Publicado por: noticiasdesiao | 24 de agosto de 2016

DEFESA PESSOAL MADE IN ISRAEL

PARLAMENTARES BRITÂNICOS APRENDEM KRAV MAGA

Krav Mag versus stabbing

Dois meses depois do assassinato de uma deputada britânica por um ativista nacionalista, o parlamento inglês contratou especialistas das Forças de Defesa de Israel (IDF) e do serviço de secreto israelense (Mossad) com o objetivo de desenvolver treinamentos em artes marciais. O público alvo da formação são os próprios parlamentares.

A deputada Jo Cox foi covardemente esfaqueada e posteriormente morreu. Os treinamentos desenvolvidos pelas IDF e pelo Mossad visam capacitar os demais membros do parlamento a usarem técnicas de uma tradicional luta israelense como forma de defesa em casos de ataques semelhantes.

Aulas de Krav Maga, palavra que em hebraico significa “combate de contato”, estão sendo oferecidas aos parlamentares desde a semana passada sendo que até agora duas deputadas e 18 assistentes aderiram ao método.

Segundo Mendora Ogbogbo, diretora da empresa Parli-Training, o objetivo do Krav Maga é desarmar o agressor e nunca confrontá-lo.

Ogbogbo afirmou que os parlamentares não estão aprendendo a lutar, mas sim a defender-se. A técnica ensina ao seu utilizador como proteger as partes mais vulneráveis da cabeça de modo que permita ao agredido obter de três a quatro minutos de vantagem diante do agressor. Segundo Ogbogbo este tempo é suficientemente vital, pois neste espaço há sempre a possibilidade de ocorrer intervenção das forças policiais.

Como o Krav Maga é um conjunto de técnicas oriundas das mais diversas artes marciais, os parlamentares estão aprendendo os principais golpes defensivos de lutas como judô, aikido, boxe, luta livre e luta de rua.

O Krav Maga foi desenvolvido pelo boxeador judeu Imi Lichtenfeld, que o usou como método de defesa para os judeus que lutavam contra ativistas antissemitas de Bratislava, na antiga Checoslováquia, na década de 1930.

No final da década de 40, após imigrar para Israel, Lichtenfeld passou a oferecer aulas de Krav Maga para membros da Haganah, o grupo precursor das Forças de Defesa de Israel.

Tanto no Brasil quanto em Portugal há diversos centros de treinamento desta arte genuinamente israelense.

ANDS | ALGEMEINER | DAILY MAIL

Publicado por: noticiasdesiao | 21 de agosto de 2016

SOLUÇÃO FINAL

INTELECTUAL ITALIANO DEFENDE MASSACRE DE SIONISTAS

Imam in college
Alunos ocidentais ouvem um imam numa sala universitária

Raffaello Villani, secretário da Universidade Islâmica de Lucca, na Itália, escreveu na sua página do Facebook: “É necessário que haja uma solução final para os sionistas”.

“Solução Final” foi o termo usado pelo regime nazista alemão para o plano de extermínio dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial, plano este que resultou na famigerada Shoah, o massacre conhecido pela expressão Holocausto.

O comentário escrito de Raffaello Villani, cujo posto é dos mais importantes dentro da universidade, foi excluído depois de protestos da embaixada de Israel na Itália, mas o autor voltou a postar outro texto onde diz que “os verdadeiros judeus são vítimas do sionismo”.

No ano passado, numa entrevista à revista Newsweek, o italiano Giampiero Paladini, fundador da universidade, disse que a instituição visa preencher um suposto fosso filosófico existente entre o Ocidente e o mundo islâmico. De acordo com a Newsweek , Paladini, um ex-advogado, afirma ser “um exemplo de tolerância e iluminação”.

Na entrevista à Newsweek, Paladini afirmou ainda que “em vez de estudar a Bíblia” os europeus deviam “estudar o Alcorão”, e que “em vez de igrejas devemos ter mesquitas”.

Na entrevista, este muçulmano, que se diz moderado e iluminado, defendeu também “o estudo de assuntos que sejam influenciados pela [lei islâmica] Sharia”.

Assim caminha a Europa pós-cristã e este é o cenário enfrentado pelos judeus europeus e por todos os não judeus que têm uma posição pró-Israel no Velho Continente.

NOTA: A Agência Notícias de Sião (ANDS) tem sua sede em algum lugar da Europa. Por questões de segurança, não informamos onde.

ANDS | YNETNEWS

Publicado por: noticiasdesiao | 2 de agosto de 2016

ONE DAY BY MATISYAHU

A DIFERENÇA ENTRE OS JUDEUS E SEUS INIMIGOS

Neste singelo vídeo você poderá ver diferença entre uma família judaica tradicional e seus inimigos tradicionais.

Todos os dias em Israel, milhares de famílias como esta, acordam e saem de suas casas acompanhadas de seus filhos. Elas estão a caminho dos seus empregos, da escola dos seus filhos, da casa dos seus familiares ou de algum supermercado. Elas acordam e saem em seus carros com o intuito único de viver suas vidas.

Por outro lado, todos os dias, dezenas de inimigos de Israel acordam e saem para as ruas com o intuito único de interromper a vida de famílias como esta. Se possível da forma mais violento que puderem.

Israel e seu povo não se inclinam, não se deixam abater e continuam a cantar que preferem a paz. E pelo futuro do seu filho esperam que, um dia, seus inimigos compreendam a famosa frase da primeiro-ministro israelense Golda Meir: “Só haverá paz quando os árabes amarem mais as suas crianças do que odeiam as nossas.”

UM DIA

Eis aqui a tradução livre da música cantada pela família judia. O autor é um cantor israelense chamado Matisyahu.

UM DIA

Eu sei que algum dia isso tudo vai mudar
Porque

Toda minha vida eu estive esperando para
Eu estive orando para
Para que as pessoas digam isso:
Nós não queremos mais brigar
Não faremos mais guerras
E nossas crianças vão brincar

Um dia
Um dia
Um dia
Um dia

Um dia isso tudo vai mudar
Trate as pessoas como iguais
Pare com a violência
Acabe com o ódio
Um dia todo nós estaremos livres
E orgulhosos de estar
Sob o mesmo sol
Cantando canções de liberdade como

Um dia
Um dia

Toda minha vida eu estive esperando para
Eu estive orando para
Para que as pessoas digam isso:
Nós não queremos mais brigar
Não faremos mais guerras
E nossas crianças brincarão

Um dia
Um dia
Um dia
Um dia

Publicado por: noticiasdesiao | 2 de agosto de 2016

O FIM DA REBIMBOCA DA PARAFUSETA

ISRAEL INVENTA O MECÂNICO 100% CONFIÁVEL

Uma invenção israelense promete levar o motorista ao mecânico com o problema na ponta da língua, ou melhor na tela do celular.

Mecânico de Confiança

Não há nada mais desconfortável do que ver luzes de emergência piscando no painel do carro. Logo pensamos em oficinas, profissionais nem sempre confiáveis e, evidentemente, gastos.

Como boa parte dos motoristas entendem pouco de mecânica, acabam por tornarem-se reféns das oficinas e, infelizmente, muitas vezes vítimas de profissionais inescrupulosos.

No Brasil há alguns anos surgiu uma expressão que ilustra bem o difícil relacionamento entre mecânicos e donos de carros: a rebimboca da parafuseta. Com ar de profundo conhecedor da matéria, o mau profissional explica para o desesperado dono do veículo que “o problema está na rebimboca da parafuseta” e que o reparo “vai custar um dinheirão”.

Se o interlocutor ironicamente sorri, o mecânico recua e fala do real problema. Se franze a testa e cai na armadilha, os problemas podem piorar com a avaria estendendo-se para a “mola da grampola”, a “arruela da grapeta” ou, pior ainda, para a “rosqueta da parafuseta”.

Ao inexperiente motorista resta apenas a resignação. E a carteira.

Mas isso pode mudar radicalmente, pois uma invenção israelense promete levar o motorista ao mecânico com o problema na ponta da língua, ou melhor na tela do celular.

Uma empresa israelense, dirigida por uma jovem CEO chamada Gal Aharon, inventou um dispositivo que faz um diagnóstico geral no seu carro, indicando exatamente onde se encontra a avaria, quais as oficinas mecânicas capacitadas para resolvê-lo e o custo médio do reparo.

Além de apontar avarias, o dispositivo, chamado Angie, age ainda como um agente preventivo, pois o condutor pode acompanhar, via Bluetooth, o desempenho geral do veículo.

Engie Made in Israel

Trata-se de mais uma invenção “Made in Israel” que mostra o compromisso dos empreendedores israelenses em desenvolver produtos que permitam aos consumidores viver com maior segurança, conforto e economia.

Am Yisrael Chai!

ENTREVISTA COM A CEO DA EMPRESA QUE PRODUZ O ANGIE

Publicado por: noticiasdesiao | 26 de julho de 2016

PADRE DEGOLADO

ESTADO ISLÂMICO ATACA IGREJA CATÓLICA. E AGORA, FRANCISCO?!

Saint-Étienne-du-Rouvray
Agentes anti-terror dispostos diante da igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray

Dois homens armados com facas fizeram esta manhã cinco reféns numa igreja, perto de Rouen, na Normandia, no norte de França. Os dois homens entraram na igreja de Saint-Etienne de Rouvray, durante uma missa, por volta das 10h, e mantiveram reféns durante 40 minutos. O presidente francês, François Hollande, já se encontra no local.

O padre da igreja assaltada foi degolado pelos assaltantes. Um dos reféns, de acordo com um porta-voz do ministro do Interior, está “entre a vida e a morte”. Este refém é uma mulher idosa, possivelmente uma freira, informaram fontes policiais.

O porta-voz do ministro do Interior já confirmou que os dois atacantes foram abatidos após terem saído da igreja. Além do padre e da freira ferida, encontravam-se no local mais uma freira e dois outros fiéis daquela comunidade. O alarme foi dado por uma terceira freira que conseguiu escapar.

De acordo com a imprensa local, a operação contou com vários bombeiros e com policiais das forças de intervenção, incluindo a brigada de minas e armadilhas, que está verificando neste momento se existem bombas, tanto no interior como no exterior do edifício.

A polícia fechou as ruas adjacentes, e estiveram no local várias ambulâncias e outros meios de socorro. Um jornalista da RTL informou que os agentes deslocados para a região estão voltando para suas bases, uma vez que a situação já está sob controle.

Por sua vez, o Papa Francisco juntou-se ao luto. “Estamos particularmente impressionados pelo fato desta violência ter acontecido numa igreja, um lugar sagrado”, diz o comunicado do Vaticano. Francisco condenou, “da forma mais radical”, o “bárbaro assassinato de um sacerdote”.

Nos últimos anos, tanto o Vaticano como o próprio papa, vêm conduzindo processos de aproximação do Islamismo com o Catolicismo. Como tornou-se lugar-comum nos meios politicamente corretos, Francisco tem insistido que “o Islã é uma religião de paz”.

Agora que o terror chegou aos seus átrios, resta-nos esperar qual será a postura do papa e do Vaticano em relação ao pretenso “diálogo inter-religioso”.

ANDS | OBSERVADOR | REUTERS | RTL

Publicado por: noticiasdesiao | 26 de julho de 2016

O GOLPE BAIXO DE HILLARY CLINTON

ANTISSEMITISMO VELADO NA CAMPANHA ELEITORAL AMERICANA

Bernie Sanders Israel

Hillary Clinton ganhou as primárias norte-americanas, deixando Bernie Sanders para trás. Mas surgiram agora milhares de e-mails sugerindo que Hillary teve muito mais apoio indireto do que se podia imaginar. Hillary recebeu mais apoio do que o das pessoas que frequentavam os comícios em que participava.

Os emails foram divulgados pelo site Wikileaks e estão tocando fogo na convenção do Partido Democrata, que acontece na noite desta segunda-feira, 25 de Juho.

Segundo o site Bloomberg.com, o Comité Nacional Democrático (CND) não foi imparcial e parece ter favorecido Hillary durante as primárias. O resultado é que Debbie Wasserman Schultz, presidente do Comité Nacional Democrático, vai pedir demissão depois da Convenção Democrata.

Também a rede de TV CNN destacou que Wasserman Schultz esteve debaixo de fogo durante todo o processo das primárias, mas a pressão para que se afaste do cargo aumentou depois de conhecido o conteúdo de quase 20 mil emails que revelam manobras de bastidores no interior da estrutura dos democratas para prejudicar a campanha de Bernie Sanders.

Entre outras iniciativas, o comité tentou descredibilizar Sanders questionando a sua orientação religiosa para o fazer perder votos nos estados mais a sul. Bernie Sanders é judeu.

ANDS| BLOOMBERG | CNN

Publicado por: noticiasdesiao | 25 de julho de 2016

ANSBACH OPEN FESTIVAL

REFUGIADO SÍRIO EXPLODE-SE NO ANSBACH OPEN

Ansbach attack
Refugiado sírio fez-se explodir em festival de música. Só ele morreu.

Está cada vez mais complicado manifestar apoio aos refugiados. Claro que a maioria esmagadora é realmente necessitada e relativamente pacífica, mas a cada atentado realizado a imagem destes imigrantes arranha-se um pouco mais.

O autor do atentado de ontem era refugiado sírio, tinha 27 anos e – já virou moda – sofria de “problemas psiquiátricos”. Quanto à profissão de fé, quase nenhuma linha nos noticiários. A Europa treme de medo de apontar o dedo para o Islamismo. Continente frouxo.

Joachim Herrman, ministro do Interior da Baviera, disse que “não excluiu a possibilidade” de ter sido um atentado islâmico e que era “óbvia intenção de matar o maior número de pessoas possível”.

Herrman foi uma das poucas vozes a se levantar, mas fez questão de destacar que não se tratava da posição oficial do governo alemão: “A minha opinião pessoal”, disse Herrman, “é que aconteceu um verdadeiro ataque suicida islâmico.” Foi o quarto ataque na Alemanha numa semana.

ANDS | OBSERVADOR

Publicado por: noticiasdesiao | 23 de julho de 2016

AS DUAS FACES DA NOTÍCIA

MENTE A MÍDIA

“Eu ouço ‘Allahu Akabar! Allahu Akabar!’ Eu sei que é isso porque eu sou muçulmana também.” Declaração de uma testemunha do massacre de Munique.

atentadomuniquecnn
Trecho de reportagem da CNN desapareceu dos notícias posteriores

É impressionante a forma como a mídia lida com relatos que envolvam Israel e seus adversários. Ao noticiar um atropelamento em massa, seguido da neutralização do agressor, as manchetes podem mudar radicalmente, dependendo dos atores envolvidos na trama. Vejam este exemplo.

MANCHETE – “Palestino é morto após atropelar 11 em ponto de ônibus de Jerusalém.”

A mensagem, truncada, apela para estereótipos e imagens pré-formatadas.

INTERPRETAÇÃO – Um palestino foi morto. No imaginário popular desinformado, israelenses truculentos vivem a matar palestinos indefesos. Embora não diga com todas as letras, a indireta está lá: um palestino, acidentalmente, perdeu o controle do carro, atropelou um grupo de pessoas em um ponto de ônibus e logo a seguir foi assassinado pela polícia.

A manchete esconde a verdade dos fatos. A manchete escamoteia o fato de que o “palestino”, um inexistente grupo étnico, atirou o carro sobre judeus, usuários do transporte público israelense, com o fito único de causar mortes, ou seja, tratou-se claramente de um ataque terrorista.
Agora, vejam agora o tratamento dado pela mesma publicação a um episódio semelhante.

MANCHETE – “Atentado mata ao menos 84 em festa do Dia da Bastilha no sul da França.”

INTERPRETAÇÃO – Um terrorista agiu. A palavra “atentado”, no início do texto, deixa claro que tratou-se de uma agressão terrorista. O restante da manchete é claro: 84 pessoas, inocentes, participavam de uma festa quando um terrorista cometeu um crime.

MENTE E MÍDIA

A forma desigual de lidar com informações que envolvam judeus e seus adversários é algo antigo e nós que vivemos de defender o Estado de Israel e o seu povo já nos acostumamos com isso. A novidade agora é a forma como a mídia vem lidando com os inimigos de Israel.

Percorrendo as manchetes dos jornais, sejam eles escritos, falados ou televisados, fica claro que jornalistas, repórteres e redatores agem com toda cautela do mundo de modo a evitar ferir os sentimentos – e interesses – de grandes grupos raciais, corporativos, religiosos ou econômicos.

Trata-se com extrema cautela e tato todas as informações que envolvam afro-descendentes, homossexuais ou muçulmanos. As manchetes não são claras, temos que interpretá-las. A fidelidade dos relatos segue também a mesma lógica, o que compromete significativamente a verdade dos fatos.

Exemplo. Na tarde de ontem, a rede de TV americana CNN entrevistou uma testemunha do massacre de Munique momentos depois do início do ataque. Ainda trêmula, a testemunha, identificada simplesmente como Lauretta, afirmou que o assassino gritava “Allahu Akabar”, a clássica invocação islâmica, enquanto atirava sobre crianças. O depoimento, ao vivo, no momento em que o ataque acontecia, é dramático.

“Eu ouço – como um alarme, bum, bum, bum … e ele ainda está matando as crianças”, diz Lauretta. “Elas não estão fazendo nada, as crianças estão sentadas, comendo. Elas não podem correr”, continua a testemunha acrescentando a emblemática informação: “Eu ouço ‘Allahu Akabar! Allahu Akabar!’ Eu sei que é isso porque eu sou muçulmana também. Eu ouço isso e apenas choro.”

O depoimento foi transmitido ao vivo, diretamente do local do atentado. Mas, o que aconteceu depois?

Bem, depois a informação praticamente desapareceu dos noticiários. Até mesmo no site da CNN é difícil encontrá-la. Há diversas edições onde aparecem partes do depoimento de Lauretta, mas o trecho onde ela fala dos gritos islâmicos é solenemente desprezado.

Se por um lado há o cuidado de não ferir susceptibilidades religiosas, por outro há a preocupação de não tocar nos interesses financeiros das empresas árabes que investem pesadamente em propaganda.

Ninguém quer desagradar os muçulmanos nem tampouco enfrentá-los. A verdade dos fatos é a grande perdedora.

ANDS| CNN

Publicado por: noticiasdesiao | 2 de julho de 2016

BEN GURION AIRPORT

O AEROPORTO MAIS SEGURO DO MUNDO

Ben Gurion Airport
A tranquilidade do Aeroporto Ben Gurion. Clique na imagem para ver detalhes

Um Boeing da El Al taxia imponente na pista do Aeroporto Internacional Ben Gurion em Tel Aviv. Antes de aproximar-se da rampa de embarque, cruza com o gigantesco Airbus da Lufthansa que já lá está parado. Estamos em 2010 e a Segunda Guerra Mundial terminou há 65 anos.

A imagem de um avião israelense deslizando suavemente ao lado de um avião alemão chamou-me a atenção e resolvi registrar a cena. Olhei para os lados, notei que esva sozinho naquele local, peguei uma pequena máquina fotográfica, apontei e disparei. Tão logo terminei de clicar fui abordado por um jovem que apareceu de repente, surgindo sabe-se lá de onde.

Discreto, tirou do bolso uma identificação, que me apresentou ligeiramente, mal dando oportunidade de saber de quem se tratava. “O que você fotografou?”, perguntou-me diretamente e sem cerimônias.

Acostumado com a seriedade da segurança israelense, onipresente em quase todos os locais públicos do Estado hebraico, automaticamente mostrei-lhe a foto que havia tirado. Não entrei em detalhes quanto ao significado que a imagem tinha para mim e perguntei-lhe se devia apaga-la ou não. “Não”, foi a resposta.

Diversas vezes, tanto no tempo em que morei em Israel quanto nas outras vezes em que visitei a Terra Santa, tive que deletar algumas fotos que havia tirado. Sou curioso e gosto de registrar cenas inusitadas. Nem todas recebem aprovação das autoridades responsáveis pela segurança. Respeito as ordens sem questionar. Entendo as razões israelenses.

Naquela tarde no Ben Gurion, perguntei ao agente quais áreas poderiam ser fotografadas e quais eu deveria evitar. Ele me disse que eu podia ficar à vontade, mas que evitasse fotografar apenas as áreas sensíveis à segurança. E apontou-me algumas delas. Respeito as diretrizes até hoje.

Todas as vezes que ouço notícias sobre atentados terroristas em aeroportos, como os de Bruxelas em março e os de Istambul nesta semana, lembro-me deste episódio. Estes atentados ocorreram justamente em áreas que são terminantemente proibidas de serem fotografadas no Aeroporto Internacional Ben Gurion.

Uma aparentemente inocente foto pode servir de mapa para o planejamento de mortíferos atentados. As autoridades israelenses sabem disso. As autoridades israelenses não permitem que seu sistema de defesa seja desnudado. Bruxelas e Ancara desprezaram estes cuidados. Pagaram o preço. Altíssimo.

COMO ATUA A SEGURANÇA NO AEROPORTO INTERNACIONAL DE TEL AVIV

Security Ben Gurion Airport
Policial próximo à área de partidas do Aeroporto David Ben Gurion em Tel Aviv, Israel.

Interrogatórios, adesivos indicativos do grau de risco de cada passageiro, revistas constantes. Em Israel é preciso passar por muitos controles antes de entrar no aeroporto, que está localizado em Lod, uma cidade de médio porte pertencente à dunam central de Israel. A maior e mais importante cidade da região é Tel Aviv, razão pela qual o aeroporto é também conhecido como Aeroporto Internacional de Tel Aviv.

O atentado no aeroporto de Istambul, em 28 de junho, voltou a colocar o tema da segurança nesses centros de grande concentração de pessoas na ordem do dia. Antes, a 22 de março, a Europa voltara a sangrar com os ataques terroristas que provocaram 35 mortos em Bruxelas, naquele que foi o primeiro atentado em território europeu em 2016.

Antes disso, a mesma Istambul, Jacarta, Ancara e a Costa do Marfim já tinham sido atacadas. No dia 27 de Março, um homem-bomba explodiu-se na cidade paquistanesa de Lahore, provocando 72 mortes. A ameaça terrorista é cada vez mais global e levanta a questão de se saber o que deve ser feito para prevenir este tipo de ataque.

A questão não é nova e está longe de ser resolvida. As soluções não são infalíveis nem ideais e estão longe de gerar consenso.

Após os recentes ataques em Bruxelas e Istambul, ataques estes que aconteceram nas zonas de check-in, onde não existem controles, novas de medidas de segurança nos aeroportos estão a ser estudadas em todo o mundo. Em Março, logo após os atentados de Bruxelas, o jornal ABC apresentou o aeroporto de Israel como um caso de sucesso a ser estudado pelos demais países.

A matéria do diário espanhol dizia que o aeroporto internacional Ben Gurion é “um dos mais seguros do mundo” – para muitos é “o mais” – uma fama que foi conquistada a um preço muito alto.

Em Israel, os controles de segurança começam ainda antes de se entrar no aeroporto. A estrada de acesso é vigiada por agentes e os carros passam por uma “inspeção visual”. Todos os passos são monitorados por policiais fardados ou à paisana que a qualquer momento questionam os passageiros ou quem os acompanha sobre a sua nacionalidade, o destino para onde viajam, a razão da visita ao país ou qualquer outra questão que lhes pareça pertinente. As perguntas podem ser, por vezes, mais pessoais e incluem os lugares que visitaram (no país e ao estrangeiro) e quem organizou a viagem. Nestes casos, os passageiros devem cooperar, caso contrário levantam suspeitas.

Josh Kedoshim with passaport security stickerDepois de vários níveis de controle, um adesivo amarelo com dez dígitos é colado na parte de trás de cada passaporte. O primeiro desses algarismos indica o grau de perigo que cada passageiro representa, numa escala de 1 a 6. Recebem o número 1 passageiros altamente confiáveis, normalmente israelenses ligados ao próprio serviço de segurança. O número 2 é atribuído à maioria dos passageiros comuns, israelenses ou não, que não oferecem risco algum. À partir daí cada número acrescido piora a situação do dono do passaporte.

Para os passageiros com um nível baixo de ameaça, o resto do processo é em tudo semelhante ao dos restantes aeroportos. Para os outros, segue-se um extensivo interrogatório e revisões pormenorizadas às bagagens, equipamentos e tudo o que for considerado necessário pelas autoridades. No final do processo, geralmente mesmo antes de o avião decolar, os passageiros não totalmente confiáveis são escoltados até ao lugar que lhes foi destinado.

Os níveis mais altos de segurança, 5 e 6, são, geralmente, reservados aos árabes israelenses, aos muçulmanos e aos estrangeiros hostis. Num artigo da Business Insider em que descreve a sua passagem pelo aeroporto, Chris Weller descreveu o processo como “extremo sim, mas eficaz”.

A SEGURANÇA TEM UM ALTO CUSTO, MAS VALE A PENA.

Ativista detida no Ben Gurion Airport
Ativista estrangeira sendo detida no Aeroporto Ben Gurion. Recebeu um número 6 no passaporte e dificilmente voltará um dia a Israel. Para os israelenses, um aeroporto é lugar de chegadas e partidas e não de vandalismos e protestos.

Há alguns anos, organizações internacionais de direitos humanos consideraram o sistema “altamente discriminatório”, acusando Israel de ser “injusto com as minorias árabes do país”. Israel não se importa com as acusações e continua a aprimorar os controles, de forma que o cidadão comum, pacífico, possa desfrutar de um ambiente seguro, mesmo que para isso tenha que pagar um preço alto em termos de tempo.

O sistema de segurança do Ben Gurion, um aeroporto que recebe em média 15 milhões de passageiros por ano, protege o terminal como uma espécie de cebola gigante. Camada por camada homens e mulheres, de uniforme ou à paisana, e câmeras de segurança seguem todos os passageiros e seus acompanhantes até o embarque no final no avião.

“O passageiro tem que ser paciente, tem que esperar e responder às perguntas com franqueza, sem buscar o confronto e sem fazer piadinhas. Os agentes têm tempo de sobra, enquanto você tem um avião para pegar. Quanto mais fácil você tornar as coisas para eles, mais fácil as coisas vão ficar para você”, disse o jornal israelense Haaretz numa série de três artigos sobre as medidas de controle em um país onde a segurança reina absoluta, porque na Terra Santa as coisas são assim. Israel não tem outra escolha.

Quem viaja utilizando aviões sabe que o elemento emocional tem um peso significativo no conforto da viagem. E para os passageiros que embarcam no Ben Gurion Airport a segurança e a tranquilidade são valores agregados complementares.

Em toda a história, jamais houve aviões sequestrados depois de levantarem voo em Tel Aviv. Há mais de 30 anos nenhum avião da El Al sofreu qualquer tipo de ataque terrorista. Nenhum deles caiu.

Roberto Kedoshim no Ben Gurion Airport

ANDS | ABC | OBSERVADOR | HAAERETZ | BUSINESS INSIDER

Publicado por: noticiasdesiao | 21 de junho de 2016

DAVID BEN GURION E O DESERTO DO NEGEV

QUANDO O IMPOSSÍVEL ACONTECE

“O difícil nós fazemos agora, o impossível leva um pouco mais de tempo.”

Negev desert before and after
O Norte do Negev há 50 anos e o Norte do Negev nos dias de hoje

Quem me conhece sabe que sou um sionista entusiasmado. Para mim, uma das coisas mais emocionantes quando estou em Israel é visitar o Negev. Já estive na Universidade Ben Gurion, já estive na casa do próprio Ben Gurion, já caminhei pelas ruas Beersheva com meus filhos, já andei pelo deserto e convivi com os moradores locais. É fantástico!

Quando afastou-se do cargo em 7 de Dezembro de 1953, David Ben Gurion, o fundador do Moderno Estado de Israel, mudou-se para o kibbutz de Sde Boker, uma área completamente degradada no Deserto de Negev. Ben Gurion tinha por objetivo que a sua atitude pessoal estimulasse outros imigrantes judeus a fazer o mesmo, ou seja, a ocupar e desenvolver a região.

Ben Gurion deixou uma Tel Aviv cosmopolita, abriu mão da comodidade de uma Jerusalém centralizada ou da promessa de uma aposentadoria tranquila numa paradisíaca praia de Eilat, para morar num dos lugares mais inóspitos da Terra Santa. Trocou a segurança do que havia conquistado pela aventura do começar de novo.

Há cerca de 50 anos, mais do que um desafio, o Deserto do Negev era exatamente isso, um deserto. Acompanhado da esposa Paula e de todos os seus sonhos, David Ben Gurion iniciou mais um daqueles milagres que só acontecem em Israel: fazer o deserto florescer.

Meio século depois, o “Deserto do Negev” está irreconhecível! E vem-nos à mente a icônica frase de Ben Gurion ao iniciar a sua fantástica aventura: “O difícil nós fazemos agora, o impossível leva um pouco mais de tempo.”

O impossível aconteceu!

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