RAZIEL SHEVACH

A não utilização de eufemismos é a nova face da política norte-americana para o Oriente Médio. Terrorista é terrorista, vítima é vítima e paz é paz. Se o primeiro mata o segundo, e as supostas autoridades não fazem nada, a paz, como resultado final, torna-se completamente impossível.

A MORTE DE UM MÉDICO JUDEU NUM ATENTADO TERRORISTA CHOCA ISRAEL

Raziel Shevach era um médico dedicado a realizar circuncisões e que também trabalhava como voluntário no Magen David Adom, uma organização israelense semelhante à Cruz Vermelha. Shevach era também professor em uma yeshivah, a escola religiosa judaica, e membro ativo na comunidade onde morava. Foi assassinado por terroristas palestinos nesta terça-feira, 9, e enterrado hoje. Tinha 35 anos e além da esposa deixa órfãs seis crianças. O filho mais velho tem 11 anos e o mais novo 8 meses.

“Fui baleado, chame uma ambulância.” Estas foram as últimas palavras que Yael Shevach ouviu do seu esposo. Alvo de uma emboscada palestina, Raziel morreu pouco depois no hospital de Kfar Saba. O grupo terrorista Hamas chamou os assassinos de heróis e a Autoridade Palestina se calou. Como é de praxe, em poucos dias recompensará financeiramente os autores do atentado.

Este é, infelizmente, mais um relato corriqueiro para muitas famílias israelenses. Mas, o episódio da noite desta noite teve um desdobramento diplomático diferente, pois o embaixador dos Estados Unidos em Israel reagiu em conformidade com a nova política americana para a região.


O embaixador David Friedman

EMBAIXADOR DE ISRAEL REAGE DE FORMA ENÉRGICA

Na manhã de hoje, David Friedman, embaixador dos EUA em Israel, foi direto e duro no seu comunicado: “Um pai israelense, de seis filhos, foi morto a sangue frio na noite passada por terroristas palestinos. O Hamas elogia os assassinos e as leis da Autoridade Palestina proporcionam-lhes recompensas financeiras. Não procurem por paz, pois ela não existe mais”, disse o embaixador, que fechou a nota dizendo: “Estamos orando pela enlutada família Shevach”.

Trata-se de uma acusação diplomática sem precedentes contra os árabes israelenses e suas autoridades. No comunicado, o embaixador norte-americano os acusa, diretamente, de serem os responsáveis pela falta de paz com Israel.

A não utilização de eufemismos é a nova face da política norte-americana para o Oriente Médio e vem sendo aplicada de forma cautelosa pelo Presidente Donald Trump. Terrorista é terrorista, vítima é vítima e paz é paz. Se o primeiro mata o segundo, e as “autoridades” não fazem nada, a paz, como resultado final, torna-se completamente impossível.


Primeiro à esquerda, Raziel Shevach com equipe de paramédicos do Magen David Adom: Voluntário.

O TERROR EM ISRAEL CONTINUA O MESMO, A REAÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS NÃO.

Antes mesmo de ser indicado embaixador, David Friedman já era conhecido como defensor das construções judaicas na Judeia e Samaria, pois foi presidente de uma instituição chamada Amigos Americanos de Bet El, uma organização que apoia israelenses residentes próximos à cidade de Ramallah.

Na semana passada, Friedman fez uma visita de condolências ao Deputado Yehudah Glick, do partido israelense Likud, depois da morte da sua esposa. Embora a causa da morte tenha sido natural, a casa do deputado fica numa cidade localizada na Judeia, numa região que os diplomatas estrangeiros dificilmente vão, para não legitimar o território como sendo israelense.

Há duas semanas saiu uma notícia dando conta que Friedman pediu ao Departamento de Estado dos Estados Unidos que deixem de usar nos documentos a expressão “ocupação” quando se referirem à presença das forças de segurança de Israel na Judeia e Samaria. Pediu ainda que deixem de chamar estas regiões de “territórios ocupados”. Esta, por sinal, tem sido a postura do nosso site há quase 10 anos.

Tão logo David Friedman divulgou sua nota sobre a morte do médico Raziel Shevach, Ahmad Tibi, deputado árabe no parlamento israelense, criticou o embaixador, classificando a política americana de “hipócrita”.

Segundo Tibi, Friedman foi rápido em criticar o ato terrorista desta terça-feira, mas “não condenou os incidentes em que manifestantes palestinos foram assassinados pelas forças israelenses”.

Tibi afirmou ainda que “por causa dessa hipocrisia e do duplo padrão, e por causa das posições da administração Trump, o conflito está acontecendo e o sangue está sendo derramado”.

Depois, concluiu dizendo: “Se esta é a postura dos representantes da administração [norte-americana], não perguntem por que não há paz.”


Ahmad Tibi, deputado árabe do parlamento israelense.

DEPUTADO ÁRABE TENTA TRANSFERIR SUA PRÓPRIA HIPOCRISIA

Hipócrita é o Sr. Ahmad Tibi. Primeiro, porque ele é um deputado árabe, eleito para o Parlamento Israelense através de um partido político árabe, em eleições democráticas realizadas na Terra de Israel. Isso não tem correlação com nenhum país árabe do mundo!

O Sr. Ahmad Tibi faz parte de uma coligação chamada “Lista Conjunta”, que é uma união de QUATRO PARTIDOS ÁRABES com assento no Parlamento Israelense, o Knesset. O “Lista Conjunta” é formado pelos partidos al-Qā’ima al-‘Arabiyya al-Muwaḥḥada, al-Jabhah ad-Dimuqrāṭiyyah lis-Salām wa’l-Musāwah, At-Tajamu’ al-Waṭanī ad-Dīmuqrāṭī e Tnu’a Aravit LeHithadshut. Todos árabes, todos islâmicos, todos antissionistas. No coração de Israel. No centro da política democrática do Estado Hebreu.

A segunda coisa é que o Sr. Ahmad Tibi afirmou que “por causa das posições da administração Trump, o conflito está acontecendo e o sangue está sendo derramado.” Hipocrisia pura.


Yael Shevach e filhos fazem parte agora de uma macabra estatística

COM OS DEMOCRATAS A PAZ ERA MAIS POSSÍVEL DO QUE COM DONALD TRUMP?

Nos 8 anos de administração do democrata Barack Obama, o governo dos Estados Unidos pouco ou nada fez em relação aos 125 civis israelenses mortos em brutais atentados terroristas. Durante os 8 anos de administração do também democrata Bill Clinton, a coisa foi muito pior, pois sem o muro de proteção que hoje existe, foram mortos 510 civis em atentados terroristas. Se levarmos em consideração que o primeiro ano de George W. Bush na Casa Branca ainda decorreu sob influência das políticas de Clinton, o número de mortes sobre para 967!

Ou seja, em quatro coniventes legislaturas republicanas o número de judeus mortos em atentados terroristas em Israel foi de 1.092 e agora vem o Sr. Ahmad Tibi dizer que “por causa das posições da administração Trump, o conflito está acontecendo e o sangue está sendo derramado”?! Ora, Sr. Tibi, tenha é vergonha nessa cara.

A política dos Estados Unidos para a Europa, Oriente Medio e o mundo está mudando. Se esta mudança será para melhor ou para pior só o tempo dirá, mas pelo menos Donald Trump e sua administração estão a confrontar a fonte primária do terrorismo mundial. E isso é novo no imenso xadrez que é a geopolítica mundial.

ANDS | TIMES OF ISRAEL

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