Publicado por: noticiasdesiao | 13 de janeiro de 2015

SEGURANÇA PARA FRANCÊS VER

A VIGILÂNCIA ISRAELENSE E O QUE A EUROPA PODE APRENDER COM ELA

Se a Europa quiser implementar mecanismos eficazes de lidar com seus problemas de segurança, não custa nada voltar os olhos para a forma como isso é feito em Israel.

Benjamin Netanyahu Paris March
Clique na imagem, amplie e tente adivinhar: Quem não é uma autoridade nesta foto?

Acompanhei as manifestações deste domingo em França através de pelo menos dez canais diferentes de televisão. Zapeando entre a CNN, Euronews ou France 24 uma cena chamou-me a atenção, ou melhor, um jovem chamou-me a atenção. Na linha de frente da marcha, em meio a alguns dos mais poderosos líderes mundiais, havia um jovem, de gravata azul, que ora estava à direita, ora à esquerda do primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu. Este jovem destoava dos demais personagens que dominavam as telas das televisões. Enquanto a maioria dos homens e mulheres líderes eram de meia-idade ou velhos, esse era muito jovem. Jovem, mas de olhar atento e mãos ágeis, mãos que apoiavam Netanyahu no ombro ou segurava-o pelo braço. Em momento algum aquele jovem deixou Netanyahu só. Aquele jovem faz parte do Mossad. Aquele jovem está completamente preparado para defender o primeiro-ministro.

Como jornalista, já cobri diversos eventos onde estiveram presentes autoridades ou mesmo atletas judeus e aprendi a distinguir os seguranças dos cidadãos comuns. Seja nas cerimônias onde estivesse presente o cônsul de Israel ou em jogos da seleção azul-e-branca, eles estão sempre lá. Enquanto o dito popular diz que “a melhor defesa é o ataque”, para Israel, “a melhor defesa é a vigilância”. Nestes dias turbulentos pelos quais passa a Europa uma pergunta é repetida por todos os lados, nos mais diferentes idiomas: “Em termos de segurança, o que vamos fazer agora?” Eu sugiro que olhem para o jovem ao lado de Netanyahu e aprendam com Israel.

Quem vive em Israel sabe que diante das circunstâncias anormais criadas pelos seus inimigos internos, Israel se viu obrigado a desenvolver mecanismos de defesa próprio, mecanismos de defesa que priorizam a vigilância. Em Israel vive-se um constante e contínuo clima de vigilância. Lá as coisas são assim, eles estão acostumados com as coisas assim. E os cidadãos não ficam incomodados, por exemplo, com as constantes filas para revista pessoal que existem um pouco por todo lado.

Em Israel não se entra num grande supermercado sem ser revistado. Não se entra num shopping center sem ser revistado. Não se aproxima de uma embaixada sem ser vigiado. Até mesmo as crianças, nas suas excursões escolares, são acompanhadas por agentes armados. Isso é normal para eles, está entranhado na cultura e ninguém reclama. E este aparato todo acaba por ser apenas mais um detalhe no cotidiano israelense, um detalhe que não atrapalha em nada o dia-a-dia do cidadão comum, seja ele judeu, árabe, druso, beduíno ou mesmo os milhares de turistas que vagueiam pelas ruas da Terra Santa. Além da própria segurança em si, este excesso de cuidados acaba por trazer também uma sensação acrescida de proteção.

A sociedade israelense, o povo de Israel, aprendeu a conviver com isso. É claro que quem está dentro de uma escola, dentro de um supermercado ou mesmo dentro de um shopping sabe que não está num ambiente completamente blindado contra atentados, mas sabe também que a probabilidade de acontecer algo de errado é bem menor hoje do que foi há alguns anos quando a vigilância era meio, digamos, Europeia.

Dentre os vários exemplos de boa vigilância, destaco a que pode ser observada na estação rodoviária da segunda mais importante cidade israelense. Quando um ônibus entra na estação central de Tel Aviv, o motorista faz uma parada na entrada do prédio e um policial entra. Devidamente armado e atento, ele ercorre todo o corredor olhando para cada um dos passageiros. Antes de sair, e de costas para os passageiros, ela grita uma frase em hebraico, uma frase dita tão rápida que eu nunca consegui entender. E de algum lugar do ônibus alguém responde, também rapidamente. Entrei diversas vezes na estação rodoviária de Tel Aviv, mas nunca consegui descobrir onde ficava a tal pessoa. Nunca descobri, mas sabia que ela estava lá, “infiltrada”, atenta a qualquer movimento estranho. E até onde sei, esse ser anônimo não é nenhum funcionário assalariado do Governo, mas sim de um cidadão comum, um cidadão que participou do exército e que hoje faz parte de uma imensa massa de ex-membros das Forças de Defesa de Israel que estão dispostos a colaborar, sempre que precisar, fazendo exatamente isso: vigiando.

Israel pagou um preço muito alto pela segurança que tem nos dias de hoje. Israel investiu imensos recursos econômicos nos seus parcos recursos humanos e a Europa pode usufruir deste know-how, pois para efeitos defensivos – e para a manutenção da paz – Israel não se furta a partilhar experiências.

Benjamin Netanyahu conhece bem esta segurança baseada na vigilância e é por isso que aquele jovem de gravata azul que aparece entre os líderes mundiais deveria merecer das autoridades europeias mais atenção. Se a Europa quiser implementar mecanismos eficazes de lidar com seus problemas de segurança, não custa nada voltar os olhos para a forma como isso é feito em Israel. Os israelenses não farão nenhuma objeção em ajudar aqueles que nem sempre estão dispostos a ajudá-los. Fazer o que, esse é o jeito judeu de ser.

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Responses

  1. …….é na Eretz Israel que desejo morar…..é meu maior sonho!!!!


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