Publicado por: noticiasdesiao | 17 de agosto de 2017

DRISS OUKABIR SOPRANO

AUTOR DO ATAQUE TERRORISTA EM BARCELONA É ÁRABE E ANTI-ISRAEL

EM ATUALIZAÇÃO

O terrorista de Barcelona é de origem árabe, chama-se Driss Oukabir, é antissemita e defensor dos palestinos.

O ataque, que até o momento fez 13 vítimas fatais, aconteceu na tarde desta quinta-feira, 17, na região turística de Las Ramblas, Barcelona. Driss Oukabir dirigia uma van que foi por ele alugada na cidade de Santa Perpetua de la Mogada.

Driss Oukabir foi detido dentro de um restaurante turco. ANDS está acompanhando o desenrolar dos acontecimentos e em breve voltaremos com mais detalhes.

ANDS | EL PAÍS | TVI

Publicado por: noticiasdesiao | 12 de agosto de 2017

MORREU YISRAEL KRISTAL

O HOMEM MAIS VELHO DO MUNDO ERA JUDEU E TINHA 113 ANOS.

Nasceu no início do século passado e daqui há um mês completaria 114 anos. Chamava-se Israel e morreu em Israel.

Yisrael Kristal era polonês e foi o único membro da família a sobreviver aos horrores as Shoah (Holocausto). No próximo dia 15 de setembro completaria mais um ano de vida, mas será sepultado neste sábado em Israel.

Natural da cidade polonesa de Zarnow, Yisrael Kristal vivia em Haifa há mais de 60 anos. Filho de judeus ortodoxos, viu o bairro onde morava ser transformado em um gueto logo após a invasão da Alemanha, em 1939.

Em 1943 foi transportado para o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau de onde foi resgatado pelos Aliados em maio de 1945. Depois de quase dois anos no inferno que era Auschwitz, seu estado de saúde era deplorável e só por um milagre conseguiu recuperar a saúde. Cinco anos depois emigrou para Israel estabelecendo-se em Haifa, onde passou o resto da sua longa vida.

Reconhecido pelo Guiness Book como o homem mais velho do mundo, Yisrael Kristal perdeu a mulher, dois filhos e o restante da família em campos de extermínio. Voltou a casar-se e teve um filho com a segunda mulher.

Por duas vezes Yisrael Kristal viu os horrores da guerra interferir na sua vida judaica. Primeiro, ele não teve oportunidade de comemorar devidamente seu Bar Mitzvah, pois a Europa estava mergulhada na Primeira Guerra Mundial; depois, a tragédia da Shoah impediu-lhe de comemorar no Bar Mitzvah dos dois filhos, mortos pelos nazistas.

A resposta deste sofrido judeu aos infortúnios da vida foi tocante: No ano passado, cem anos depois de ter nascido, Yisrael Kristal finalmente comemorou o seu Bar Mitzvah. Tinha 113 anos e a festa foi em Jerusalém!

Baruch Dayan Ha’emet

ANDS | BBC | OBSERVADOR

Publicado por: noticiasdesiao | 7 de agosto de 2017

ARQUEÓLOGOS ENCONTRAM BETSAIDA

DESCOBERTA A CIDADE NATAL DE PEDRO, ANDRÉ E FILIPE.

O Evangelho de João afirma que três dos discípulos de Jesus eram naturais de uma cidade chamada Betsaida. Durante anos pouco se soube desta cidade, a não ser pelos relatos bíblicos. Mas eis que agora um grupo de arqueólogos acaba de afirmar que finalmente descobriram o local exato onde a cidade se localizava.


Equipe de arqueólogos responsáveis pela descoberta de Betsaida

O historiador Flávio Josefo chamou-a de Julias, mas antes era conhecida como Betsaida, uma aldeia de pescadores onde nasceram os apóstolos Pedro, Filipe e André e que foi transformada numa cidade do Império Romano. Até agora não se sabia do seu paradeiro, mas das escavações arqueológicas num local chamado El Araj, na costa norte do Mar da Galileia, saíram provas de que a cidade mencionada no Novo Testamento finalmente está a ser desenterrada.

A notícia divulgada pelo diário israelense Haaretz nos leva a crer que mais cedo ou mais tarde as ruínas que estão a ser escavada acabarão por entrar nos roteiros turísticos desta que é conhecida como a Terra Santa.

Os arqueólogos israelenses encontraram uma casa de banhos numa camada de terra que remonta ao período romano tardio, entre o século I a.C e III a.C., dois metros abaixo do nível do período bizantino. O estrato romano continha fragmentos de cerâmica, de mosaicos e as ruínas de um local de banhos. Foram encontradas duas moedas: uma de bronze do final do século II a.C. e um denário de prata com o efígie do imperador Nero datado dos anos 65-66 d.C.


Arqueólogo observa parte do mosaico da casa de banho que está por ser escavada

Noutro local da escavação foram ainda descobertas peças de vidro dourado que compunham um conjunto decorativo chamado tessela, o que leva a crer que posteriormente aos tempos de Jesus foi erigida ali uma igreja importante. Também esta descoberta faz sentido com outras peças da História: o príncipe e bispo Vilibaldo da Baviera (mais tarde São Vilibaldo) esteve na Terra Santa e visitou Betsaida em 725 d.C., tendo dado testemunho de que tinha sido construída uma igreja no local onde antes viveram os apóstolos Pedro e André.


Imagem aérea do sítio arqueológico encontrado em Betsaida

O Professor Noam Greenbaum, geólogo da Universidade de Haifa, e o Dr. Nati Bergman, geólogo do Laboratório Limnológico do Yigal Alon Kinneret estudaram as camadas encontradas no local e concluíram que o sítio arqueológico estava coberto por lama e argila que foram sendo depositadas ao longos dos séculos trazidas pelas águas do Rio Jordão.

O Haaretz informou que o natural interesse da comunidade acadêmica pela descoberta poderá facilitar novos financiamentos para o restante das escavações. Notícias de Sião acompanhará o desenrolar da história.

ANDS | HAARETZ | DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Publicado por: noticiasdesiao | 23 de julho de 2017

EM ATAQUE TERRORISTA PALESTINO MASSACRA TRÊS ISRAELENSES

ATENÇÃO, AS IMAGENS PODEM CHOCAR PESSOAS MAIS SUSCETÍVEIS.

Três israelenses foram assassinados num ataque terrorista levado a cabo na localidade Neveh Tzuf, na Samaria. As autoridades israelenses informaram neste sábado que os mortos são Yosef Salomon, de 70 anos, e seus filhos Haya Salomon e Elad Salomon, de 46 e 35 anos, respectivamente.


O palestino Omar al-Abed depois de dominado pelas forças da lei

FAMÍLIA ATACADA ERA POLITICAMENTE NEUTRA

De acordo com o Dr. Ofer Merin, chefe de traumatologia no Centro Médico Shaare Zedek de Jerusalém, Tovah Salomon, a matriarca, foi esfaqueada várias vezes nas costas e ficou gravemente ferida. Tovah tem 68 anos e seu estado de saúde é crítico.

Haya Salomon era professora de segundo grau na escola feminina Noam HaMeiri, em Lod. Seu irmão Elad Salomon trabalhava com informática. em computadores e morava numa cidade da região central de Israel que tem o mesmo nome que o seu, Elad. O jovem assassinado deixa a esposa e cinco filhos, incluindo dois gêmeos de um ano. Segundo os amigos, Elad não gostava de falar sobre política.

A esposa de Elad Salomon conseguiu salvar a si mesma e as cinco crianças escondendo-as em uma sala próxima. Foi ela quem alertou a polícia sendo que as equipes intervenientes agiram rapidamente evitando uma catástrofe ainda maior.

O ataque terrorista aconteceu na noite de sexta-feira, por volta das 21h30, quando já é sábado em Israel. Havia na casa 10 pessoas e eles estavam num jantar comemorativo do nascimento de mais um neto de Yosef e Tovah.

O terrorista tem 19 anos, chama-se Omar al-Abed, e é residente da aldeia árabe de Kobar, vizinha a Neveh Tzuf.

Um vizinho das vítimas, que é paramédico e atua numa equipe especial das Forças de Defesa de Israel chamada Oketz, ao ouvir os gritos interferiu imediatamente atingindo o terrorista com um tiro e dominando-o posteriormente.

Outro paramédico, que tratou as vítimas do ataque, disse que o terrorista ferido tentou ainda atacar os paramédicos, mas foi impedido pelas forças de segurança que também chegaram ao local.

Mesmo diante do quadro de barbárie com que depararam, as forças intervenientes, médica e policial, acabaram por atender também o terrorista baleado, que foi levado para o Hospital Beilinson, de Petah Tikva. Depois de medicado, Omar al-Abed foi mantido sob custódia e tão logo fique plenamente recuperado será levado a julgamento.

RAZÕES PARA NOTÍCIAS DE SIÃO PUBLICAR FOTOS DA TRAGÉDIA

Notícias de Sião não é um veículo de comunicação sensacionalista, mas optou por divulgar as imagens acima para que seus leitores tenham uma real dimensão do que realmente aconteceu em Neveh Tzuf.

A imprensa internacional procura, com suas manchetes tendenciosas, colocar situações diferentes em mesmo pé de igualdade.

Neste final de semana morreram três palestinos e três judeus. Os três palestinos eram jovens arruaceiros que, num confronto aberto, tentavam matar policiais israelenses responsáveis por manter a ordem no local onde eles próprios, os palestinos, estavam fazendo suas rezas. Já os três judeus foram esfaqueados covardemente enquanto faziam o jantar do Shabbat no interior da sua casa.

Os palestinos arruaceiros morreram gritando palavras de ódio contra os judeus e contra o Estado de Israel. Os judeus foram mortos depois de desejarem mutuamente uns aos outros que aquele fosse um sábado de paz.

Os terroristas gritavam Allahu Akkabar, os judeus brindavam Shabat Shalom.

ANDS | YNET

Publicado por: noticiasdesiao | 22 de julho de 2017

REFUGIADA ESPANCA MULHER POR TER CÃES

IMIGRANTE MUÇULMANA AGREDIU AUSTRÍACA

Mulher é brutalmente espancada simplesmente por estar acompanhada de dois cães, um deles velho e aleijado.

Uma mulher de 54 anos foi brutalmente espancada por uma imigrante muçulmana em Viena, Áustria. O ataque aconteceu porque a senhora estava sentada, na porta da sua residência, acompanhada de dois cães.

A mulher, identificada apenas como Ingrid T., encontrava-se junto à sua sua casa com os animais de estimação. Poco, um cãozinho de 10 meses, brincava a alguns metros de Ingrid, enquanto Panda, um collie de avançada idade, surdo, parcialmente cego e com apenas três patas, estava ao seu lado.

A vítima relatou ao jornal Kronen Zeitung, que estava conversando com uma das vizinhas quando viu uma jovem, de boa aparência, aproximar-se lentamente. Como a jovem trajava roupas islâmicas, Ingrid trouxe os animais para perto de si.

“Eu sei que algumas pessoas desses países [islâmicos] não gostam de cães”, disse Ingrid, “por isso ordenei que Poco viesse para perto de mim”.

A muçulmana, então lançou-se de forma tão violenta contra a dona dos cães que foram precisos três homens para retirá-la de cima da vítima.

Após o ataque, Ingrid percebeu que não conseguia mover uma das pernas, pois tinha o joelho esmagado.

Socorrida na emergência do Hospital Wilhelminen, Ingrid foi submetida a duas operações, sendo que o joelho esmagado teve que ser substituído por uma prótese artificial.

A jovem imigrante é oriunda da Somália e encontra-se na Áustria na condição de refugiada. Como chegou há pouco tempo, a somali ainda não tem autorização de residência formalizada.

A recuperação de Ingrid poderá demorar meses e exigirá grandes somas em dinheiro para cobrir as despesas, recursos que a cidadã agredida não tem. Como a imigrante agressora está no país na condição de refugiada, ela não tem seguro, não tem documentos e nem responsabilidade civil!

Ingrid, portanto, está completamente desamparada. Nas redes sociais austríacas surgiram movimentos buscando angariar fundos de apoio ao seu tratamento.

Vivendo numa Europa cada vez mais acuada – e consciente de que os agressores conhecem a sua residência – Ingrid limitou-se a afirmar que “o incidente” teria sido resultado de “um choque de culturas”.

Ao Kronen Zeitung, o esposo da agressora, também imigrante e também muçulmano, não deu a mínima importância para o tal “choque de cultura”. Além de apoiar a atitude da esposa, ainda falou em tom de ameaça: “Nós não queremos cães, eles são sujos!”

O ÓDIO AOS CÃES É UMA TRADIÇÃO ISLÂMICA

Embora não exista nenhuma referência à perseguição aos cães no Alcorão, a doutrina islâmica dispõe de várias orientações para a eliminação destes animais. Uma delas justifica a doutrina da seguinte forma:

“Maimuna relatou que numa manhã o Mensageiro de Allah [Maomé] estava quieto e aflito. Maimuna disse: ‘Mensageiro de Allah, percebi uma mudança em seu humor hoje’. O Mensageiro de Allah disse: ‘Gabriel me prometeu que me encontraria nessa noite, mas ele não veio me encontrar. Por Allah, ele nunca quebrou suas promessas’, e o Mensageiro de Allah passou o dia de mal humor. Então lhe ocorreu que havia um cãozinho filhote debaixo de sua cama. Ele ordenou e o retiraram de lá. Então ele tomou um pouco de água em suas mãos e a aspergiu no local. Quando era noite Gabriel encontrou-o e disse-lhe: ‘Você prometeu que me encontraria noite passada’. Ele disse: ‘Sim, mas não entramos numa casa onde há um cão ou uma imagem’. Assim, naquela manhã o Mensageiro de Allah ordenou a morte dos cães, inclusive a morte dos cães dos pomares, mas poupou os cães tidos para proteção de campos caros ou para jardins grandes.” (Muslim, #5248 )

Depois deste episódio, os cães tornaram-se tão interferentes nas rezas entre Allah e os muçulmanos quanto os burros e… as mulheres. O preceito foi registrado por Aisha, uma das esposas de Maomé.

Maomé casou-se com Aisha quando ela tinha apenas 6 anos. E “consumou” o casamento quando a criança atingiu 9 anos.

O Sahih al-Bukhari, a mais importante das seis grandes coleções de leis do Islã, traz a seguinte explicação: “Narrou Aisha: ‘As coisas que anulam a reza [de um muçulmano] foram mencionadas em minha presença. Eles disseram, ‘a reza é anulada se um cão, um burro e uma mulher [passarem na frente da pessoa que reza].’ Eu disse, ‘Vocês fazem de nós [as mulheres] como cães. Eu vi o Profeta [Maomé] rezando enquanto eu dormia em minha cama, entre ele e a Qibla. Sempre que eu precisava de alguma coisa, eu saia discretamente, porque não gosto de fitá-lo’”. (Sahih Bukhari, Vol. 1, #490)

Ninguém ainda teve a coragem de imaginar qual será a reação dos europeus se começarem a aparecer nas ruas do velho continente cenas comuns em alguns países muçulmanos. Na imagem acima, por exemplo, pode-se ver a indiferença da população de Karachi, no sul do Paquistão, diante de dezenas de cães mortos, envenenados que foram na periferia da cidade. Estaremos preparados para isso?!

ANDS | KRONEN ZEITUNG

Publicado por: noticiasdesiao | 19 de julho de 2017

ARISTIDES DE SOUSA MENDES 132 ANOS

RELEMBRANDO O ANIVERSÁRIO DE UM HERÓI

No dia 19 de julho de 1885 nascia em Cabanas de Viriato, uma pequena freguesia no concelho de Carregal do Sal, um dos maiores portugueses de todos os tempos: Aristides de Sousa Mendes.

Filho de família aristocrática e rica, Sousa Mendes estudou Direito na Universidade de Coimbra desenvolvendo posteriormente uma bem sucedida carreira diplomática tendo representado Portugal em Zanzibar, nos Estados Unidos da América, no Brasil e, finalmente, na França, onde uma atitude heroica acabaria por determinar o fim da sua brilhante carreira.

Sousa Mendes era cônsul de Portugal na cidade francesa de Bordeaux quando em 30 de julho de 1940, 11 dias após o seu aniversário de 55 anos, Adolf Hitler desembarcou em Paris iniciando um dos momentos mais dramáticos da história moderna da Europa. A súbita invasão nazista provocou a fuga de milhares de pessoas para o sul do país, sendo que os judeus formavam a maior parte destes deslocados.

Na época, Portugal era o único país relativamente neutro da região, razão pela qual um Visto consular português permitiria aos judeus atravessar a Espanha e chegar a Lisboa, de onde poderiam partir para a América.

Portugal, com uma triste herança de perseguição aos judeus, era governado na altura pelo ditador António de Oliveira Salazar, cujo regime tinha como eminência parda o cardeal-patriarca de Lisboa Manuel Gonçalves Cerejeira. Sempre influenciado por este líder católico, Salazar tinha ordenado a suas embaixadas para não emitir vistos de saída para russos, exilados políticos portugueses e, evidentemente, para qualquer pessoa que fosse identificada como sendo judeu.

Como em Bordeaux estava localizado um dos últimos postos diplomáticos a sul da França, o apartamento do Cônsul Geral foi cercado por uma multidão de refugiados a implorar um Visto.

Desobedecendo as ordem de Salazar, e com a ajuda da mulher, Maria Angelina e de dois filhos, Sousa Mendes escreveu, à mão, milhares de Vistos antes de ser literalmente expulso do seu posto consular. Ao final de frenéticas longas noites, Sousa Mendes havia assinado cerca de 30.000 Vistos, sendo que 10.000 deles foram destinados a fugitivos judeus.

Uma frase escrita por Sousa Mendes reflete bem o seu então estado de espírito: “Tenho de salvar estas pessoas, quantas eu puder. Se estou desobedecendo ordens, prefiro estar com Deus e contra os homens, do que com os homens contra Deus.”

Chamado de volta à Lisboa sabia que caminhava para o fim da sua carreira. Ao chegar à cidade fronteiriça de Bayonne, deparou-se com mais um grupo de desesperados fugitivos. Mesmo exausto, Sousa Mendes parou e assinou mais mil vistos.

Como os postos de fronteira já haviam recebido documentos que o desqualificavam como diplomata, Sousa Mendes descobriu uma pequena passagem, onde não havia telégrafo nem telefone, e, pessoalmente, conduziu um grupo de fugitivos para que estes pudessem atravessar esta fronteira providencialmente desprovida de informação.

Em poucas horas, os vistos emitidos por Aristides de Sousa Mendes salvaram dez vezes mais judeus do que Oskar Schindler e sua famosa “Lista” conseguiram fazê-lo em um ano.

Ao chegar à Lisboa, foi multado, diplomaticamente desonrado e proibido de exercer a profissão de advogado. Para sobreviver, foi vendendo paulatinamente os bens que tinha até ficar em completa miséria. Numa noite, quando refugiados judeus enfrentavam uma fila para receber um prato de sopa dos serviços de caridade, alguém olhou para uma figura franzina perfilada entre os assistidos pelo serviço de caridade. Era o ex-cônsul de Bordeaux.

Aristides de Sousa Mendes morreu no dia 03 de abril 1954, aos 68 anos, sem dinheiro e ainda em desgraça.

Ao longo dos últimos anos, Sousa Mendes foi profusamente homenageado por sua heroica atitude. Dentre os mais importantes reconhecimentos estão as homenagens feitas pelo Congresso dos Estados Unidos e pelo Governo de Israel.

Em 1979, o presidente português concedeu-lhe, a título póstumo, a Ordem da Liberdade e em 1988, depois de um longo processo, a Assembleia da República finalmente procedeu a reabilitação de Aristides de Sousa Mendes como Cônsul Geral de Portugal.

IMPORTANTES DEPOIMENTOS

DEPOIMENTO PESSOAL DO DOUTOR ARISTIDES DE SOUSA MENDES

“Não consigo dormir, viro-me para a esquerda, viro-me para a direita, ora tenho frio, ora calor, ora me tapo, ora destapo. Vivo em Bordéus e de Lisboa acabo de receber más notícias, proibições. Que horas são? Tenho sede, Angelina dá-me água…

Estou sempre a zanzar de um lado para o outro, na cama e na vida. A diplomacia tem destas coisas, não dá tempo para um homem assentar e deitar raiz. Será por isso que eu torno sempre às mais profundas. Em 1908 tentaram cortá-las, no Terreiro do Paço mataram-me el-Rei D. Carlos, também o príncipe herdeiro. Lesa-majestade, lesa-vida… Dois anos depois o 5 de Outubro, bandeiras republicanas são içadas, já definha a História pátria…

César é o meu irmão gêmeo. Juntos, íamos tomar banho no rio Dão. Juntos, cursamos Direito na Universidade de Coimbra. Nosso pai é juiz. Mas César e eu optamos pela diplomacia, não pela magistratura ou advocacia. Até nas carreiras somos gêmeos. Tomamos o caminho errado? Creio que sim, somos monárquicos e, com a implantação da República, passamos a ser descriminados. Fui Cônsul na Guiana Francesa, 1 ano; em Zanzibar, África britânica, 7 anos. Ali estou sempre doente, também a minha mulher e os meus filhos. Peço para me transferirem. No Palácio das Necessidades de Lisboa, que é o Ministério dos Negócios Estrangeiros, finalmente atendem o meu pedido e mandam-me para o sul do Brasil, sou nomeado Cônsul em Curitiba.

Estamos em 1919, tenho 34 anos. Só por causa das minhas convicções monárquicas o novo Governo de Sidónio Pais, sem mais nem menos, suspende-me de funções. Consequências: inatividade, redução brutal de vencimentos e família cada vez maior. É o limiar da miséria, é o desespero. Na Embaixada portuguesa no Rio de Janeiro, César é o Encarregado de Negócios, felizmente. Movimenta-se, consegue que 34 prestigiados cidadãos portugueses, residentes em Curitiba, subscrevam um protesto contra uma campanha miserável movida contra o Cônsul português por criaturas sem vislumbre de senso moral. A iniciativa de César dá resultado: no final do ano suspendem a suspensão. Mas continuo sob mira e alvo não quero ser. Tudo se agrava, de Lisboa acabo de receber más notícias, proibições…

Quatro anos mais novo do que eu, em Santa Comba Dão, no nosso distrito de Viseu, nasceu homem que vai dar muito que falar, estou em crer. Também ele cursou Direito na Universidade de Coimbra mas depois optou por Economia e Finanças, não pela Diplomacia. Em 1910, em Viseu, no Colégio do Cónego Barreiros, durante a sua conferência sobre Educação da Mocidade, ele disse: ‘A vontade deve ser educada no amor a Deus e ao próximo, no amor à família, à honra e à dignidade, ao trabalho e à verdade’. Estou de acordo. Este moço pode vir a ser uma barreira contra a falta de escrúpulos que submerge a nação. O seu nome? António de Oliveira Salazar. Um dia será alçado a lugar cimeiro do país, prevejo. Mas quando é que ele vai assumir o poder para nos salvar? Tenho pressa…

Não me deixam ficar em Curitiba, não lhes convém, a colónia portuguesa está bem ciente da perseguição que me fizeram. Mandam-me para Cônsul temporário em S. Francisco da Califórnia. Temporário é equivalente a vencimento reduzido e, em dois anos, nascem mais dois filhos meus. Outra vez o limiar da miséria, o desespero. Depois mandam-me novamente para o Brasil. Em Agosto de 24 sou Cônsul em S. Luís do Maranhão, no norte. E em Dezembro estou a gerir interinamente o Consulado de Porto Alegre, no extremo sul. Interinamente é eufemismo de ‘corte nos vencimentos’… Cansam-me estas viagens, estas deslocações sucessivas, mas o pior de tudo é a falta de dinheiro. Além do mais, de Lisboa acabo de receber más notícias, proibições.

Em 1926 estou outra vez em Lisboa, presto serviço na Direção-Geral dos Negócios Comerciais e Consulares. A 28 de Maio ocorre o golpe do General Gomes da Costa, é a Ditadura Militar. Para surpresa minha, em Março de 27 sou nomeado Cônsul em Vigo, na Galiza, cargo de muito prestígio. Um amigo meu, funcionário interno do Palácio das Necessidades, diz-me que fui escolhido, por motivo de confiança, pois o regime militar vê em mim o funcionário próprio para inutilizar os manejos conspiratórios dos emigrados políticos contra a Ditadura. Os militares foram gentis, fizeram-me justiça mas estão equivocados a meu respeito: não sou um denunciante, pedras eu não atiro, nem a primeira, nem a segunda, nem qualquer outra.

Sonhar, às vezes é antecipar. Em 1928 Salazar sobe à ribalta, é ele o novo Ministro das Finanças da Ditadura Militar. Com o auxílio do exército impõe novas contribuições, veta despesas públicas, alcança o equilíbrio do orçamento, liquida a dívida flutuante e estabiliza a moeda. Já ninguém consegue arredá-lo, ou ele ou a bancarrota. Em 1930 acontece o óbvio: Salazar, de Ministro das Finanças galga a Presidente do Conselho de Ministros. Talvez possa agora restaurar a monarquia. Poderia, lá isso poderia… Poderia mas não quer pois, sem estirpe nem coroa, quem está a converter-se em soberano absoluto é o próprio Salazar, metamorfoses. Ilusão, triste ilusão a minha e agora, de Lisboa, acabo de receber más notícias, proibições…

Não correspondo às expectativas dos militares mas eles continuam a prestigiar-me, não sei porquê. Em 1929 nomeiam-me Cônsul em Antuérpia, na Bélgica. Ali permaneço durante 9 anos. Com apenas 50 anos já sou o decano do corpo diplomático. O rei belga, Leopoldo III, simpatiza muito comigo, por duas vezes me condecora. Mas em 38 sou nomeado Cônsul em Bordeaux, França. Peço para ser mantido em Antuérpia, cidade onde fiz tantos amigos. Salazar, para minha consternação, recusa o pedido e sigo para Bordeaux. De Lisboa acabo de receber más notícias…

De outras vezes o sonho converte-se em pesadelo, ânsias, ao acordar a minha apetência é gritar. Em 39 rebenta a II Guerra Mundial. Os alemães invadem a Polônia e os Países Baixos e a França, Paris é ocupada. Depois a horda ariana começa a descer para sul e sudoeste, vêm aí os assassinos! Milhares e milhares de refugiados de guerra acampam nos jardins do Consulado e nas ruas vizinhas. Franceses, belgas, holandeses, checos, austríacos e até alemães. Judeus mas também cristãos. Querem vistos para o meu país, querem vistos para a Vida. Mas de Lisboa acabo de receber más notícias, proibições: com a Presidência do Conselho, Salazar acumula agora a pasta de Ministro dos Negócios Estrangeiros e proíbe que se passem vistos a refugiados de guerra, principalmente a israelitas. Outra vez me desilude o moço… Que faço eu? Acato a ordem do Presidente do Conselho? Impassível, vou então ficar à janela a assistir à matança dos inocentes? Não, não e não! Não sou cúmplice da chacina, vou desobedecer a Salazar, vou passar os vistos e salvar os perseguidos. Tenho de salvar estas pessoas, quantas eu puder. Se estou desobedecendo ordens, prefiro estar com Deus e contra os homens, que com os homens contra Deus.”

DEPOIMENTO DO JUDEU SCHMIL GOLDBERG

Meu nome é Schmil Goldberg. Mas, se quiserem, podem tratar-me por Samuel. Sou judeu e americano. Em 1941 estou em Portugal para dar assistência a refugiados de guerra, trabalho voluntário. Na Cozinha organizada pela Comunidade Israelita de Lisboa tenho a oportunidade de conhecer o Dr. Aristides de Sousa Mendes. Foi ele o diplomata, o Cônsul que, na França, passou milhares e milhares de vistos a judeus fugidos do nazismo. Uns já partiram para a América, outros ainda estão em Portugal.

Também prestamos auxílio ao Dr. Sousa Mendes, pois ele e a família estão muito carentes. Foi demitido, não recebe qualquer pensão do Governo e, apesar de licenciado em Direito, está proibido de exercer a advocacia e os seus filhos foram impedidos de frequentar a Universidade. O seu irmão, que era embaixador, também foi demitido. Vê-se que Salazar jamais perdoará o gesto humanitário do Dr. Sousa Mendes.

Num povoado do Distrito de Viseu, o ex-Cônsul possui um palácio onde chegou a albergar muitas famílias de refugiados, às quais, na França, passara vistos para entrada em Portugal. Mas, para atender às necessidades da sua numerosa família, foi obrigado a hipotecar todo o recheio. O Dr. Sousa Mendes já não dispõe de meios financeiros para sobreviver, está condenado à miséria [a casa acabaria por ficar totalmente deteriorada, conforme pode-se ver na foto acima, mas foi completamente restaurada no início do Século XXI].

Temos o dever de auxiliá-lo e auxiliamos. Até lhe proporcionamos condições para que alguns dos seus filhos emigrem para os Estados Unidos e Canadá. Os que lá se estabelecerem mandarão cartas de chamada para os outros, estou certo disso.


Há descendentes de judeus salvos por Sousa Mendes dispersos por 51 países

DEPOIMENTO DO RABINO CHAIM KRUGER

Na Polônia já estou acostumado ao anti-semitismo e não me espanta que, no outro lado, na Alemanha, Hitler tome o poder. Pelas ruas de Berlim judeus são perseguidos, espancados e mortos – é o que nos escrevem, é o que nos dizem, é o que lemos, oi gewalt. O meu nome é Chaim Kruger e sou rabino num klein shtatle, [pequeno povoado]. A guerra é inevitável, prevejo, e em breve os nazis estarão aqui. Não é fácil mas, com economias feitas penosamente, com a minha mulher e as nossas seis crianças, em 1938 conseguimos escapar de Varsóvia para Bruxelas.

Em 1939 os alemães invadem a Polônia e, logo a seguir, os Países Baixos. Com a minha família, outra vez estamos em fuga. Chegamos a Paris, mas logo fugimos para sudoeste porque os alemães já estão invadindo a França. Milhares, dezenas de milhares de refugiados, judeus e outras minorias, pejam os caminhos; são antinazis franceses, belgas e holandeses, checos e alemães, também algumas famílias ciganas. Uma, ou duas vezes por dia, caças alemães mergulham em voo rasante sobre as estradas e metralham os caminhantes. Há dezenas de mortos nas bermas, todos eles ensanguentados. Ainda ouço os gritos, choros, lamentações, oi wais mir. Quis D’us que eu, e os meus, tenhamos escapado sempre ilesos, graças a D’us, dank main G-ot. Para fugir à hecatombe, agora a nossa esperança é chegar à fronteira, atravessar a Espanha, entrar em Portugal e dali embarcar para América, onde nossos parentes nos esperam.

Chegamos a Bordeaux em Maio de 1940 e a cidade está repleta de fugitivos. Procuro o Consulado espanhol para obter o visto no passaporte da minha família, mas um funcionário diz-me que sem antes obter o visto português não conseguirei o espanhol. Saio meio atordoado com a informação; não entendo o que se passa. Cá fora um francês, também ele refugiado e, ao que suponho, comunista, explica-me:

– Rabi, Franco foi ajudado pelos nazis durante a guerra civil espanhola. É por isso que não quer no seu território fugitivos do nazismo. Só os deixa passar se forem rumo a Portugal. Salazar, o primeiro ministro português, está entalado. Portugal tem uma aliança antiquíssima com a Inglaterra e um pacto recente com a Espanha. Se hoje pender para os Aliados, será invadido pelos alemães através de Espanha. Se pender para os alemães, a Inglaterra desembarcará tropas em Portugal. É claro que a simpatia do fascista Salazar vai para Hitler. Mas tem que fingir uma estrita neutralidade para evitar a intervenção quer do Eixo, quer dos Aliados. Por isso acredito que Salazar lava as mãos e vai impedir a entrada de refugiados em Portugal. Aliás o Dr. Mendes já me disse que tem enviado centenas de telegramas para Lisboa, pedindo autorização para dar vistos e até agora não obteve qualquer resposta.

– Quem é o Dr. Mendes?

– É o Cônsul de Portugal em Bordeaux, Dr. Aristides de Sousa Mendes.

Mendes, Mendes… O nome bate-me nos ouvidos, reconheço-o, é marrano, é judeu. Tenho que falar com o Dr. Mendes.

Dirijo-me ao Consulado de Portugal. O jardim e as ruas vizinhas estão repletas de refugiados, todos a aguardar vistos para seguirem viagem, são milhares em desespero. Identifico-me, peço para falar com o Dr. Mendes. Três horas depois sou recebido. É um cavalheiro muito distinto, porém com feições angustiadas. Deve estar a viver uma grande tragédia, bem posso imaginar qual seja ela. Apresento-lhe a minha mulher e os meus filhos, conto-lhe do nosso êxodo de Varsóvia até Bordeaux. Entende o meu sofrimento porque também ele tem muitos filhos, acho que doze. Convida-nos a pousar em sua casa para darmos algum descanso às crianças.

Aceito, agradeço e pergunto-lhe se também ele é judeu. Sorrindo, esclarece:

– Rabi, não se iluda com o meu apelido Mendes. Em Portugal a religião do estado é quem nos guia, outra não podemos seguir ou mencionar. Se, por acaso, tivemos um ancestral judeu, não é nada que nos desmereça, mas disso não podemos demonstrar conhecimento.

Errei o alvo. Não sei como continuar a conversa. Engasgo-me. Depois ouso perguntar-lhe quando podemos contar com os vistos para seguir viagem para Portugal. Acabrunhado, diz-me que nada pode garantir, ainda não tem a necessária autorização do seu Governo.

– Então, Dr. Mendes, vamos ficar aqui em Bordeaux à espera da matança?

Levanta-se. Amargurado, segura-me o braço.

– Rabi, tenha fé, nem tudo está perdido, confie na Divina Providência.

Conduz-nos a sua casa, que fica no Quai Louis XVIII, por trás do Consulado. Apresenta-nos à sua esposa, D. Angelina, e a três dos seus filhos mais velhos. Indica os aposentos que nos destina. Deseja-nos um bom descanso.

É um espanto, este Dr. Mendes. Na manhã do dia 17 de Junho de 1940 avisa-me: – Rabi, sossegue, vou passar vistos a toda gente.

Nos dias 17, 18 e 19, ele e dois dos seus filhos mais velhos trabalham sem parar, nem sequer para almoçar ou jantar, a exaustão. Passam milhares e milhares de vistos, os refugiados já organizados em filas. Os passaportes são coletivos, familiares. No meu constam oito nomes, o meu, o da minha mulher e os dos meus filhos. Assim acontecendo com quase todos, calculo que o Dr. Mendes, nesses três dias, tenha passado uns 30 mil vistos, dos quais 10 mil a judeus, pelo menos.

Não se dá por contente. Obedecendo às instruções que recebera de Lisboa, o Cônsul de Portugal em Bayonne recusa-se a passar vistos aos refugiados de guerra. Porém o Dr. Mendes é seu superior. Desloca-se a Bayonne, que fica junto da fronteira franco-espanhola, e é ele mesmo quem, mais uma vez, passa milhares de vistos. O mesmo acontece com o Consulado de Portugal em Hendaye. Também aí o Dr. Mendes passa milhares de vistos. No dia 24 de Junho o Dr. Mendes mostra-me e traduz-me um telegrama que acabara de receber. É chamado imediatamente a Lisboa e acusado por Salazar, o Primeiro Ministro português, de “concessão abusiva de vistos em passaportes de estrangeiros”. Depois de 32 anos de serviço, o Dr. Mendes vai ser demitido sem receber qualquer reforma ou indenização, e tem 12 filhos para criar. Já teve 14, mas morreram 2, o segundo e o último, se não me engano. Cuidar de 12 filhos é obra! Eu que o diga, que só tenho 6 e bem sei como custa criá-los. Compadeço-me, voz embargada, ihre mazle, [má sorte a sua]. Mas é ele quem atalha, quem me anima:

– Rabi, se tantos judeus sofrem por causa de um demônio não-judeu, também eu posso sofrer com o sofrimento de tantos judeus…

A grosse Mensche, [um grande Homem], este Dr. Mendes!

DEPOIMENTO DE UM DOS SOBRINHOS DE SOUSA MENDES

Lisboa, 3 de Abril de 1954.

Estou no Hospital da Ordem Terceira, na Rua Serpa Pinto. Abro a mala, retiro o lenço enxugo os olhos. O meu tio, Dr. Aristides de Sousa Mendes, acaba de falecer, trombose cerebral agravada por pneumonia. Sua esposa, minha tia Angelina, morreu em 1948 com uma hemorragia cerebral e ficou vários meses em coma, coitada.

Todos os seus filhos, meus primos, vivem hoje nos Estados Unidos e no Canadá, conseguiram escapar a tempo deste purgatório… Sou eu a única familiar presente. O meu tio era um homem bom, sempre a pensar no bem dos outros.

É por isso que morre pobre e desonrado.

DEPOIMENTO PESSOAL DO REDATOR DESTE BLOG

Para o povo judeu, de modo informal, e para o Governo Israelense, de forma oficial, Aristides de Sousa Mendes é um Justo Entre as Nações, um Chassidei Umot HaOlam (חסידי אומות העולם). Chassidei Umot HaOlam é um termo que era utilizado no passado para se referir a gentios fiéis à uma tradição judaica conhecida como As Sete Leis de Noé. Atualmente é um título outorgado pelo Governo de Israel em reconhecimento a gentios que durante a Shoah arriscaram suas vidas para salvar judeus do extermínio nazista.

Há quatro anos, em junho de 2013, NOTÍCIAS DE SIÃO acompanhou as cerimônias de lançamento das fundações de um museu dedicado à memória de Aristides de Sousa Mendes. Na oportunidade, tivemos o privilégio de conhecer pessoalmente diversos descendentes de judeus salvos pelo cônsul de Bordeaux. Pudemos então ver concretizada diante dos nossos olhos a máxima milenar talmúdica que diz: “Quem salva uma vida humana é como se salvasse um mundo inteiro”.

FONTE: Arquivos ANDS

Publicado por: noticiasdesiao | 14 de julho de 2017

MORREM DOIS DOS SOLDADOS FERIDOS EM JERUSALÉM

OS POLICIAIS MORTOS EM JERUSALÉM ERAM ÁRABES-ISRAELENSES

O ataque terrorista desta manhã Jerusalém deixou o saldo de dois policiais mortos e um ferido. O ataque aconteceu nas proximidades da Porta dos Leões e os três terroristas responsáveis pelo ataque foram neutralizados pela polícia.

Os três terroristas chegaram ao Monte do Templo por volta das 7h, armados com dois rifles Carl Gustav e uma arma branca. Quando se aproximaram da Porta dos Leões se depararam com os oficiais israelenses e começaram a atirar.

Após a ação, os três correram para o Monte do Templo onde foram alcançados e neutralizados por policiais responsáveis pela manutenção da ordem na Cidade Velha.

Um vídeo mostra que um dos terroristas, mesmo depois de baleado e dado como “neutralizado”, levanta-se e tenta matar mais um policial israelense. Foi então crivado de balas, sendo definitivamente neutralizado.

Dois dos policiais atingido, Ha’il Satawi e Kamil Shnaan, foram levados em estado crítico ao Centro Médico do Hospital Hadassah, que fica no Monte Scopus em Jerusalém. Infelizmente não conseguiram sobreviver.

O terceiro israelense atingido, um paramédico Magen David Adom, sofreu ferimentos ligeiros e foi levado ao Centro Médico Shaare Zedek. Está neste momento sob tratamento e passa bem.


Há três semanas Ha’il Satawi comemorou o nascimento do seu primeiro filho

POLICIAIS MORTOS ERAM ÁRABES-ISRAELENSES

Ha’il Satawi, de 30 anos, era natural de Maghar, uma cidade israelense de maioria árabe, estava na Polícia das Fronteiras durante o serviço do exército e, em 2012, se alistou como patrulheiro na Unidade do Monte do Templo da Polícia de Fronteiras. Satawi deixa os pais, três irmãos, a esposa e um filho que nasceu há apenas três semanas.

Kamil Shnaan, de 22 anos, nasceu na aldeia drusa de Hurfeish, começou a servir como oficial de patrulha na mesma unidade há sete meses e era filho de Shachiv Shnaan, um ex-deputado do Parlamento Israelense, o Knesset. Shnaan deixa os pais, um irmão e três irmãs.

ACONTECEU EM EILAT

Há 15 dias estive com um soldado árabe-israelense em Eilat. Depois de deixar-se fotografar (imagem acima), o soldado, que por razões óbvias não direi o nome, pediu-me para que não expusesse seu rosto nas redes sociais.

A cautela desses bravos soldados, árabes ou drusos, tem sua razão de ser. Amam Israel e defendem o Estado hebraico colocando suas próprias vidas em risco, pois os inimigos de Israel não suportam admitir que “irmãos de sangue” defendam uma terra que eles reivindicam como sendo apenas sua.

No dia-a-dia, milhares de árabes trabalham em Israel, amam Israel e defendem Israel.

NOTA | Os drusos formam uma pequena comunidade dentro do Estado de Israel, mas estão presentes em diversos outros países árabes no Oriente Médio. Usam a língua árabe e seguem um modelo social muito semelhante aos dos árabes e apesar de na maioria dos casos não praticarem o Islamismo, alguns apresentam-se como muçulmanos. Há também alguns cristãos entre eles. Existem cerca de um milhão de drusos em todo o mundo, a maioria dos quais vivendo no Médio Oriente.

Publicado por: noticiasdesiao | 14 de julho de 2017

TERRORISMO EM JERUSALÉM

ATAQUE EM JERUSALÉM FOI ANUNCIADO NO FACEBOOK

Três horas antes do ataque terrorista da manhã desta sexta-feira, 14, que deixou três policiais gravemente feridos, dois dos terroristas publicaram uma foto no Facebook com a Mesquita Al-Aqsa em segundo plano. O comentário no post dizia: “O sorriso será mais lindo amanhã”. Uma hora antes do ataque, um deles escreveu que Allah era suficiente.

Após o ataque, o Monte do Templo foi evacuado e todos os portões de entrada foram fechados. O comandante do distrito da polícia de Jerusalém anunciou que todas as rezas islâmicas de hoje estão suspensas, pois não será permitida a entrada de muçulmanos ao longo do dia. Até mesmo o Grande Mufti de Jerusalém, Muhammad Hussein, foi impedido de entrar.

Tão logo a proibição foi anunciada, o mufti convocou os palestinos para que se aproximassem das barricadas e que ali realizem suas rezas. Esta é a situação de momento no centro da Capital do Estado de Israel.

As atenções se voltam agora para a fantasiosa guarda árabe que simula proteger o Monte do Templo. Conhecida como Waqf Islâmico, sem status policial ou patente militar, trata-se de um grupo de “leões de chácara” jordanianos que fiscalizam os visitantes na chamada Esplanada das Mesquitas.

Indolentes em suas cadeiras, estes guardas passam o tempo barrando visitantes que tenham Bíblias nas mãos ou que estejam usando roupas ou adereços que tragam estampados a bandeira de Israel.

A polícia israelense confiscou os telefones móveis destes guardas para investigar se houve facilitação dos mesmos à ação terrorista da manhã de hoje.

Após o ataque, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reuniu-se com o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, com o ministro da Segurança Pública, Gilad Erdan, o chefe de gabinete das FDI, Gadi Eisenkot, o diretor do Shin Bet, Nadav Argaman, o comissário da polícia Roni Alsheikh e o coordenador das atividades governamentais nos territórios, Yoav Mordechai.

O primeiro-ministro e as autoridades ligadas à defesa do Estado decidiram manter o complexo do Monte do Templo fechado durante todo o dia e neste momento estão a fazer uma varredura no local em busca de outras armas.

ANDS | YNETNEWS

Publicado por: noticiasdesiao | 14 de julho de 2017

ATAQUE TERRORISTA EM JERUSALÉM

ATAQUE EM JERUSALÉM ACONTECEU PRÓXIMO À PORTA DOS LEÕES


Momento em que a polícia israelense neutraliza um dos terroristas

Em Jerusalém, Palestinos realizaram um ataque terrorista nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, 14, nas proximidades da Porta dos Leões, na Cidade Velha. Até agora há três feridos identificados e três terroristas neutralizados.

As primeiras notícias dão conta de que o ataque aconteceu junto ao Monte do Templo e foi levado a cabo por três palestinos munidos de facas e armas de fabricação caseira.

O jornal Jerusalém Post publicou fotos de armas mais sofisticadas, mas ainda não está claro a quem elas pertenceriam.

Os três feridos foram identificados como sendo cidadãos israelenses. Dois deles estão em estado grave e correm risco de vida, informou o Magen David Adom, que é o serviço de socorros similar à Cruz Vermelha. O terceiro está livre de perigo e só sofreu ferimentos ligeiros.

Micky Rosenfeld, porta-voz da polícia de Israel, já identificou os suspeitos como terroristas e informou que a zona vai permanecer fechada ao público pelo menos durante as próximas horas.

ANDS | OBSERVADOR | JPOST | ALJAZEERA

Publicado por: noticiasdesiao | 25 de junho de 2017

ISRAEL ATACA A SÍRIA

NENHUMA JANELA PARTIDA AO NORTE DE ISRAEL

Se apenas uma das janelas de um prédio for quebrada e o reparo não for feito de imediato, há uma boa probabilidade de que vândalos passem a quebrar as demais janelas do edifício. Esta “Teoria das Janelas Quebradas” foi proposta pelos cientistas políticos e criminologistas James Q. Wilson e George Kelling da escola de Chicago. Para os autores, a melhor estratégia para prevenir o vandalismo é resolver os problemas quando eles ainda são pequenos. Israel fez isso na tarde de hoje.

O ATAQUE DA SÍRIA AO NORTE DE ISRAEL

Depois que dez projéteis vindos da Síria atingiram o lado israelense das Colinas do Golan, a Força Aérea de Israel (IAF) respondeu com firmeza. Os dez projéteis não atingiram ninguém e caíram em regiões que não ofereceram perigo, razão pela qual nem as sirenes de alerta foram ouvidas. A resposta de Israel foi precisa e cirúrgica: Uma base militar neutralizada e dois tanques destruídos. Dois soldados sírios morreram nos ataque, um número que pode crescer nas próximas horas.

O mundo provavelmente dirá que a resposta foi “desproporcional”, mas Israel vê a ação como o reparo de uma janela quebrada.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que os disparos sírios atingiram áreas abertas e que nenhum dano foi registrado. Acontece que estamos em pleno verão, no início da temporada das férias escolares, e há centenas de civis israelenses, judeus e árabes, reunidos nas Colinas de Golan para caminhadas e colheita de frutas. A estes foi pedido que mantenham-se afastados da fronteira.

Se por um lado o governo pede cautela aos seus cidadãos, por outro as Forças Armadas mostram os seus dentes. Numa declaração divulgada, fontes militares dizem que “as IDF veem com severidade e não tolerará qualquer tentativa de prejudicar a soberania do Estado de Israel ou a segurança de seus moradores e considera o regime sírio como responsável pelo que está acontecendo em seu território “.

A RESPOSTA ISRAELENSE AOS ATAQUES DA SÍRIA

Os meios de comunicação militares sírios, controlados pelo regime de Bashar al Assad, alegaram que as tropas sírias e seus aliados repeliram um ataque de rebeldes nos arredores da cidade de Baath, que fica próxima às Colinas de Golan, e acusaram a IAF de dar cobertura aos rebeldes, apoiando-os com um helicóptero.

Não há nenhum fundo de verdade nesta suposta denúncia do governo sírio. Há cerca de 7 anos Israel vem-se mantendo afastado da guerra civil que devasta o país vizinho e o governo israelense não se envolve nas hostilidades, a não ser quando, por dever humanitário, socorre algum civil ferido que consegue ultrapassar a fronteira.

Agora, o fato de estar neutro não significa dizer que Israel está inerte. Se Israel permitir que as rusgas sírias ultrapassem a fronteira, a situação pode atingir níveis perigosos. Israel não pode-se dar ao luxo de correr este risco.

Se uma janela for quebrada, Israel a reparará de imediato. E se os sírios tiverem juízo, pararão com as hostilidades, pois a vidraçaria israelense é muito grande.

ANDS | IDF | YNET | HAARETZ

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