Publicado por: noticiasdesiao | 18 de setembro de 2017

VALE A PENA VISITAR OU RETORNAR A ISRAEL

Se você nunca foi a Israel vá, garanto que ficarás boquiaberto! Se já foi, volte, pois tenho certeza de que ainda não viu nada.

ISRAEL, UM PAÍS DE TIRAR O FÔLEGO!


Museu Ilana Goor em Tel Aviv

Em 2018 o Moderno Estado de Israel fará 70 anos e o país fará uma das maiores festas de todos os tempos! Eis aqui uma excelente oportunidade para conhecer ou matar as saudades desta terra incrível!

ATENÇÃO, ESTE ARTIGO CONTÉM MAIS DE VINTE EXCLAMAÇÕES!

Foram necessários cerca de dois mil anos para que os judeus pudessem ter de volta a Terra que por lei e por direito lhes pertence. Sim, uma Terra com T maiúsculo, pois “Eretz Yisrael” foi, é e sempre será a Terra de Israel!

Quando em 29 de novembro de 1947 os 56 representantes da recém fundada Organização das Nações Unidas votaram a favor da criação de um estado judeu eles não estavam fazendo nenhum favor nem reparando os prejuízos, materiais e físicos, causados ao povo judeu durante a Segunda Guerra Mundial. As Nações Unidas estavam simplesmente desfazendo uma injustiça de vinte séculos.

Apenas seis meses após aquele dia histórico, as atenções do mundo voltaram-se novamente para aquela minúscula nação recentemente reconhecida. Agora a liberdade era total, pois em 14 de Maio de 1948 o seu valoroso povo libertava-se de uma vez por todas das amarras do passado e proclamavam a sua independência.

Se para o mundo todo os fatos ocorreram em dois anos diferentes, para os judeus não, pois os dias 29 de Novembro de 1947 e 14 de Maio de 1948 correspondiam aos dias 16 de Kislev e 5 de Iyyar do ano judaico de 5708. O mundo podia ter-se esquecido que aquele povo tinha uma terra, mas os judeus não. E agora eles, finalmente, podiam voltar para ela. Depois de dois mil anos recitando “L’shanah rabba b’Yerushalayim” em terras estranhas, o dia de cantar e dançar em suas ruas havia chegado.

É esta alegria, é esta festa que os judeus relembrarão e revirão em 2018, ou melhor, em 5778.

Mas, que país encontrará quem visitar Israel neste ano de 2018?

A primeira coisa que destacamos é que este país é o País da Bíblia. De capa à capa, o livro mais publicado, mais lido, mais estudado do mundo faz referências diretas a Israel! E isso não é pouco. Nenhuma nação, nenhum povo, foi tão fartamente registrado e tão amplamente estudado como a Terra de Israel e o Povo de Israel!

A segunda coisa é que não existe em todo o mundo uma nação mais democrática do que o Estado de Israel. Podem existir nações similares, mas nenhuma mais democrática que Israel. E em todo o Oriente Médio, não há nenhum país que tenha 10% da democracia que é praticada em Israel!

Um país acolhedor, com cidades vibrantes, praias exuberantes, belezas naturais inenarráveis e, evidentemente, um sítio arqueológico em cada esquina.

É impressionante o que se pode encontrar num país de tão minúsculas proporções! Com apenas 22.072 km², Israel é praticamente do tamanho do Estado de Sergipe, o menor Estado brasileiro, e menor do que o Alentejo, a maior região de Portugal. Na verdade, seria possível colocar 4 Estados de Israel dentro de Portugal e 387 dentro do Brasil! E no entanto este pequeno país está no centro das atenções diárias de todo o mundo.

CINCO RAZÕES PARA VISITAR ISRAEL

1. ATRAÇÕES EXTREMAMENTE CONCENTRADAS

Nenhum roteiro turístico do mundo oferece tantas atrações em tão pouco espaço de tempo. Você pode estar hospedado no norte do país, passar o dia passeando no sul e simplesmente voltar para o seu hotel no final do dia. Tudo em Israel é tão a concentração de atrações neste pequeno espaço é simplesmente impressionante!

A concentração não se restringe às atrações tangíveis. Veja por exemplo o caso de Jerusalém. Além de ser a Capital Indivisível do Estado de Israel, esta cidade é considerada sagrada por três das maiores religiões do mundo! Isso é incrível! Três centros sagrados num único lugar!

A segunda cidade mais importante do país é Tel Aviv, uma metrópole moderna, vibrante, com praias, vida noturna, cultural e uma vitalidade urbana indescritíveis! O número de empresas start-ups concentradas na cidade de Tel Aviv e no seu entorno é impressionante!

Estando hospedados em Tel Aviv os turistas terão acesso fácil à qualquer região do país. Em pouco tempo é possível sair deste emblemático cartão postal e chegar a lugares icônicos como o Mar Vermelho ou o Mar Morto. O fantástico Deserto do Negev e a fértil região da Galileia estão a dois passos de Tel Aviv também. Museus e sítios arqueológicos encontram-se generosamente esparramados ao longo de todos os roteiros. Tudo ao alcance de todos, como se o visitante estivesse dentro de um imenso salão de turismo e aquelas atrações todas fossem stands promocionais estrategicamente distribuídos.

2. EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL ÚNICA

É impossível desassociar uma visita a Israel de uma profunda experiência espiritual. Se os católicos e os muçulmanos encontram ali referências centenárias às suas religiões, judeus e cristãos vão se deparar com provas milenares daquilo que têm como base do seu culto e da sua fé.

No centro desta experiência espiritual está a cidade de Jerusalém, berço de locais religiosos importantes para judeus, cristãos e muçulmanos. O Monte do Templo, o Muro das Lamentações, o Jardim do Túmulo, a Igreja do Santo Sepulcro, o Domo da Rocha e a Mesquita Al-Aqsa encontram-se todas na Cidade Sagrada que é Jerusalém.

Como se não bastassem estas referências religiosas concentradas em Jerusalém, é possível ainda embasbacar-se com o suntuoso Museu do Livro, emocionar-se com o Memorial do Holocausto no Yad Vashem, conhecer Safed, o berço de inúmeras tradições judaicas ou atravessar o Mar da Galileia em um barco semelhante aos que eram utilizados por Jesus Cristo e Seus discípulos há dois mil anos!

3. ATRAÇÕES NATURAIS INIGUALÁVEIS

O Estado de Israel é banhado pelas águas do Mar Mediterrâneo, o que lhe confere um status único. Embora tenha uma costa repleta de cidades, as praias próximas a estas continuam a ter uma aparência intocável! Os parque florestais extremamente bem cuidados são uma atração à parte. Organização, limpeza e segurança dificilmente encontradas em outras partes do mundo. Uma visita à enorme cratera de Ramon, existente no Deserto do Negev é de tirar o fôlego! O Mar Morto, com sua lama medicinal e suas água inafundáveis é um passeio imperdível! O norte da Galileia, com suas colinas e seus vales verdejantes não só abriga aves migratórias de raríssima beleza como é o coração das mais conceituadas vinícolas. E um mergulho no Mar Vermelho é uma experiência indescritível!

4. MUITO ALÉM DE UM SIMPLES PASSEIO RELIGIOSO

Engana-se quem pensa que se vai para a Israel como quem vai a uma romaria. Há sim um componente espiritual impossível de ser disassociado de Israel, mas Israel não é Aparecida do Norte, não é Fátima, não é Roma. Israel muito menos é Meca ou Medina. Israel consegue caminhar lado a lado com a tradição e a modernidade, sem que uma coisa venha necessariamente chocar a outra.

Um exemplo disso são as elevadas torres comerciais em cidades modernas e cosmopolitas que se espalham por todo o país. Eilat, Haifa, Kfar Saba, Modi’in, Petah Tikvah e, evidentemente, Tel Aviv são cidades que deixam os visitantes fascinados! Israel é Século XXI, ou melhor, Israel é Século XXII.

E embora a arquitetura moderna erga-se um pouco por todo o lado, esta nunca chega a ofuscar o brilho das construções históricas que se esparramam pelo restante do país. Isso porque os governantes do Estado de Israel, desde cedo, souberam como preservar seus patrimônios mais importantes. Um exemplo disso é a arquitetura de Jerusalém, que segue rigorosas regras de construção de modo a manter a cidade com a sua marca registrada, que é a de ser a cidade de ouro, de bronze e de luz.

5. A FANTÁSTICA CULINÁRIA ISRAELENSE

Não é a toa que Israel é conhecida como “a terra que mana leite e mel”. Graças ao clima mediterrânico e à sua fabulosa engenharia agrícola, floresce em Israel uma gama incrível de alimentos naturais. Esta oferta acaba por inspirar os mais conceituados chefes de cozinha e faz da culinária israelense uma das mais diversificadas, saudáveis, coloridas e saborosas gastronomias do mundo! Por ser um país de encruzilhadas culturais, existem infinitas variedades de alimentos e restaurantes. Seja judaico puro ou iemenita, árabe ou turco, druso ou beduíno, uma profusão de cheiros, formas e cores tomam conta das esplanadas e salões que se espalham por todo o Estado de Israel. Os cafés da manhã generosamente servidos nos hotéis do país estão entre os melhores e mais completos desjejuns de todo o mundo!

COLOQUE ISRAEL NA SUA AGENDA PARA 2018

Israel tornou-se hoje um dos destinos preferidos por turistas de todo o mundo. E se alguém pensa que há riscos em visitar Israel como turista, saiba que tanto judeus quanto árabes respeitam profundamente os turistas não havendo casos de ataque como algumas vezes acontecem em outros países do Oriente Médio, da África ou mesmo da Europa.

Por tudo isso e muito mais, coloque Israel nos seus planos de viagem. Acreditem, não irão se decepcionar.

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ANDS | GO ISRAEL

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Publicado por: noticiasdesiao | 16 de setembro de 2017

MECA, MEDINA E LISBOA

POUCO A POUCO PORTUGAL VAI-SE RENDENDO AO PODER ISLÂMICO

Afinal de contas quem é Aga Khan IV, o líder religioso islâmico que é considerado descendente direto do profeta Maomé, é líder espiritual de 15 milhões de muçulmanos e está implantando a sede do seu reino em Portugal?!

“Os olhos do mundo islâmico estão em Portugal”, diz um líderes espirituais do novo reino, sobre a acolhida que a seita recebeu em terras lusitanas. “O país passou uma mensagem de pluralismo cultural e de abertura social única. O impacto vai ser enorme. A começar pelo investimento, que nos últimos dezessete e dezoito meses já andou na ordem dos milhões de euros só no ramo imobiliário e que pode chegar a valores astronômicos.”

A declaração está numa reportagem especial do semanário Expresso na edição deste sábado, 16. Embora extensa, a matéria deixa de lado algumas particularidades intrigantes da vida e dos negócios deste poderoso líder político-empresarial-religioso que ora desembarca em Lisboa.

Aga Khan é um líder espiritual, mas é também um empresário bilionário, um filantropo mundialmente conhecido e agora um diplomata que vem recebendo toda a atenção – e mais um pouco – do Governo Português.

O braço religioso do grupo de Aga Khan, chamado Imamat, e o corpo diplomático do seu reino estão isentos de impostos em Portugal. A remuneração do imã e dos altos funcionários do Imamat também. Os rendimentos com origem no estrangeiro também. O Imamat e Aga Khan poderão comprar e vender imóveis, carros, barcos e aviões também sem pagar impostos.

Os benefícios dados a Aga Khan e ao seu reino vão além daqueles previstos na Lei da Liberdade Religiosa, pois seus representantes e funcionários terão imunidade judicial e outras facilidades necessárias ao desempenho das suas funções, tais como tratamento cerimonial, residências com direito a inviolabilidade e proteção.

UM DEUS NA TERRA

Alexandra Carita | Expresso

Aga Khan IV descende do profeta Maomé e é o líder espiritual de 15 milhões de fiéis muçulmanos, 10 mil dos quais vivem em Portugal. É um dos homens mais ricos e mais influentes do mundo, o qual tem tentado transformar à sua maneira e à do Islã. Está prestes a estabelecer residência em Lisboa. Será o novo sr. Gulbenkian

É o príncipe Karim Aga Khan IV. Mas chamam-lhe Sua Alteza. O título foi-lhe atribuído por Elizabeth II, a rainha de Inglaterra, logo depois de Karim, aos 20 anos, assumir o cargo de imã, o 49º imã dos 15 milhões de muçulmanos xiitas ismaelitas. Há cerca de um mês, a 11 de julho, iniciou as celebrações do seu jubileu de diamante e prepara-se para deixar a região de Paris e estabelecer residência em Lisboa.

É um dos homens mais ricos do mundo, dizem as revistas estrangeiras da especialidade, que há pouco tempo situavam a sua fortuna nos quase 14 bilhões de dólares. Mas é ao mesmo tempo líder espiritual de uma comunidade que doa ao Imamato, que ele próprio gere, cerca de 10 a 12% do que ganha. São milhões e milhões que a Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (Aga Khan Development Network — AKDN), uma espécie de Nações Unidas privadas, como já foi descrita, põe ao serviço dos fiéis e da sociedade onde se inserem, em mais de 25 países situados maioritariamente na Ásia Central, na África Subsariana, no Médio Oriente, na Europa e na América do Norte.

Com funções múltiplas e muito além da orientação religiosa e da interpretação do Alcorão, Karim Aga Khan tem a seu cargo a educação cívica da comunidade, que o adula. Significa isso cuidar do seu bem-estar e guiá-los no sentido de criarem os seus próprios meios de subsistência e as suas carreiras com base nessas orientações. “Os meus deveres são bem mais latos do que os do Papa. Ele só tem de se preocupar com o bem-estar espiritual do seu rebanho”, disse um dia. O príncipe Aga Khan encaminha os seus fiéis em termos de educação e saúde, bem como de finança e economia, valores éticos e sociais. Um rol de áreas que a constituição que criou em 1986, ratificada em 1998, descreve com clareza e faz seguir em todo o mundo e em todas as comunidades através de conselhos nacionais. Portugal não é exceção. No país vivem quase 10 mil ismaelitas, sobretudo na zona da Grande Lisboa, e Aga Khan não tem deixado de investir em terras lusas com protocolos assinados em várias áreas, da ciência à cultura, passando pela educação e pela sustentabilidade.

“A assinatura do acordo histórico entre o Imamat Ismaili e a República Portuguesa para estabelecer em Portugal a sua sede é um marco histórico nos nossos 1400 anos de história. Partilhamos com Portugal os valores da tolerância na diversidade de comunidades e culturas e temos um imenso respeito pelo compromisso do país em partilhar conhecimento para a melhoria das comunidades em todo o mundo”, diz Karim Aga Khan ao [semanário] Expresso.

Essa é a razão por que foi aqui, no Palacete Henrique Mendonça (antiga Reitoria da Universidade Nova de Lisboa), que o príncipe decidiu criar a primeira sede física para o Imamato, que sempre funcionou através de um secretariado que acompanha o imã na sua residência mais perene, ultimamente Aiglemont, a 40 quilômetros de Paris. Um castelo luxuoso, como as outras moradias de Sua Alteza — nomeadamente na Sardenha e em Genebra —, que nos seus 40 hectares de terreno vê crescer os puros-sangue mais caros das corridas de cavalos mais prestigiantes do mundo. É a criação destes animais de pedigree, aliás, um negócio nas mãos da família há mais de um século, que oferece a Karim grande parte da sua fortuna pessoal (mas o dinheiro chega-lhe também do ramo imobiliário, que domina em todo o mundo).

São famosos os jockeys do domínio de Chantilly trajados a rigor com as camisas de seda verde e vermelha, as cores do Imamato. Como são famosas as aparições do príncipe no Prix Diane, a corrida anual que marca em França, no mês de junho, o troféu mais desejado da modalidade. Esse ponto alto europeu das corridas de cavalos acontece num domingo, e esse é um dia sagrado para ver Aga Khan, tão raras que são as suas apresentações públicas mundanas. Sexta-feira passada, dia 1 de setembro, abriu uma exceção e apareceu em público em Almancil, no Algarve, para festejar com o amigo Francisco Pinto Balsemão o seu 80º aniversário [Pinto Balsemão é dono da SIC, a emissora de TV que é parceira da Rede Globo de Televisão em Portugal].

O príncipe sempre foi alvo do interesse desmedido da imprensa cor de rosa e muito sobre ele se escreveu, tanto sobre a sua predileção por barcos e iates como sobre as suas pretendentes, mulheres e divórcios milionários.

(…)

“Foi sempre tradição na nossa família que cada imã escolha o seu sucessor na mais absoluta discrição entre qualquer um dos seus descendentes, sejam eles filhos ou não. De acordo com as grandes alterações do mundo, o que provocou muitas mudanças fundamentais, incluindo a descoberta da ciência atómica, estou convencido de que é do maior interesse para a comunidade ismaelita que eu seja sucedido por um jovem que foi criado e educado nos últimos anos e no centro da nova era e que trará uma nova visão da vida ao seu trabalho.” Assim justificou Aga Kahn III a escolha de Karim [para sucede-lo].

“As minhas responsabilidades religiosas começam a partir de hoje”, declarou Karim a seguir à leitura do testamento, que chegou à Suíça numa caixa fechada enviada pelo Lloyds Bank de Londres. Contudo, nos primeiros sete anos do seu Imamato, ouviu e seguiu os conselhos da esposa do avô, como deixara também escrito Aga Khan III. “Durante a noite, a minha vida mudou completamente. Acordei com responsabilidades sérias para com milhões de seres humanos”, explicou numa entrevista dada em agosto de 1964. E, já em 2013, reconhecia que talvez não estivesse tão confiante assim. Na verdade, o avô “governara” durante 72 anos, ele tinha 20!

Não esqueceu, porém, que Aga Khan III iniciara as suas funções com sete anos apenas, numa Índia completamente britânica, antes de se mudar para a Europa, já depois de ter recebido da Rainha Vitória o mesmo título de Sua Alteza, corria o ano de 1886. Este cidadão britânico, tal como agora o neto, pelejou por melhores condições de vida para a sua comunidade e para os que lhe estavam próximos e não deixou de construir uma enorme rede de hospitais, escolas, bancos, mesquitas. No entanto, foi quando, já no início do século XX, chegou ao Velho Continente que tomou consciência de toda uma outra filosofia de vida, a de um mundo moderno que quis também doar aos seus fiéis. Com uma personalidade fora do comum e uma capacidade intelectual forte, passou a mensagem à sua comunidade. Entre os ismaelitas portugueses, há quem ainda se lembre bem de quando Aga Khan III disse aos seus que deveriam aprender inglês, “era a Europa um continente francófono”, ou quando chamou pela primeira vez a atenção para a igualdade de género. “Se tiverem dois filhos, um homem e uma mulher, e se só puderem dar educação a um deles, privilegiem as mulheres”, relembra Nazim Ahmad, representante diplomático do Imamat Ismaili em Portugal. A ideia era não só fazê-las evoluir geracionalmente de forma rápida como preservar a educação — a mulher como educadora e mãe é a sua principal transmissora. Adorado como ninguém, Aga Khan III viu o seu peso ser-lhe doado em ouro no seu Jubileu de Ouro, em 1936, na cidade de Bombaim, e depois em diamantes e platina, nos jubileus correspondentes.

(…)

Aga Khan IV trabalha diariamente a uma esfera global. O seu lema é o do pluralismo de culturas, credos e ideologias, e acredita que, aplicando estas noções básicas de ética, a sociedade pode evoluir, ajudando-se mutuamente. Acredita na solidariedade e na cultura do voluntariado. É nessa perspetiva que cria a AKDN, a operar em 30 países diferentes e empregando mais de 80 mil pessoas. Cinco centrais elétricas, companhias aéreas, empresas farmacêuticas, bancos, seguradoras, cadeias de hotéis de luxo, empresas de comunicação perfazem uma centena de empresas detidas pela Rede, que utiliza os seus lucros — cerca de 3,5 bilhões de euros anuais — em benefícios das populações nos domínios do desenvolvimento social e económico e também cultural. Em pratos limpos, isto significa a criação e manutenção de fundos de crédito, de escolas e hospitais e ainda muitos postos de trabalho e micro/macroeconomias em países tão díspares como o Paquistão e o Afeganistão, onde ofereceram escolaridade às mulheres, por exemplo, até à Tanzânia, ao Mali, ao Burkina Faso, ao Uganda ou à Síria, à Índia, à Malásia e a Moçambique.

Um Islã muito especial. Aga Khan IV, o imã hereditário dos muçulmanos xiitas ismaelitas, é descendente direto do profeta Maomé, o último profeta enviado por Deus à Humanidade e aquele que revelou o Sagrado Alcorão (sic). Acreditam os xiitas ismaelitas que, depois da morte de Maomé, Ali, o seu primo e genro, se tornou o primeiro imã, o primeiro guia espiritual da comunidade muçulmana, e que essa orientação hereditária continua através dos tempos. Ao longo de 14 séculos de história, têm assim seguido os imãs hereditários descendentes de Ali e de Fátima, filha do profeta Maomé.

Nessa qualidade, Karim percorre o mundo praticamente de leste a oeste. Encontra-se com altos dignitários, chefes de Estado, líderes religiosos, políticos, embaixadores, homens de negócios, mas também gente humilde, carenciada, professores, médicos, populações inteiras… Nas reuniões constantes, dizem, é sempre um diplomata. Um diplomata no discurso mas um soberano nas decisões, conseguindo levar a sua avante em praticamente todas as circunstâncias, afiançam os que com ele têm trabalhado. Aga Khan participa ativamente em todas as iniciativas da AKDN, e não há embaixador seu que não seja por si nomeado, desde os seus mais próximos colaboradores aos “ministros” tutelares de cada comunidade, nomeados por três anos para levar a cabo as suas orientações em cada nação. Escolhe os terrenos para a construção das escolas, dos centros ismaelitas (seis em todo o mundo, sendo o de Lisboa o terceiro a ser criado), dos hospitais, das creches, dos museus, de tudo… Designa os arquitetos, acompanha a obra, de sapatos sempre — as galochas não lhe assentam bem, acredita, conta um colaborador seu. E talvez seja por isso que as solas dos sapatos se gastam literalmente até que lhe chamem a atenção para trocar de calçado, como relata a sua irmã. Ou talvez seja pela falta de tempo.

(…)


A Nova Mesquita de Lisboa já é alvo de curiosidade nos sites islâmicos

OS MILHÕES DE AGA KHAN EM PORTUGAL

“Os olhos do mundo islâmico estão em Portugal. O país passou uma mensagem de pluralismo cultural e de abertura social única. O impacto vai ser enorme. A começar pelo investimento, que nos últimos 17/18 meses já andou na ordem dos milhões de euros só no ramo imobiliário e que pode chegar a valores astronómicos.” É assim que os representantes da comunidade ismaelita portuguesa reagem ao estabelecimento da sede do Imamato em Lisboa. Nazim Ahmad, embaixador do Imamato, Rahim Kassam, diretor executivo, Rahim Firozali, presidente do Conselho Nacional, e Karim Merali, administrador da Fundação Aga Khan Portugal, acreditam que o sinal dado pela República Portuguesa vai ao encontro da “ética cosmopolita” defendida pelo seu imã, Sua Alteza, o príncipe Karim Aga Khan IV. E não têm dúvidas de que o país vai estar no centro do mundo, depois de mais de quatro décadas no coração do seu líder. O anúncio foi feito em junho de 2015, logo depois de assinado um acordo com a República Portuguesa para a instalação da sede do Imamat Ismaili, e desde aí as expectativas são muitas, mas a emoção é ainda maior. Os ismaelitas portugueses olham para o acontecimento com júbilo e quase agradecem por viverem em solo nacional.

Foi o 25 de Abril que trouxe para Portugal a esmagadora maioria desses ismaelitas, hoje entre 8 a 10 mil no total da população portuguesa. E com eles recaiu sobre o país a atenção de Sua Alteza, o príncipe Aga Khan, que em 1983 fazia abrir em Lisboa uma agência da Fundação Aga Khan. Situada na Lapa, dedicou-se desde logo ao desenvolvimento social e à inclusão económica da população mais vulnerável e mais carenciada. A sua ação ao longo dos anos, contudo, especializou-se no apoio à educação e no desenvolvimento da infância, bem como no suporte do bem-estar da classe sénior. Mas desde 2004 o Programa Comunitário Urbano K’Cidade tem implementado, na Grande Lisboa, processos de trabalho que garantem a sustentabilidade das comunidades a longo prazo. Em 1996, a ligação da Fundação Aga Khan a Portugal estreitou laços com a constituição da mesma como uma fundação portuguesa por decreto-lei. Na mesma data, a construção do Centro Ismaili, nas Laranjeiras, também em Lisboa, trouxe por várias vezes Sua Alteza ao país. Foi Aga Khan IV quem escolheu o terreno onde este haveria de crescer e quem ditou a sua arquitetura. Como é ele quem nomeia os ministros que ali se reúnem em Conselho Nacional e que gerem e determinam as atividades e prioridades da comunidade ismaelita portuguesa. De resto, as atividades no país operam no âmbito dos acordos estabelecidos entre o Imamat e Portugal, em particular o Protocolo de Cooperação com o Governo de Portugal, assinado em 2005, o Memorando de Entendimento com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, de 2008, o Acordo Internacional com a República Portuguesa, de 2009, e o Acordo com a República Portuguesa para o Estabelecimento da Sede do Imamat Ismaili em Portugal, em 2015.

(…)

“O acordo para o estabelecimento da sede do Imamat Ismaili em Portugal não embaraça o Governo português e não embaraça o imã. É como se diz na gíria um win win, ou seja, é extraordinariamente bom para o Estado e muito bom para o Imamat”, diz Nazim Ahmad, que acompanhou as negociações desde o início. “O entendimento foi muito franco e aberto, tudo decorreu com transparência, frontalidade e amizade”, avança ainda. “A consciência social e ética de Sua Alteza contribuiu para que assim fosse. Se não fosse um bom acordo para Portugal, o acordo não se faria. Aga Khan tem sempre em conta o que o país com quem negoceia vai beneficiar”, conclui Nazim. E se Portugal só tem a ganhar com a cooperação com o Imamat Ismaili, quer no que respeita a investimentos financeiros e criação de emprego quer no que se relaciona com a sua posição geoestratégica no quadro da política mundial, também Aga Khan tem muito a beneficiar com este acordo irrevogável nos próximos 25 anos, nomeadamente ao nível da isenção de impostos. Por exemplo, os rendimentos dos donativos oferecidos ao Imamat não pagam impostos, a remuneração do imã e dos altos funcionários do Imamat idem, os rendimentos com origem no estrangeiro também não. O Imamat e Aga Khan podem comprar e vender imóveis sem pagar [os impostos portugueses] IMI, IMT ou selo, desde que ligados às funções diplomáticas, como de resto acontece com a Igreja Católica; mas também podem transacionar carros, barcos e aviões sem pagar impostos sobre a compra, propriedade, registo, utilização ou venda. Com benefícios maiores do que os previstos na Lei da Liberdade Religiosa ao nível dos atributos aos Estados estrangeiros e aos seus corpos diplomáticos, que terão imunidade judicial (Imamat, imã, altos funcionários) e outras facilidades necessárias ao desempenho das suas funções, tais como tratamento cerimonial, residências com direito a inviolabilidade e proteção. Ainda em troca, o Imamat compromete-se a apoiar ativamente os esforços do Estado para melhorar a qualidade de vida de todos aqueles que vivem em Portugal.

CONQUISTAR MENTES E CORAÇÕES – PARTE 1: AS MENTES

O Reino de Aga Khan mantém uma fundação que leva o seu nome. Entre diversos trabalhos realizados, a Fundação Aga Khan (AKF) desenvolve pesquisas e intervenções em áreas relacionadas com educação e desenvolvimento da infância.

No ano passado, quando o governo português regulamentou a profissão de ama (babysitter ou babá), o Instituto de Segurança Social do Estado entregou à AKF e incumbência de desenvolver uma formação voltada para a capacitação das profissionais portuguesas. Ou seja, as famílias portuguesas que precisarem recorrer a uma ama, terão que buscar uma profissional que passou por formação numa fundação islâmica.

O centro público que é referência para o projeto fica em Olivais e é gerido pela fundação há sete anos. Lá, a AKF tem um programa de ensino, mas também faz supervisão e acompanhamento das amas que acolhem crianças em suas casa.

Numa recente entrevista, a diretora do projeto explicou porque eles resolveram trabalhar com as crianças desde a mais tenra idade. “A intervenção na infância é uma prioridade das várias Agências da Aga Khan em todos os países do mundo onde trabalhamos”, afirmou Anne Harrop, Diretora Programática da Fundação Aga Khan. “Este é um tempo muito crítico para o desenvolvimento da criança, pois o que ela experiencia nos seus primeiros anos estabelece as bases para que consiga atingir o seu potencial mais tarde”, explicou. “O propósito do nosso trabalho global na primeira infância e na educação é assegurar que os alunos obtenham o conhecimento, as competências, as atitudes e os valores que os ajudem a interagir efectivamente com o mundo e a serem membros activos da sociedade”, concluiu a diretora.

Que “conhecimento, competências, atitudes e valores” podem ser incentivados por uma organização que pertence a um grupo religioso muçulmano?! A resposta a esta pergunta é algo que a sociedade portuguesa tem um longo tempo pela frente para ver respondida.

CONQUISTAR MENTES E CORAÇÕES – PARTE 2: OS CORAÇÕES

Em 2015, quando a Fly Emirates simulou dominar o Estádio da Luz no momento em que apresentou o seu patrocínio à equipe do S.L.Benfica, os torcedores exultaram com a criativa performance das aeromoças daquela companhia árabe. O que faltou àqueles torcedores – e a tantos outros portugueses – foi atentar para o fato de que a encenação estava incluída num conjunto maior de ações islâmicas, ações estas que pouco à pouco vão tomando conta do sul do país.

Além de ver dominada algumas áreas políticas, diplomáticas, econômicas desportivas, os portugueses assistem agora o nascimento de um complexo religioso no centro da sua capital.

Mas, o sonho maior dos muçulmanos continua distante: A reconquista do califado de Al-Andaluz, uma vasta extensão de terras que incluiu desde o sul da Espanha até mais da metade de Portugal. E esta é uma terra que o Estado Islâmico reclama como sendo sua.

ANDS | EXPRESSO | PÚBLICO | MSN PT

Publicado por: noticiasdesiao | 24 de agosto de 2017

O PREOCUPANTE VÍDEO DO ESTADO ISLÂMICO

O OBJETIVO É SEMEAR O MEDO

Numa produção muito bem feita, o Estado Islamico divulgou ontem um vídeo onde glorifica os terroristas responsáveis pelo massacre de Las Ramblas e ameaça a Espanha com novos ataques.

É a primeira vez que um vídeo do Estado Islâmico foi produzido em espanhol. Além de exaltar a atitude de Younes Abouyaaqoub, o autor do ataque terrorista em Barcelona, o jihadista que aparece no vídeo deixa claro que o objetivo deles é retomar o Califado de Andaluz.

Al Andalus foi nome dado à Península Ibérica no século VIII quando estava sob o domínio do Califado Omíada — o segundo califado islâmico estabelecido após a morte de Maomé.

Isto significa que os moradores de parte da península ibérica devem se preparar para dias difíceis. De Barcelona para baixo, pelo lado espanhol, e do Porto para baixo, no lado português a vigilância deve ser redobrada. O objetivo deles, fica claro no vídeo, é instalar o medo e semear o pânico.

Um dos dois jihadistas identifica-se como Abu Lais Al Qurdubi e apela a quem não possa viajar até ao Estado Islâmico que façam jihad — que significa “luta” — onde estiverem, porque “a jihad não tem fronteiras”. “Allah ficará satisfeito convosco”, acrescenta ainda dizendo com a permissão de Allah, “Al Andalus voltará a ser o que era, a terra do califado”.

A mensagem tem como alvo, como sempre, os infiéis, apontando o dedo especificamente para os cristãos. “Aos cristãos espanhóis: não se esqueçam do sangue derramado dos muçulmanos da Inquisição espanhola. Vamos vingar o vosso massacre e o que estão a fazer agora com o Estado Islâmico”, diz Abu Lais Al Qurdubi.

Ao longo do vídeo, as declarações dos dois jihadistas vão sendo intercaladas com imagens de notícias internacionais sobre o ataque em Barcelona e também imagens do rei Felipe VI de Espanha e do presidente Mariano Rajoy.

“Que Allah aceite o sacrifício dos nossos irmãos em Barcelona. A nossa guerra convosco irá durar até o fim do mundo”, diz o segundo homem, identificado como Abu Salman al Andalusi.

No final do vídeo, aparece um cartaz em árabe que diz: “A primeira gazw”, isto é, a primeira incursão militar na Espanha.


Judeus espanhóis julgados pela Inquisição Católica

UMA INQUSIÇÃO CATÓLICA E NÃO CRISTÃ

Para efeitos históricos é bom explicar que dos quase 50 mil processos instaurados pela Santa Inquisição pouco mais de 10 mil, ou seja algo em torno de 20%, eram muçulmanos. Nos restantes 80% havia de tudo um pouco, sendo que os mais atingidos foram os judeus e os protestantes, que eram verdadeiramente cristãos.

Entre 1560 e 1700, a Santa Inquisição Católica Espanhola levou a julgamento 49.092 pessoas. As acusações incluíam: A prática do judaísmo (5.007); o protestantismo (3.499); o iluminismo (149); a crença em superstições (3.750); pensamentos heréticos (14.319); bigamia (2.790); solicitações ao tribunal (1.241); infrações ao Santo Ofício (3.954) e diversas outras acusações (2.575).

O VÍDEO-AMEAÇA DO ESTADO ISLÂMICO

ANDS | EL PAÍS | OBSERVADOR

Publicado por: noticiasdesiao | 21 de agosto de 2017

JIHADISTA DE BARCELONA PEDIU PERDÃO

O TERRORISTA SAID AALLAA ESCREVEU UMA CARTA PEDINDO PERDÃO. À FAMÍLIA.


A carta de Said Aallaa está dirigida à sua comunidade e à família e não aos infiéis

Said Aallaa tinha 18 anos. Faria 19 na próxima sexta-feira. Tinha o sonho de ser jogador de futebol e jogava atualmente no Sant Quirze de Basora, de Ripoll.

A proprietária do bar onde Aallaa trabalhava disse que ele era um jovem “muito trabalhador” e “educado”. O bar fica há poucos minutos da casa onde o terrorista morava.

Na última quinta-feira, o dia do atentado em Las Rambla, Said almoçou, recebeu um telefonema e saiu da casa. “[Said] recebeu um telefonema de um amigo por volta das três da tarde e disse aos pais que iria dar uma volta”, explicou Yasmila, amiga da família, também de origem marroquina, e que agora tornou-se porta-voz dos parentes do terrorista.

Pouco depois de o jihadista ser abatido (juntamente com Omar e Mohamed Hychami, Houssaine Abouyaaqoub e Moussa Oukabir) em Cambrils, na madrugada de sexta-feira, a polícia revistou a casa dos pais de Said Aallaa onde encontrou vários telefones celulares e computadores pertencentes ao jovem. Aparentemente, o trabalho no bar lhe rendia muito dinheiro.

As autoridades descobriram ainda uma espécie de carta de despedida. Na edição desta segunda-feira, o jornal espanhol El País publicou a carta: “Peço perdão a quem prejudiquei por estes dias. Muito obrigado por tudo o que me deram”, disse Aallaa, dirigindo-se à família e aos amigos. Todos muçulmanos. Quanto aos infiéis, nenhuma palavra.

Said Aallaa é um dos 12 terroristas envolvimdos no atentado que resultou na morte de 13 pessoas em Barcelona e outra em Cambrils e fez mais de 100 feridos em Barcelona.

Um dos suspeitos (Younes Abouyaaqoub, um marroquino de 22 anos) continua a ser procurado pela polícia; cinco foram abatidos em Cambrils; dois morreram na explosão em Alcanar um dia antes do ataque; quatro foram detidos pela polícia.

ANDS | FRANCE-PRESS | OBSERVADOR | EL PAÍS

Publicado por: noticiasdesiao | 21 de agosto de 2017

CAI POR TERRA A FARSA DA RELIGIÃO DE PAZ

ATENTADO DE BARCELONA SURPREENDE PACIFISTAS

O facto de a maioria dos muçulmanos não praticarem atos de violência não santifica a sua religião e nem o aparente pacifismo dos fiéis é garantia de que os mesmos não tomarão atitudes tresloucadas. Barcelona prova isso.


O ecumênico Papa Francisco defende a tese de que o Islã é uma religião de paz

Um dos argumentos preferidos do pacifismo ingênuo é a ideia de que o Islã é uma religião de paz. Mas, mesmo sem conhecer o Alcorão, não é difícil apostar no oposto.

O Islã é uma religião de paz e a maioria dos muçulmanos não são terroristas. Este é um dos argumentos preferidos da Esquerda mundial e dos ecumênicos de plantão. Ora, o facto de a maioria dos muçulmanos não praticarem atos de violência não santifica a sua religião. E nem o aparente pacifismo dos fiéis é garantia de que os mesmos não tomarão atitudes tresloucadas. Barcelona prova isso.

Uma suposta perplexidade tomou conta dos habitantes de Ripoll na semana passada. Os autores do atentado que vitimou 14 pessoas e deixou mais de 100 feridos na região de Las Ramblas, em Barcelona, eram jovens residentes nesta pacífica cidade de 10 mil habitantes que fica na belíssima província de Girona, na Catalunha.

Perplexos, familiares e amigos diziam não entender. E mais perplexos ainda estavam com o líder espiritual da comunidade, o imã responsável pelas pregações na mesquita da cidade.

“Ele não era radical”, apressaram-se a dizer, “suas pregações eram normais”. Ou seja, Abdelbaki Es Satty era um líder moderado. Pelo que foi dito pelos fiéis, moderado não, Abdelbaki era inofensivo.

Mas, mesmo não sendo um pregador radical, mesmo sendo uma pessoa inofensiva, Abdelbaki Es Satty estava a preparar em Alcanar, na província de Tarragona, aquele que era para ser o maior atentado da história da Espanha. Ficamos sabendo hoje que o alvo escolhido era a Catedral da Sagrada Família, a obra prima do arquiteto catalão Antonio Gaudi.

A Catedral da Sagrada Família não só é o templo mais visitado de toda a Espanha como trata-se também do monumento mais visitado. Nesta época do ano chega a receber cerca de 10 mil visitantes por dia! São 10 mil pessoas que pagam ingressos e entram na catedral, mas há ainda outros milhares que apenas se aglomeram no entorno dela.

Pois o pacífico imã muçulmano estava a organizar uma explosão com mais de 120 botijões de gás para causar o maior número possível de vítimas junto a este ícone da igreja católica. Deixo aqui uma pergunta ao exmo. sr. Jorge Bergóglio, que repetidamente tem defendido o Islã como uma religião de paz: Como ele agiria se tal tragédia acontecesse?

Como um acidente de percurso levou para os ares a casa onde o atentado estava a ser preparado, o pacífico Abdelbaki Es Satty já havia ordenado aos seus pacíficos seguidores que partissem para o Plano B, o avanço sobre os turistas em Las Ramblas. E a tragédia se deu. Um pouco menor do que o esperado, é verdade, mas se deu.

ANDS

Publicado por: noticiasdesiao | 18 de agosto de 2017

MOUSSA OUKABIR

O TERRORISTA AFINAL ERA O OUKABIR MAIS NOVO

Não foi Driss Oukabir, de 28 anos, mas sim o seu irmão mais novo, Moussa Oukabir, de 17, o responsável pelo atentado terrorista que matou ontem 13 pessoas em Las Ramblas, Barcelona.

É neste jovem que está concentrada a investigação policial neste momento. As autoridades espanholas informaram que Moussa Oukabir teria roubado os documentos do irmão Driss para poder alugar o furgão usado no atentado. O irmão apresentou-se na polícia logo após o ataque, numa altura em que as suas fotografias já circulavam como suspeito.

Há informações de que Moussa estava armado quando abandonou o furgão, o que tem gerado apreensão em parte da Espanha, uma vez que o alegado autor material do atentado escreveu há algum tempo na rede social Kiwi que se pudesse, matava todos os infiéis.

A investigação policial está levando em conta o testemunho do irmão, Driss Oukabir, que na quinta-feira foi detido em Ripoll, na delegacia a que se dirigiu, garantindo que no momento do atentado estava ali mesmo, em Ripoll, e não em Barcelona. De acordo com Driss, o irmão — o mais novo de cinco irmãos — roubou-lhe o passaporte para conseguir alugar não só o furgão usado no massacre de Barcelona mas, também, outro que foi apreendida horas depois na zona de Vic, a 71 Km do local do atentado.

Moussa Oukabir — cujo nome completo é Moussa Oukabir Soprano — vive em Barcelona, enquanto Driss mora mais a norte, em Ripoll. A identificação de Driss foi encontrada no local do crime, razão pela qual as investigações se concentraram neste imigrante.

Segundo informações de alguns jornais espanhóis, Moussa teria usado as redes sociais para fazer feito comentários de teor racial, contra os não-muçulmanos.


O perfil de Moussa Oukabir também já foi excluído pelo Facebook

Segundo o La Vanguardia, Moussa viajou recentemente para o Marrocos retornando à Espanha no último dia 13, poucos dias antes do crime. Ainda não está confirmada a idade correta do terrorista, que pode ter 17 ou 18 anos.

Segundo o El País, as autoridades acreditam que o jovem pertencia a uma célula terrorista composta por 12 pessoas. Cinco destas foram mortas no outro ataque em Cambrils, quatro estão detidas — faltam, portanto, três (incluindo Moussa), que estão em fuga.

Uma amiga do terrorista disse ao El País que está “surpresa com tudo isto”, porque o jovem era um “rapaz normal e muito simpático”. Moussa é descrito pela amiga como um rapaz “um pouco calado e que nunca procurava problemas” — “tinha um grupo de amigos, todos marroquinos, mas falava catalão perfeitamente. Acho que veio para cá com três anos de idade”, concluiu a amiga.


Mesmo sendo um muçulmano alegadamente pacífico, Moussa prometia seguir o Alcorão.

Embora Moussa Oukabir tenha este suposto perfil pacífico, como aliás têm a maioria dos imigrantes árabes que perambulam pela Europa, ao ser perguntado, numa rede social, o que faria se se tornasse um líder absoluto do mundo, ele não titubeou: “Matava todos os infiéis e deixaria apenas os muçulmanos continuarem com a religião”.

Moussa Oukabir já esteve preso em 2012 por abuso sexual. Ele tinha na época 12 anos.

ANDS | OBSERVADOR | EL PAÍS

Publicado por: noticiasdesiao | 17 de agosto de 2017

O FACEBOOK DE DRISS OUKABIR

ANTISSEMITISMO, NEONAZISMO, HIP-HOP E DEFESA DA CAUSA PALESTINA.

Tão logo foi identificado um dos autores do atentado terrorista em Barcelona, acessamos a página pessoal do suspeito no Facebook. Driss Oukabir Soprano informava no seu perfil que morava em Ripoli, mas que era de Marselha.

Na página havia diversos posts antissemitas, incluindo um vídeo com imagens nazistas. Havia também posts islâmicos refutando doutrinas cristãs. A trilha sonora preferida do terrorista incluía músicas hip-hop e alguns hits marroquinos.

Poucos minutos depois de ser divulgada a autoria do ataque terrorista, o Facebook excluiu a página. Entretanto, conseguimos fazer alguns prints antes da exclusão, prints que compartilhamos abaixo.

COMO O TERROR CHEGOU A LAS RAMBLAS

Driss Oukabir alugou um furgão na cidade de Santa Perpetua de la Mogada. Acompanhado de uma segunda pessoa, ainda não identificada, Oukabir dirigiu-se para um dos centros com maior presença de turistas na cidade de Barcelona. Na região conhecida como Las Ramblas, Oukabir avançou sobre uma multidão matando 13 pessoas e ferindo outras 80. Depois, empreendeu fuga à pé, sendo posteriormente detido. Seu comparsa fugiu num Ford Focus e acabou abatido pela polícia numa suposta troca de tiros.

À medida em que as horas foram passando, as notícias foram esclarecendo o que ainda era obscuro. Driss Oukabir Soprano era de origem marroquina, nasceu em 13 de janeiro de 1989 na cidade de Aghbala e é filho de Said e Fátima Oukabir. Embora apontasse na sua página do Facebook que residia em Ripoli, a polícia informou que Driss Okabir morava legalmente na Espanha.

Nas suas postagens, Oukabir deixava claro seu ranço antissemita e compartilhava vídeos com cariz neonazista. Um dos vídeos aborda a já conhecida acusação de que existe uma conspiração visando o domínio mundial pelos judeus.

Informações preliminares dão conta que Driss Oukabir chegou a ser detido em 2012 pela polícia espanhola, tendo ficado detido na prisão de Figueres.

Num primeiro momento notícias deram conta de que havia dois homens barricados num restaurante turco chamado Luna d’Istanbul, informação que foi posteriormente negada.

Há relatos, ainda não confirmados, de que o Estado Islâmico comemorou o ataque.

IMAGENS DE LAS RAMBLAS APÓS O ATAQUE TERRORISTA

O FACEBOOK DO TERRORISTA DE BARCELONA


Facebook de Driss Oukabir continha diversos posts antissemitas


Uma das postagens louvava a atitude das crianças árabes de Nabi Saleh que são usadas como massa de manobra nas conhecidas Produções de Pallywood


Imagem de um dos vídeos compartilhado por Driss Oukabir


Apologia ao nazismo em vídeo publicado por Driss Oukabir


Timeline de Driss Oukabir


A página de Driss Oukabir pouco antes de ser excluída


O Facebook exclui a página do terrorista de Barcelona

LEIA A ATUALIZAÇÃO DESTA MATÉRIA CLICANDO AQUI

 

ANDS | OBSERVADOR | EL PAÍS

Publicado por: noticiasdesiao | 17 de agosto de 2017

DRISS OUKABIR SOPRANO

AUTOR DO ATAQUE TERRORISTA EM BARCELONA É ÁRABE E ANTI-ISRAEL

EM ATUALIZAÇÃO

O terrorista de Barcelona é de origem árabe, chama-se Driss Oukabir, é antissemita e defensor dos palestinos.

O ataque, que até o momento fez 13 vítimas fatais, aconteceu na tarde desta quinta-feira, 17, na região turística de Las Ramblas, Barcelona. Driss Oukabir dirigia uma van que foi por ele alugada na cidade de Santa Perpetua de la Mogada.

Driss Oukabir foi detido dentro de um restaurante turco. ANDS está acompanhando o desenrolar dos acontecimentos e em breve voltaremos com mais detalhes.

ANDS | EL PAÍS | TVI

Publicado por: noticiasdesiao | 12 de agosto de 2017

MORREU YISRAEL KRISTAL

O HOMEM MAIS VELHO DO MUNDO ERA JUDEU E TINHA 113 ANOS.

Nasceu no início do século passado e daqui há um mês completaria 114 anos. Chamava-se Israel e morreu em Israel.

Yisrael Kristal era polonês e foi o único membro da família a sobreviver aos horrores as Shoah (Holocausto). No próximo dia 15 de setembro completaria mais um ano de vida, mas será sepultado neste sábado em Israel.

Natural da cidade polonesa de Zarnow, Yisrael Kristal vivia em Haifa há mais de 60 anos. Filho de judeus ortodoxos, viu o bairro onde morava ser transformado em um gueto logo após a invasão da Alemanha, em 1939.

Em 1943 foi transportado para o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau de onde foi resgatado pelos Aliados em maio de 1945. Depois de quase dois anos no inferno que era Auschwitz, seu estado de saúde era deplorável e só por um milagre conseguiu recuperar a saúde. Cinco anos depois emigrou para Israel estabelecendo-se em Haifa, onde passou o resto da sua longa vida.

Reconhecido pelo Guiness Book como o homem mais velho do mundo, Yisrael Kristal perdeu a mulher, dois filhos e o restante da família em campos de extermínio. Voltou a casar-se e teve um filho com a segunda mulher.

Por duas vezes Yisrael Kristal viu os horrores da guerra interferir na sua vida judaica. Primeiro, ele não teve oportunidade de comemorar devidamente seu Bar Mitzvah, pois a Europa estava mergulhada na Primeira Guerra Mundial; depois, a tragédia da Shoah impediu-lhe de comemorar no Bar Mitzvah dos dois filhos, mortos pelos nazistas.

A resposta deste sofrido judeu aos infortúnios da vida foi tocante: No ano passado, cem anos depois de ter nascido, Yisrael Kristal finalmente comemorou o seu Bar Mitzvah. Tinha 113 anos e a festa foi em Jerusalém!

Baruch Dayan Ha’emet

ANDS | BBC | OBSERVADOR

Publicado por: noticiasdesiao | 7 de agosto de 2017

ARQUEÓLOGOS ENCONTRAM BETSAIDA

DESCOBERTA A CIDADE NATAL DE PEDRO, ANDRÉ E FILIPE.

O Evangelho de João afirma que três dos discípulos de Jesus eram naturais de uma cidade chamada Betsaida. Durante anos pouco se soube desta cidade, a não ser pelos relatos bíblicos. Mas eis que agora um grupo de arqueólogos acaba de afirmar que finalmente descobriram o local exato onde a cidade se localizava.


Equipe de arqueólogos responsáveis pela descoberta de Betsaida

O historiador Flávio Josefo chamou-a de Julias, mas antes era conhecida como Betsaida, uma aldeia de pescadores onde nasceram os apóstolos Pedro, Filipe e André e que foi transformada numa cidade do Império Romano. Até agora não se sabia do seu paradeiro, mas das escavações arqueológicas num local chamado El Araj, na costa norte do Mar da Galileia, saíram provas de que a cidade mencionada no Novo Testamento finalmente está a ser desenterrada.

A notícia divulgada pelo diário israelense Haaretz nos leva a crer que mais cedo ou mais tarde as ruínas que estão a ser escavada acabarão por entrar nos roteiros turísticos desta que é conhecida como a Terra Santa.

Os arqueólogos israelenses encontraram uma casa de banhos numa camada de terra que remonta ao período romano tardio, entre o século I a.C e III a.C., dois metros abaixo do nível do período bizantino. O estrato romano continha fragmentos de cerâmica, de mosaicos e as ruínas de um local de banhos. Foram encontradas duas moedas: uma de bronze do final do século II a.C. e um denário de prata com o efígie do imperador Nero datado dos anos 65-66 d.C.


Arqueólogo observa parte do mosaico da casa de banho que está por ser escavada

Noutro local da escavação foram ainda descobertas peças de vidro dourado que compunham um conjunto decorativo chamado tessela, o que leva a crer que posteriormente aos tempos de Jesus foi erigida ali uma igreja importante. Também esta descoberta faz sentido com outras peças da História: o príncipe e bispo Vilibaldo da Baviera (mais tarde São Vilibaldo) esteve na Terra Santa e visitou Betsaida em 725 d.C., tendo dado testemunho de que tinha sido construída uma igreja no local onde antes viveram os apóstolos Pedro e André.


Imagem aérea do sítio arqueológico encontrado em Betsaida

O Professor Noam Greenbaum, geólogo da Universidade de Haifa, e o Dr. Nati Bergman, geólogo do Laboratório Limnológico do Yigal Alon Kinneret estudaram as camadas encontradas no local e concluíram que o sítio arqueológico estava coberto por lama e argila que foram sendo depositadas ao longos dos séculos trazidas pelas águas do Rio Jordão.

O Haaretz informou que o natural interesse da comunidade acadêmica pela descoberta poderá facilitar novos financiamentos para o restante das escavações. Notícias de Sião acompanhará o desenrolar da história.

ANDS | HAARETZ | DIÁRIO DE NOTÍCIAS

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