda de ouro com cerca de 1.200 anos.

A estudante estava a fazer uma atividade extra-curricular quando fez a descoberta durante a atividade de separação de terra. Quanto ao local da escavação, embora não seja consenso entre os historiadores, há uma boa possibilidade de Kafar Kana ser a cidade bíblica de Caná da Galileia, local onde Jesus Cristo fez seu primeiro milagre, transformando água em vinho, durante uma festa de casamento (João 2:1-11).

Dor YagevEm relação à descoberta, a entusiasmada estudante Dor Yagev comentou: “Ao fazer a coleta do solo com a colher, vi uma moeda brilhante e quando percebi o que era, comecei a gritar e todos ficaram entusiasmados.”

Segundo os pesquisadores da Autoridade Israelense de Antiguidades, a moeda provavelmente foi cunhada no início do período islâmico, algo entre os anos de 776 e 777 d.C., ou seja, quase um século depois da invenção do Islamismo. A moeda, com inscrições em árabe, faz referência a Maomé.

Além da raríssima moeda de ouro, os estudantes da classe de Dor Yagev também acabaram por encontrar diversas outras moedas de prata no local. Achados arqueológicos fazem parte do cotidiano da Terra Santa. Não estamos exagerando se dissermos que todos os dias se descobre algo significativo em algum ponto do minúsculo Estado de Israel.

Mas a história desta moeda traz embutida em si uma importante particularidade, um detalhe que muitas vezes pode passar despercebido aos olhos de quem acompanha notícias sobre descobertas arqueológicas em Israel. O detalhe é que esta moeda não só confirma a presença islâmica em solo israelense, como as autoridades judaicas deram plena visibilidade à descoberta.

É obvio que esta é uma atitude esperada em qualquer processo de escavação arqueológica do mundo. Se escavarem as areias do Egito e lá encontrarem mais informações sobre as dinastias dos faraós, os estudiosos se debruçarão sobre a descoberta para entender melhor aquele período. Se encontrarem vestígios galês em algum buraco de Paris ou provas da presença lusitana em algum castro português, logo as universidades tratarão de incluir esta informação nas suas bases de dados e a região será exaustivamente reexplorada.

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Imagem rara de Caná da Galileia em finais do Século XIX

Mas esta não é a realidade de todo o Estado de Israel. Os arqueólogos, por exemplo, não têm liberdade para trabalhar em cidades da Judeia ou da Samaria, e nem podem sequer se aproximar do Monte do Templo. Atualmente sob temporário domínio árabe, os arqueólogos têm o acesso extremamente dificultado a estas regiões.

Ao contrário da Autoridade Israelense de Antiguidades, que dá visibilidade a todos os achados arqueológicos, a Autoridades Palestina teme qualquer escavação em solo israelense, pois sabe que a cada furo virão à tona provas incontestes da presença judaica na Terra Santa ao longo de milênios.

Kafar Kana
Imagens do local das escavações com anotações técnico-arqueológicas

Partes de cerâmicas encontradas em Kafar KanaQuanto à descoberta de Kafar Kana, o pesquisador da Autoridade Israelense de Arqueologia, Robert Cole fez questão de dar a devida importância à descoberta de Dor Yagev: “A excitação não ficou restrita apenas aos estudantes, ela contagiou também os arqueólogos, já que é bastante incomum encontrar uma moeda de ouro durante as escavações” concluiu o pesquisador.

Para a professora de história Sylvia Aisliin, que acompanhava o grupo, trabalhar como voluntário numa escavação “é uma experiência de vida”. Aisliin disse ainda que “é muito importante que as crianças sejam expostas ao trabalho arqueológico, pois elas são curiosas e querem aprender mais sobre o passado.” E isso é bom para elucidar fatos históricos, é bom para a verdade.

(Na imagem à esquerda pode-se ver fragmentos de cerâmicas encontradas nas escavações de Kafar Kana com os respectivos encaixes no jarros e vasos a que eles pertenceram, de acordo com projeções dos arqueólogos.)

Nos próximos meses de junho e julho um grupo de três dezenas de brasileiros estarão em Israel participando de um curso de Arqueologia Bíblica. Seria maravilhoso se algum estudante tivesse a mesma sorte que teve Dor Yagev. Notícias de Sião estará acompanhando todo o trajeto dos alunos e partilhará informações diárias aqui neste site. Em 2018 haverá mais uma turma. Quem sabe você não venha a fazer parte dela.

ANDS | EXTRA

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