Publicado por: noticiasdesiao | 21 de novembro de 2014

JOVEM PALESTINA DESAPROVA AÇÃO DO IRMÃO

IRMÃ DE TERRORISTA É FUNCIONÁRIA EXEMPLAR DA PREFEITURA DE JERUSALÉM

Alguns ocidentais conseguem ver motivação, mérito e heroísmo numa ação que nem mesmo a irmã e prima dos terroristas mortos aprova.

Ghassan Abu Jamal e Uday
Ghassan e Uday Abu Jamal, terroristas responsáveis pelo massacre em Jerusalém.

Antes de mudar-me com minha família para Israel eu visitei Israel. No aeroporto havia um grupo de turistas brasileiros que ofereceram-me uma carona (boleia) até Jerusalém. Aceitei. O motorista do ônibus era palestino. Pendurado no retrovisor havia uma bandeira da Palestina e no rosto do condutor nenhum sorriso.

Como tinha reserva para um hotel que ficava distante do hotel dos brasileiros, apanhei um táxi. O motorista, palestino, pareceu confuso na comunicação e ficou com o troco do dinheiro que lhe dei. Posteriormente descobri que paguei duas vezes por uma mesma corrida. Infelizmente isso é quase normal em diversas partes do mundo.

Hospedei-me num hotel no centro de Jerusalém. Embora os donos fossem judeus, o recepcionista era palestino. O jovem mantinha ao lado de si, o tempo todo, uma pequena TV sintonizada em canais árabes. Todas as vezes que eu chegava ao hotel era recebido por um irritante “fundo musical” de repetitivas e lamurientas canções árabes.

Despido de preconceitos, tentei comunicar-me com aquele rapaz. Sorria, cumprimentava-o e cheguei até mesmo a dar-lhe uma nota de Real, estaladiça de nova, dizendo que mais do que uma gorjeta, tratava-se de uma lembrança do Brasil. A única retribuição que recebi foi a chave entregue na minha mão, e não atirada sobre o balcão, como nos dias anteriores. Nenhum agradecimento, nenhum sorriso. Mas, admito, deseducado e grosseiro ele nunca foi. Profissional e frio eu diria.

Durante o dia eu lanchava em diversos locais, mas principalmente num dos fast-foods internacionais que há na avenida principal de Jerusalém. Os atendentes, jovens, eram israelenses, europeus e americanos. Havia até um mexicano. Multiculturalidade comum em Israel.

Depois, voltei com a família e ao longo do tempo fomos conhecendo o país, viajando, descobrindo mais coisas. Infelizmente nunca fui à Judeia ou à Samaria, regiões que temporariamente estão sob domínio árabe. Bem que poderia fazer, com algum grupo de turistas, uma visita às cidades históricas, mas a mesma prudência que até hoje não me permitiu conhecer o Cairo, Damasco ou Amã, também impediu-me de entrar em Bethlehem.

Quanto mais conhecia Israel, mais caía por terra alguns tabus. Esta foi a razão pela qual, há quase 5 anos, iniciei o Notícias de Sião. O objetivo, como diz nosso slogan, era mostrar que Israel é bem mais do que aquilo que as pessoas estão acostumadas a ver, ouvir ou ler. E de todos os tabus existentes o que mais me intriga é a visão que o ocidente tem do relacionamento entre judeus e árabes dentro do Estado de Israel, tema que já foi destaque em diversas reportagens no nosso blog.

Não há um apartheid racial em Israel. Não há guetos em Israel. Não há muros intransponíveis em Israel. Não há proibições de deslocamento em Israel. Não há genocídio em Israel.

Quem já leu sobre os guetos existentes ao longo da história da humanidade, de sã consciência sabe que não há comparação com alguns enclaves existentes em Israel. Quem conheceu a intransponibilidade do Muro de Berlim, jamais chamaria a “cerca de proteção” erguida pelo governo israelense de “muro”. Quem visita as antigas judiarias europeias e se inteira da forma como a liberdade de ir e vir dos judeus era cerceada, jamais comparará a realidade daqueles judeus com o controle efetuado nos check-points hoje existentes em Israel. E não é preciso mais do que dois neurônios para perceber que há uma diferença enorme entre o que acontece atualmente em Israel e as reais tentativas de genocídio judaico realizadas ao longo da história, seja através dos pogroms czaristas, da inquisição católica ou do nazismo alemão. Genocídio é quando se tenta exterminar um povo, e a lógica não se aplica às limitadas baixas que acontecem entre os inimigos de Israel, sejam eles terroristas engajados, idiotas úteis ou civis utilitários.

Esta reflexão toda veio-me à mente na manhã hoje, quando li sobre a dramática história da irmã de um dos terroristas responsáveis pelo atentado contra a sinagoga Kehilat Yaakov, em Jerusalém. Trata-se de uma daquelas jovens israelo-palestinas que não concordam com o extremismo dos seus parentes. Uma jovem que é funcionária da Prefeitura de Jerusalém, onde, de acordo com todos os judeus israelenses com quem trabalha, é “uma assistente social excepcional”.

A jovem, que não teve o nome revelado e que está de licença desde o dia dos atentados, é, segundo nota da Prefeitura de Jerusalém, “uma excelente assistente social que trabalha com populações desfavorecidas”. Seus superiores não só abonam o seu desempenho profissional como afirmaram que ela não demonstrou “nenhuma evidência de que tenha apoiado as ações dos seus parentes”.

A revelação do caso desta funcionária palestina do governo israelense seguida das declarações de defesa dos seus superiores é mais uma daquelas marcas só possíveis em sociedades democráticas e humanas como a israelense. Tal fato é inimaginável num país árabe. Conforme exemplificado na recente história dos clãs iraquianos, parentes de opositores, políticos ou religiosos, mesmo que distantes e não engajados, são considerados tão perigosos e culpados quanto aqueles que estão envolvidos na ação.

No caso específico dos atentados contra a sinagoga Kehilat Yaakov, a jovem assistente social de Jerusalém parece ser uma excessão. No bairro Jabel Mukaber, onde residiam os terroristas Ghassan e Uday Abu-Jamal, centenas de moradores, com os olhos crispando de ódio, juravam vingança contra Israel, como se os jovens estivessem dando milho aos pombos numa praça de Jerusalém e tivessem sido atacados por religiosos judeus. “Nós vamos sacrificar nossas vidas pelos nossos mártires”, gritavam os manifestantes enquanto investiam contra as forças de segurança.

Os manifestantes, muitos deles parentes diretos dos terroristas mortos, eram os mesmos que foram flagrados distribuindo doces e cantando, numa celebração tradicional entre os palestinos. Alaa Abu Jamal, primo dos terroristas, atribuiu ao Estado de Israel a responsabilidade sobre o atentado à sinagoga.

Enquanto o funeral dos religiosos israelenses transcorria de forma discreta e sofrida, como aliás são todos os funerais judaicos, no lado palestino o clima era de comemoração e êxtase. Mas, mais estranho do que esta louvação ao terrorismo é a forma atravessada como alguns segmentos ocidentais acompanham os acontecimentos em Israel. O certo é errado e o errado é certo. Alguns ocidentais conseguem ver motivação, mérito e heroísmo numa ação que nem mesmo a irmã e prima dos terroristas mortos aprova. Vá entender o mundo.

Parente mostra fotos de Uday e Rassan Abu Jamal
Parente mostra a foto dos terroristas mortos. Na família, nem todos concordam com a atitude dos jovens.

Palestinos comemoram distribuindo doces
Alguns parentes comemoraram distribuindo doces: culto à violência

Comemoração em Gaza
Festa na Faixa de Gaza. Assassinos são chamados de heróis.

Palestinos exaltam terroristas
No funeral, outros terroristas prometem repetir o “ato heróico”.

VÍDEOS MOSTRAM DIFERENÇAS GRITANTES ENTRE FUNERAIS

Cortejo fúnebre mostra a reação dos parentes de um dos religiosos judeus mortos pelos terroristas palestinos.

Cortejo fúnebre de um terrorista em Zamalka, subúrbio de Damasco, capital da Síria. O final do vídeo é assustador!

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Responses

  1. Shabat Shalom Roberto.

    Talvez, o maior inimigo do povo palestino seja essa cultura do terror, esse culto a morte e a manutenção ao ódio. Por conseguinte, o maior desafio a Israel. Que Deus tenha misericórdia do povo palestino e proteja o povo de Israel.

    Alexandre Dutra

  2. Eu adoro seu blog,toda vez que entro nele,parece que estou em contato com um parente que me manda notícias da terra que eu amo e me preocupo.Obrigada por compartilhar conosco sua visão sobre Israel e nos deixar inteirados do que acontece por aí.
    Eu acho o povo de Israel sem igual,ao redor deles só tem inimigos e gente querendo acabar com Israel e o que os Israelitas faz?Emprega na prefeitura o povo que mais o odeia.Isso é uma lição de amor ao próximo e de desprendimento.
    Parabéns pelo blog!
    Maria Alice Falcão


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