Para entender o processo eleitoral israelense

Israel usa o sistema de representação proporcional. Isso significa que os eleitores israelenses não votam num representante individual para o Parlamento, mas num dos partidos políticos existentes. Se um partido recebe 15% dos votos em todo o país, ele tem direito a 15% dos assentos no Knesset, se recebe 40%, tem direito a 40% e assim sucessivamente.

Diferentemente do Brasil, que tem representantes estaduais e os eleitores votam especificamente no político que querem como representante, em Israel o país todo é uma única unidade eleitoral.

Uma conseqüência disso é a infinidade de partidos que contestam todas as eleições e a multidão de partidos, cada um representando um setor ou um ponto de vista, que invariavelmente termina no Knesset.

Ao longo de toda a história do Moderno Estado de Israel, nunca nenhum partido conseguiu mais de 50% dos votos. Como o Knesset têm 120 assentos e nenhum partido nunca conseguiu mais de 61 assentos, todos os governos da história de Israel foram compostos através de alianças.

No momento em que escrevo esta matéria ainda não há números oficiais, pois foram apurados pouco mais de 10% dos votos. As pesquisas de boca de urna apontam que o partido de oposição Kahol Lavan conseguirá 32 assentos e o Likud, do Benjamin Netanyahu, 31. Ou seja, não haverá maioria absoluta e uma vez mais a história se repetirá.

O que acontecerá se isso de fato se concretizar? Depois de contados todos os votos e definido o número de assentos que cada partido tem direito, o Presidente convidará o líder do maior bloco para formar uma coalizão.

Até o passado mês de abril, em alguns anos com mais facilidade e em outros não, o candidato vencedor sempre conseguiu aliar-se a partidos menores para nomear o primeiro-ministro. Mas, em abril o partido de Netanyahu venceu as eleições sem conseguiu unir outros partidos em torno do seu nome. O resultado é que não alcançou os 62 assentos.

Foi a primeira vez na história de Israel que um líder político falhou em construir uma coalizão dentro do prazo estipulado, e por isso foi necessário realizar uma nova eleição.

Nos próximos dias, depois de conhecidos os resultados da eleição, o Presidente de Israel, Reuven Rivlin, convidará o candidato indicado pelo partido vencedor para formar uma coalizão. Se não conseguir, volta-se à estaca zero.

ANDS | ARUTZ SHEVA

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