57 SUICÍDIOS E 1 ASSASSINATO NA FAIXA DE GAZA

A Agência Síria Árabe de Notícias, SANA na sigla inglesa, informou na edição on-line desta terça-feira, 15, que “os palestinos que participaram da ‘Grande Marcha de Retorno’ nas fronteiras entre a Faixa de Gaza e os territórios palestinos ocupados em 1948 [sic] resultou em 60 mártires”.

A expressão utilizada pela agência árabe (em destaque na imagem acima) refere-se à palavra “shahid”, cujo significado é “alguém que procura a própria morte a serviço de Allah”. Ou seja, os 57 mortos nos confrontos desta segunda-feira, 14 de maio, foram voluntária e deliberadamente ao encontro da própria morte, o que para o mundo ocidental e civilizado traduz-se numa palavra: suicídio. Desta forma, não há como culpar Israel, pois ninguém pode ser acusado de suicídio a não ser o próprio morto.

Fim da discussão. O que aconteceu na fronteira de Israel com a Faixa de Gaza foi um suicídio coletivo. E um assassinato, ainda a ser apurado, pois uma das famílias envolvidas levou consigo um bebê. E é de se supor – a lógica nos faz pensar assim – que o bebê não foi por conta própria ao local do suicídio coletivo.

O SUICÍDIO DE GAZA É FIRMADO EM BASES RELIGIOSAS

O suicídio coletivo praticado em Gaza tem sua origem nas orientações do Alcorão, onde a palavra “sharid” aparece com o significado de “testemunha”. É usado como um título de honra para os muçulmanos que dão a vida cumprindo um mandamento religioso, especialmente àqueles que morrem travando uma jihad, que por sua vez é um ato que visa a expansão militar do Islã. Uma vez que o Hamas convocou os palestinos de Gaza para uma jihad contra Israel, a morte dos “sharids” nesta segunda-feira consistiu-se num “ato de martírio”, ou seja, um “istishhad”.

Observem o que diz o Alcorão, nos versos 169-170 do capítulo 3, também conhecido como Al Imran: “E não creiais que aqueles que sucumbiram [morreram] pela causa de Allah estejam mortos; ao contrário, vivem, agraciados, ao lado do seu senhor. [Eles] estão jubilosos por tudo quanto Allah lhes concedeu da sua graça, e se regozijam por aqueles que ainda não sucumbiram [sobreviventes], porque estes não serão presas do temor, nem se atribularão.”

A frase final deste verso explica também porque os árabes transformam em espetáculo o sepultamento dos seus suicidas. A expressão “nem se atribularão” tem o sentido, segundo o teólogo anglo-indiano Abdullah Yusuf Ali, de “não guardar luto”.

Há ainda no Alcorão diversas outras passagens que estimulam os muçulmanos a cometerem suicídio, como o verso 111 do capítulo 9, o At-Tawba e o verso 58 do capítulo 22, o Al-Hajj Al-Haji.

A inspiração para esta loucura vem do próprio fundador da religião, Maomé, que disse certa vez: “Eu adoraria ser martirizado pela causa de Allah e então ser ressuscitado e então ser martirizado, e então ser ressuscitado novamente e então ser martirizado e então ser ressuscitado novamente e então ser martirizado.”

Agora, o mais surpreendente é que eles fazem isso sem garantia nenhuma, principalmente para as mulheres, uma vez que apenas aos homens estão prometidas recompensas hedonistas num suposto paraíso vindouro.

Mas mesmo os homens que cometem este suicídio ritual não estão garantidos que receberão as esperadas recompensas. Vejam o que diz o Al-Musnadu Al-Sahihu bi Naklil Adli, uma coletânea de estudos islâmicos: “Foi narrado, com base na autoridade de Anas b. Malik, que o Mensageiro de Allah [Maomé] disse: Quem busca o martírio com sinceridade receberá sua recompensa, embora ele não possa alcançá-la.”

NEM MASSACRE NEM USO DESPROPORCIONAL DA FORÇA

A mídia internacional, que está condenando Israel por um suposto massacre ou por uso desproporcional da força, deveria conhecer mais as motivações dos suicidas palestinos para entender o tipo de inimigo com que lida o Estado hebreu.

Se a tentativa de entrar clandestinamente no território de Israel pelos aeroportos é uma tolice, tentar invadi-lo pelas fronteiras é um verdadeiro suicídio. E é exatamente este o desejo dos sharids palestinos.

ANDS | SANA | ALCORÃO

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