Publicado por: noticiasdesiao | 3 de setembro de 2015

O MUNDO À BEIRA DO COLAPSO

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PERSPECTIVAS PARA A ECONOMIA MUNDIAL E A SITUAÇÃO EM ISRAEL

Oito peritos financeiros avisam que o mundo está às portas de uma terrível crise financeira. Veja aqui os argumentos desses especialistas.

Será que vai ocorrer um colapso financeiro nos Estados Unidos antes do final de 2015? Um número cada vez maior de respeitáveis especialistas financeiros acredita que sim e avisa que estamos à beira de outra grande crise econômica. Claro que isso não significa que a crise irá mesmo acontecer, pois renomados especialistas já erraram noutras situações, mas sem sombra de dúvida os sinais de aviso têm surgido por todos os lados e tudo parece apontar realmente para outra crise mundial.

O texto abaixo é uma adaptação de uma reportagem publicada na revista eletrônica INSIDER-PRO e na altura em que o texto original foi escrito, no início de Agosto, as ações norte-americanas estavam a cair por quatro dias consecutivos, o Dow Jones havia caído mais de 750 pontos em relação ao pico do mercado em Maio de 2015, uma em cada cinco ações americanas estavam em quebra e a Bolsa de Valores da China ainda não havia sofrido as enormes perdas que viriam a ocorrer alguns dias depois.

Vejamos agora porque é que na visão de diversos analistas os próximos meses serão extremamente caóticos. As opiniões serão baseadas nos depoimentos de oito peritos financeiros que nos alertam para a iminência de uma enorme crise financeira mundial.

China stock market plummet
Investidores chineses observam os índices da Bolsa de Valores de Shanghai

1. CATÁSTROFE DE PROPORÇÕES HISTÓRICAS

“Choram e lamentam os mercadores da terra porque ninguém mais compra as suas mercadorias” – Apocalipse 18.11

Durante uma recente entrevista, o investidor Doug Casey afirmou que estamos a nos dirigir para uma catástrofe de proporções históricas: “Com estes estúpidos governos imprimindo bilhões de novas unidades de moedas eles estão criando as condições ideais para uma catástrofe de proporções históricas”. Em entrevista à revista Reason, Casey disse que o mundo está a beira de um abismo e que ele mesmo “não manteria nenhum capital significativo nos bancos, pois a maioria deles, em todo o mundo, estão falidos”. Doug Casey é diretor da Casey Research, uma empresa voltada para a análise de mercados.

2. VAI DOER MUITO

Bill Fleckenstein, o especialista que ficou famoso por prever a crise financeira em 2007, avisa que os mercados norte-americanos poderão estar a caminho de uma calamidade durante os próximos meses. Fleckenstein diz que pela primeira vez desde 2009 está prestes a abrir um fundo focado em vendas a descoberto e que durante os próximos meses o mercado poderá acabar numa calamidade: “O mercado é muito propenso às quebras”, disse Fleckenstein à cadeia de Tvs CNBC. “Eu acho que o mercado está muito frágil devido à alta frequência de transações, ETFs, e grande ímpeto dos investidores. E eu não acredito que a escapatória será indolor”.

3. A DESTRUIÇÃO DO SISTEMA ECONÔMICO

Richard Russell, um dos mais antigos jornalistas econômicos do mundo, acredita que o “bear market”, ou seja, a tendência de baixa do mercado, “vai destruir o sistema econômico atual”. “Do meu ponto de vista”, diz Russel, “este é o período mais estranho por que já passei desde os anos 40. O setor industrial está caindo mais depressa que os transportes. Se isto continuar assim, a determinada altura a indústria vai tocar nos transportes. Quando isso acontecer, acredito que o mercado em queda vai estar muito próximo, já que tanto a indústria como os transportes vão acelerar as suas descidas. Eu antevejo um breve período de preços mais elevados, o que vai atrair o público de retalho amador. Esta breve aberta vai ser seguida por um ‘bear market’ histórico que vai destruir o sistema econômico atual”.

4. MONTANHA-RUSSA

Editor da Real Wealth Report e especialista em ouro e metais preciosos, Larry Edelson está “100% confiante” de que a crise global será despoletada dentro dos próximos meses: “A 7 de outubro de 2015, o primeiro superciclo econômico desde 1929 vai despoletar uma crise financeira global de proporções épicas. Vai derrubar a Europa, Japão e Estados Unidos, lançando quase um bilhão de pessoas numa viagem de montanha-russa que durará pelo menos cinco anos. Uma viagem inédita para qualquer geração. Estou 100% confiante que esta crise vai nos atingir nos próximos meses”.

5. UM MERCADO SOBREAVALIADO QUE RUIRÁ

O economista e investidor John Hussman avisa que as atuais condições de mercado ocorreram apenas em alguns momentos chave da nossa história: “Esta não é altura de estarmos em piloto automático. Se olhar para os dados, irá perceber que as nossas preocupações atuais não são uma hipérbole ou exagero. Nunca testemunhamos as condições atuais do mercado a não ser numa mão cheia de situações em toda a história do mercado, elas acabaram habitualmente de forma muito má. Na minha perspetiva, este é um dos momentos mais importantes numa geração para examinar toda a sua exposição ao risco, a sua tolerância às perdas, a sua confiança nas provas históricas, o seu conforto ou desconforto em falhar potenciais subidas mesmo no mercado sobreavaliado, e o seu verdadeiro horizonte de investimento”.

6. QUEDA HISTÓRICA DAS AÇÕES

Durante entrevista para a CNBC, o investidor Marc Faber sugeriu que as ações norte-americanas poderão cair até 40%. O mercado bolsista norte-americano poderá “facilmente” cair entre 20 a 40%, afirmou Marc Faber, citando uma série de fatores incluindo a crescente lista de empresas que estão negociando ações abaixo da média há mais de 200 dias. Nos últimos dias, “registaram-se ainda mais ações a cair do que a subir, e a lista de novos mínimos a 12 meses foi também muito grande”, afirmou o autor do The Gloom, Boom & Doom Report.

7. UMA DÉCADA DE AÇÕES EM BAIXA

Henry Blodget, da Business Insider, sugere que as ações norte-americanas poderão em breve descer até 50%: “Tal como os leitores regulares devem saber, durante os últimos 21 meses tenho estado a exprimir as minhas preocupações acerca dos preços das ações americanas. Especificamente, sugeri que uma quebra de 30 a 50% não seria uma surpresa. Eu não previ um crash, mas já disse claramente que penso que as ações vão dar retornos muito abaixo da média nos próximos 7 ou 10 anos. E certamente que não ficarei surpreso se as ações caírem. Não digam que não vos avisei!”

8. A MAIOR DESTRUIÇÃO DE RIQUEZAS DE TODOS OS TEMPOS

Egon von Greyerz é ainda mais pessimista. Recentemente, ele disse à King World News que estamos nos dirigindo para “a maior destruição de riquezas de todos os tempos”. Para Greyerz “há agora mais áreas problemáticas no mundo do que regiões em situações estáveis”. O analista diz que “não há nenhuma grande nação no Ocidente capaz de pagar as suas dívidas, mesmo o Japão ou a maioria dos mercados emergentes. A Europa é uma experiência de socialismo falhada e uma gastadora de défice. A China é uma bolha enorme, em termos dos mercados de ações, mercado de propriedades e sistema bancário. O Japão é outro caso e os Estados Unidos, o país mais endividado no mundo, têm vivido acima das suas possibilidades há mais de 50 anos. E é exatamente por isso que vamos ver uma dívida de 200 bilhões de dólares e uma implosão de derivativos no valor de 1,5 trilhões de dólares. Isso irá conduzir à mais histórica destruição de riqueza de todos os tempos a nível de ações globais, com os mercados de obrigações e de propriedades a caírem pelo menos 75 a 95%. O mundo das transações também vai contrair dramaticamente e vamos ver tempos difíceis em todo o globo”.

Tel Aviv Stock Exchange
Investidores israelenses observam os índices da Bolsa de Valores de Tel Aviv

ISRAEL E A CRISE MUNDIAL

“O que lavra a sua terra se fartará de pão” – Provérbios 12.11b

No final de 2008, quando alguns dos gigantes financeiros do mundo começaram a tropeçar e os mercados ao redor do mundo pareciam estar à beira do colapso, Israel mostrou que sua força econômica não está só em sua capacidade de expansão durante os anos de boom, mas também em sua resistência durante os períodos de contração econômica.​​​​​​​​

Depois de ter desfrutado por muitos anos de uma das mais rápidas taxas de crescimento do PIB entre as economias do mundo, Israel continuou a recuperação econômica iniciada em 2003, após uma desaceleração sensível por dois anos em quase todas as atividades econômicas. Essa tendência continuou em 2007, de acordo com todos os parâmetros econômicos. Nos anos de 2006 e 2007, o produto interno bruto (PIB) de Israel continuou seu rápido crescimento, atingindo 5,1% em 2006, apesar da II Guerra do Líbano, que causou uma perda temporária de 0,7% do PIB.

ISRAEL NAS VÉSPERAS DA CRISE

Israel estava bem preparado quando os efeitos da crise financeira começaram a se espalhar pelas economias mundiais. Em uma perspectiva macroeconômica, Israel estava em uma de suas posições mais fortes desde sua formação. O déficit orçamentário havia sido em grande parte refreado e a dívida nacional era muito reduzida, graças a cortes de gastos agressivos e ao aumento das receitas fiscais. Israel era um cobiçado alvo de investimentos estrangeiros e apresentava uma balança comercial positiva pela primeira vez em sua história.

A crise poderia ter dado fim a esses dias felizes, mas o crescimento de Israel provou ser robusto o suficiente para suportar as consequências da crise financeira de 2008.

ISRAEL DURANTE A CRISE

Três grandes motivos são frequentemente citados para explicar a força de Israel para enfrentar esses graves desafios.

A primeira razão é o setor bancário de Israel ser conservador. Um forte sistema de regulamentação e uma tradição bancária moderada mantiveram os bancos israelenses longe de investimentos arriscados, que se mostraram tão desastrosos nos EUA e na Grã-Bretanha. Além disso, o nervosismo dos investidores globais tornou atraente a capitalização forte dos bancos israelenses.
Outra razão foi a elasticidade do mercado de trabalho em lidar com a nova realidade. Grandes entidades, incluindo a Histadrut (a maior federação trabalhista de Israel), perceberam a sabedoria de aceitar cortes de curto prazo nos salários durante os primeiros estágios da crise, o desemprego também aumentou significativamente, em paralelo com a evolução global.

Conforme a economia se recuperou, ao longo de 2009, os salários e o desemprego rapidamente voltaram a seus níveis anteriores, enquanto os mercados de trabalho nos EUA e na Europa continuaram lentos.

No entanto, a força do consumo interno ao longo da crise é o que realmente destaca Israel em seu ajuste macroeconômico. Como a recessão, os israelenses cortaram seus gastos com bens duráveis, mas em grande parte mantiveram seus gastos com bens não duráveis nos mesmos níveis da pré-recessão, cortando em economias pessoais para “amenizar” a queda na renda. Este foi um fator fundamental para manter um PIB estável, e permitir à economia israelense enfrentar a recessão com sucesso. Como o mundo saiu da recessão em 2009, os gastos internos com bens duráveis e não duráveis aumentou rapidamente e ajudou a recuperação do país.

O POTENCIAL DE ISRAEL

O “milagre econômico” de Israel é muito mais do que uma história de recessão e recuperação – é a história de uma economia que foi construída a partir do zero, sobreviveu a várias crises e privação econômica grave e, finalmente, emergiu como uma bem-sucedida economia de livre mercado, cujos cidadãos gozam de um alto padrão de vida.

Com uma população em 2010 de mais de 7,5 milhões habitantes, Israel tem sido aclamado internacionalmente ao longo dos anos, principalmente por suas realizações extraordinárias na agricultura e agrotecnologia, irrigação, energia solar, e em muitos setores de alta tecnologia e outros que estão começando. Com uma R&D intensa, mesmo em setores tradicionais, Israel hoje não é apenas a terra do leite e do mel, mas também a terra da alta tecnologia, incluindo software, comunicações, biotecnologia, produtos farmacêuticos, e nanotecnologia.

Os acordos de livre comércio com os Estados Unidos, União Europeia e vários países da América Latina têm facilitado as exportações em expansão de Israel de bens e serviços e alcançaram ao longo das últimos três décadas mais de US$ 80 bilhões em 2008, e a participação em empresas internacionais também contribuiu para o crescimento acelerado do país.

O RECONHECIMENTO DE ISRAEL

A data de 10 de maio de 2010 será sempre um marco na história econômica de Israel. Após anos lutando contra pressões e desafios de todos os tipos, Israel finalmente se juntou às principais economias do mundo, tornando-se membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE.

Adesão do país à OCDE terá efeitos permanentes, pois Israel se comprometeu com as regras da organização que regem setores que vão desde o meio-ambiente ao mercado de previdência privada. De fato, o processo de adesão obrigou Israel a fazer mudanças fundamentais condizentes com uma economia moderna, incluindo a redução da dívida de Israel, manter políticas fiscais e de desenvolvimento, cortar impostos e sofisticar o mercado de capitais.

A participação na OCDE permitirá a Israel mais acesso a determinados tipos de fundos de investimento controlados, que são obrigados a reservar parte de suas participações para os países desenvolvidos.

Mas o verdadeiro significado da importância da adesão de Israel à OCDE é o reconhecimento por parte da economia mundial do tremendo progresso conseguido por um país que renasceu há apenas 67 anos.

FONTES: Reportagem 1 by INSIDER-PRO PORTUGAL – Reportagem 2 by EMBAIXADA DE ISRAEL EM PORTUGAL

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Responses

  1. Republicou isso em jesusavedme.

  2. Parece que em meio a uma crise mundial a menina dos olhos de Deus “ISRAEL” pouco é atingida, até nos noticiários não se comenta esta crise em Israel. Se os governantes do Brasil voltá-se o olhar para Israel poderiam encontrar solução para a crise em nossa pátria também – Sl 122.6

  3. tambem acho,o Brasil deveria se voltar a racionalidade
    ainda ha tempo,mas esta acabando,e vamos entrar em uma convulçao social logo logo,
    E so os americanos começarem a subir os juros


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