MECA, MEDINA E LISBOA

POUCO A POUCO PORTUGAL VAI-SE RENDENDO AO PODER ISLÂMICO

Afinal de contas quem é Aga Khan IV, o líder religioso islâmico que é considerado descendente direto do profeta Maomé, é líder espiritual de 15 milhões de muçulmanos e está implantando a sede do seu reino em Portugal?!

“Os olhos do mundo islâmico estão em Portugal”, diz um líderes espirituais do novo reino, sobre a acolhida que a seita recebeu em terras lusitanas. “O país passou uma mensagem de pluralismo cultural e de abertura social única. O impacto vai ser enorme. A começar pelo investimento, que nos últimos dezessete e dezoito meses já andou na ordem dos milhões de euros só no ramo imobiliário e que pode chegar a valores astronômicos.”

A declaração está numa reportagem especial do semanário Expresso na edição deste sábado, 16. Embora extensa, a matéria deixa de lado algumas particularidades intrigantes da vida e dos negócios deste poderoso líder político-empresarial-religioso que ora desembarca em Lisboa.

Aga Khan é um líder espiritual, mas é também um empresário bilionário, um filantropo mundialmente conhecido e agora um diplomata que vem recebendo toda a atenção – e mais um pouco – do Governo Português.

O braço religioso do grupo de Aga Khan, chamado Imamat, e o corpo diplomático do seu reino estão isentos de impostos em Portugal. A remuneração do imã e dos altos funcionários do Imamat também. Os rendimentos com origem no estrangeiro também. O Imamat e Aga Khan poderão comprar e vender imóveis, carros, barcos e aviões também sem pagar impostos.

Os benefícios dados a Aga Khan e ao seu reino vão além daqueles previstos na Lei da Liberdade Religiosa, pois seus representantes e funcionários terão imunidade judicial e outras facilidades necessárias ao desempenho das suas funções, tais como tratamento cerimonial, residências com direito a inviolabilidade e proteção.

UM DEUS NA TERRA

Alexandra Carita | Expresso

Aga Khan IV descende do profeta Maomé e é o líder espiritual de 15 milhões de fiéis muçulmanos, 10 mil dos quais vivem em Portugal. É um dos homens mais ricos e mais influentes do mundo, o qual tem tentado transformar à sua maneira e à do Islã. Está prestes a estabelecer residência em Lisboa. Será o novo sr. Gulbenkian

É o príncipe Karim Aga Khan IV. Mas chamam-lhe Sua Alteza. O título foi-lhe atribuído por Elizabeth II, a rainha de Inglaterra, logo depois de Karim, aos 20 anos, assumir o cargo de imã, o 49º imã dos 15 milhões de muçulmanos xiitas ismaelitas. Há cerca de um mês, a 11 de julho, iniciou as celebrações do seu jubileu de diamante e prepara-se para deixar a região de Paris e estabelecer residência em Lisboa.

É um dos homens mais ricos do mundo, dizem as revistas estrangeiras da especialidade, que há pouco tempo situavam a sua fortuna nos quase 14 bilhões de dólares. Mas é ao mesmo tempo líder espiritual de uma comunidade que doa ao Imamato, que ele próprio gere, cerca de 10 a 12% do que ganha. São milhões e milhões que a Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (Aga Khan Development Network — AKDN), uma espécie de Nações Unidas privadas, como já foi descrita, põe ao serviço dos fiéis e da sociedade onde se inserem, em mais de 25 países situados maioritariamente na Ásia Central, na África Subsariana, no Médio Oriente, na Europa e na América do Norte.

Com funções múltiplas e muito além da orientação religiosa e da interpretação do Alcorão, Karim Aga Khan tem a seu cargo a educação cívica da comunidade, que o adula. Significa isso cuidar do seu bem-estar e guiá-los no sentido de criarem os seus próprios meios de subsistência e as suas carreiras com base nessas orientações. “Os meus deveres são bem mais latos do que os do Papa. Ele só tem de se preocupar com o bem-estar espiritual do seu rebanho”, disse um dia. O príncipe Aga Khan encaminha os seus fiéis em termos de educação e saúde, bem como de finança e economia, valores éticos e sociais. Um rol de áreas que a constituição que criou em 1986, ratificada em 1998, descreve com clareza e faz seguir em todo o mundo e em todas as comunidades através de conselhos nacionais. Portugal não é exceção. No país vivem quase 10 mil ismaelitas, sobretudo na zona da Grande Lisboa, e Aga Khan não tem deixado de investir em terras lusas com protocolos assinados em várias áreas, da ciência à cultura, passando pela educação e pela sustentabilidade.

“A assinatura do acordo histórico entre o Imamat Ismaili e a República Portuguesa para estabelecer em Portugal a sua sede é um marco histórico nos nossos 1400 anos de história. Partilhamos com Portugal os valores da tolerância na diversidade de comunidades e culturas e temos um imenso respeito pelo compromisso do país em partilhar conhecimento para a melhoria das comunidades em todo o mundo”, diz Karim Aga Khan ao [semanário] Expresso.

Essa é a razão por que foi aqui, no Palacete Henrique Mendonça (antiga Reitoria da Universidade Nova de Lisboa), que o príncipe decidiu criar a primeira sede física para o Imamato, que sempre funcionou através de um secretariado que acompanha o imã na sua residência mais perene, ultimamente Aiglemont, a 40 quilômetros de Paris. Um castelo luxuoso, como as outras moradias de Sua Alteza — nomeadamente na Sardenha e em Genebra —, que nos seus 40 hectares de terreno vê crescer os puros-sangue mais caros das corridas de cavalos mais prestigiantes do mundo. É a criação destes animais de pedigree, aliás, um negócio nas mãos da família há mais de um século, que oferece a Karim grande parte da sua fortuna pessoal (mas o dinheiro chega-lhe também do ramo imobiliário, que domina em todo o mundo).

São famosos os jockeys do domínio de Chantilly trajados a rigor com as camisas de seda verde e vermelha, as cores do Imamato. Como são famosas as aparições do príncipe no Prix Diane, a corrida anual que marca em França, no mês de junho, o troféu mais desejado da modalidade. Esse ponto alto europeu das corridas de cavalos acontece num domingo, e esse é um dia sagrado para ver Aga Khan, tão raras que são as suas apresentações públicas mundanas. Sexta-feira passada, dia 1 de setembro, abriu uma exceção e apareceu em público em Almancil, no Algarve, para festejar com o amigo Francisco Pinto Balsemão o seu 80º aniversário [Pinto Balsemão é dono da SIC, a emissora de TV que é parceira da Rede Globo de Televisão em Portugal].

O príncipe sempre foi alvo do interesse desmedido da imprensa cor de rosa e muito sobre ele se escreveu, tanto sobre a sua predileção por barcos e iates como sobre as suas pretendentes, mulheres e divórcios milionários.

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“Foi sempre tradição na nossa família que cada imã escolha o seu sucessor na mais absoluta discrição entre qualquer um dos seus descendentes, sejam eles filhos ou não. De acordo com as grandes alterações do mundo, o que provocou muitas mudanças fundamentais, incluindo a descoberta da ciência atómica, estou convencido de que é do maior interesse para a comunidade ismaelita que eu seja sucedido por um jovem que foi criado e educado nos últimos anos e no centro da nova era e que trará uma nova visão da vida ao seu trabalho.” Assim justificou Aga Kahn III a escolha de Karim [para sucede-lo].

“As minhas responsabilidades religiosas começam a partir de hoje”, declarou Karim a seguir à leitura do testamento, que chegou à Suíça numa caixa fechada enviada pelo Lloyds Bank de Londres. Contudo, nos primeiros sete anos do seu Imamato, ouviu e seguiu os conselhos da esposa do avô, como deixara também escrito Aga Khan III. “Durante a noite, a minha vida mudou completamente. Acordei com responsabilidades sérias para com milhões de seres humanos”, explicou numa entrevista dada em agosto de 1964. E, já em 2013, reconhecia que talvez não estivesse tão confiante assim. Na verdade, o avô “governara” durante 72 anos, ele tinha 20!

Não esqueceu, porém, que Aga Khan III iniciara as suas funções com sete anos apenas, numa Índia completamente britânica, antes de se mudar para a Europa, já depois de ter recebido da Rainha Vitória o mesmo título de Sua Alteza, corria o ano de 1886. Este cidadão britânico, tal como agora o neto, pelejou por melhores condições de vida para a sua comunidade e para os que lhe estavam próximos e não deixou de construir uma enorme rede de hospitais, escolas, bancos, mesquitas. No entanto, foi quando, já no início do século XX, chegou ao Velho Continente que tomou consciência de toda uma outra filosofia de vida, a de um mundo moderno que quis também doar aos seus fiéis. Com uma personalidade fora do comum e uma capacidade intelectual forte, passou a mensagem à sua comunidade. Entre os ismaelitas portugueses, há quem ainda se lembre bem de quando Aga Khan III disse aos seus que deveriam aprender inglês, “era a Europa um continente francófono”, ou quando chamou pela primeira vez a atenção para a igualdade de género. “Se tiverem dois filhos, um homem e uma mulher, e se só puderem dar educação a um deles, privilegiem as mulheres”, relembra Nazim Ahmad, representante diplomático do Imamat Ismaili em Portugal. A ideia era não só fazê-las evoluir geracionalmente de forma rápida como preservar a educação — a mulher como educadora e mãe é a sua principal transmissora. Adorado como ninguém, Aga Khan III viu o seu peso ser-lhe doado em ouro no seu Jubileu de Ouro, em 1936, na cidade de Bombaim, e depois em diamantes e platina, nos jubileus correspondentes.

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Aga Khan IV trabalha diariamente a uma esfera global. O seu lema é o do pluralismo de culturas, credos e ideologias, e acredita que, aplicando estas noções básicas de ética, a sociedade pode evoluir, ajudando-se mutuamente. Acredita na solidariedade e na cultura do voluntariado. É nessa perspetiva que cria a AKDN, a operar em 30 países diferentes e empregando mais de 80 mil pessoas. Cinco centrais elétricas, companhias aéreas, empresas farmacêuticas, bancos, seguradoras, cadeias de hotéis de luxo, empresas de comunicação perfazem uma centena de empresas detidas pela Rede, que utiliza os seus lucros — cerca de 3,5 bilhões de euros anuais — em benefícios das populações nos domínios do desenvolvimento social e económico e também cultural. Em pratos limpos, isto significa a criação e manutenção de fundos de crédito, de escolas e hospitais e ainda muitos postos de trabalho e micro/macroeconomias em países tão díspares como o Paquistão e o Afeganistão, onde ofereceram escolaridade às mulheres, por exemplo, até à Tanzânia, ao Mali, ao Burkina Faso, ao Uganda ou à Síria, à Índia, à Malásia e a Moçambique.

Um Islã muito especial. Aga Khan IV, o imã hereditário dos muçulmanos xiitas ismaelitas, é descendente direto do profeta Maomé, o último profeta enviado por Deus à Humanidade e aquele que revelou o Sagrado Alcorão (sic). Acreditam os xiitas ismaelitas que, depois da morte de Maomé, Ali, o seu primo e genro, se tornou o primeiro imã, o primeiro guia espiritual da comunidade muçulmana, e que essa orientação hereditária continua através dos tempos. Ao longo de 14 séculos de história, têm assim seguido os imãs hereditários descendentes de Ali e de Fátima, filha do profeta Maomé.

Nessa qualidade, Karim percorre o mundo praticamente de leste a oeste. Encontra-se com altos dignitários, chefes de Estado, líderes religiosos, políticos, embaixadores, homens de negócios, mas também gente humilde, carenciada, professores, médicos, populações inteiras… Nas reuniões constantes, dizem, é sempre um diplomata. Um diplomata no discurso mas um soberano nas decisões, conseguindo levar a sua avante em praticamente todas as circunstâncias, afiançam os que com ele têm trabalhado. Aga Khan participa ativamente em todas as iniciativas da AKDN, e não há embaixador seu que não seja por si nomeado, desde os seus mais próximos colaboradores aos “ministros” tutelares de cada comunidade, nomeados por três anos para levar a cabo as suas orientações em cada nação. Escolhe os terrenos para a construção das escolas, dos centros ismaelitas (seis em todo o mundo, sendo o de Lisboa o terceiro a ser criado), dos hospitais, das creches, dos museus, de tudo… Designa os arquitetos, acompanha a obra, de sapatos sempre — as galochas não lhe assentam bem, acredita, conta um colaborador seu. E talvez seja por isso que as solas dos sapatos se gastam literalmente até que lhe chamem a atenção para trocar de calçado, como relata a sua irmã. Ou talvez seja pela falta de tempo.

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A Nova Mesquita de Lisboa já é alvo de curiosidade nos sites islâmicos

OS MILHÕES DE AGA KHAN EM PORTUGAL

“Os olhos do mundo islâmico estão em Portugal. O país passou uma mensagem de pluralismo cultural e de abertura social única. O impacto vai ser enorme. A começar pelo investimento, que nos últimos 17/18 meses já andou na ordem dos milhões de euros só no ramo imobiliário e que pode chegar a valores astronómicos.” É assim que os representantes da comunidade ismaelita portuguesa reagem ao estabelecimento da sede do Imamato em Lisboa. Nazim Ahmad, embaixador do Imamato, Rahim Kassam, diretor executivo, Rahim Firozali, presidente do Conselho Nacional, e Karim Merali, administrador da Fundação Aga Khan Portugal, acreditam que o sinal dado pela República Portuguesa vai ao encontro da “ética cosmopolita” defendida pelo seu imã, Sua Alteza, o príncipe Karim Aga Khan IV. E não têm dúvidas de que o país vai estar no centro do mundo, depois de mais de quatro décadas no coração do seu líder. O anúncio foi feito em junho de 2015, logo depois de assinado um acordo com a República Portuguesa para a instalação da sede do Imamat Ismaili, e desde aí as expectativas são muitas, mas a emoção é ainda maior. Os ismaelitas portugueses olham para o acontecimento com júbilo e quase agradecem por viverem em solo nacional.

Foi o 25 de Abril que trouxe para Portugal a esmagadora maioria desses ismaelitas, hoje entre 8 a 10 mil no total da população portuguesa. E com eles recaiu sobre o país a atenção de Sua Alteza, o príncipe Aga Khan, que em 1983 fazia abrir em Lisboa uma agência da Fundação Aga Khan. Situada na Lapa, dedicou-se desde logo ao desenvolvimento social e à inclusão económica da população mais vulnerável e mais carenciada. A sua ação ao longo dos anos, contudo, especializou-se no apoio à educação e no desenvolvimento da infância, bem como no suporte do bem-estar da classe sénior. Mas desde 2004 o Programa Comunitário Urbano K’Cidade tem implementado, na Grande Lisboa, processos de trabalho que garantem a sustentabilidade das comunidades a longo prazo. Em 1996, a ligação da Fundação Aga Khan a Portugal estreitou laços com a constituição da mesma como uma fundação portuguesa por decreto-lei. Na mesma data, a construção do Centro Ismaili, nas Laranjeiras, também em Lisboa, trouxe por várias vezes Sua Alteza ao país. Foi Aga Khan IV quem escolheu o terreno onde este haveria de crescer e quem ditou a sua arquitetura. Como é ele quem nomeia os ministros que ali se reúnem em Conselho Nacional e que gerem e determinam as atividades e prioridades da comunidade ismaelita portuguesa. De resto, as atividades no país operam no âmbito dos acordos estabelecidos entre o Imamat e Portugal, em particular o Protocolo de Cooperação com o Governo de Portugal, assinado em 2005, o Memorando de Entendimento com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, de 2008, o Acordo Internacional com a República Portuguesa, de 2009, e o Acordo com a República Portuguesa para o Estabelecimento da Sede do Imamat Ismaili em Portugal, em 2015.

(…)

“O acordo para o estabelecimento da sede do Imamat Ismaili em Portugal não embaraça o Governo português e não embaraça o imã. É como se diz na gíria um win win, ou seja, é extraordinariamente bom para o Estado e muito bom para o Imamat”, diz Nazim Ahmad, que acompanhou as negociações desde o início. “O entendimento foi muito franco e aberto, tudo decorreu com transparência, frontalidade e amizade”, avança ainda. “A consciência social e ética de Sua Alteza contribuiu para que assim fosse. Se não fosse um bom acordo para Portugal, o acordo não se faria. Aga Khan tem sempre em conta o que o país com quem negoceia vai beneficiar”, conclui Nazim. E se Portugal só tem a ganhar com a cooperação com o Imamat Ismaili, quer no que respeita a investimentos financeiros e criação de emprego quer no que se relaciona com a sua posição geoestratégica no quadro da política mundial, também Aga Khan tem muito a beneficiar com este acordo irrevogável nos próximos 25 anos, nomeadamente ao nível da isenção de impostos. Por exemplo, os rendimentos dos donativos oferecidos ao Imamat não pagam impostos, a remuneração do imã e dos altos funcionários do Imamat idem, os rendimentos com origem no estrangeiro também não. O Imamat e Aga Khan podem comprar e vender imóveis sem pagar [os impostos portugueses] IMI, IMT ou selo, desde que ligados às funções diplomáticas, como de resto acontece com a Igreja Católica; mas também podem transacionar carros, barcos e aviões sem pagar impostos sobre a compra, propriedade, registo, utilização ou venda. Com benefícios maiores do que os previstos na Lei da Liberdade Religiosa ao nível dos atributos aos Estados estrangeiros e aos seus corpos diplomáticos, que terão imunidade judicial (Imamat, imã, altos funcionários) e outras facilidades necessárias ao desempenho das suas funções, tais como tratamento cerimonial, residências com direito a inviolabilidade e proteção. Ainda em troca, o Imamat compromete-se a apoiar ativamente os esforços do Estado para melhorar a qualidade de vida de todos aqueles que vivem em Portugal.

CONQUISTAR MENTES E CORAÇÕES – PARTE 1: AS MENTES

O Reino de Aga Khan mantém uma fundação que leva o seu nome. Entre diversos trabalhos realizados, a Fundação Aga Khan (AKF) desenvolve pesquisas e intervenções em áreas relacionadas com educação e desenvolvimento da infância.

No ano passado, quando o governo português regulamentou a profissão de ama (babysitter ou babá), o Instituto de Segurança Social do Estado entregou à AKF e incumbência de desenvolver uma formação voltada para a capacitação das profissionais portuguesas. Ou seja, as famílias portuguesas que precisarem recorrer a uma ama, terão que buscar uma profissional que passou por formação numa fundação islâmica.

O centro público que é referência para o projeto fica em Olivais e é gerido pela fundação há sete anos. Lá, a AKF tem um programa de ensino, mas também faz supervisão e acompanhamento das amas que acolhem crianças em suas casa.

Numa recente entrevista, a diretora do projeto explicou porque eles resolveram trabalhar com as crianças desde a mais tenra idade. “A intervenção na infância é uma prioridade das várias Agências da Aga Khan em todos os países do mundo onde trabalhamos”, afirmou Anne Harrop, Diretora Programática da Fundação Aga Khan. “Este é um tempo muito crítico para o desenvolvimento da criança, pois o que ela experiencia nos seus primeiros anos estabelece as bases para que consiga atingir o seu potencial mais tarde”, explicou. “O propósito do nosso trabalho global na primeira infância e na educação é assegurar que os alunos obtenham o conhecimento, as competências, as atitudes e os valores que os ajudem a interagir efectivamente com o mundo e a serem membros activos da sociedade”, concluiu a diretora.

Que “conhecimento, competências, atitudes e valores” podem ser incentivados por uma organização que pertence a um grupo religioso muçulmano?! A resposta a esta pergunta é algo que a sociedade portuguesa tem um longo tempo pela frente para ver respondida.

CONQUISTAR MENTES E CORAÇÕES – PARTE 2: OS CORAÇÕES

Em 2015, quando a Fly Emirates simulou dominar o Estádio da Luz no momento em que apresentou o seu patrocínio à equipe do S.L.Benfica, os torcedores exultaram com a criativa performance das aeromoças daquela companhia árabe. O que faltou àqueles torcedores – e a tantos outros portugueses – foi atentar para o fato de que a encenação estava incluída num conjunto maior de ações islâmicas, ações estas que pouco à pouco vão tomando conta do sul do país.

Além de ver dominada algumas áreas políticas, diplomáticas, econômicas desportivas, os portugueses assistem agora o nascimento de um complexo religioso no centro da sua capital.

Mas, o sonho maior dos muçulmanos continua distante: A reconquista do califado de Al-Andaluz, uma vasta extensão de terras que incluiu desde o sul da Espanha até mais da metade de Portugal. E esta é uma terra que o Estado Islâmico reclama como sendo sua.

ANDS | EXPRESSO | PÚBLICO | MSN PT

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