Publicado por: noticiasdesiao | 5 de dezembro de 2014

TERROR ATACA NOVAMENTE EM ISRAEL

E JUDEUS E ÁRABES QUE NÃO CONCORDAM COM OS TERRORISTAS DÃO UMA LIÇÃO DE FRATERNIDADE

Um terrorista entrou em um supermercado na periferia de Jerusalém na tarde desta quarta-feira e esfaqueou dois israelenses de meia-idade. Um guarda de segurança que encontrava-se de folga testemunhou o ataque e deteve o terrorista prendendo-o.

Segurança de Netanyahu deteve o terrorista
Segurança de Netanyahu, de folga, acabou por virar heroi, mesmo contra sua vontade.

Por volta das 16:15 desta quarta-feira, 04, um palestino de 16 anos, residente na aldeia de al-Azariya, na Samaria atualmente ocupada pelos árabes, entrou em um supermercado da zona industrial de Mishor Adumim agindo como um cliente normal a fazer compras. No entanto, ao chegar ao fundo da loja, o adolescente puxou uma faca, esfaqueou e feriu dois clientes, sendo que um deles ainda entrou em luta corporal com o agressor. Logo depois, o terrorista correu em direção à saída.

Um segurança que trabalha no escritório do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, passava pela região e ao observar a movimentação sacou da sua arma e perseguiu o agressor. Depois ver desobedecida sua ordem para render-se, o guarda atirou contra a perna do terrorista dominando-o posteriormente. O terrorista foi então algemado e preso.

Imediatamente um contingente das forças de segurança encaminharam-se para o local do atentado e acabaram por deter dois outros palestinos suspeitos de estarem a dar apoio ao atacante. Um parente do terrorista também foi detido em al-Azariya.

“Cumpri o meu dever”, disse o segurança, que recebeu um telefonema de congratulações do primeiro-ministro Beniamim Netanyahu. “Agradeço as demais pessoas [que estavam no supermercado] que mantiveram a cabeça fria e ajudaram-me a neutralizar o terrorista” acrescentou o segurança dizendo que não se considerava um herói. “Apenas tive sorte”, concluiu.

Duas horas após o ataque as atividades já haviam retornado à rotina no interior do supermercado onde os funcionários, judeus e árabes, já haviam feito a limpeza do sangue dos clientes atingidos.

Terrorista subjugado
Terrorista subjugado após ataque

Mohammed Abdullah Skouri, morador da aldeia de al-Azariya e funcionário do supermercado, disse a um jornal local que “judeus e árabes trabalham no supermercado e somos como irmãos”. Outro árabe, Mohammed Ibrahim, disseainda que espera que a relação entre os trabalhadores árabes e seus clientes judeus não fique abalada depois deste ataque. “Eu trabalho há 10 anos [neste supermercado] e judeus e árabes aqui são como uma família” disse Ibrahim. “Todos somos conhecidos, aliás conheço alguns clientes melhor do que até mesmo minha própria família. Não acho que isso vá prejudicar a nossa relação. As pessoas são inteligentes o suficiente para entender que nem todas as pessoas são iguais”, concluiu o árabe.

Leni Orkelinsky, uma empregada judia do supermercado, compartilha do mesmo sentimento: “Os trabalhadores aqui são muito bons. Eu nunca vi nada de anormal. Temos boas relações. Eles também ficaram assustados com o ocorrido”. Orkelinsky acredita que nos próximos dias ainda haverá alguma tensão na região, mas dentro de pouco tempo as coisas voltarão à normalidade.

Rami Levy em seu supermercado
Rami Levy continuará empregando árabes e judeus para que eles atendam árabes e judeus: Israel tem leis.

Rami Levy, o proprietário da rede de supermercados da qual faz parte a loja onde ocorreram as agressões, chegou ao local pouco tempo depois do ataque. “Algumas pessoas têm interesse em prejudicar a co-existência entre judeus e árabes, mas não vamos deixá-los ganhar”, afirmou. “Os demoníacos que fizeram isso têm interesse em fechar o estabelecimento. Eles alegam que sou o maior dos colonos de Israel, porque supostamente abri filiais do meu supermercado em um território que lhes pertence”.

Como forma de combater as pressões para que demita funcionários árabes, Levy tem uma resposta na ponta da língua: “Vamos contratar mais trabalhadores, independentemente da sua religião, raça ou nacionalidade. Em Israel nós temos leis! Assim como eu não gostaria que a França ou outros países europeus dissessem que não iriam mais contratar judeus ou impedi-los de entrar em suas lojas, eu não farei o mesmo aqui”.

CLIQUE AQUI E ASSISTA AO VÍDEO DO ATAQUE NO SITE DO JERUSALEM POST

Mishor Adumim supermarket attack

Interior do Supermercado
Interior do supermercado após o ataque terrorista

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Responses

  1. Excelente matéria Roberto, o que mais impressiona é que todos em Israel e entre os árabes sabem que o Rami Levi é o maior impregador de árabes no país, isto é que é triste. E justamente um árabe pratica este atentado…
    Um grande abraços, desde Sião, Miguel Nicolaevsky, diretor do Cafetorah

    http://www.cafetorah.com


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