PALESTINA

NOTA: Sempre que possível, NDS procura utilizar os termos corretos para se referir à Israel, à sua História e ao seu Povo. Fazemos isso pois cremos que o contínuo e repetitivo uso de expressões inadequadas acabam por legitimar lendas, credibilizar revisionistas e comprometer a autenticidade dos fatos. Todas as vezes que, para compreensão de determinados textos, formos obrigados a utilizar expressões que ferem a verdade, o faremos devidamente grafadas em itálico e com ligações a páginas onde nossos leitores poderão encontrar a posição oficial do blogue.

Israel versus Palestine

ISRAEL NÃO É PALESTINA E NÃO EXISTE UM POVO PALESTINO

É comum ouvirmos setores da mídia – praticamente todos – referir-se a determinadas áreas da Terra Santa como Palestina e aos árabes israelenses como Palestinos. Das páginas dos jornais às páginas de algumas Bíblias, não é difícil lermos notícias a respeito de supostos palestinos ou nos depararmos com mapas apontando uma inexistente “Palestina dos Tempos de Jesus”.

Nós que fazemos o blogue NOTÍCIAS DE SIÃO acreditamos e defendemos que o atual Estado de Israel está localizado num território que no passado compreendeu diversas regiões, sendo que as mais predominantes foram Judeia, Samaria e Galileia; e em menor parte Idumeia, Fenícia e Filístia.

Os redatores do NDS acreditam e defendem que utilizar o etnônimo “palestinos” para designar o povo que reside na Faixa de Gaza e em algumas partes da Judeia e da Samaria é tão sem sentido quanto chamá-los de idumeus ou fenícios; e referir-se à Terra de Israel como Palestina é geograficamente errado, historicamente anacrônico e politicamente manipulador.

GEOGRAFICAMENTE ERRADO – Usar o termo Palestina para designar Israel é geograficamente errado, uma vez que a Palestina, expressão derivada da palavra Filístia, nunca teve seus territórios estendidos por toda a área que é hoje reclamada pelos árabes israelenses. A Filístia era na verdade uma pequena faixa de terra localizada a sudoeste de Israel numa área que envolvia 5 cidades denominadas Pentápolis Filisteia.

As cidades que compunham a Pentápolis Filisteia eram Ekron, Gath, Ashdod, Ashkelon e Gaza. Localizada a 35 km a sudoeste de Jerusalém, Ekron era a que mais adentrava ao território do atual Estado de Israel e a menos importante delas. Suas ruínas formam hoje o Tel Mikne, um sítio arqueológico existente nas cercanias da pequena vila de Akir.

Ekron é citada no livro de Josué (13.3) e juntamente com Gath não faziam parte do eixo principal da Pentápolis: Ashdod, Ashkelon e Gaza, cidades todas restritas a uma pequena faixa de terra junto ao Mar Mediterrâneo que era habitada pelos Filisteus desde o ano 1175 a.C. Se há uma região chamada Palestina e um povo palestino, é justamente essa região e esse povo, ou seja, geograficamente restrito à região da antiga Pentápolis.

HISTORICAMENTE ANACRÔNICO – Chamar a Terra de Israel de Palestina não só é geograficamente como historicamente não faz sentido. A Pentápolis Filisteia, base da antiga Palestina, não só era menor do que popularmente se imagina como deixou de existir há muitos anos. Após a conquista assíria do Levante, em 722 aC. as 5 cidades que compunham a Pentápolis foram arrasadas e o que restou do seu povo foi deportado para a Babilônia, juntamente com os judeus, em 587a.C. Anos depois, a Babilônia foi derrotada pelos persas e Ciro, o Grande, permitiu a volta dos judeus para Israel, mas não dos palestinos para Pentápolis. Assimilados e escravizados, o verdadeiro povo palestino acabou por desaparecer da face da terra. E isso aconteceu há mais de 2.500 anos.

POLITICAMENTE MANIPULADOR – Após a Diáspora Judaica, iniciada no ano 70 d.C., a maioria dos judeus residentes em Israel foi dispersa pela Ásia Menor, pela África e por todo o sul da Europa em decorrência da derrota imposta pelas tropas romanas que dominavam a Terra Santa. Simultânea e estrategicamente, os romanos rebatizaram a região como Palestina, dando a todo o território judaico o nome que anteriormente restringia-se apenas à antiga Pentápolis. O objetivo era não só expulsar os judeus das suas terras, mas varrer a nação do mapa. Se tomarmos qualquer livro de História, qualquer jornal ou mesmo qualquer filme anterior aos anos 1970 d.C. (ontem), veremos que não era comum chamar os não judeus residentes na “Palestina” de “palestinos”. De Saladino a Abdel Gamar Nasser o que vemos são as lideranças árabes referirem-se aos atuais palestinos como “os árabes da Palestina”. Foi o terrorista Yasser Arafat, fundador da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), quem percebeu a importância de dar à causa um povo e acabou por chamar os árabes da Palestina de Palestinos. Desde então, lideranças árabes de todo o mundo passaram a chamá-los assim e nos dias de hoje até mesmo os israelenses incorporaram o termo ao seu vocabulário.

FOTOS E FATOS

É comum ouvirmos revisionistas dizerem que os Estados Unidos criaram o Estado de Israel como compensação pela forma como os judeus foram massacrado durante a Shoah imposta pelo nazismo. Estes mesmos revisionistas dizem que até então só havia árabes na Palestina. Nada mais errado. Nunca deixou de haver judeus em Israel, mesmo quando a Terra foi rebatizada como Palestina.

Kindergarten Rishon-Lezion
Crianças judias num Jardim de Infância na cidade judaica de Rishon Lezion. A foto é de 1898, ou seja, anterior mesmo à I Guerra Mundial.

Visit Israel 1890
Em hebraico, uma propaganda de 1890 convida turistas a “Ir e ver a Terra de Israel” na Palestina meio século antes do Holocausto e quase 60 anos antes da Independência do Estado de Israel.

Israel Map 1756
Mapa da Thomas Stackhouse mostra a Dispersão dos Judeus pela Asia menor, África e sul da Europa. Além da Terra Santa, aqui apresentada como Canaã, pode-se ver o Egito, a Síria, a Pérsia e a Arábia entre outros, mas não a Palestina. O mapa foi feito em 1756, 141 anos antes do 1º Congresso Sionista, e quase 200 anos antes da ONU votar a Resolução 186, que devolveu ao povo judeu a sua legítima Terra.

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45 comentários sobre “PALESTINA

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  2. O problema é que até a mídia que deveria ser séria faz pequenas desonestidades que vão se fixando na mente dos incautos. Tenho uma revista sobre história desse mês (qual não lembro o nome, pois estou no trabalho, mas a noite o coloco) que traz na capa uma reportagem sobre o genocídio armênio. Pois nela há uma sobre Alexandre, o Grande, e no mapa de suas conquistas, na terra de Israel, está como palestina. Fiquei perplexo com o critério do por quê chamarem de palestina, pois foi quase 400 anos antes dos romanos rebatizarem a terra de Israel com esse nome, e hoje em dia esse nome já não se aplica. São com pequenas coisas assim que, inconscientemente, a ideia de uma palestina que nunca existiu vai se firmando na mente dos menos instruídos ou dos instruídos antissemitas.

      • Olá Roberto, obrigado pelo reconhecimento, seu blog além de ser muito informativo,também é uma fonte de prazer, com as reportagens sobre o dia a dia de uma terra que sonho conhecer. Quanto a revista que citei, é a Leituras da História, n° 83, editora Escala. A revista em si não tem nenhuma inclinação ideológica, pois traz vários tópicos sobre arqueologia em Israel, como uma lâmpada de 1400 anos e uma cervejaria de 5000 anos encontradas em Horbat Siv e Tel Aviv, respectivamente.

        Porém num encarte especial chamado História em perspectiva n° 53, escrito por Dimas da Cruz Oliveira, membro da Academia de Letras do triângulo Mineiro, intitulado “Inigualável” sobre a trajetória de Alexandre o grande, traz em sua página 13 um mapa da campanha de Alexandre, e além de nomear errado comete uma enorme redundância.

        Sobre as terras israelenses, ele coloca o nome de Palestina, que como o teu próprio artigo mostra, nem existia na época, o que existia era Judá e Israel conquistados pelo Império Persa, e acima onde hoje é o Líbano, ele coloca como Fenícia, ou seja, cita 2 nomes para a mesma coisa, e que nem existia na época, nem existe hoje.

        São essas pequenas coisas que demonstram a doutrinação marxista em nossos cursos de história, e a má fé do autor, que de grão em grão, vai colocando fatos mentirosos na mente de seus leitores, que logo jurarão de pé junto (como um vivente já jurou pra mim) que Israel “invadiu” países milenares árabes. Desnecessário dizer que caí na rizada.

        De qualquer forma, seu trabalho é um pouco de luz, nas trevas da ignorância ocidental sobre um assunto diretamente ligado ao ocidente. Continue assim amigo, que cada mente iluminada que você conseguir, é uma pequena vitória em nossa luta pela verdade. Abraço amigo.

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