Publicado por: noticiasdesiao | 24 de abril de 2017

77 IMAGENS DO GUETO DE ŁODŹ

YOM HASHOAH E OS 77 ANOS DO GUETO DE ŁODŹ

Para os reducionistas o que passou, passou, ficar relembrando não faz sentido. Faz. O mal não relembrado nos coloca no risco de vê-lo repetido.

O TESTEMUNHO DE UM SOBREVIVENTE DO GUETO DE ŁODŹ

“No dia 1º de Maio de 1940 recebemos a trágica notícia: o gueto foi fechado, ninguém poderia entrar ou sair dali, sem ordem expressa alemã. Łódź foi o primeiro gueto europeu a ser fechado com arame farpado. Um bondinho ligava Łódź às cidades vizinhas. Passava no meio do gueto. A rua por onde ele passava estava cercada com arame farpado de ambos os lados e sobre ela passavam pontilhões que ligavam as duas partes do gueto. Muitas vezes vi os alemães praticando tiro-ao-alvo em direção aqueles pontilhões, mirando nos pedestres que por ali passavam. A cidade foi então incorporada ao Reich, recebendo o nome de Litzmannstadt, em homenagem ao general alemão que a conquistara na Primeira Grande Guerra. Encolhidos em nossos cubículos, invejávamos os judeus de outras cidades, principalmente aqueles que ainda continuavam livres. O gueto de Varsóvia ainda não tinha sido organizado.” (Henry Nekrycz Ben Abraham em “…e o mundo silenciou”)

UM CAFÉ DA MANHÃ SUI GENERIS

A mesa para o café da manhã estava posta. Esperei que Ben Abraham se sentasse e ele esperou por Miriam. Acomodados, Miriam retirou da bolsa uma pequena caixa e começou a organizar comprimidos coloridos sobre a mesa. Noutra circunstância talvez até achasse engraçada a cena, pois a profusão de cores e a quantidade de comprimidos pareciam saídas de um tubo de M&Ms. Não era. Era o reflexo das atrocidades que aqueles dois seres viveram ao longo de anos, durante a Segunda Guerra Mundial. Era o reflexo do que o antissemitismo fizera com aqueles dois frágeis corpos que tomavam café comigo naquela manhã.


Editor do Notícias de Sião entrevistando Ben Abraham

O episódio acima aconteceu numa das ultimas vezes que estive com Ben Abraham. Naquele mesmo dia, um pouco mais tarde, fui um dos jornalistas que o entrevistou para um programa de televisão. Na mesa redonda estava também outro jornalista, Plínio Bortolotti, que embora refute o título de negacionista – o que provavelmente não é – pelas perguntas dirigidas ao entrevistado mostrou-se ser um reducionista. Reducionistas são aquelas pessoas que acham que não se deve “explorar” as imagens da Shoah. Para os reducionistas o que passou, passou, ficar relembrando não faz sentido. Faz. O mal não relembrado nos coloca no risco de vê-lo repetido.

E é o que fazemos no dia de hoje, 24 de Abril de 2017: relembramos a Shoah. Em diversas partes do mundo a ação PAREMOS 1 MINUTO levará milhões de judeus a pararem tudo por um minto em homenagem aos 6 milhões de judeus mortos na Shoah, tentativa de extermínio popularmente conhecido por Holocausto.

E NOTÍCIAS DE SIÃO junta-se a todos os judeus e amigos de Israel não só através da hashtag #Paremos1Minuto como, numa homenagem a Ben Abraham, publicamos aqui 77 raríssimas fotos do Gueto de Łódź. O número 77 é uma alusão aos 77 anos do início do gueto, fato que se deu, conforme relato do próprio Ben Abraham, no dia 1º de Maio de 1940.

UM FOTÓGRAFO VISIONÁRIO E CORAJOSO


Henryk Ross fazendo selfie

Em 1940 além do futuro escritor e jornalista Ben Abraham havia na cidade de Łódź um fotógrafo chamado Henryk Ross. Judeu, Ross registrava com sua câmara atualidades a eventos esportivos. Em 1939, quando as forças alemãs invadiram e assumiram o controle de Łódź, no início da II Guerra Mundial, a única forma que Ross arranjou de sobreviver foi passar a trabalhar para o regime nazista, fazendo fotos que eram usadas na propaganda de Adolf Hitler no Departamento de Estatísticas. Mas Henryk Ross tinha uma missão pessoal secreta.

Sempre que tinha mais um trabalho de campo em Łódź, Henryk Ross aproveitava algum do seu tempo para documentar em segredo o quotidiano dos bairros judaicos por onde passava, pois havia naquela época cerca de mil bairros feitos pelos nazistas com o objetivo de confinar judeus, bairros estes que passaram a ser conhecidos como guetos. Os guetos nada mais eram do que polos concentradores de judeus, onde seus moradores podiam ser mortos das mais diversas formas, fosse pela privação de alimentos e execuções sumárias ou simplesmente triados para posteriormente serem encaminhados para campos de extermínio. À medida que a guerra se intensificava, Ross viu os residentes destes guetos serem deportados de forma contínua e progressivamente.

Ao sentir que esse também podia ser o seu destino, e como tinha arriscado muito ao tirar aquelas fotografias, começou a temer pela vida. Decidiu então guardar todas as imagens secretas numa caixa e, no inverno de 1944, enterrou-as junto à sua casa. Queria recuperá-las mais tarde e apresentá-las às gerações futuras “como provas dos crimes cometidos pelos nazistas contra a humanidade”.

Um ano mais tarde, quando o exército soviético libertou Łódź e o seu bairro, que com 200.000 pessoas era o segundo maior gueto da cidade, Henryk Ross voltou ao terreno antes ficava a sua casa para desenterrar as fotografias. Embora algumas tivessem sido destruídas pela água, outras estavam intactas e mostravam a realidade polonesa durante a II Guerra Mundial.

Algumas das fotos são chocantes e o acervo é hoje propriedade da Galeria de Arte de Ontário, no Canadá. NOTÍCIAS DE SIÃO partilha com seus leitores 77 destas fotos, num tributo silencioso aos 6 milhões de judeus assassinados nos campos de extermínio ou nas ruas e becos dos milhares de guetos espalhados por toda a Europa, guetos como os de Łódź, onde viveu Henryk Ross, onde viveu nosso amigo Ben Abraham. São imagens que publicamos não por prazer, mas sim por dever, pois não podemos permitir, jamais, que isso volte a acontecer, seja com o povo judeu ou com qualquer outro povo do mundo.

77 IMAGENS EXTREMAMENTE ESCLARECEDORAS DO GUETO DE ŁODŹ


Uma vista de acima da ponte da rua de Zigerska que mostra uma cabine da sentinela e as portas do gueto de Łódź. 1940.


Os edifícios do Gueto de Łódź em 1940


Um espantalho exibe o Magen (Escudo) de David, popularmente conhecido como a Estrela de David. 1940


Um homem resgata o Torá dos destroços de uma sinagoga na Rua Wolforska. 1940.


Jovens trabalham numa loja de artes, que era jocosamente chamada de “Ressorts”, em Łódź. 1940.


Na mesma loja, uma jovem dedica-se à costura. 1940.


Um judeu trabalha com o couro num dos “Ressorts”. 1940.


Duas mulheres deixam-se fotografar à janela. 1940.


Um homem entrega batatas no bairro judaico de Łódź, um dos poucos alimentos que se encontrava com menos dificuldade durante a II Guerra. 1940.


Uma festa tenta manter a esperança entre os judeus encurralados. 1940.


Um homem e um rapaz olham por uma janela. 1940.


Henryk Ross tirando fotografias para identificação do Departamento de Estatísticas nazista. 1940.


Crianças brincando nas ruas do gueto. 1940


Pessoas trabalhando na produção de pão, que era uma mistura de pouco trigo e muita serragem de madeira. 1940.


Outra imagem da mesma padaria, só que a confeccionar broas. 1940.


Uma criança num balanço montado à porta da sua casa. 1940.


Um sinal à entrada da área residencial dos judeus. Diz: “Judeus. Entrada proibida”. 1940.


Um homem caminha no inverno pelas ruínas da sinagoga destruída em 1939 pelos alemães. 1940.


Duas mulheres sentam-se na rua durante o início da II Guerra. 1941.


“Sopa para o Almoço”. Um grupo de homens come sopa junto a um edifício. 1941.


Um rapaz passa em frente à ponte na Rua Zigerska, chamada pelos residentes de “A Ariana”. 1941.


Duas mulheres observam a ponte na Praça Koscielyn, junto à Rua Zigerska. 1941.


Uma mãe segura o filho. O marido era um dos responsáveis pela organização no gueto, um tipo de policiamento instituído pelos alemães. 1941.


Um grupo de jovens, residentes em Łódź, alinha-se para foto. 1941.


Uma menina brinca no campo. 1941.


Crianças brincam no interior de uma casa e sorriem pela janela. 1941.


Crianças brincam à procura de pedras semi-preciosas num lago. 1941.


Uma mulher com a polícia junto a um arame farpado. 1942.


As pessoas mais doentes eram levadas diretamente para os campos de extermínio. 1942.


Homens arrastam uma carroça com pão confeccionados com serragem de madeira. 1942.


Polícia de Łódź encaminhando residentes para deportação. 1942.


Mulheres retiram as fezes dos residentes para serem enterradas no campo. 1942.


Um casal em dois momentos. 1942.


Uma enfermeira segura um bebê pouco antes de ser operado. Algumas deformações eram resultado de testes de “cientistas” nazistas, como Josef Mengele. 1942.


Corpos (e partes de corpos) no necrotério do gueto. 1942.


Prisão do bairro de Łódź na Rua Carnecki, um ponto de encontro para levar os judeus para os campos de extermínio. 1942.


Um policial judeu com a mulher e filho em Marysan. 1942.


Residentes do bairro esperam para serem deportados para os campos de extermínio. 1942.


Crianças levadas para o campo de extermínio de Kulmhoff. 1942.


Residentes organizam os seus bens deixados para trás depois da deportação para os campos de extermínio. 1942.


Um rapaz senta-se na terra em busca restos de comida. 1942.


Um homem doente deitado no chão. 1943.


Uma mulher sentada nas ruínas da sinagoga na Rua Wolborska. 1943.


Bebês deitados em cima de um colchão no chão de uma enfermaria. 1943.


Homens partem pedra na rua para construção. 1943.


Uma enfermeira dá comida a crianças num orfanato. Muitos tinham perdido os pais nos campos de extermínio. 1943.


Um grupo de mulheres com sacos e baldes passa ao lado das ruínas da sinagoga a caminho da deportação para os campos de extermínio. 1943.


Um homem escovando tecido numa fábrica. 1943.


Crânios e ossos no chão resultado das mortes nos campos de extermínio. 1943.


Uma mulher é fotografada perto do carro dos correios. 1943.


Baldes e pratos deixados para trás por habitantes de bairros, deportados para os campos de extermínio. 1944.


Uma fotografia quase destruída de uma garota sorridente. 1944.


Um casamento extremamente simples no gueto procurava dar um ar de esperança para os demais judeus confinados. 1944.


Judeus deportados para os campos de extermínio durante o inverno. 1944.


Um corpo para ser enterrado. Tem o número 54 na etiqueta. 1944.


Apresentação da peça “O Sapateiro de Marysan” na fábrica de sapatos da cidade. 1944.


Um grupo de judeus, trabalhadores forçados, a puxar cilindro usado na pavimentação de ruas. 1944.


Um cadáver abandonado no campo, já em estado de decomposição. 1944.


Uma deportação em massa dos residentes do bairro para os campos de extermínio. 1944.


Um rapaz entre a multidão. Todos estão a ser levados para campos de extermínio. 1944.


Fotografia de Stefania Schoenberg, mulher do fotógrafo Henryk Ross, à janela. 1944.


Uma criança vende produtos na rua. 1944.


Um cadáver é tirado do carro e levado para o necrotério. 1944.


Trabalhador de uma fábrica transporta palha para confecção de colchões. 1944.


Sob o olhar dos soldados nazistas e antes de sua própria execução: os poloneses condenados cavam seus próprios túmulos e os de outros já assassinados. 1944.


Judeus executados por enforcamento eram imagens diárias no gueto. 1944.


Mãe judia beijando o filho. Pouco tempo depois, ambos eram separados nos campos de extermínio. 1944.


Criança abandonada, provavelmente órfão, come alimento doado por judeus mais sensíveis. 1944.


Homem faminto caminha pelo gueto. 1944.


Um cadáver carregado através de uma multidão de residentes no gueto. 1944.


Jovem puxando carroça que transporta o caixão de um judeu morto. 1944.


Imagens da celebração da libertação da cidade já depois da guerra. 1945.


Um militar dá novas ordens logo a seguir à libertação de Łódź. 1945.


Depois de libertado o gueto de Łódź, Henryk Ross voltou para a sua casa e desenterrou os negativos das fotos que fizera ao longo de anos. As imagens reveladas provam as atrocidades nazistas contra os judeus. 1945.


Henryk Ross foi uma das testemunhas que depuseram durante o julgamento de Adolf Eichmann. Eichmann era o SS responsável pelo campo de extermínio de Dachau. Na imagem acima pode-se ver o procurador-chefe, Gideon Hausner ouvindo o testemunho de Ross. Depois de condenado, Eichmann foi executado por enforcamento na cidade de Ramla, sendo que até hoje foi a única vez que a pena de morte foi aplicada em toda a história do Moderno Estado de Israel. 1961.


David Ben Gurion cumprimenta Henryk Ross em Jerusalém em 1961.


Página do Álbum de Henryk Ross que possibilitou confirmar todas as atrocidades praticadas pelos nazistas no gueto de Łódź.

HENRYK ROSS | ANDS | ART GALLERY OF ONTARIO | OBSERVADOR

Publicado por: noticiasdesiao | 22 de abril de 2017

AS PIRÂMIDES DE ISRAEL

A UNIVERSIDADE HEBRAICA E AS PIRÂMIDES DE KHIRBET MIDRAS

Uma pirâmide enigmática e pouco conhecida a sudoeste de Jerusalém será escavada pela primeira vez neste verão, num esforço para determinar quem a construiu e quando.


As pirâmides judaicas eram construções mais modestas do que as pirâmides egípcias

Os arqueólogos da Universidade Hebraica de Jerusalém começarão a estudar as ruínas de uma pirâmide existente no pequeno sítio arqueológico de Khirbet Midras, localizado nos montes da Judeia ao sul de Beit Shemesh. Embora já tenha sido objeto de estudos, esta será a primeira vez que os arqueólogos escavarão com o objetivo de investigar a base da formação rochosa.

Acredita-se que a pirâmide de Khirbet Midras seja a maior e mais preservada das diversas estruturas mortuárias existentes em Israel, construções que remontam a época do Segundo Templo e as eras romanas. A estrutura foi documentada pela primeira vez pelo ex-diretor da Autoridade de Antiguidades de Israel Levi Yitzhak Rahmani durante uma pesquisa na região na década de 1950.

Khirbet Midras é um dos locais mais antigos a ser estudados dentro do parque florestal de Adullam e as escavações contarão com o apoio logístico de profissionais ligados aos parques nacionais israelenses.

Embora a ideia do uso de pirâmides como túmulo esteja associada ao Antigo Egito, sabe-se hoje que os judeus também utilizaram as mesmas estruturas no sepultamento dos seus mortos, principalmente entre o final do período do Primeiro Templo e ao longo do período do Segundo Templo. O livro de 1º Macabeus relata que Simão Macabeu erigiu um monumento perto de Modiin com “sete pirâmides uma diante da outra, para seu pai, sua mãe e seus quatro irmãos.” (1º Macabeus 13:28)

“Provavelmente aconteceram aqui sepultamentos judaicos”, disse Orit Peleg-Barkat (imagem ao lado), professora de arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém. Barkat acredita que um dos túmulos esculpidos na encosta calcária, abaixo da pirâmide, pode fazer parte do antigo monumento. Este ano Barkat e sua equipe irão começar a escavar em torno da base da pirâmide na esperança de encontrar evidências que ajudem no processo de datação do monumento, sendo que para a execução do projeto eles precisarão inclusive levantar algumas das gigantescas pedras.

A construção de monumentos para seus mortos, uma prática conhecida entre os judeus por “nefesh”, era prática comum durante os períodos helenístico e romano. Monumentos semelhantes ao de Khirbet Midras foram encontrados não só nesta região como até mesmo em Jerusalém.

A Dra. Peleg-Barkat avisa, entretanto, que quem visitar a região esperando encontrar algo parecido com as pirâmides de Gizé poderá sair de lá frustrado, pois os monumentos judaicos tinham uma formatação muito mais modesta do que as famosas pirâmides egípcias.

A altura original da pirâmide é incerta, mas a base tem cerca de 10 metros quadrados e é composta de cinco camadas de blocos de calcário grosseiramente cortados. O arqueólogo Boaz Zissu, da Universidade Bar Ilan, um profundo conhecedor do local, acredita que a pirâmide de Khirbet Midras tinha originalmente 4,8 metros de altura, enquanto a pirâmide de Gizé tem ainda hoje 146,5 metros de altura.

As escavações em Khirbet Midras começarão no próximo mês de Julho e coincidirão com o período em que NOTÍCIAS DE SIÃO estará em Israel acompanhando um grupo de estudantes brasileiros que farão um curso de arqueologia e história bíblica na mesma universidade responsável pelas escavações, a Universidade Hebraica de Jerusalém.

No próximo ano haverá uma nova turma para este mesmo curso. Desde já fica aqui o convite para os nossos leitores. Participar desta formação é bem mais fácil e acessível do que muitos possam imaginar.

ANDS | TIMES OF ISRAEL

Publicado por: noticiasdesiao | 13 de abril de 2017

MOAB A MÃE DE TODAS AS BOMBAS

TRUMP AUTORIZA USO DA MAIOR BOMBA NÃO NUCLEAR DA HISTÓRIA

Os Estados Unidos bombardearam esta quinta-feira o Afeganistão, com a maior bomba não nuclear desenvolvida até hoje. A Massive Ordnance Air Blast, cuja sigla é MOAB, é conhecida como “A Mãe de Todas as Bombas”.

A bomba, de 9525 quilos, foi lançada por um avião MC-130, operado a partir do Comando de Operações Especiais da Força Aérea, às 19h00 locais (11h30 em Brasília). O objetivo foi destruir tuneis do Estado Islâmico, ISIS na sigla em inglês, e um acampamento no distrito de Achin, província de Nangarhar, muito perto da fronteira com o Paquistão. No sábado passado, um militar americano morreu nesta zona em operações contra o ISIS. Ainda são desconhecidos os danos causados pelo bombardeamento mas estão sendo apurados pelos militares.

Produzida durante a guerra do Iraque, esta foi a primeira vez que a MOAB foi utilizada em ataques norte-americabos. Segundo fontes da CNN, o lançamento foi autorizado pelo comandante das forças militares americanas no Afeganistão, John Nicholson.

ANDS | CNN | OBSERVADOR

Publicado por: noticiasdesiao | 7 de abril de 2017

COLORINDO HITLER

INTRODUÇÃO AO ANTISSEMITISMO INFANTIL


Imagem mais divulgada esconde a Estrela de Davi na página subsequente

Diversas lojas da rede de drogarias Kruidvat puseram à venda nesta segunda-feira, 3, um livro infantil de colorir onde uma das imagens mostra o ditador alemão Adolf Hitler de braço estendido a fazer a tradicional saudação nazista. Os livros estavam à venda nas filiais holandesas do grupo.

Além da imagem trazer o gesto típico da saudação nazista, no braço direito da figura estava estampada a suástica e no canto inferior da página seguinte havia uma Estrela de Davi no mesmo estilo em que os judeus foram obrigados a carregar na época do Holocausto, só que na cor azul. Durante o Holocausto a estrela era amarela.

Em menos de dois dias os livros foram retirados das prateleiras, principalmente depois que um pai publicou numa rede social a foto da filha segurando o livro. A criança, emblematicamente, faz-nos lembrar uma outra menina holandesa que morreu justamente durante a invasão nazista ao país: Anne Frank.


Menina holandesa, com cara de Anne Frank, mostra livro comprado na Kruidvat.

Além de recolher os livros, a Kruidvat comunicou seus clientes que abriu uma investigação para apurar o fato. “Lamentamos profundamente este incidente. Pedimos desculpa pelo transtorno”, diz o comunicado da empresa ao mesmo tempo em que informou que fará a restituição do valor pago a todos os clientes que adquiriram a publicação e estivem interessados em devolvê-la.

No comunicado, a Kruidvat pediu desculpas a seus clientes alegando que o livro foi impresso na Índia e até agora eles não sabem como a imagem, classificada simplesmente de “inadequada”, passou nos controles de conteúdo da empresa. Também não foi informado quantos exemplares do livro foram vendidos.

Com lojas na Holanda, Bélgica e França, a rede foi fundada em 1975 e no auge chegou a ter 1900 lojas e mais de 24.000 funcionários. Em 2002 foi adquirida pelo grupo chinês Watson incorporando um grupo que detém uma das maiores redes de drogarias de todo o mundo.


A Kruidvat é uma rede de drogarias no estilo da brasileira Pague Menos

Um fato que chamou a atenção da ANDS, responsável pela publicação do Notícias de Sião, é a forma como a mídia europeia vem dando cobertura ao caso. Além da cautela no uso das palavras, jornais, revistas e emissora de televisão procuram mostrar apenas a página onde aparece o ditador nazista, evitando mostrar a página sequente, onde encontra-se a Estrela de Davi.

A ideia até aqui passada é que se trata de um ato falho do autor do livro, que pretendia apenas mostrar às crianças personagens da história, pois havia também imagens de outros personagens importantes como Nelson Mandela, Albert Einstein e Abraham Lincoln.


Imagens da Euronews evitam mostrar a Estrela de Davi na página seguinte

Mas, se realmente era este o objetivo, porque na página seguinte, e sob o olhar amedrontador de Adolf Hitler, estava justamente um personagem, que não fica bem claro quem é, e uma Estrela de Davi?

Nestes tempos de crescimento exponencial do antissemitismo na Europa, esta não é uma resposta muito difícil de se dar.


Livro infantil da Alemanha Nazista: A história se repete.

ANDS | DAILY MAIL | EURONEUS

Publicado por: noticiasdesiao | 6 de março de 2017

DÓLMEN ENCONTRADO EM ISRAEL DESAFIA ARQUEÓLOGOS

COMO FOI POSSÍVEL LEVANTAR UMA PEDRA DE 50 TONELADAS HÁ 6 MIL ANOS?

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Dólmen encontrado tem 6 mil anos e pedra de cobertura com 50 mil quilos

UM GIGANTESCO ENÍGMA

Arqueólogos israelenses descobriram dólmen, provavelmente da Idade do Bronze, nas proximidades do Kibbutz Shamir, localizado na Alta Galileia. O dólmen impressiona não só pelas dimensões como por seus intrincados detalhes artísticos.

Os dólmens são monumentos megalíticos que foram construídos entre cinco mil a mil anos antes de Cristo. Dólmens são edificações tumulares cujo nome tem origem bretã. Dol significa mesa e men pedra. Em Portugal são conhecidos por antas, mas há lugares onde são chamados de orcas, arcas ou palas. No linguajar popular acabou associado à cultura moura, embora sejam bem anteriores a isso, razão pela qual há quem os chame de casas de mouros, fornos de mouros ou pias.

O dólmen encontrado nas colinas da Galileia vem surpreendendo os pesquisadores, principalmente pelo ineditismo dos detalhes. “Esta é a primeira arte já documentada em um dólmen no Oriente Médio”, disse o arqueólogo Uri Berger, da Autoridade Nacional de Antiguidades de Israel. “As formas gravadas representam uma linha reta indo para o centro de um arco”, disse Berger. “Não existem paralelos para essas formas nos desenhos de rocha gravada em todo o Oriente Médio, e seu significado permanece um mistério”, concluiu o arqueólogo.

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O dólmen foi encontrado nas proximidades do Kibbutz Shamir, na Alta Galileia.

A ARQUEOLOGIA CONTINUA A SURPREENDER EM ISRAEL

Outro detalhe que vem intrigando os pesquisadores são as dimensões do dólmen. Usados como monumentos sepulcrais, ou seja, túmulos, os dólmens caracterizam-se por terem uma câmara de forma poligonal ou circular que era utilizada para a colocação dos mortos. Não são estruturas pequenas, mas o dólmen israelense é um dos maiores jamais encontrados.

Gonen Sharon, arqueólogo e professor do Colégio Tel Hai, de Qiryat Shemona, disse numa entrevista que foram encontrados ossos humanos no interior do dólmen. Os arqueólogos passarão agora a estudar este achado.

O tamanho da câmara que se encontra no interior do monumento, e onde os ossos estavam alojados, também está a despertar a atenção dos pesquisadores, pois com seus 2 x 3 metros não é algo comum de se ver na maioria dos dólmens até agora descobertos. “Estas dimensões”, disse Uri Berger, “provam que o prédio não foi erguido por uma tribo nômade, mas sim por uma sociedade com capacidade de mobilizar energia e tecnologia para realizá-lo”, explicou.

O dólmen de Shamir não é um monumento isolado, ele está flanqueado por outros quatro dólmens menores e o conjunto todo estava coberto por rochas que pesam um total de 400 toneladas.

E aqui entra outro detalhe que está a intrigar os arqueólogos.

Para usar uma linguagem popular, imaginem um enorme hambúrguer de pedras. A parte inferior seria o pão base do sanduíche e a parte superior a outra metade do pão. No centro fica a câmara mortuária, que neste caso mede 2 x 3 metros. O problema é que a pedra superior pesa algo em torno dos 50 mil quilos! Os arqueólogos simplesmente não conseguem entender como foi possível conseguir esta proeza há 6.000 anos.

Israel, arqueologicamente falando, continua a surpreender o mundo. Até mesmo os achados comuns mundo afora, em Israel reveste-se de características únicas.

NOTA: Entre junho e julho de 2017, NOTÍCIAS DE SIÃO estará em Israel acompanhando um grupo de estudantes de Arqueologia, Geografia e História Bíblicas e os relatos serão divulgados aqui neste blog. Em 2018 haverá uma nova turma e se o leitor estiver interesse em participar poderá obter informações através do e-mail nogueirapesquisas@gmail.com

ANDS | DAILY MAIL | AFP

Publicado por: noticiasdesiao | 25 de fevereiro de 2017

ESTUDANTE ENCONTRA MOEDA ISLÂMICA EM ISRAEL

AUTORIDADE ISRAELENSE DE ANTIGUIDADES NÃO ESCONDE DESCOBERTA

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A estudante Dor Yagev, da Upper Galilee Leadership Academy, estava no seu primeiro dia de voluntariado nas escavações que decorrem na cidade de Kafar Kana, um sítio arqueológico próximo de Nazaré, no norte de Israel, quando encontrou uma moeda de ouro com cerca de 1.200 anos.

A estudante estava a fazer uma atividade extra-curricular quando fez a descoberta durante a atividade de separação de terra. Quanto ao local da escavação, embora não seja consenso entre os historiadores, há uma boa possibilidade de Kafar Kana ser a cidade bíblica de Caná da Galileia, local onde Jesus Cristo fez seu primeiro milagre, transformando água em vinho, durante uma festa de casamento (João 2:1-11).

Dor YagevEm relação à descoberta, a entusiasmada estudante Dor Yagev comentou: “Ao fazer a coleta do solo com a colher, vi uma moeda brilhante e quando percebi o que era, comecei a gritar e todos ficaram entusiasmados.”

Segundo os pesquisadores da Autoridade Israelense de Antiguidades, a moeda provavelmente foi cunhada no início do período islâmico, algo entre os anos de 776 e 777 d.C., ou seja, quase um século depois da invenção do Islamismo. A moeda, com inscrições em árabe, faz referência a Maomé.

Além da raríssima moeda de ouro, os estudantes da classe de Dor Yagev também acabaram por encontrar diversas outras moedas de prata no local. Achados arqueológicos fazem parte do cotidiano da Terra Santa. Não estamos exagerando se dissermos que todos os dias se descobre algo significativo em algum ponto do minúsculo Estado de Israel.

Mas a história desta moeda traz embutida em si uma importante particularidade, um detalhe que muitas vezes pode passar despercebido aos olhos de quem acompanha notícias sobre descobertas arqueológicas em Israel. O detalhe é que esta moeda não só confirma a presença islâmica em solo israelense, como as autoridades judaicas deram plena visibilidade à descoberta.

É obvio que esta é uma atitude esperada em qualquer processo de escavação arqueológica do mundo. Se escavarem as areias do Egito e lá encontrarem mais informações sobre as dinastias dos faraós, os estudiosos se debruçarão sobre a descoberta para entender melhor aquele período. Se encontrarem vestígios galês em algum buraco de Paris ou provas da presença lusitana em algum castro português, logo as universidades tratarão de incluir esta informação nas suas bases de dados e a região será exaustivamente reexplorada.

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Imagem rara de Caná da Galileia em finais do Século XIX

Mas esta não é a realidade de todo o Estado de Israel. Os arqueólogos, por exemplo, não têm liberdade para trabalhar em cidades da Judeia ou da Samaria, e nem podem sequer se aproximar do Monte do Templo. Atualmente sob temporário domínio árabe, os arqueólogos têm o acesso extremamente dificultado a estas regiões.

Ao contrário da Autoridade Israelense de Antiguidades, que dá visibilidade a todos os achados arqueológicos, a Autoridades Palestina teme qualquer escavação em solo israelense, pois sabe que a cada furo virão à tona provas incontestes da presença judaica na Terra Santa ao longo de milênios.

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Imagens do local das escavações com anotações técnico-arqueológicas

Partes de cerâmicas encontradas em Kafar KanaQuanto à descoberta de Kafar Kana, o pesquisador da Autoridade Israelense de Arqueologia, Robert Cole fez questão de dar a devida importância à descoberta de Dor Yagev: “A excitação não ficou restrita apenas aos estudantes, ela contagiou também os arqueólogos, já que é bastante incomum encontrar uma moeda de ouro durante as escavações” concluiu o pesquisador.

Para a professora de história Sylvia Aisliin, que acompanhava o grupo, trabalhar como voluntário numa escavação “é uma experiência de vida”. Aisliin disse ainda que “é muito importante que as crianças sejam expostas ao trabalho arqueológico, pois elas são curiosas e querem aprender mais sobre o passado.” E isso é bom para elucidar fatos históricos, é bom para a verdade.

(Na imagem à esquerda pode-se ver fragmentos de cerâmicas encontradas nas escavações de Kafar Kana com os respectivos encaixes no jarros e vasos a que eles pertenceram, de acordo com projeções dos arqueólogos.)

Nos próximos meses de junho e julho um grupo de três dezenas de brasileiros estarão em Israel participando de um curso de Arqueologia Bíblica. Seria maravilhoso se algum estudante tivesse a mesma sorte que teve Dor Yagev. Notícias de Sião estará acompanhando todo o trajeto dos alunos e partilhará informações diárias aqui neste site. Em 2018 haverá mais uma turma. Quem sabe você não venha a fazer parte dela.

ANDS | EXTRA

Publicado por: noticiasdesiao | 17 de fevereiro de 2017

HEZBOLLAH AMEAÇA ATACAR REATOR NUCLEAR ISRAELENSE

SE ATENTAREM CONTRA DIMONA, TODO O LÍBANO SOFRERÁ!

O líder do grupo terrorista Hezbollah, Hassan Nasrallah, ameaçou atacar o reator nuclear israelense situado no Deserto do Negev. Como o grupo está baseado no Líbano, Israel respondeu que se acontecer qualquer tentativa de se atingir a central nuclear de Dimona, “todo o Líbano” será atacado.

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DEPOIS DE HAIFA, DIMONA.

Hassan Nasrallah disse nesta quinta-feira, 16, que o Hezbollah dispõe de rockets capazes de alcançar o reator nuclear que fica no Sul de Israel. Segundo o líder terrorista, o objetivo deles é causar um vazamento radioativo que venha a atingir indiscriminadamente a população local. “Voltaremos o arsenal o arsenal nuclear de Israel contra ele próprio”, disse o líder. Em resposta, um alto ministro israelense ameaçou atacar todas as infraestruturas libanesas se houver qualquer tentativa de alcançar Dimona.

No ano passado, Nasrallah já havia ameaçado atacar um tanque de amônia que se encontrava na cidade de Haifa. Como caso isso acontecesse o resultado seria tão desastroso quanto um acidente nuclear, a justiça israelense levou a empresa responsável pelo depósito a desativar suas instalações. Com o encerramento deste potencial alvo, o grupo terrorista redirecionou suas ameaças para Dimona.

“Os israelenses apressaram-se em esvaziar o tanque de amônia [de Haifa] depois das nossas ameaças, mas nós vamos alcançá-los onde quer que eles estejam”, disse Nasrallah durante o discurso que marcou o 9 º aniversário da morte do líder militar do Hezbollah, Imad Mughniyeh. O terrorista foi morto por um carro-bomba em fevereiro de 2008 e o Hezbollah atribui a morte ao serviço secreto israelense. Israel não admite ter ligações com o caso.

“Digo aos israelenses para eles não só desativarem o tanque de Amônia de Haifa, como também desmontarem as instalações nucleares de Dimona”, disse Nasrallah durante o discurso. “Estas instalações nucleares, que representam uma ameaça para toda a região, tornar-se-ão uma ameaça para o próprio povo de Israel”, concluiu o líder árabe.

Em resposta às declarações de Nasrallah, o Ministro Israelense da Inteligência, Yisrael Katz, disse que caso venha a acontecer qualquer tentativa de ataque às instalações de Dimona, de modo que isso venha a afetar centros populacionais ou infraestruturas israelenses, “todo o Líbano”, incluindo suas próprias infraestruturas, sofrerão uma enérgica resposta por parte de Israel.

OBSERVAÇÃO: Em respeito às recomendações das autoridades israelenses, a ANDS não publica nenhuma imagem das instalações de Dimona, nem mesmo aquelas difundidas na Internet e que não comprometem a segurança do local. A ANDS simplesmente respeita as normas israelenses de segurança.

ANDS | TIMES OF ISRAEL

Publicado por: noticiasdesiao | 14 de fevereiro de 2017

IRMÃO DE KIM JONG-UN É ASSASSINADO EM KUALA LUMPUR

DUAS MULHERES SÃO SUSPEITAS. ONDE ESTAVA IARA LEE?

As notícias ainda são desencontradas. Agências internacionais dizem que Kim Jong-nam foi borrifado com um spray venenoso enquanto a televisão sul-coreana fala em injeção letal. O que não se tem dúvidas é que foram duas mulheres as responsáveis pelo assassinato.


Kim Jong-nam no Aeroporto Narita de Tóquio no momento em que era deportado

Kim Jong-nam, irmão do líder da Coreia do Norte Kim Jong-un, foi atacado no aeroporto de Kuala Lumpur, Malásia. A televisão sul-coreana TV Chosun informou que num raro momento em que seus seguranças se afastaram, duas mulheres esperaram-lhe uma agulha com veneno.

Kim Jong-nam, irmão mais velho de Kim Jong-un, estava em Kuala Lumpur à espera de um voo para Macau, onde viveu grande parte da sua vida. Singapura e Malásia eram outros países onde Jong-nam passava grande parte do seu tempo.

Jong-nam era filho de Kim Jong-il e da atriz Song Hye-rim, e não conhecia o seu meio irmão. Desde pequeno foi muito próximo de Jang Song-thaek, irmão do ditador norte coreano. Song-thaek foi executado em 2013 por ordem do sobrinho, sob a acusação de alta traição.

kim-jong-un
Kim Jong-un, protetor da ativista Iara Lee, temia ter o poder usurpado pelo irmão.

Kim Jong-nam chegou a ser cogitado como sucessor do pai, Kim Jong-il, mas caiu em desgraça depois que foi pego em 2001 no aeroporto de Tóquio com um passaporte falso. Na oportunidade, Jong-nam alegou que sua intenção era visitar a Disneylândia de Tóquio. A sucessão ficou assim clara e o caminho aberto para Kim Jong-un, que chegou ao poder no final de 2011, após a morte do pai.

A proximidade de Jong-nam com o tio executado fazia da sua presença em Pyongyang uma potencial ameaça para o irmão, razão pela qual passou a viver mais no exterior e cercado de seguranças. Hoje eles falharam.

Kim Jong-nam já tinha sido alvo de uma tentativa de homicídio. Em 2012, a Coreia do Sul deteve um agente dos serviços secretos norte-coreanos que estava a planejar o atropelamento de Jong-nam.

Nesta terça, enquanto esperava o voo, seus seguranças não perceberam a aproximação das duas mulheres responsáveis pela ação. Logo depois, cambaleando, Jong-nam aproximou-se do balção de informações e pediu socorro. Levado imediatamente para um hospital, Kim Jong-nam morreu no caminho.

Fiquei curioso por saber se a brasileira Iara Lee estava eu esteve em Kuala Lumpur. Iara Lee ficou mundialmente famosa depois de filmar a tentativa de invasão de Gaza no famigerado episódio da falsa Flotilha da Paz.

Como Iara Lee é uma ativista inescrupulosa, que vive a soldo do ditador norte-coreano Kim Jong-un, através do seu trabalho como pesquisadora da Universidade de Pyongyang, e como o atentado foi perpetrado por duas mulheres, se eu fosse investigador verificaria se a brasileira passou por Kuala Lumpur. Não se trata de suspeita, mas no caso de um atentado, os investigadores devem analisar todas as hipóteses.

PARA SABER MAIS SOBRE IARA LEE

SEM NEXO, MENTIRAS E VIDEOTAPE

O JENIN JENIN DE IARA LEE

FARSA REVELADA

ANDS | CHASUN TV | PÚBLICO | ASSOCIATED PRESS

Publicado por: noticiasdesiao | 12 de fevereiro de 2017

DE VOLTA AO PASSADO

UMA PERGUNTA CADA VEZ MAIS INCÔMODA: OS JUDEUS EUROPEUS ESTÃO OU NÃO EM RISCO?

Os judeus europeus uma vez mais estão em sobressalto. Esta tem sido uma história cíclica que volta e meia faz pairar uma nuvem negra sobre as kippot que circulam pelas ruas do Velho Continente. Um exemplo disto são os burburinhos que começam a surgir dentro da comunidade judaica francesa: Caso a deputada conservadora Marine Le Pen vença as eleições presidenciais do próximo dia 23 de abril, os judeus residentes na França serão ou não perseguidos?

Léa Salamé e Marine Le Pen
Léa Salamé entrevista Marine Le Pen no programa Questão Política

Na última quinta-feira, 9, durante o programa L’Emission Politique (Questão Política) da TV estatal francesa France 2, a apresentadora Léa Salamé perguntou a Marine Le Pen, candidata a presidência, se num potencial governo do seu partido “ela pediria aos judeus franceses para renunciar à sua dupla nacionalidade francesa?”

Se levarmos em consideração o cenário do programa, tendo ao fundo uma enorme imagem de um passaporte israelense, e o modo como a pergunta foi formulada, tem-se a impressão de que TODOS os judeus residentes na França têm dupla nacionalidade. Não é bem assim.

A pergunta de Léa Salamé chocou os judeus franceses, pois trata-se de uma repetição dos mesmos argumentos que foram um dia usados na Europa Nazista, quando insinuações antissemitas surgiram depois de um acordo internacional denominado Dupla Aliança.

A Dupla Aliança, também conhecida como Aliança Dua ou Aliança Germano-Austríaca, foi um pacto firmado entre a Alemanha e a Áustria-Hungria em 7 de outubro de 1879. De acordo com a Dupla Aliança, a Alemanha e a Áustria-Hungria se comprometiam a ajudar-se mutuamente caso fossem atacadas pela Rússia.

Embora oficialmente a Dupla Aliança referia-se à Alemanha, Áustria-Hungria e Rússia, na sua redação havia também o compromisso de neutralidade, caso um dos países fosse atacado por “outra potência europeia”. Por esta “outra potência” subentendia-se França. Em 1893 foi assinada a Aliança Franco-Russa e o subentendido ficou por entendido.

Como acontece em todos os momentos de crise, os judeus são logo apontados como culpados. Não importa do que, mas são eles os culpados. E foi neste contexto que começaram as pressões sobre os judeus de dupla-nacionalidade, muito embora àquela época o Estado de Israel não existisse, muito menos passaportes israelenses.

Não sei ao certo quantos judeus franceses têm dupla nacionalidade, mas a comunidade franco-judaica exige de Léa Salamé uma retratação.

Talvez a pergunta de Salamé tenha sido motivada por inquietações que incomodam a própria apresentadora. Diante de uma possível eleição de Marine Le Pen, e caso ela decida colocar em prática uma política de restrição a duplas cidadanias, a própria Léa Salamé poderá estar numa situação difícil, afinal de contas seu nome original é Hala Salameh.

Pois é, a entrevistadora Léa Salamé, ou melhor, Hala Salameh, nasceu no Líbano, tem dupla nacionalidade – francesa e libanesa – e nenhuma preocupação, afinal de contas parece que nada atinge aos árabes que vivem na Europa, tenham ou não eles cidadania local.

Quanto aos judeus, eles que se cuidem. E se forem religiosos, que coloquem as barbas de molho.

Publicado por: noticiasdesiao | 4 de fevereiro de 2017

APRENDENDO COM A ARQUEOLOGIA BÍBLICA

A CARPINTARIA NOS TEMPOS BÍBLICOS

“Então Hirão, rei de Tiro, mandou mensageiros a Davi, e madeira de cedro, e pedreiros, e carpinteiros, para lhe edificarem uma casa.” (1 Crônicas 14:1)

carpintaria-na-epoca-de-cristo
Provavelmente era assim a carpintaria de José em Nazaré

CONVERSA DE HOMENS

Na manhã fria de Shabbat eu estava com um grupo de amigos na cave de um prédio em Barcelos. Estávamos a participar de um café-da-manhã entre homens, um pequeno-almoço, como se diz em Portugal. Durante o café conversamos sobre os mais diversos assuntos, das preferências clubísticas à indicações de restaurantes com preços acessíveis na região. Conversa de homem.

Como acontece em muitas regiões de Portugal, havia uma miscelânea de nacionalidades. Escoceses, brasileiros, norte-americanos e, obviamente, portugueses. Após o café, uma pergunta foi lançada: “Praticar uma religião é algo mais adequado às mulheres do que aos homens?!”

Num primeiro momento me restringi a ouvir as opiniões e a observar meus companheiros de prato. Tinha alguns comentários preparados, mas estava mais inclinado a ouvir opiniões do que a expor ideias.

Da mesma forma que o grupo era ecléticos nas suas origens, também o era nas suas práticas religiosas. Alguns dos presentes apenas simpatizam com a religião enquanto outros a praticam ativamente.

Como entre os católicos normalmente é preciso no mínimo dez beatas para se começar uma procissão e os evangélicos têm por experiência que nos cultos protestantes há quase dez mulheres para cada homem, ficou o questionamento: Seria a religião uma atividade feminina?

Surgiram as mais diversas opiniões, desde a ideia de que ir à igreja é algo que se tornou uma ação social, e as mulheres são mais dadas a esses eventos, até uma complexa análise sociológica comparando o tempo de igreja com um ritual de passagem, onde o jovem menino ao atingir certa idade liberta-se desta responsabilidade evoluindo na sua formação masculina.

A conversa alongou-se e as mais diversas opiniões, ideias e teorias foram surgindo. Numa época em que o entretenimento é a religião mais praticada no mundo, os homens parecem voltar-se para atividades másculas, deixando a religião para as mulheres ou para homens, digamos, mais frágeis. Seria isso?

As respostas que iam surgindo suscitavam mais dúvidas do que esclarecimentos. Afinal de contas, a prática religiosa era ou não uma prerrogativa feminina? E se assim é, porque Jesus escolheu para si 12 discípulos e não 12 discípulas?

O autor da pergunta lembrou que Jesus não escolheu intelectuais para segui-Lo. Não escolheu artistas, escritores, poetas, mas sim homens que praticavam atividades rudes. Dos 12 apóstolos apenas Mateus, que era coletor de impostos, vinha de uma carreira burocrática. E dos que vieram a agregar-se depois, Lucas era médico e Paulo teólogo, quanto aos demais todos eram homens de profissões duras, extremamente másculas para a época.

E foi assim que chegamos à família de Jesus, cujo pai adotivo, José, e Ele próprio, notabilizaram-se por serem carpinteiros, como registra uma indagação apontada por Marcos no seu evangelho: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs?” (Marcos 6.3).

Um dos homens que estava presente no café-da-manhã aproveitou a oportunidade para dizer que o tema lhe era de particular interesse, pois ele também praticava a arte da carpintaria. E aproveitou para fazer uma pergunta: “Os carpinteiros da época de Jesus trabalhavam apenas com madeira ou lapidavam pedras também?”

Como, dos presentes aparentemente eu era o que melhor conhecia a cultura judaica, os olhares se voltaram para mim.

Até então meus pensamentos estavam centrados na questão da proporção homem-mulher nos cultos religiosos. Estava a pensar que no nosso café havia 13 homens, sendo que apenas 3 deles eram crianças. Se com 10 beatas se faz uma procissão e nos cultos evangélicos encontra-se 10 mulheres para cada homem, na contramão desta lógica, nos serviços realizados nas sinagogas judaicas são precisos no mínimo 10 homens adultos para que estes aconteçam. Esta é a exigência do famoso “minian”, o quórum mínimo necessário para a tefilah.

No judaísmo a prática religiosa está mais centrada na figura masculina e não na feminina. E isso não é só ficção, como no caso de Yentl, a personagem criada por Leah Napolin e Isaac Bashevis Singer e que foi interpretada no cinema pela atriz Barbra Streisand.

Neste famoso filme dos anos 70, Yentl é uma judia que se disfarça de homem para poder estudar a Torah e o Talmude. Como suposto jovem rapaz ela podia não apenas estudar como também ser contada para o minian. Na vida real algumas sinagogas chegam mesmo a manter alguns membros carentes amparados filantropicamente, desde que estes se comprometam a estar presentes nas sinagogas de forma a poder compor o minian.

Eu estava perdido nesses pensamentos quando a pergunta foi lançada: “A atividade de carpintaria era praticada conjuntamente com a de pedreiro?”

Imediatamente lembrei-me das aulas de Arqueologia Bíblica que tive em Israel, quando o Professor Elijah bar David, em baixo de um arco romano, nos explicava como as construções, mesmo em pedra, tinham por base a carpintaria. Respondi então o que sabia e interiormente comprometi-me comigo mesmo a estudar melhor o assunto.

Portanto, é deste compromisso que surgiu este artigo. Aqui vão algumas informações, que espero que sejam úteis não só para o amigo carpinteiro que participou daquele café-da-manhã e fez a intrigante pergunta, como para outros leitores possam se interessar pelo assunto.

Para mim, uma coisa ficou clara: fazer um Curso de Arqueologia Bíblica em Israel foi uma das experiências culturais mais interessantes que eu já pude algum dia experimentar.

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O arqueólogo e professor Elijah bar David explicando, numa aula de campo, a forma como os carpinteiros trabalhavam conjuntamento com os pedreiros na construção de um arco nos tempos bíblicos.

A CARPINTARIA NA ÉPOCA DE CRISTO

Na época de Jesus a atividade carpinteira era relativamente comum em todo o Oriente Médio. Uma vez que não dispunha dos modernos recursos de bricolagem, a carpintaria era um trabalho pesado, que exigia profissionais não apenas hábeis no trato da madeira como fortes na sua manipulação.

Havia duas aplicações básicas para a arte: a estruturante e a mobiliária. Na estruturante, o carpinteiro trabalhava em parceria com os pedreiros, armando os “esqueletos” sobre os quais as pedras eram colocadas durante a construção de certas partes das casas. Uma vez colocadas as pedras, a estrutura de madeira era retirada e a casa estabelecida.

Antes dos romanos estabelecerem-se naquela região, as construções usavam a madeira incorporada nas mesmas, pois os telhados, os umbrais e parte das paredes eram feitas em madeira e as frestas tapadas com uma mistura de palha e barro. Com os romanos vieram as construções em arco e o papel dos carpinteiros, como construtores, passou a ser mais de apoio aos pedreiros.

Aos carpinteiros cabia o papel de encontrar madeira certa, cortar as árvores e trabalhar as vigas. Para isso eles usavam ferramentas como a enxó e o machado. Os machados eram similares ao que temos ainda hoje em dia, mas a enxó é algo que desapareceu com o tempo. Ambos tinham por objetivo moldar a madeira. Tanto um quanto outro exigiam não só habilidade como muita força física.

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Enxó e Verruma, dois instrumentos de carpintaria da época de Cristo.

A princípio a parte cortante dos machados, amarradas na ponta de longos cabos de madeira, eram feitas em bronze, mas a medida em que este metal se tornou mais caro passaram fabricá-los em ferro. Mesmo assim ainda era um artefacto caro, e perdê-lo significava um grande prejuízo para o carpinteiro. Em 2 Reis 6.6 podemos ver um profissional lamentando a perda da cabeça do machado com que trabalhava: “E sucedeu que, derrubando um deles uma viga, o ferro [do machado] caiu na água; e clamou, e disse: Ai, meu senhor! ele era emprestado.”

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Provavelmente eram assim os machados dos tempos bíblicos

Se cair na água ou perder-se na mata representava prejuízo, pior era quando a lâmina se soltava e atingia a cabeça de um colega de trabalho. O livro de Deuteronômio iliba o carpinteiro caso isso viesse a acontecer: “Como aquele que entrar com o seu próximo no bosque, para cortar lenha, e, pondo força na sua mão com o machado para cortar a árvore, o ferro saltar do cabo e ferir o seu próximo e este morrer, aquele se acolherá a uma destas cidades [de refúgio], e viverá.” (Deuteronômio 19.5)

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Martelo, sovela, amolador e formão, instrumentos de uma carpintaria nos anos 30 d.C.

Os martelos eram feitos de pedra e se estivessem à mão poderiam até ser utilizados como arma, conforme relatos de Juízes 5.26 que fala da execução de Sísera, o chefe do exército de Canaã no reinado de Jebim. Sísera foi morto por um martelo de carpinteiro.

Obviamente que os martelos não eram instrumentos de guerra e a morte de Sísera foi uma exceção. No dia-a-dia os martelos tinham a mesma finalidade que têm hoje, fixar pregos. Por exemplo, quando Jeremias condena o uso dos ídolos pagãos, ele diz que estes eram feitos de madeira cortada com machados e que “com pregos e com martelos” eram fixados na parede (Jeremias 10.4). Os pregos a princípio eram feitos de bronze, mas depois, seguindo a mesma lógica das lâminas dos machados, passaram a ser fabricados em ferro.

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Acima: Serra de uso externo que o carpinteiro usava para o corte das árvores
Abaixo: Serra de mão, para trabalhos menores dentro da própria carpintaria

O pesquisador inglês Ralph Gower, baseado em estudos de Fred Wight, diz em Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos que as bancadas de trabalho só passaram a ser utilizadas pelos carpinteiros judeus depois da chegada dos romanos, pois até então os trabalhos eram executados no chão, do lado de fora de sua casa.

enxoAlém das portas, batentes, venezianas, mesas, bancos, baús e outras mobílias, cujos detalhes eram feitos com auxílio do enxó (imagem ao lado), os carpinteiros produziam também ferramentas agrícolas, como jugos, arados e pás.

Tudo era feito com muito esmero e valia para a época a mesma lógica que temos nos dias de hoje: os profissionais que apresentassem os melhores trabalhos naturalmente eram os mais valorizados.

Em julho de 2017 estarei novamente em Israel para fazer, na Universidade Hebraica de Jerusalém, mais uma etapa do Curso de História e Geografia Bíblica. Vai ser interessante voltar a ouvir arqueólogos e estudiosos discorrendo sobre a história e a cultura de um povo que há milênios reside naquelas terras. Povo que tem, como nenhum outro, tantos registros escritos e tantas provas arqueológicas encontradas.

Nesta nova turma teremos a participação de 17 homens e 14 mulheres, ou seja, haverá um equilíbrio de gêneros. Quem sabe no retorno possamos reunir novamente os homens para um novo café da manhã na cave de Barcelos. Assuntos para conversar não faltarão.

Espero que este texto possa inspirar outras pessoas a interessar-se pelo tema e, quem sabe, até mesmo venham a participar de novas turmas do Curso de História e Arqueologia Bíblica em Israel. Pensem nisso, ponderem sobre isso.

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