Publicado por: noticiasdesiao | 12 de fevereiro de 2017

DE VOLTA AO PASSADO

UMA PERGUNTA CADA VEZ MAIS INCÔMODA: OS JUDEUS EUROPEUS ESTÃO OU NÃO EM RISCO?

Os judeus europeus uma vez mais estão em sobressalto. Esta tem sido uma história cíclica que volta e meia faz pairar uma nuvem negra sobre as kippot que circulam pelas ruas do Velho Continente. Um exemplo disto são os burburinhos que começam a surgir dentro da comunidade judaica francesa: Caso a deputada conservadora Marine Le Pen vença as eleições presidenciais do próximo dia 23 de abril, os judeus residentes na França serão ou não perseguidos?

Léa Salamé e Marine Le Pen
Léa Salamé entrevista Marine Le Pen no programa Questão Política

Na última quinta-feira, 9, durante o programa L’Emission Politique (Questão Política) da TV estatal francesa France 2, a apresentadora Léa Salamé perguntou a Marine Le Pen, candidata a presidência, se num potencial governo do seu partido “ela pediria aos judeus franceses para renunciar à sua dupla nacionalidade francesa?”

Se levarmos em consideração o cenário do programa, tendo ao fundo uma enorme imagem de um passaporte israelense, e o modo como a pergunta foi formulada, tem-se a impressão de que TODOS os judeus residentes na França têm dupla nacionalidade. Não é bem assim.

A pergunta de Léa Salamé chocou os judeus franceses, pois trata-se de uma repetição dos mesmos argumentos que foram um dia usados na Europa Nazista, quando insinuações antissemitas surgiram depois de um acordo internacional denominado Dupla Aliança.

A Dupla Aliança, também conhecida como Aliança Dua ou Aliança Germano-Austríaca, foi um pacto firmado entre a Alemanha e a Áustria-Hungria em 7 de outubro de 1879. De acordo com a Dupla Aliança, a Alemanha e a Áustria-Hungria se comprometiam a ajudar-se mutuamente caso fossem atacadas pela Rússia.

Embora oficialmente a Dupla Aliança referia-se à Alemanha, Áustria-Hungria e Rússia, na sua redação havia também o compromisso de neutralidade, caso um dos países fosse atacado por “outra potência europeia”. Por esta “outra potência” subentendia-se França. Em 1893 foi assinada a Aliança Franco-Russa e o subentendido ficou por entendido.

Como acontece em todos os momentos de crise, os judeus são logo apontados como culpados. Não importa do que, mas são eles os culpados. E foi neste contexto que começaram as pressões sobre os judeus de dupla-nacionalidade, muito embora àquela época o Estado de Israel não existisse, muito menos passaportes israelenses.

Não sei ao certo quantos judeus franceses têm dupla nacionalidade, mas a comunidade franco-judaica exige de Léa Salamé uma retratação.

Talvez a pergunta de Salamé tenha sido motivada por inquietações que incomodam a própria apresentadora. Diante de uma possível eleição de Marine Le Pen, e caso ela decida colocar em prática uma política de restrição a duplas cidadanias, a própria Léa Salamé poderá estar numa situação difícil, afinal de contas seu nome original é Hala Salameh.

Pois é, a entrevistadora Léa Salamé, ou melhor, Hala Salameh, nasceu no Líbano, tem dupla nacionalidade – francesa e libanesa – e nenhuma preocupação, afinal de contas parece que nada atinge aos árabes que vivem na Europa, tenham ou não eles cidadania local.

Quanto aos judeus, eles que se cuidem. E se forem religiosos, que coloquem as barbas de molho.

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Responses

  1. agora mais que nunca os judeus estao em risco
    pois esta islanimizosando toda europa e os partidos de direita estao ganhando terreno e vao procurar novo inimigo

  2. Cada dia mais vemos o palco sendo montado.
    Maranata!!


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