Publicado por: noticiasdesiao | 26 de novembro de 2015

CÂMARA DE LISBOA PAGARÁ CONSTRUÇÃO DE MESQUITA 1

NÃO, NÃO DEVEMOS FINANCIAR A NOVA MESQUITA EM LISBOA

Sheikh Zayed Mosque
A Mesquita de Sheikh Zayed foi financiada pelos próprios muçulmanos

Henrique Raposo | Expresso

A Câmara de Lisboa já deu dinheiro ao movimento protestante da grande Lisboa? Já distribuiu milhões para a construção de templos cristãos das diferentes ramificações do protestantismo que, no seu conjunto, têm com certeza mais crentes do que a comunidade muçulmana? Que eu saiba não.

Os evangélicos portugueses vivem a sua fé em garagens, caves [porões] ou armazéns em zonas recônditas e sem o apoio de ninguém. Mas agora a Câmara de Lisboa vai gastar três milhões de euros [R$ 11.918.000,00] na construção de uma nova mesquita na Mouraria. Não mereciam os protestantes um acolhimento da política “multicultural” do edil da capital?

Vamos supor que os meus amigos baptistas chegavam junto da Câmara para pedir meio milhão destinado à requalificação das garagens onde realizam os seus cultos, invocando para o efeito que uma garagem não é um local adequado para a prática religiosa. Qual seria a reacção da Câmara de Lisboa? Não é difícil de imaginar.

Claro que este cenário lisboeta não é tão grave como aquele que se vive em diversos países europeus que estão a ser invadidos por mesquitas financiadas pela Arábia Saudita. Essas, sim, são quintas colunas exportadas pelos petrodólares.

Desde os anos 70 que a Arábia Saudita exporta a sua visão radical do Islão (wahabismo). Outrora minoritária, esta visão tornou-se na versão mais audível do Islão, muito por culpa destas mesquitas catapultadas pela Arábia para todo o mundo, Europa incluída. Em breve, chegaremos à conclusão de que estas mesquitas não podem entrar na Europa.

As mesquitas europeias devem ser entidades orgânicas, devem nascer nas comunidades, com imãs locais, com dinheiro local, devem ser uma emanação do bairro/cidade, devem representar o islão europeu, o islão sueco, espanhol, francês ou alemão e não o islão de Riade [sic].

A comunidade muçulmana de Lisboa é livre e vive num país livre e, por isso, ninguém pode objectar à construção de uma mesquita, mas essa construção tem de partir da iniciativa e do dinheiro dos muçulmanos portugueses ou a viver em Portugal; essa mesquita tem que ser um projecto orgânico que nasce de baixo para cima, e não um favor do estado “multiculturalista”.

Os meus amigos protestantes constroem os seus templos em locais que não têm a dignidade imperial da grande mesquita de Lisboa. Às vezes, passamos pela rua e nem sequer percebemos que está ali uma igreja naquela loja ou subcave. Porque é que existe esta diferença de tratamento? Porque é que os muçulmanos têm de ter um templo aparatoso do ponto de vista arquitectónico numa cidade que despreza protestantes e que tem vergonha das igrejas católicas desde o pombalismo?

Leia o segundo artigo:

noticiasdesiao.wordpress.com/2015/11/26/camara-de-lisboa-pagara-construcao-de-mesquita-2/

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Responses

  1. Lamento que não tenha igualmente posto acento tónico no Bairro escolhido, a Mouraria e inevitável perigosidade da simbologia histórica que encerra. No mais, a noticia merece nota 10

  2. É a filosofia política de Antônio Gramsci colocado em gênero, número e grau pelos socialistas, que há décadas infestam a Europa e com mais atraso na AL.


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