Publicado por: noticiasdesiao | 6 de março de 2017

DÓLMEN ENCONTRADO EM ISRAEL DESAFIA ARQUEÓLOGOS

COMO FOI POSSÍVEL LEVANTAR UMA PEDRA DE 50 TONELADAS HÁ 6 MIL ANOS?

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Dólmen encontrado tem 6 mil anos e pedra de cobertura com 50 mil quilos

UM GIGANTESCO ENÍGMA

Arqueólogos israelenses descobriram dólmen, provavelmente da Idade do Bronze, nas proximidades do Kibbutz Shamir, localizado na Alta Galileia. O dólmen impressiona não só pelas dimensões como por seus intrincados detalhes artísticos.

Os dólmens são monumentos megalíticos que foram construídos entre cinco mil a mil anos antes de Cristo. Dólmens são edificações tumulares cujo nome tem origem bretã. Dol significa mesa e men pedra. Em Portugal são conhecidos por antas, mas há lugares onde são chamados de orcas, arcas ou palas. No linguajar popular acabou associado à cultura moura, embora sejam bem anteriores a isso, razão pela qual há quem os chame de casas de mouros, fornos de mouros ou pias.

O dólmen encontrado nas colinas da Galileia vem surpreendendo os pesquisadores, principalmente pelo ineditismo dos detalhes. “Esta é a primeira arte já documentada em um dólmen no Oriente Médio”, disse o arqueólogo Uri Berger, da Autoridade Nacional de Antiguidades de Israel. “As formas gravadas representam uma linha reta indo para o centro de um arco”, disse Berger. “Não existem paralelos para essas formas nos desenhos de rocha gravada em todo o Oriente Médio, e seu significado permanece um mistério”, concluiu o arqueólogo.

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O dólmen foi encontrado nas proximidades do Kibbutz Shamir, na Alta Galileia.

A ARQUEOLOGIA CONTINUA A SURPREENDER EM ISRAEL

Outro detalhe que vem intrigando os pesquisadores são as dimensões do dólmen. Usados como monumentos sepulcrais, ou seja, túmulos, os dólmens caracterizam-se por terem uma câmara de forma poligonal ou circular que era utilizada para a colocação dos mortos. Não são estruturas pequenas, mas o dólmen israelense é um dos maiores jamais encontrados.

Gonen Sharon, arqueólogo e professor do Colégio Tel Hai, de Qiryat Shemona, disse numa entrevista que foram encontrados ossos humanos no interior do dólmen. Os arqueólogos passarão agora a estudar este achado.

O tamanho da câmara que se encontra no interior do monumento, e onde os ossos estavam alojados, também está a despertar a atenção dos pesquisadores, pois com seus 2 x 3 metros não é algo comum de se ver na maioria dos dólmens até agora descobertos. “Estas dimensões”, disse Uri Berger, “provam que o prédio não foi erguido por uma tribo nômade, mas sim por uma sociedade com capacidade de mobilizar energia e tecnologia para realizá-lo”, explicou.

O dólmen de Shamir não é um monumento isolado, ele está flanqueado por outros quatro dólmens menores e o conjunto todo estava coberto por rochas que pesam um total de 400 toneladas.

E aqui entra outro detalhe que está a intrigar os arqueólogos.

Para usar uma linguagem popular, imaginem um enorme hambúrguer de pedras. A parte inferior seria o pão base do sanduíche e a parte superior a outra metade do pão. No centro fica a câmara mortuária, que neste caso mede 2 x 3 metros. O problema é que a pedra superior pesa algo em torno dos 50 mil quilos! Os arqueólogos simplesmente não conseguem entender como foi possível conseguir esta proeza há 6.000 anos.

Israel, arqueologicamente falando, continua a surpreender o mundo. Até mesmo os achados comuns mundo afora, em Israel reveste-se de características únicas.

NOTA: Entre junho e julho de 2017, NOTÍCIAS DE SIÃO estará em Israel acompanhando um grupo de estudantes de Arqueologia, Geografia e História Bíblicas e os relatos serão divulgados aqui neste blog. Em 2018 haverá uma nova turma e se o leitor estiver interesse em participar poderá obter informações através do e-mail nogueirapesquisas@gmail.com

ANDS | DAILY MAIL | AFP

Publicado por: noticiasdesiao | 25 de fevereiro de 2017

ESTUDANTE ENCONTRA MOEDA ISLÂMICA EM ISRAEL

AUTORIDADE ISRAELENSE DE ANTIGUIDADES NÃO ESCONDE DESCOBERTA

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A estudante Dor Yagev, da Upper Galilee Leadership Academy, estava no seu primeiro dia de voluntariado nas escavações que decorrem na cidade de Kafar Kana, um sítio arqueológico próximo de Nazaré, no norte de Israel, quando encontrou uma moeda de ouro com cerca de 1.200 anos.

A estudante estava a fazer uma atividade extra-curricular quando fez a descoberta durante a atividade de separação de terra. Quanto ao local da escavação, embora não seja consenso entre os historiadores, há uma boa possibilidade de Kafar Kana ser a cidade bíblica de Caná da Galileia, local onde Jesus Cristo fez seu primeiro milagre, transformando água em vinho, durante uma festa de casamento (João 2:1-11).

Dor YagevEm relação à descoberta, a entusiasmada estudante Dor Yagev comentou: “Ao fazer a coleta do solo com a colher, vi uma moeda brilhante e quando percebi o que era, comecei a gritar e todos ficaram entusiasmados.”

Segundo os pesquisadores da Autoridade Israelense de Antiguidades, a moeda provavelmente foi cunhada no início do período islâmico, algo entre os anos de 776 e 777 d.C., ou seja, quase um século depois da invenção do Islamismo. A moeda, com inscrições em árabe, faz referência a Maomé.

Além da raríssima moeda de ouro, os estudantes da classe de Dor Yagev também acabaram por encontrar diversas outras moedas de prata no local. Achados arqueológicos fazem parte do cotidiano da Terra Santa. Não estamos exagerando se dissermos que todos os dias se descobre algo significativo em algum ponto do minúsculo Estado de Israel.

Mas a história desta moeda traz embutida em si uma importante particularidade, um detalhe que muitas vezes pode passar despercebido aos olhos de quem acompanha notícias sobre descobertas arqueológicas em Israel. O detalhe é que esta moeda não só confirma a presença islâmica em solo israelense, como as autoridades judaicas deram plena visibilidade à descoberta.

É obvio que esta é uma atitude esperada em qualquer processo de escavação arqueológica do mundo. Se escavarem as areias do Egito e lá encontrarem mais informações sobre as dinastias dos faraós, os estudiosos se debruçarão sobre a descoberta para entender melhor aquele período. Se encontrarem vestígios galês em algum buraco de Paris ou provas da presença lusitana em algum castro português, logo as universidades tratarão de incluir esta informação nas suas bases de dados e a região será exaustivamente reexplorada.

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Imagem rara de Caná da Galileia em finais do Século XIX

Mas esta não é a realidade de todo o Estado de Israel. Os arqueólogos, por exemplo, não têm liberdade para trabalhar em cidades da Judeia ou da Samaria, e nem podem sequer se aproximar do Monte do Templo. Atualmente sob temporário domínio árabe, os arqueólogos têm o acesso extremamente dificultado a estas regiões.

Ao contrário da Autoridade Israelense de Antiguidades, que dá visibilidade a todos os achados arqueológicos, a Autoridades Palestina teme qualquer escavação em solo israelense, pois sabe que a cada furo virão à tona provas incontestes da presença judaica na Terra Santa ao longo de milênios.

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Imagens do local das escavações com anotações técnico-arqueológicas

Partes de cerâmicas encontradas em Kafar KanaQuanto à descoberta de Kafar Kana, o pesquisador da Autoridade Israelense de Arqueologia, Robert Cole fez questão de dar a devida importância à descoberta de Dor Yagev: “A excitação não ficou restrita apenas aos estudantes, ela contagiou também os arqueólogos, já que é bastante incomum encontrar uma moeda de ouro durante as escavações” concluiu o pesquisador.

Para a professora de história Sylvia Aisliin, que acompanhava o grupo, trabalhar como voluntário numa escavação “é uma experiência de vida”. Aisliin disse ainda que “é muito importante que as crianças sejam expostas ao trabalho arqueológico, pois elas são curiosas e querem aprender mais sobre o passado.” E isso é bom para elucidar fatos históricos, é bom para a verdade.

(Na imagem à esquerda pode-se ver fragmentos de cerâmicas encontradas nas escavações de Kafar Kana com os respectivos encaixes no jarros e vasos a que eles pertenceram, de acordo com projeções dos arqueólogos.)

Nos próximos meses de junho e julho um grupo de três dezenas de brasileiros estarão em Israel participando de um curso de Arqueologia Bíblica. Seria maravilhoso se algum estudante tivesse a mesma sorte que teve Dor Yagev. Notícias de Sião estará acompanhando todo o trajeto dos alunos e partilhará informações diárias aqui neste site. Em 2018 haverá mais uma turma. Quem sabe você não venha a fazer parte dela.

ANDS | EXTRA

Publicado por: noticiasdesiao | 17 de fevereiro de 2017

HEZBOLLAH AMEAÇA ATACAR REATOR NUCLEAR ISRAELENSE

SE ATENTAREM CONTRA DIMONA, TODO O LÍBANO SOFRERÁ!

O líder do grupo terrorista Hezbollah, Hassan Nasrallah, ameaçou atacar o reator nuclear israelense situado no Deserto do Negev. Como o grupo está baseado no Líbano, Israel respondeu que se acontecer qualquer tentativa de se atingir a central nuclear de Dimona, “todo o Líbano” será atacado.

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DEPOIS DE HAIFA, DIMONA.

Hassan Nasrallah disse nesta quinta-feira, 16, que o Hezbollah dispõe de rockets capazes de alcançar o reator nuclear que fica no Sul de Israel. Segundo o líder terrorista, o objetivo deles é causar um vazamento radioativo que venha a atingir indiscriminadamente a população local. “Voltaremos o arsenal o arsenal nuclear de Israel contra ele próprio”, disse o líder. Em resposta, um alto ministro israelense ameaçou atacar todas as infraestruturas libanesas se houver qualquer tentativa de alcançar Dimona.

No ano passado, Nasrallah já havia ameaçado atacar um tanque de amônia que se encontrava na cidade de Haifa. Como caso isso acontecesse o resultado seria tão desastroso quanto um acidente nuclear, a justiça israelense levou a empresa responsável pelo depósito a desativar suas instalações. Com o encerramento deste potencial alvo, o grupo terrorista redirecionou suas ameaças para Dimona.

“Os israelenses apressaram-se em esvaziar o tanque de amônia [de Haifa] depois das nossas ameaças, mas nós vamos alcançá-los onde quer que eles estejam”, disse Nasrallah durante o discurso que marcou o 9 º aniversário da morte do líder militar do Hezbollah, Imad Mughniyeh. O terrorista foi morto por um carro-bomba em fevereiro de 2008 e o Hezbollah atribui a morte ao serviço secreto israelense. Israel não admite ter ligações com o caso.

“Digo aos israelenses para eles não só desativarem o tanque de Amônia de Haifa, como também desmontarem as instalações nucleares de Dimona”, disse Nasrallah durante o discurso. “Estas instalações nucleares, que representam uma ameaça para toda a região, tornar-se-ão uma ameaça para o próprio povo de Israel”, concluiu o líder árabe.

Em resposta às declarações de Nasrallah, o Ministro Israelense da Inteligência, Yisrael Katz, disse que caso venha a acontecer qualquer tentativa de ataque às instalações de Dimona, de modo que isso venha a afetar centros populacionais ou infraestruturas israelenses, “todo o Líbano”, incluindo suas próprias infraestruturas, sofrerão uma enérgica resposta por parte de Israel.

OBSERVAÇÃO: Em respeito às recomendações das autoridades israelenses, a ANDS não publica nenhuma imagem das instalações de Dimona, nem mesmo aquelas difundidas na Internet e que não comprometem a segurança do local. A ANDS simplesmente respeita as normas israelenses de segurança.

ANDS | TIMES OF ISRAEL

Publicado por: noticiasdesiao | 14 de fevereiro de 2017

IRMÃO DE KIM JONG-UN É ASSASSINADO EM KUALA LUMPUR

DUAS MULHERES SÃO SUSPEITAS. ONDE ESTAVA IARA LEE?

As notícias ainda são desencontradas. Agências internacionais dizem que Kim Jong-nam foi borrifado com um spray venenoso enquanto a televisão sul-coreana fala em injeção letal. O que não se tem dúvidas é que foram duas mulheres as responsáveis pelo assassinato.


Kim Jong-nam no Aeroporto Narita de Tóquio no momento em que era deportado

Kim Jong-nam, irmão do líder da Coreia do Norte Kim Jong-un, foi atacado no aeroporto de Kuala Lumpur, Malásia. A televisão sul-coreana TV Chosun informou que num raro momento em que seus seguranças se afastaram, duas mulheres esperaram-lhe uma agulha com veneno.

Kim Jong-nam, irmão mais velho de Kim Jong-un, estava em Kuala Lumpur à espera de um voo para Macau, onde viveu grande parte da sua vida. Singapura e Malásia eram outros países onde Jong-nam passava grande parte do seu tempo.

Jong-nam era filho de Kim Jong-il e da atriz Song Hye-rim, e não conhecia o seu meio irmão. Desde pequeno foi muito próximo de Jang Song-thaek, irmão do ditador norte coreano. Song-thaek foi executado em 2013 por ordem do sobrinho, sob a acusação de alta traição.

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Kim Jong-un, protetor da ativista Iara Lee, temia ter o poder usurpado pelo irmão.

Kim Jong-nam chegou a ser cogitado como sucessor do pai, Kim Jong-il, mas caiu em desgraça depois que foi pego em 2001 no aeroporto de Tóquio com um passaporte falso. Na oportunidade, Jong-nam alegou que sua intenção era visitar a Disneylândia de Tóquio. A sucessão ficou assim clara e o caminho aberto para Kim Jong-un, que chegou ao poder no final de 2011, após a morte do pai.

A proximidade de Jong-nam com o tio executado fazia da sua presença em Pyongyang uma potencial ameaça para o irmão, razão pela qual passou a viver mais no exterior e cercado de seguranças. Hoje eles falharam.

Kim Jong-nam já tinha sido alvo de uma tentativa de homicídio. Em 2012, a Coreia do Sul deteve um agente dos serviços secretos norte-coreanos que estava a planejar o atropelamento de Jong-nam.

Nesta terça, enquanto esperava o voo, seus seguranças não perceberam a aproximação das duas mulheres responsáveis pela ação. Logo depois, cambaleando, Jong-nam aproximou-se do balção de informações e pediu socorro. Levado imediatamente para um hospital, Kim Jong-nam morreu no caminho.

Fiquei curioso por saber se a brasileira Iara Lee estava eu esteve em Kuala Lumpur. Iara Lee ficou mundialmente famosa depois de filmar a tentativa de invasão de Gaza no famigerado episódio da falsa Flotilha da Paz.

Como Iara Lee é uma ativista inescrupulosa, que vive a soldo do ditador norte-coreano Kim Jong-un, através do seu trabalho como pesquisadora da Universidade de Pyongyang, e como o atentado foi perpetrado por duas mulheres, se eu fosse investigador verificaria se a brasileira passou por Kuala Lumpur. Não se trata de suspeita, mas no caso de um atentado, os investigadores devem analisar todas as hipóteses.

PARA SABER MAIS SOBRE IARA LEE

SEM NEXO, MENTIRAS E VIDEOTAPE

O JENIN JENIN DE IARA LEE

FARSA REVELADA

ANDS | CHASUN TV | PÚBLICO | ASSOCIATED PRESS

Publicado por: noticiasdesiao | 12 de fevereiro de 2017

DE VOLTA AO PASSADO

UMA PERGUNTA CADA VEZ MAIS INCÔMODA: OS JUDEUS EUROPEUS ESTÃO OU NÃO EM RISCO?

Os judeus europeus uma vez mais estão em sobressalto. Esta tem sido uma história cíclica que volta e meia faz pairar uma nuvem negra sobre as kippot que circulam pelas ruas do Velho Continente. Um exemplo disto são os burburinhos que começam a surgir dentro da comunidade judaica francesa: Caso a deputada conservadora Marine Le Pen vença as eleições presidenciais do próximo dia 23 de abril, os judeus residentes na França serão ou não perseguidos?

Léa Salamé e Marine Le Pen
Léa Salamé entrevista Marine Le Pen no programa Questão Política

Na última quinta-feira, 9, durante o programa L’Emission Politique (Questão Política) da TV estatal francesa France 2, a apresentadora Léa Salamé perguntou a Marine Le Pen, candidata a presidência, se num potencial governo do seu partido “ela pediria aos judeus franceses para renunciar à sua dupla nacionalidade francesa?”

Se levarmos em consideração o cenário do programa, tendo ao fundo uma enorme imagem de um passaporte israelense, e o modo como a pergunta foi formulada, tem-se a impressão de que TODOS os judeus residentes na França têm dupla nacionalidade. Não é bem assim.

A pergunta de Léa Salamé chocou os judeus franceses, pois trata-se de uma repetição dos mesmos argumentos que foram um dia usados na Europa Nazista, quando insinuações antissemitas surgiram depois de um acordo internacional denominado Dupla Aliança.

A Dupla Aliança, também conhecida como Aliança Dua ou Aliança Germano-Austríaca, foi um pacto firmado entre a Alemanha e a Áustria-Hungria em 7 de outubro de 1879. De acordo com a Dupla Aliança, a Alemanha e a Áustria-Hungria se comprometiam a ajudar-se mutuamente caso fossem atacadas pela Rússia.

Embora oficialmente a Dupla Aliança referia-se à Alemanha, Áustria-Hungria e Rússia, na sua redação havia também o compromisso de neutralidade, caso um dos países fosse atacado por “outra potência europeia”. Por esta “outra potência” subentendia-se França. Em 1893 foi assinada a Aliança Franco-Russa e o subentendido ficou por entendido.

Como acontece em todos os momentos de crise, os judeus são logo apontados como culpados. Não importa do que, mas são eles os culpados. E foi neste contexto que começaram as pressões sobre os judeus de dupla-nacionalidade, muito embora àquela época o Estado de Israel não existisse, muito menos passaportes israelenses.

Não sei ao certo quantos judeus franceses têm dupla nacionalidade, mas a comunidade franco-judaica exige de Léa Salamé uma retratação.

Talvez a pergunta de Salamé tenha sido motivada por inquietações que incomodam a própria apresentadora. Diante de uma possível eleição de Marine Le Pen, e caso ela decida colocar em prática uma política de restrição a duplas cidadanias, a própria Léa Salamé poderá estar numa situação difícil, afinal de contas seu nome original é Hala Salameh.

Pois é, a entrevistadora Léa Salamé, ou melhor, Hala Salameh, nasceu no Líbano, tem dupla nacionalidade – francesa e libanesa – e nenhuma preocupação, afinal de contas parece que nada atinge aos árabes que vivem na Europa, tenham ou não eles cidadania local.

Quanto aos judeus, eles que se cuidem. E se forem religiosos, que coloquem as barbas de molho.

Publicado por: noticiasdesiao | 4 de fevereiro de 2017

APRENDENDO COM A ARQUEOLOGIA BÍBLICA

A CARPINTARIA NOS TEMPOS BÍBLICOS

“Então Hirão, rei de Tiro, mandou mensageiros a Davi, e madeira de cedro, e pedreiros, e carpinteiros, para lhe edificarem uma casa.” (1 Crônicas 14:1)

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Provavelmente era assim a carpintaria de José em Nazaré

CONVERSA DE HOMENS

Na manhã fria de Shabbat eu estava com um grupo de amigos na cave de um prédio em Barcelos. Estávamos a participar de um café-da-manhã entre homens, um pequeno-almoço, como se diz em Portugal. Durante o café conversamos sobre os mais diversos assuntos, das preferências clubísticas à indicações de restaurantes com preços acessíveis na região. Conversa de homem.

Como acontece em muitas regiões de Portugal, havia uma miscelânea de nacionalidades. Escoceses, brasileiros, norte-americanos e, obviamente, portugueses. Após o café, uma pergunta foi lançada: “Praticar uma religião é algo mais adequado às mulheres do que aos homens?!”

Num primeiro momento me restringi a ouvir as opiniões e a observar meus companheiros de prato. Tinha alguns comentários preparados, mas estava mais inclinado a ouvir opiniões do que a expor ideias.

Da mesma forma que o grupo era ecléticos nas suas origens, também o era nas suas práticas religiosas. Alguns dos presentes apenas simpatizam com a religião enquanto outros a praticam ativamente.

Como entre os católicos normalmente é preciso no mínimo dez beatas para se começar uma procissão e os evangélicos têm por experiência que nos cultos protestantes há quase dez mulheres para cada homem, ficou o questionamento: Seria a religião uma atividade feminina?

Surgiram as mais diversas opiniões, desde a ideia de que ir à igreja é algo que se tornou uma ação social, e as mulheres são mais dadas a esses eventos, até uma complexa análise sociológica comparando o tempo de igreja com um ritual de passagem, onde o jovem menino ao atingir certa idade liberta-se desta responsabilidade evoluindo na sua formação masculina.

A conversa alongou-se e as mais diversas opiniões, ideias e teorias foram surgindo. Numa época em que o entretenimento é a religião mais praticada no mundo, os homens parecem voltar-se para atividades másculas, deixando a religião para as mulheres ou para homens, digamos, mais frágeis. Seria isso?

As respostas que iam surgindo suscitavam mais dúvidas do que esclarecimentos. Afinal de contas, a prática religiosa era ou não uma prerrogativa feminina? E se assim é, porque Jesus escolheu para si 12 discípulos e não 12 discípulas?

O autor da pergunta lembrou que Jesus não escolheu intelectuais para segui-Lo. Não escolheu artistas, escritores, poetas, mas sim homens que praticavam atividades rudes. Dos 12 apóstolos apenas Mateus, que era coletor de impostos, vinha de uma carreira burocrática. E dos que vieram a agregar-se depois, Lucas era médico e Paulo teólogo, quanto aos demais todos eram homens de profissões duras, extremamente másculas para a época.

E foi assim que chegamos à família de Jesus, cujo pai adotivo, José, e Ele próprio, notabilizaram-se por serem carpinteiros, como registra uma indagação apontada por Marcos no seu evangelho: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs?” (Marcos 6.3).

Um dos homens que estava presente no café-da-manhã aproveitou a oportunidade para dizer que o tema lhe era de particular interesse, pois ele também praticava a arte da carpintaria. E aproveitou para fazer uma pergunta: “Os carpinteiros da época de Jesus trabalhavam apenas com madeira ou lapidavam pedras também?”

Como, dos presentes aparentemente eu era o que melhor conhecia a cultura judaica, os olhares se voltaram para mim.

Até então meus pensamentos estavam centrados na questão da proporção homem-mulher nos cultos religiosos. Estava a pensar que no nosso café havia 13 homens, sendo que apenas 3 deles eram crianças. Se com 10 beatas se faz uma procissão e nos cultos evangélicos encontra-se 10 mulheres para cada homem, na contramão desta lógica, nos serviços realizados nas sinagogas judaicas são precisos no mínimo 10 homens adultos para que estes aconteçam. Esta é a exigência do famoso “minian”, o quórum mínimo necessário para a tefilah.

No judaísmo a prática religiosa está mais centrada na figura masculina e não na feminina. E isso não é só ficção, como no caso de Yentl, a personagem criada por Leah Napolin e Isaac Bashevis Singer e que foi interpretada no cinema pela atriz Barbra Streisand.

Neste famoso filme dos anos 70, Yentl é uma judia que se disfarça de homem para poder estudar a Torah e o Talmude. Como suposto jovem rapaz ela podia não apenas estudar como também ser contada para o minian. Na vida real algumas sinagogas chegam mesmo a manter alguns membros carentes amparados filantropicamente, desde que estes se comprometam a estar presentes nas sinagogas de forma a poder compor o minian.

Eu estava perdido nesses pensamentos quando a pergunta foi lançada: “A atividade de carpintaria era praticada conjuntamente com a de pedreiro?”

Imediatamente lembrei-me das aulas de Arqueologia Bíblica que tive em Israel, quando o Professor Elijah bar David, em baixo de um arco romano, nos explicava como as construções, mesmo em pedra, tinham por base a carpintaria. Respondi então o que sabia e interiormente comprometi-me comigo mesmo a estudar melhor o assunto.

Portanto, é deste compromisso que surgiu este artigo. Aqui vão algumas informações, que espero que sejam úteis não só para o amigo carpinteiro que participou daquele café-da-manhã e fez a intrigante pergunta, como para outros leitores possam se interessar pelo assunto.

Para mim, uma coisa ficou clara: fazer um Curso de Arqueologia Bíblica em Israel foi uma das experiências culturais mais interessantes que eu já pude algum dia experimentar.

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O arqueólogo e professor Elijah bar David explicando, numa aula de campo, a forma como os carpinteiros trabalhavam conjuntamento com os pedreiros na construção de um arco nos tempos bíblicos.

A CARPINTARIA NA ÉPOCA DE CRISTO

Na época de Jesus a atividade carpinteira era relativamente comum em todo o Oriente Médio. Uma vez que não dispunha dos modernos recursos de bricolagem, a carpintaria era um trabalho pesado, que exigia profissionais não apenas hábeis no trato da madeira como fortes na sua manipulação.

Havia duas aplicações básicas para a arte: a estruturante e a mobiliária. Na estruturante, o carpinteiro trabalhava em parceria com os pedreiros, armando os “esqueletos” sobre os quais as pedras eram colocadas durante a construção de certas partes das casas. Uma vez colocadas as pedras, a estrutura de madeira era retirada e a casa estabelecida.

Antes dos romanos estabelecerem-se naquela região, as construções usavam a madeira incorporada nas mesmas, pois os telhados, os umbrais e parte das paredes eram feitas em madeira e as frestas tapadas com uma mistura de palha e barro. Com os romanos vieram as construções em arco e o papel dos carpinteiros, como construtores, passou a ser mais de apoio aos pedreiros.

Aos carpinteiros cabia o papel de encontrar madeira certa, cortar as árvores e trabalhar as vigas. Para isso eles usavam ferramentas como a enxó e o machado. Os machados eram similares ao que temos ainda hoje em dia, mas a enxó é algo que desapareceu com o tempo. Ambos tinham por objetivo moldar a madeira. Tanto um quanto outro exigiam não só habilidade como muita força física.

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Enxó e Verruma, dois instrumentos de carpintaria da época de Cristo.

A princípio a parte cortante dos machados, amarradas na ponta de longos cabos de madeira, eram feitas em bronze, mas a medida em que este metal se tornou mais caro passaram fabricá-los em ferro. Mesmo assim ainda era um artefacto caro, e perdê-lo significava um grande prejuízo para o carpinteiro. Em 2 Reis 6.6 podemos ver um profissional lamentando a perda da cabeça do machado com que trabalhava: “E sucedeu que, derrubando um deles uma viga, o ferro [do machado] caiu na água; e clamou, e disse: Ai, meu senhor! ele era emprestado.”

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Provavelmente eram assim os machados dos tempos bíblicos

Se cair na água ou perder-se na mata representava prejuízo, pior era quando a lâmina se soltava e atingia a cabeça de um colega de trabalho. O livro de Deuteronômio iliba o carpinteiro caso isso viesse a acontecer: “Como aquele que entrar com o seu próximo no bosque, para cortar lenha, e, pondo força na sua mão com o machado para cortar a árvore, o ferro saltar do cabo e ferir o seu próximo e este morrer, aquele se acolherá a uma destas cidades [de refúgio], e viverá.” (Deuteronômio 19.5)

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Martelo, sovela, amolador e formão, instrumentos de uma carpintaria nos anos 30 d.C.

Os martelos eram feitos de pedra e se estivessem à mão poderiam até ser utilizados como arma, conforme relatos de Juízes 5.26 que fala da execução de Sísera, o chefe do exército de Canaã no reinado de Jebim. Sísera foi morto por um martelo de carpinteiro.

Obviamente que os martelos não eram instrumentos de guerra e a morte de Sísera foi uma exceção. No dia-a-dia os martelos tinham a mesma finalidade que têm hoje, fixar pregos. Por exemplo, quando Jeremias condena o uso dos ídolos pagãos, ele diz que estes eram feitos de madeira cortada com machados e que “com pregos e com martelos” eram fixados na parede (Jeremias 10.4). Os pregos a princípio eram feitos de bronze, mas depois, seguindo a mesma lógica das lâminas dos machados, passaram a ser fabricados em ferro.

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Acima: Serra de uso externo que o carpinteiro usava para o corte das árvores
Abaixo: Serra de mão, para trabalhos menores dentro da própria carpintaria

O pesquisador inglês Ralph Gower, baseado em estudos de Fred Wight, diz em Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos que as bancadas de trabalho só passaram a ser utilizadas pelos carpinteiros judeus depois da chegada dos romanos, pois até então os trabalhos eram executados no chão, do lado de fora de sua casa.

enxoAlém das portas, batentes, venezianas, mesas, bancos, baús e outras mobílias, cujos detalhes eram feitos com auxílio do enxó (imagem ao lado), os carpinteiros produziam também ferramentas agrícolas, como jugos, arados e pás.

Tudo era feito com muito esmero e valia para a época a mesma lógica que temos nos dias de hoje: os profissionais que apresentassem os melhores trabalhos naturalmente eram os mais valorizados.

Em julho de 2017 estarei novamente em Israel para fazer, na Universidade Hebraica de Jerusalém, mais uma etapa do Curso de História e Geografia Bíblica. Vai ser interessante voltar a ouvir arqueólogos e estudiosos discorrendo sobre a história e a cultura de um povo que há milênios reside naquelas terras. Povo que tem, como nenhum outro, tantos registros escritos e tantas provas arqueológicas encontradas.

Nesta nova turma teremos a participação de 17 homens e 14 mulheres, ou seja, haverá um equilíbrio de gêneros. Quem sabe no retorno possamos reunir novamente os homens para um novo café da manhã na cave de Barcelos. Assuntos para conversar não faltarão.

Espero que este texto possa inspirar outras pessoas a interessar-se pelo tema e, quem sabe, até mesmo venham a participar de novas turmas do Curso de História e Arqueologia Bíblica em Israel. Pensem nisso, ponderem sobre isso.

Publicado por: noticiasdesiao | 3 de fevereiro de 2017

ÁRABES QUEREM ANULAR A HISTÓRIA E A ARQUEOLOGIA

DECLARAÇÃO DE SECRETÁRIO-GERAL DA ONU CAUSA REVOLTA ENTRE PALESTINOS

António Guterres cita a História e diplomatas árabes pedem a sua cabeça

Secretário-geral António Guterres
Secretário-geral cita a História e cria crise diplomática na ONU

Uma declaração do secretário-geral da ONU, o português António Guterres, está a incendiar o Oriente Médio. Num discurso onde lamentou os milhões de judeus mortos durante a Shoah, Guterres afirmou que o infortúnio judeu não é algo novo, e exemplificou dizendo que “o Império Romano não só destruiu o Templo em Jerusalém como fez dos judeus párias em muitos sentidos”. Representantes da Autoridade Palestina imediatamente se pronunciaram exigindo uma retratação pública de Guterres. Para eles, um líder da ONU admitir que houve um Templo judaico em Jerusalém representa “um grave incidente diplomático”.

VEJA ÍNTEGRA DO DISCURSO DE ANTÓNIO GUTERRES (EM INGLÊS)

LEIA ÍNTEGRA DO DISCURSO DE ANTÓNIO GUTERRES (EM INGLÊS)

Para o ministro dos Assuntos de Jerusalém, da Autoridade Palestina, Guterres “negligenciou as resoluções da UNESCO, que dizem claramente que a Mesquita Al-Aqsa é uma herança islâmica”. Adnan al-Husseini disse que as declarações de Guterres representam “uma violação para todas as regras humanas, diplomáticas e legais e uma violação da sua posição como secretário-geral” da ONU.

Depois dos protestos e da exigência árabe de um “pedido de desculpas” por parte do secretário-geral, António Guterres, numa entrevista à rádio Kol Yisrael, a mesma ode Ben Gurion leu a Declaração de Independência em 1948, reafirmou que do ponto de vista histórico “o Templo que foi destruído pelos Romanos era um templo judeu”. E ainda acrescentou que “ninguém pode negar o fato de Jerusalém ser, hoje em dia, uma cidade sagrada para três religiões”. Tais declarações irritaram ainda mais as autoridades palestinas.

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O “crime” de António Guterres foi afirmar algo que a história e a arqueologia nunca puderam negar. Registros históricos dão conta que Davi, um rei que nasceu, viveu e morreu em Israel, comprou de um jebuseu uma região, conhecida como Eira de Omã, que se localizava no Monte Moriá, com o objetivo de ali construir um templo.

Numa época em que muitas propriedades eram conseguidas à força, através de conquistas físicas, além de comprar a Eira de Omã, para a construção do templo este rei judeu arrecadou entre o seu povo a estonteante quantia de 100.000 talentos de ouro, 1.000.000 de talentos de prata, e cobre e ferro em grande quantidade, além de contribuir com 3.000 talentos de ouro e 7.000 talentos de prata do próprio bolso. Davi conseguiu ainda envolver outros investidores, alguns príncipes, que doaram ouro no valor de 5.000 talentos, 10.000 dáricos, uma moeda que tinha cerca de 8,4 gramas de ouro, 10.000 talentos de prata e muito ferro e cobre.

Depois de terem o terreno e os recursos garantidos, coube ao filho do rei Davi, Salomão, iniciar a construção do Templo. O reinado de Salomão, um rei que nasceu, viveu e morreu em Israel, aconteceu entre os anos 966 e 926 ANTES DE CRISTO e foi justamente neste período que o Templo dos Judeus foi erguido no Monte do Templo.

O templo construído por Salomão era majestoso e suas características e dimensões foi profusamente registrada ao longo da história. Até Sir Isaac Newton, o cientista, físico e matemático inglês, estudou a fundo a história do Templo dos Judeus e chegou mesmo a fazer uma planta detalhada do mesmo. Nenhum templo do mundo foi tão descrito e tão estudado quanto o Templo dos Judeus.

Temple of Solomon by Isaac Newton
Planta do Templo de Salomão em desenho do Sir Isaac Newton

Depois de passar por diversas ações vândalas e uma destruição, o Templo, restaurado e reconstruído diversas vezes, foi finalmente destruído pelo marechal romano Titus Flavius Vespasianus Augustus no ano 70 depois de Cristo.

Durante séculos o monte ficou às ruínas e os poucos judeus que restaram em Israel lamentavam sua destruição todos os dias.

Cerca de seis séculos depois, adeptos de uma religião recém-fundada chamada Islamismo, apoderaram-se do Monte do Templo dos Judeus e, sem pagar nada por ele, passou a chamá-lo de sagrado também para eles.

Entre 685 e 691 DEPOIS DE CRISTO, surgiu um líder árabe chamado Abd al-Malik ibn Marwan, que resolveu construir uma mesquita árabe no lugar do Templo dos Judeus.

Repito-me de propósito e com o objetivo de enfatizar os fatos históricos: O Monte do Templo foi comprado por um rei judeu, que nasceu, viveu e morreu em Israel, sendo que depois um outro rei judeu, que nasceu, viveu e morreu em Israel, construiu sobre ele um Templo que seria O ÚNICO LUGAR SAGRADO para culto de um Deus a quem eles há milhares de anos serviam.

Já a Mesquita que se encontra no Monte do Templo foi construída num terreno usurpado por árabes 1.600 anos depois de ter sido adquirido legitimamente por um judeu. A mesquita, construída por um califa árabe, que nasceu em Medina, viveu em Meca e morreu em al-Sinnabra, teve por objetivo ser O TERCEIRO LUGAR SAGRADO para o culto de uma religião recém-fundada.

Dezesseis séculos separam o momento da construção do monumental templo que deu nome ao Monte, do surgimento da acanhada mesquita que hoje domina o local mais sagrado para os judeus. Esta é a história que António Guterres não pode negar. Esta é a história que as pseudo-autoridades palestinas querem sepultar.

Documentos históricos e provas arqueológicas são fatos que nem Guterres e nem a ONU podem negar a existência. O tal povo palestino nega, mas o que eles negam ou acreditam não faz a menor diferença, afinal de contas povo palestino é uma coisa que não existe.

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ANDS | OBSERVADOR

Publicado por: noticiasdesiao | 3 de fevereiro de 2017

O MONTE DO TEMPLO E UM MONTE DE TEMPLOS

A MENTIRA QUE CONVÉM

Além de usurpar a Terra que pertence aos judeus, os muçulmanos querem tomar para si todo o simbolismo que a religião e o Templo de Jerusalém têm para o povo de Israel.

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As modestas escavações do pequeno Templo de Poggio Colla (acima) são reconhecidas internacionalmente como importantes para o estudo da religião e da cultura do povo etrusco; já as imponentes marcas do Templo de Jerusalém (abaixo) são sistematicamente desprezadas como prova da presença judaica na Terra Santa.

O PROJETO ARQUEOLÓGICO DO VALE DO MUGELLO

Vicchio, uma pequena cidade italiana da Toscana, abriga um modesto sítio arqueológico onde estão localizadas as ruínas de um templo etrusco chamado Poggio Colla. No ano passado, os arqueólogos descobriram uma estela de 1,2 metros que estava na base de uma das paredes do templo. O mundo da arqueologia vibrou com a descoberta.

Estela é um termo de origem grega cujo significado é “pedra erguida” ou “alçada”. Na arqueologia, é o termo utilizado para designar objetos monolíticos nos quais tenham sido efetuados esculturas ou inscrições. As estelas até agora encontradas trazem informações fúnebres, mágico-religiosas, demarcações territoriais ou meras descrições políticas.

A estela encontrada em Poggio Colla contém palavras soltas em etrusco, uma língua morta, e sua total decifração ainda é um enigma para os estudiosos. Mesmo assim a ela tem sido dado imenso valor.

A estela de Poggio Colla, uma laje de pedra de 2.500 anos de idade, está bem preservada pois foi utilizada como base no alicerce do templo que lá existia. A posição em que se encontrava e as fricções que sofreu ao longo dos séculos, resultaram em lascas e arranhões na peça arqueológica, mesmo assim, os estudiosos estão a limpá-la e preservá-la para que possam, quem sabe, um dia decifrarem o seu conteúdo. Atualmente, suspeita-se tratar de um texto religioso que poderá lançar luzes sobre detalhes da religião etrusca.

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As escavações foram realizadas dentro de um projeto chamado Mugello Valley, sob supervisão do arqueólogo Gregory Warden, professor emérito da Universidade Metodista do Sul dos Estados Unidos, situada em Dallas.

Em duas décadas de escavações, o Projeto Arqueológico do Vale do Mugello desenterrou diversos objetos relacionados à cultura etrusca, tais como joias, moedas e objetos de cerâmica, mas o objeto mais fascinante até agora encontrado foi a tal estela.

Pesando cerca de 227 kg, nela pode-se ver pelo menos 70 letras legíveis e alguns sinais de pontuação. O professor Warden acredita que a pedra foi usada como base para a parede do templo há mais de 2.500 anos.

Estela na base do templo de Poggio Colla

Uma pequena pedra, de um pequeno santuário, de uma religião desaparecida, com registros escritos em uma língua morta, por um povo que não existe há mais de dois mil anos, consegue fascinar os estudiosos. Ninguém põe em causa a historicidade do templo a que ela pertenceu nem a ligação deste templo com o povo que um dia nele cultuou.

Já o Templo de Salomão, cuja história é fartamente registrada, numa língua que até hoje é falada, com milhares de provas arqueológicas inquestionáveis, é constantemente desprezado como sítio de importância arqueológica para um um povo que ainda existe e que reside exatamente ao seu lado.

Na verdade, o que incomoda aos inimigos de Israel é que não há no mundo nenhum outro povo com tantas fontes históricas registradas, com tantas tradições orais repassadas, com tantas provas arqueológicas e científicas disponíveis, como o povo judeu. E como para este povo o centro da sua fé, da sua identidade como nação, é justamente o Monte do Templo, tudo eles farão para anular a história ou para impedir que historiadores e arqueólogos se debrucem sobre este riquíssimo sítio arqueológico.

Uma das perguntas mais intrigantes da história do povo hebreu – e não só deste povo, mas também de todos aqueles que seguem duas das principais religiões do mundo, o Cristianismo e o Judaísmo – é onde estaria localizado aquele que era conhecido como o Santo dos Santos.

O Santo dos Santos, também denominado de Santíssimo Lugar, era uma sala localizada dentro do Tabernáculo móvel dos judeus na longa travessia do deserto e que depois foi implantado no coração do Templo de Salomão. Medindo 10 X 10 cúbitos, algo como 5 X 5 metros, era o local onde ficava guardada a Arca da Aliança e onde se realizava anualmente uma cerimônia de sacrifício expiatório de um cordeiro sem manchas, sacrifício este que estava voltado para a expiação dos pecados do povo de Israel. Era o único momento e o único lugar onde o sumo sacerdote judaico podia falar diretamente com Deus. Não é à toa, portanto, que este lugar tem um papel fulcral como centro do culto judaico.

Como o Santo dos Santos ficava no Templo de Salomão, como as ruínas do Templo ainda lá estão, no coração da moderna Jerusalém, não há nenhuma dúvida de que em algum lugar daquele monte encontra-se ainda hoje o local mais sagrado para as religiões judaico-cristãs. Só que os muçulmanos, responsáveis pela guarda do local, nunca permitiram que nenhum arqueólogo, judeu ou cristão, estudasse o local. Na verdade, eles sequer permitem que “infiéis” se aproximem do local.

O historiador inglês Simon Sebag Montefiore, na sua magnifica obra “Jerusalém A Biografia”, diz que questionar onde fica o Santo dos Santos é uma pergunta politicamente explosiva.

“Uma parte significativa dos estudiosos”, diz Montefiore, “considera que ele ficava no alto da rocha que se encontra no interior da Cúpula da Rocha”. O historiador diz ainda que “a Mishnah – uma compilação de tradições orais judaicas do Século II d.C. – dá-lhe o nome de ‘Túmulo do Abismo’ e os muçulmanos a chamam de ‘Poço das Almas’”.

Sebag Montefiore conclui sua nota sobre o tema dizendo que “é provável que, em 691 d.C., o califa Abd al-Malik ibn Marwan tenha decidido erigir a cúpula dourada neste local, em parte, para criar um sucessor islâmico do Templo.”

Para os judeus, a rocha que se encontra no Monte do Templo é a pedra angular do próprio Templo. O que se vê nos dias de hoje é que os muçulmanos não querem usurpar apenas a Terra que pertence aos judeus, mas sim todo o simbolismo que a religião e o Templo de Jerusalém têm para o povo de Israel.

ANDS

Publicado por: noticiasdesiao | 3 de fevereiro de 2017

TENTATIVA DE ATAQUE TERRORISTA NO LOUVRE

HOMEM GRITA “ALLAHU AKBAR” E ATACA POLICIAL FRANCÊS

Um militar francês disparou contra um homem que agrediu um outro soldado com um facão junto ao museu do Louvre, em Paris. O terrorista tentou entrar no Carrousel du Louvre, o centro comercial subterrâneo localizado em baixo do museu. Esta é uma das entradas para o famoso museu parisiense. O primeiro-ministro francês, Bernard Cazeneuve, já admitiu que se trata “visivelmente” de um “ataque de natureza terrorista”.

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Todos os acessos ao mais famoso museu parisiense estão fechados neste momento

O agressor, que de acordo com o responsável da polícia de Paris, Michel Cadot, proferiu ameaças e gritou Allahu Akbar (Allah é grande, em árabe), ficou gravemente ferido, depois de ter sido atingido no abdómen. Uma fonte indicou à agência Reuters que foram disparados cinco tiros.

De acordo com a BMFTV, o militar que foi atacado ficou ferido num braço. Segundo a mesma fonte, o suspeito queria entrar no centro comercial com duas malas (outras fontes falam em mochilas) e três militares barraram-lhe o acesso. Foi então que usou o facão contra um militar, tendo outro aberto fogo. A brigada de minas e armadilhas está no local e a BMFTV diz que até agora não foram encontrados explosivos.

No Twitter, o Ministério do Interior francês comentou tratar-se de um “acontecimento grave de segurança pública” junto ao Louvre, e pediu que seja dada prioridade à intervenção das forças de segurança. O acesso foi bloqueado pelas autoridades.

Uma porta-voz do museu disse à Reuters que o edifício foi fechado, mas não deu informações sobre a evacuação. Já o metrô anunciou que, por segurança, a estação Palais Royal Musée do Louvre da linha 7 ficaria fechada ao público.

ANDS | DN | REUTERS

Publicado por: noticiasdesiao | 15 de janeiro de 2017

PAPA FRANCISCO INAUGURA EMBAIXADA PALESTINA NO VATICANO

AMIGOS

ATENÇÃO: A forma correta de ler esta notícia é: “Mahmud Abbas inaugurou na cidade do Vaticano um prédio que doravante passará a chamar-se Embaixada. O objetivo é fazer do local uma suposta representação diplomática dos árabes residentes na Judeia e na Samaria.”

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O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas, inaugurou uma embaixada “palestina” na cidade do Vaticano neste sábado (14/01). O Vaticano e os árabes da Judeia e Samaria mantêm relações diplomáticas desde 2015, embora não exista uma nação palestina.

Ao falar sobre a cerimônia, Mahmud Abbas louvou a atitude do Vaticano encarando-a como um reconhecimento da independência do seu suposto país: “Espero que outros Estados tomem o exemplo da Santa Sé”, afirmou Abbas.

Mais tarde Abbas declarou à TV árabe ter conversado com o papa Francisco sobre o processo de paz no Oriente Médio, a iniciativa de paz da França e o combate ao terrorismo. Abbas referiu-se a um sinal de que “o papa ama o povo palestino (sic) e a paz”. Segundo fontes que presenciaram a reunião íntima de Francisco com Abbas, a audiência privada foi amigável, terminando com um abraço.

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Tendo como embaixador Issa Kassissieh, membro da Igreja Grego-Ortodoxa, a representação árabe no Vaticano está em funcionamento desde janeiro de 2016, com base num acordo assinado entre a Santa Sé e os árabes residentes na Judeia e Samaria.

Antes da inauguração da nova representação, divulgou-se que Abbas pretendia expor a Francisco sua apreensão quanto ao plano do presidente americano eleito, Donald Trump, de transferir de Tel Aviv para Jerusalém a embaixada dos Estados Unidos em Israel. Segundo Abbas, isso poderia significar o fim da solução de dois Estados para o conflito árabe-israelense.

Começa neste domingo, em Paris, uma conferência de paz internacional centrada no conflito do Oriente Médio. Abbas aceitou o convite a França para se informar in loco sobre os resultados do encontro, embora ainda não esteja definido quando ele chegará à capital francesa.

ANDS | DEUTSCHE WELLE

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