Publicado por: noticiasdesiao | 9 de maio de 2015

GOGUE E MAGOGUE

DE PUTE A PUTIN

1 Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
2 Filho do homem, dirige o teu rosto contra Gogue, terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque, e Tubal, e profetiza contra ele.
3 E dize: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal;
4 E te farei voltar, e porei anzóis nos teus queixos, e te levarei a ti, com todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos com primor, grande multidão, com escudo e rodela, manejando todos a espada;
5 Persas, etíopes, e os de Pute com eles, todos com escudo e capacete;
6 Gômer e todas as suas tropas; a casa de Togarma, do extremo norte, e todas as suas tropas, muitos povos contigo.
7 Prepara-te, e dispõe-te, tu e todas as multidões do teu povo que se reuniram a ti, e serve-lhes tu de guarda.
8 Depois de muitos dias serás visitado. No fim dos anos virás à terra que se recuperou da espada, e que foi congregada dentre muitos povos, junto aos montes de Israel, que sempre se faziam desertos; mas aquela terra foi tirada dentre as nações, e todas elas habitarão seguramente.

Livro do Profeta Ezequiel 38.1-8

Putin Powerful Man

RÚSSIA COMEMORA 70 ANOS DA VITÓRIA NA SEGUNDA GUERRA JÁ DE OLHO EM OUTRAS GUERRAS

“Pobieda” é a palavra do dia em Moscou: vitória. Celebram-se os 70 anos da data em que a Alemanha nazista se rendeu, depois de as tropas soviéticas terem tomado Berlim e Hitler ter se suicidado. Mas não se trata apenas da comemoração de uma data: o mito estalinista de que a salvação do fascismo assentou no sacrifício do povo russo e do seu líder foi recuperado pelos atuais senhores do Kremlin, com Vladimir Putin elevado ao papel de líder providencial, tal como Stalin.

Na manhã de hoje, 09 de Maio, Moscou encheu-se de pompa e circunstância para celebrar o que foi a vitória na Grande Guerra Patriótica, como é conhecida a II Guerra na Rússia, e não faltaram símbolos comunistas, retirados do baú da história pelo putinismo. Estrelas vermelhas, fotografias de Stalin, marchas do “regimento imortal”, formado por familiares que exibem o retrato dos seus pais mortos na frente de batalha.

Russia Victory Day   MOSB146 “O 9 de Maio é um dia de glória, um dia de orgulho para o nosso povo e de enorme respeito por uma geração de vencedores”, declarou o Presidente russo numa reunião de preparação da festa. A vitória é o mote de todas as evocações. As provações, os 27 milhões de mortos só contam como pequena história, a história familiar, dos indivíduos, e não como análise, reflexão. Aliás, desde o ano passado existe uma lei que prevê penas de até cinco anos de prisão caso alguém ouse “distorcer” o papel da União Soviética na II Guerra Mundial.

O próprio Putin deu o exemplo do que fazer, contando a história da sua família durante a II Guerra à revista dos pioneiros. “A vitória substituiu a memória da guerra. A verdadeira experiência da guerra e a história da guerra das pessoas foi expulsa da memória coletiva”, afirmou o historiador Nikita Sokolov ao New York Times.

Armata T14

ARMAS NOVAS

Nesta celebração da vitória, e num momento em que a Rússia prepara-se novamente para enfrentar o mundo, não poderia faltar o grande desfile militar na Praça Vermelha, com a exibição das armas mais modernas. O desfile contou com a participação de 16 mil soldados, 143 caças e helicópteros e 194 veículos blindados – entre os quais o novo carro Armata T14 (imagem acima), um poderoso tanque que conta com um sofisticado sistema defensivo que, ativado à distância, dispõe de radares capazes de controlar simultaneamente 40 alvos terrestres e 25 alvos aéreos num raio de 96km.

São os exemplos do investimento reforçado dos últimos anos na modernização militar, que está atingindo valores nunca vistos após o período soviético, segundo Michael Kofman, do Instituto Kennan. O mais recente orçamento para a defesa representa 4,2% do PIB para 2015; quando em 2000, quando Putin chegou ao poder indicado por Boris Ieltsin, representava 2,6%.

Para o desfile destas festividades foram também convidados 1300 soldados estrangeiros, entre os quais 110 militares chineses, que pela primeira vez participaram numa parada em Moscou. É um sinal da nova “coordenação estratégica” entre os dois países, diz a agência Xinhua, aprofundada em resultado do virar de costas da Europa e dos Estados Unidos por causa da anexação da Crimeia por Moscou e do apoio que a Rússia dá, claramente, aos separatistas do Leste da Ucrânia – um dos palcos de maior violência e brutalidade durante a II Guerra, e onde voltou a rasgar-se uma ferida que se recusa a fechar-se, sete décadas após o fim do conflito que se pensou que teria acabado com o derramamento de sangue na Europa. A Organização do Tratado do Atlântico Norte, OTAN, preocupada, diz que, junto à fronteira com a Ucrânia, Moscou aproveita o cessar-fogo assinado em Fevereiro para reforçar a sua presença.

Vladimir Puti and Xi Jinping

SOLITÁRIO

Vladimir Putin deve ter-se sentido isolado no palanque das cerimónias que celebraram a vitória. Dos 68 convites enviados a líderes mundiais, apenas 30 responderam positivamente. Não teve a seu lado os líderes dos antigos Aliados na II Guerra – que foram representados por ministros ou embaixadores. A ausência de líderes expressivos é um grande contraste com que o se passou há dez anos: naquela altura estavam presentes os Presidentes norte-americano e francês, George W. Bush e Jacques Chirac, e o chanceler alemão, Gerhard Schroeder.

Até o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko – considerado a última ditadura da Europa, e um Estado clientelar da Rússia – preferiu ficar em casa e concentrar-se nas comemorações caseiras, embora negue que faça parte de um movimento internacional anti-Putin: “Não devemos dizer que Lukashenko se juntou ao boicote. Isso é absolutamente idiota”, afirmou o próprio.

2015 Moscow Victory Day Parade

PROPAGANDA

O isolamento de Putin no cenário internacional não reflete na popularidade interna do dirigente, pois seu governo recebeu 86% de aprovação junto ao povo russo. Para alguém que comemorou no dia 31 de Março 15 anos no poder, trata-se de uma aprovação invejável. O problema é que o seu poder se assenta num rigoroso controle da mídia e numa máquina de propaganda de fazer inveja aos tempos da União Soviética.

A criação de uma agência de notícias estatal, Rossiya Segodnya, liderada por um apresentador de televisão bem conhecido pelas suas teorias da conspiração anti-americanas – Dmitri Kiselov – que gerencia o site Sputnik News e a rede de TV Russia Today (RT), que emite em inglês, francês, árabe e espanhol, tem sido fundamental para fazer passar a posição do Kremlin internacionalmente. Tanto assim é que a OTAN, os Estados Unidos e a União Europeia, começam a preocupar-se e já planejam montar uma resposta organizada contra esta propaganda.

Vários congressistas americanos esperam que o sistema de comunicação internacional americano, conhecido como Voice of America, consiga ter um papel mais agressivo para enfrentar a mídia russa, enquanto se fala em montar uma emissora nos países bálticos com programação que contrarie a visão expressa pelos canais russos – que usam os meios narrativos modernos das televisões ocidentais, com a reality-tv, para propagar mensagens com carga política e favoráveis ao regime do Kremlin.

Houve toda uma geração que cresceu numa Rússia dominada pelas imagens veiculadas através de emissoras controladas pelo governo, uma geração que foi envolvida numa alienação que aprofundou-se cada vez mais à medida que os canais independentes iam sendo sufocados e/ou eliminados. “Estes jovens ignoram tudo da antiga União Soviética, não conheceram os horrores dos anos 1990 e constituem a geração Putin, pronta a trabalhar e a agrupar-se em torno dele”, afirmou Dmitri Peskov, porta-voz do Presidente da Federação russa, num colóquio que assinalou os 15 anos da chegada ao poder de Putin.

MANOBRAS MILITARES NO MEDITERRÂNEO

Presente na parada militar que comemorou o fim da Segunda Guerra Mundial estava o Presidente chinês, Xi Jinping, o que prova o interesse de Putin pela Ásia e por sabe-se lá que outras regiões. No final de Maio, China e Rússia farão exercícios militares conjuntos, mas não no Mar Báltico ou no litoral chinês próximo ao Japão, e sim no Mediterrâneo, justamente o mar que banha as praias de Tel Aviv, Haifa e outras cidades de fulcral importância para a segurança do Estado de Israel.

No plano econômico os dois países esperam lucrar com dois acordos assinados no ano passado visando o fornecimento de gás natural à China. Com esses acordos Moscou pretende amenizar os prejuízos causados em decorrência das sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia em represália ao envolvimento russo no conflito separatista ucraniano. Mas primeiro será preciso construir um gasoduto de 4000 km, atravessando montanhas, pântanos e zonas com alta incidência de terremotos.

UM VÍDEO ASSUSTADOR!

Assistam esse pequeno vídeo e tenham uma leve ideia d poder das Forças Armadas Chinesas. O vídeo foi produzido pela China, distribuído pelo site YOUKU, uma aberta imitação do YOUTUBE.

FONTE | Redação final do Blog NOTÍCIAS DE SIÃO com informações das agências de notícias e reportagem da jornalista Clara Barata, do jornal PÚBLICO.

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Responses

  1. Faço minhas as palavras do apostolo Paulo: Estou dividido; por um lado triste porque a angustia de Jacó se aproxima, por outro lado me alegro porque a nossa redenção também se aproxima.


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