Publicado por: noticiasdesiao | 13 de agosto de 2015

DIFERENÇAS ARQUEOLÓGICAS

UNS SABEM QUASE TUDO, OUTROS NÃO SABEM QUASE NADA.

Estela de Neneptah Estela do Tavilhão Placa de Uzias

Fig. 1 – Estela de Neneptah, achado arqueológico do Egito: Apenas os eruditos conseguem lê-la.
Fig. 2 – Estela do Tavilhão, achado arqueológico de Portugal: Nem os eruditos conseguem lê-la.
Fig. 3 – Placa do Rei Uzias, achado arqueológico de Israel: Até uma criança judia consegue lê-la.

O ENIGMA DA ESTELA DO TAVILHÃO

“Escreveram-nos da serra há 2500 anos, mas ainda não sabemos o que nos queriam dizer”, estampa uma das manchetes do jornal Público na edição desta quarta, 12. O diário português refere-se à enigmática “Estela do Tavilhão”, um achado arqueológico que há mais de 50 anos vem intrigando os arqueólogos, pois ninguém sabe o que nela está escrito.

A Escrita do Sudoeste está ainda por decifrar. Reside aí parte do seu fascínio. Nova teoria liga-a aos celtas, mas a aposta mais forte continua a ser nos fenícios. Duas pequenas exposições e um documentário da BBC voltam a falar-nos dela.

Duas exposições com comissariado científico que envolve o Projecto Estela, uma no Museu Municipal de Faro, região sul de Portugal, dedicada ao acervo que José Rosa Madeira (1890-1941) ali deixou, e outra no Museu Nacional de Arqueologia (MNA), em Lisboa.

Quem nos Escreve desde a Serra, pequena mostra de rua que já passou por várias localidades do Algarve (Ameixial, Salir, Penina ou Quarteira) – voltam a colocar o foco nesta escrita com 2500 anos que vem sendo definida como a mais antiga da Península Ibérica. Um documentário que o canal 2 da televisão britânica BBC está a preparar sobre os celtas, e que deverá ser transmitido em três episódios até ao final do ano, também passou pelo território destas estelas da Idade do Ferro, nomeadamente pelos concelhos de Almodôvar e Loulé.

Filmado em parceria com a emissora alemã ZDF em seis países europeus, o documentário expõe uma nova teoria que aponta para semelhanças entre a escrita do sudoeste e a língua celta, defendida pelo linguista John Koch, da Universidade de Gales. Uma teoria que não ignora, certamente, que haveria trocas comerciais entre a península e a Europa mais a norte. Parte da rodagem foi feita no museu de Almodôvar, onde foi possível filmar ao pormenor algumas das estelas com esta escrita, que tem vindo a tornar-se uma imagem de marca dos territórios serranos que separam o Alentejo e o Algarve.

O arqueólogo Pedro Barros, que com o colega Samuel Melro forma o Projecto Estela – núcleo de investigação científica que desde 2008 tem vindo a sistematizar a informação reunida desde o século XVIII sobre esta forma de escrita, ao mesmo tempo que se dedica a estudar os povoados que lhe deram origem e a promovê-la como instrumento de incentivo ao turismo junto das autarquias e como garantia do reforço da identidade cultural da região – não concorda com a teoria de John Koch, mas não se cansa de dizer que todas as contribuições sérias são bem-vindos ao debate. Sobretudo os que garantirem uma ampla divulgação deste “tesouro europeu” que muitos ainda desconhecem (Público, 12/08/2015).

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