Publicado por: noticiasdesiao | 26 de janeiro de 2015

NEONAZISMO CRESCE NA EUROPA

ELEIÇÕES GREGAS EXPÕEM DIVERSAS PONTAS DE PREOCUPANTES ICEBERGS

Roberto Kedoshim | Notícias de Sião

Os olhos da Europa amanheceram postos na Grécia na manhã desta segunda-feira, 26 de Janeiro. As eleições deste domingo foram vencidas pelo partido de esquerda radical Syriza e no início da tarde de hoje, Alexis Tsipras, líder do partido, será nomeado primeiro-ministro. A atenção dos europeus voltadas para a Grécia faz sentido, uma vez que o Syriza defende o imediato não pagamento da dívida grega e uma posterior saída do grupo de países que utilizam o Euro. O fato, inédito, poderia precipitar uma desagregação da União Europeia.

Mas, enquanto para a maioria dos europeus a preocupação é político-econômica, há um outro grupo para quem as atenções vão além da economia e das fronteiras, e este é o grupo dos judeus europeus.

Nas eleições de ontem o Syriza conseguiu 149 das 300 cadeiras do Parlamento, mas para atingir a maioria absoluta que permitiu indicar Alexis Tsipras, o partido teve que unir-se ao Anexartitoi Ellines, conhecido pela sigla ANEL. União de forças divergentes visando a escolha de lideranças não é algo incomum, isso acontece em todo o mundo, o problema é que o Anexartitoi Ellines não é um partido comum, pois além de eurocético, é um partido neo-nazista.

O crescimento da presença neo-nazista é um fato concreto em quase toda a Europa. A França, por exemplo, terá eleições presidenciais em 2017 e tudo leva a crer que o grande vitorioso será o Front National, um partido xenófobo que antes mesmo dos atentados ao jornal Charlie Hebdo já tinha a projeção de conquistar 30% dos votos. Liderado pela radical Marine le Pen, o Frente Nacional é mais uma força antissemita em ascensão.

Antes das eleições franceses quem irá à urnas serão os britânicos, e lá estão previstos que o UKIP receberá 18% dos votos. O UK Independence Party, ou Partido de Independência do Reino Unido, não esconde seu eurocetismo nem o velado antissemitismo, disfarçado nas tradicionais posturas anti-imigração.

Na Dinamarca o Dansk Folkeparti, ou Partido do Povo Dinamarquês, venceu as eleições para o Parlamento Europeu. É eurocético e xenófobo. Na Áustria, o Freiheitliche Partei Österreichs, ou Partido Libertário da Áustria cresceu 7% nas últimas eleições e com seus eurodeputados contribuíram para que o Parlamento Europeu aproxime-se cada vez mais de um domínio cada vez mais eurocético e nacionalista, que numa interpretação livre pode significar uma Europa cada vez mais perigosa para os judeus.

Mas as coisas não param por aí. Na Alemanha, embora o movimento Pegida levante a bastante popular bandeira anti-islâmica, todos sabem que a aversão deste grupo não se limita apenas aos muçulmanos. Na Suécia a extrema-direita xenófoba já é, como na Grécia, a terceira força política. As pesquisas apontam que eles teriam hoje 13% das intenções de voto, mais do dobro do que obtiveram nas eleições de quatro anos atrás. Na Holanda a ameaça vem do Partij voor de Vrijheid, que também significa Partido da Liberdade, e seu líder, Geert Wilders, está frequentemente nos tribunais respondendo a processos por incitamento à violência racial, o mesmo incitamento que pode ser observado nos discursos dos representantes da Lega Nord per l’Indipendenza della Padania, uma organização radical italiana, liderada por Umberto Bossi, que prega o ódio aos estrangeiros.

A Europa de 2015 nunca esteve tão parecida com a Europa de 1935. A diferença é que naquele tempo a ameaça estava centrada apenas numa nação e num líder: Alemanha e Hitler. Hoje, o antissemitismo atinge uma capilaridade assustadora em toda a Europa, e esta é a razão pela qual centenas – senão milhares – já cogitam deixar o Velho Continente rumo à Terra Prometida.

Veja no post seguinte uma matéria sobre isso.

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Responses

  1. Pra quem não vive esse ambiente, é meio complicado opinar, por isso me surgiu uma dúvida: o que seriam aquelas “liga de defesa”? Tipo a liga de defesa inglesa, alemã, etc. Por que viu um protesto dessa liga alemã e junto a bandeira alemã havia bandeiras israelenses. Eles tem algo a ver com esses partidos nazistas?

  2. Imagina você, trabalhador, na sua merecida casa própria, com seus costumes culturais, religiosos e pessoais. Num certo dia chega uma pessoa qualquer para “passar uma temporada” na sua casa. Se ela chegasse para trabalhar, se integrar à sociedade e aos seus costumes, e colaborar na prosperidade do “lar que a acolheu”, seria lindo. Mas, então, essa pessoa começa a querer impor os costumes dela dentro da sua casa, a querer mudar a disposição dos móveis, a culinária, a querer impor a própria religião, etc. Responda para si quantos dias você aguentará sem querer sair chutando essa pessoa para fora da sua casa.
    Enquanto a União Européia não começar a controlar melhor essa questão de quem entra e para que entra, ela estará alimentando o extremísmo dentro do continente.


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