Publicado por: noticiasdesiao | 23 de novembro de 2015

LIDERANÇAS DIZEM SIM LIDERADOS DIZEM NÃO

PESQUISA APONTA QUE A COMUNIDADE ÁRABE ISRAELENSE NÃO APOIA O ESTADO ISLÂMICO, MAS O MESMO NÃO ACONTECE COM SEUS LÍDERES.

Sheikh Raed Salah
Sheikh Raed Salah e seguidores fazem o gesto que representa o Estado Islâmico

O Sheikh Raed Salah, um líder islâmico, deixa a sala de um tribunal. Está cercado de seguidores que, qual fãs de alguns esporte, festejam seu ídolo. Num sinal de vitória, Raed Salah ergue o indicador da mão direita apontando-o para o céu.

O gesto é aparentemente comum, centenas atletas repetem-no a cada vitória ou novo feito. Atribuem a Deus o dom recebido e a capacidade de atingir as metas propostas. Estaria Raed Salah fazendo o mesmo? Atribuindo ao seu deus o fato de ter vencido o tribunal?

Não, Raed Salah não está agradecendo a Allah, Raed Salah está repetindo o gesto que representa o famigerado Estado Islâmico, Raed Salah está fazendo apologia ao terrorismo.

Em êxtase, a massa de adeptos repete o gesto do ídolo que, não nos esqueçamos, é um líder islâmico. A imagem foi captada por um foto-jornalista da Reuters chamado Ammar Awad.

O líder é islâmico, a massa é islâmica, o fotógrafo é islâmico, o gesto terrorista é islâmico, mas sabem aonde a cena aconteceu? No centro de Jerusalém! Salah e sua troupe foram clicados por Ammar no último dia 27 de Outubro ao deixarem o Tribunal Distrital de Jerusalém.

Isso é Israel, esta é a Justiça de Israel, esta é a Democracia em Israel.

Ao mesmo tempo em que saiu livre, Raed Salah não se intimidou e festejou fazendo publicidade do terrorismo. O populacho que o seguia fez o mesmo. Mas será que é isso que pensa os demais árabes que vivem em Israel?

É o que veremos num estudo que será apresentado nesta segunda-feira, 23, numa conferência em Givat Haviva. NOTÍCIAS DE SIÃO teve acesso a alguns dos dados e os antecipa aqui.

Segundo estudo realizado pelo Professor Sammy Smooha, um sociólogo ligado à Universidade de Haifa, cerca de 57% dos árabes israelenses dizem que o Movimento Islâmico verdadeiramente os representa, mas, paradoxalmente, eles não pensam da mesma forma que as suas lideranças.

Smooha, que vem acompanhando a opinião dos árabes-israelenses desde 1976, apresentará os resultados de 2015 num estudo intitulado “Still Playing by the Rules: The Index of Arab-Jewish Relations in Israel 2015” (“Jogando Pelas Regras: Explicando as relações Árabe-Israelense [em Israel] em 2015”). O estudo baseia-se numa pesquisa anual de opinião e foi realizado junto à população árabe adulta entre os últimos meses de Maio e Junho.

O resultado da pesquisa demonstra, de forma inconteste, que a imensa maioria da população não judaica residente em Israel não concorda com o que pensa e faz a liderança árabe. Trata-se de uma maioria oprimida, que aprova o projeto judaico para a Terra Santa, mas que, por temer seus líderes, cala-se.

A pesquisa mostrou que 82% dos entrevistados concordam que O Estado Islâmico é uma organização terrorista extremista e que eles, como árabes, sentem-se envergonhados por isso enquanto apenas 17% pensam o oposto. Em entrevista ao Jerusalém Post, Smooha salientou que estas estatísticas incluem os drusos e os cristãos árabes.

Quando a pesquisa focou apenas nos árabes muçulmanos, apenas 18% deles consideraram o Estado islâmico um movimento não terrorista, o que é algo surpreendente.

Outro dado que chama a atenção é que o percentual aumenta entre os mais escolarizados, justamente aqueles que estão mais próximos das lideranças. Neste grupo, 20% dos árabes com ensino superior dizem não acreditar que o Estado Islâmico seja uma organização terrorista.

O Sheikh Raed Salah, centro da imagem que vemos acima, é líder do Movimento Islâmico, um grupo radical muçulmano dividido em duas facções, a do Norte e a do Sul de Israel, e mesmo entre os simpatizantes deste movimento, como os que aparecem na foto de Ammar Awad, apenas 28% afirmam que o Estado Islâmico não é uma organização não terrorista.

O autor da pesquisa, Sammy Smooha, um judeu nascido no Iraque, é militante de causas pró-união da sociedade israelense e já foi galardoado com importantes prêmios pelos seus esforços pela paz entre árabes e judeus.

Com base na sua trajetória junto aos dois povos, Smooha afirma que 42% de todos os árabes de Israel se definem como simpatizantes, militantes ou membros de uma das duas facções do Movimento Islâmico, do Norte ou do Sul.

ISIS
Combatentes do Estado Islâmico têm o apoio da liderança árabe-israelense

De olho nessa influência, o Governo de Benjamin Netanyahu vem reduzindo o apoio financeiro às obras sociais desenvolvidas pela organização Movimento Islâmico, principalmente aquelas voltadas para as atividades de jardins de infância, escolas primárias, clubes esportivos e aulas de Alcorão.

Os argumentos dos conselheiros de Netanyahu é que as lideranças do movimento, tanto do Norte quanto do Sul, vêm usando as estruturas, que deveriam ser educacionais, para propagar uma mentalidade beligerante que não condiz com o pensamento da maioria dos membros da comunidade árabe-israelense.

E faz bem. Pelo que a pesquisa do Professor Sammy Smooha indica, a continuar o apoio e diante da doutrinação que há dentro das escolas e clubes árabes-israelenses, nos próximos anos a aversão ao Estado de Israel poderá crescer exponencialmente.

ANDS | JPOST

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