Publicado por: noticiasdesiao | 14 de novembro de 2014

A MÁQUINA DO TEMPO

Israeli archaeologist
Arqueólogo israelense Emil Aladjem exibe uma moeda de ouro dos tempos romanos descoberta em Kiryat Gat

VOCÊ PODE SER UM ARQUEÓLOGO EM ISRAEL

Máquinas do Tempo não existem apenas na ficção científica, elas existem também na vida real e respondem pelo nome de Arqueologia. Usada com prudência e exatidão, a Arqueologia é uma ferramenta eficaz de estudo, principalmente para a compreensão dos acontecimentos relatados nas Sagradas Escrituras.

Para o Arqueólogo Rodrigo Silva, dizer exatamente quando começou a arqueologia bíblica não é tarefa fácil, pois desde os primeiros séculos da era cristã já havia pessoas que se aventuravam na arte de tirar da terra tesouros relacionados à história da Bíblia Sagrada. Para Silva, Helena, a mãe de Constantino, foi uma dessas pioneiras que numa peregrinação à Terra Santa demarcou com igrejas vários locais sagrados onde supunham ter ocorrido algum evento especial. Muitos destes locais são até hoje referência para quem visita Israel.

Silva diz ainda que foi a partir do final do século XIII que a arqueologia das Terras Bíblicas começou finalmente a ser tratada de forma científica e isso aconteceu em decorrência da descoberta acidental da Pedra de Roseta, ocorrida em 1798. Como as inscrições na Pedra de Roseta continham uma tradução linear, isso possibilitou a decodificação das escritas antigas e assim foi possível compreender inúmeros outros achados anteriores.

Das investigações arqueológicas que possibilitaram uma melhor compreensão dos fatos relatados no Antigo Testamento, podemos destacar aqui as mais importantes.

PRINCIPAIS ACHADOS ARQUEOLÓGICOS QUE APOIAM A VERACIDADE DO ANTIGO TESTAMENTO

Sennacherib PrismPRISMA DE TAYLOR E OBELISCO NEGRO – Artefatos que mostram duas derrotas militares de Israel. Um traz o desenho do rei Jeú prostrado diante de Salmanazar III oferecendo tributo e o outro descreve o cerco de Senaqueribe a Jerusalém, citando textualmente o confinamento do rei Ezequias.

LEIS MESOPOTÂMICAS – Uma coleção de várias leis datadas do terceiro e segundo milênios antes de Cristo que ilustram em muitos detalhes o período patriarcal. O conhecido código de Hamurabi (c. 1750 a.C.) é uma delas.

PAPIRO DE IPUWER – A oração sacerdotal de um certo egípcio chamado Ipuwer que reclama junto ao deus Horus as desgraças que assolavam o Egito. Entre elas ele menciona o Nilo se tornando em sangue, a escuridão cobrindo a terra, os animais morrendo no pasto e outros elementos que lembram muito de perto as pragas mencionadas no Êxodo.

ESTELA DE MERNEPTAH – Uma coluna comemorativa escrita por volta de 1207 a.C. que conta as conquistas militares do faraó Merneptah. É a mais antiga menção do nome “Israel” fora da Bíblia. Alguns céticos insistem em negar a história dos Juízes dizendo que Israel não existia como nação naqueles dias. Porém, a Estela de Merneptah desmente essa afirmação ao mencionar Israel entre os inimigos do Egito.

Estela de Tel DanESTELA DE TEL DÃ – Uma placa comemorativa da conquista militar da Síria sobre a região de Dã. Encontrada em meio aos escombros do sítio arqueológico, a inscrição traz de modo bem legível a expressão “Casa de Davi” que pode ser uma referência ao templo ou à família real. Porém o mais importante é que menciona pela primeira vez fora da Bíblia o nome de Davi, indicando que este fora um personagem real.

TEXTOS DE BALAÃO – Fragmentos de escrita aramaica que foram encontrados em Tell Deir Allá (provavelmente a cidade bíblica de Sucote). Juntos eles trazem um episódio na vida de “Balaão filho de Beor” – o mesmo Balaão de Números 22. Os textos ainda descreviam uma de suas visões, indicando que os cananitas mantiveram lembrança desse profeta.

INSCRIÇÃO DE SILOÉ – Encontrada acidentalmente por algumas crianças que nadavam no tanque de Siloé, essa antiga inscrição hebraica marca a comemoração do término do túnel construído pelo rei Hezequias, conforme o relato de II Crônicas 32:2-4.

PRINCIPAIS ACHADOS ARQUEOLÓGICOS QUE APÓIAM A VERACIDADE DO NOVO TESTAMENTO

O ESQUELETO DO CRUCIFICADO – Um ossuário encontrado em 1968 revelou a ossada de um certo Yehohanan que morrera crucificado. Seu calcanhar ainda trazia um pedaço torcido do prego romano. Esse foi o único exemplar de um crucificado de que se tem notícia. Graças ao seu estudo foi possível levantar importantes detalhes sobre os modos de crucifixão usados no tempo de Cristo.

OSSUÁRIOS DE CAIFÁS E TIAGO – Alguns ossuários costumavam trazer uma inscrição com o nome da pessoa que estaria ali. Sendo assim, dois ossuários chamaram a atenção dos arqueólogos. O primeiro foi encontrado em 1990 e legitimado como sendo do mesmo Caifás mencionado em Mateus 26 e João 18. Já o segundo, cuja autenticidade é disputada entre os especialistas, pertenceria a Tiago, um dos irmãos de Jesus conforme o texto de Mateus 13:55. Caso se demonstre verdadeiro, este ossuário será a mais antiga menção do nome de Jesus que temos notícia.

INSCRIÇÃO DE PILATOS – Uma placa comemorativa encontrada em Cesareia Marítima no ano de 1962 revelou o nome de Pilatos como prefeito da Judeia. Antes disso, sua existência histórica era questionada pelos céticos.

CAFARNAUM – A cidade onde Jesus morou foi escavada e preservada para visitação. Ali é possível se ver os restos de uma sinagoga e uma igreja bizantinas que foram respectivamente construídas sobre a sinagoga dos dias de Jesus e a casa de Pedro, o líder dos doze apóstolos.

MANUSCRITOS DO MAR MORTO

Manuscritos Mar Morto Isaías
Livro de Isaías nos manuscritos do Mar Morto. Foto em alta qualidade. Clique sobre a imagem para ver detalhes do manuscrito.

Nenhum achado arqueológico despertou tanto os estudos arqueológicos quanto a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, em Qumran. Um isolado sítio arqueológico foi descoberto por um garoto beduíno em 1947, nas redondezas do Mar Morto junto ao deserto da Judeia. Ali podem ser vistas as ruínas de Khirbet Qumran onde, segundo a opinião de muitos, viveram os antigos essênios, uma facção religiosa judaica que rompera com o partido sacerdotal de Jerusalém.

Mas o achado do garoto foi ainda mais surpreendente. Ele descobriu numa das grutas locais antigas cópias do Antigo Testamento e outros livros judaicos que estavam guardados por quase dois mil anos.

Juntos esses manuscritos formavam uma enorme biblioteca de textos inteiros ou fragmentados que contextualizam o judaísmo dos dias de Cristo. E mais, ajudam a estabelecer cientificamente a confiança na transmissão texto bíblico, pois até a descoberta dos manuscritos do Mar Morto, as cópias hebraicas mais antigas da Bíblia datavam do século 10 d.C., ou seja, mais de mil anos depois da produção do último livro do Antigo Testamento enquanto que o achado de Qumran datavam de até 250 a.C.

Quando essas cópias foram comparadas ao texto hebraico massorético, demonstrou-se claramente que elas confirmavam a fidedignidade das versões hoje utilizadas. Se a Bíblia tivesse sido drasticamente alterada ao longo dos séculos, os Manuscritos do Mar Morto demonstrariam isso pois, afinal, foram produzidos antes mesmo do surgimento do cristianismo. Esta é a razão pela qual a descoberta dos manuscritos de Qumran constitui-se a maior descoberta bíblica de todos os tempos.

VALE A PENA FAZER UM CURSO DE ARQUEOLOGIA BÍBLICA

Estudante de Arqueologia

Para aqueles que amam Israel e a História Bíblica, vale a pena investir no aprofundamento dos conhecimentos acerca da arqueologia. Vale a pena porque a arqueologia revelou que o Israel bíblico pertenceu ao mundo semítico, com o qual tinha muitas semelhanças linguísticas e culturais. A compreensão desse universo permite um entendimento mais correto do Antigo Testamento.

Vale a pena porque a arqueologia comprovou a historicidade bíblica. Dezenas de lugares e fatos anteriormente contestados por críticos céticos foram mais do que comprovados pela pesquisa arqueológica.

Vale a pena porque os achados arqueológicos desmontaram o historicismo, o liberalismo clássico e o anti-semitismo que influenciaram muito da literatura crítica do século XIX. Os paralelos entre a literatura babilônica e hitita dos séculos XVIII e XVII a.C. e o Pentateuco estão confirmados.

Vale a pena porque a arqueologia trouxe muita luz sobre a preservação da Bíblia. Centenas de manuscritos confirmaram que o texto bíblico foi mais preservado que qualquer outro documento antigo da humanidade.

Ao ler todas estas razões, qualquer amante das Sagradas Escrituras sente o ímpeto de aprofundar mais seus conhecimentos no campo da Arqueologia Bíblica. E esta oportunidade está ao alcance daqueles que quiserem participar do Curso de Arqueologia Bíblica que acontecerá o ano que vem em Israel e que terá cobertura completa do Notícias de Sião.

De forma extremamente dinâmica, o curso terá 14 dias de duração sendo que neste período os alunos assistirão às aulas na Hebrew University of Jerusalem e no Kibutz Yad HaShmona. Além das aulas indoor, as aulas outdoor serão verdadeiras excursões por locais tão icônicos como Jerusalém, Vale do Jordão, Neguev e Galileia, entre outros.

Os alunos também vivenciarão situações especiais que permitirão um mergulho na história, na cultura e nos costumes do povo de Israel. Navegarão pelo Mar da Galileia, dormirão numa tenda beduína, andarão de camelo, flutuarão no Mar Morto, caminharão pelo Deserto do Neguev e participarão de um autêntico Kabbalat Shabbat no Kibutz Yad HaShmona. Uma programação realmente inesquecível!

O curso terminará com uma Cerimônia de Graduação e a entrega dos certificados da Hebrew University of Jerusalem.

COMO PARTICIPAR

Devido às particularidades do curso, o número de vagas é limitado. Por isso, caso esteja interessado entre em contacto com José Nogueira de Lima Filho através das seguintes ligações:

nogueirapesquisas@gmail.com / + 55 85 3214-1412 (FIXO) / + 55 85 9912-0017 (TIM) / + 55 85 8970-3458 (OI) / + 55 85 9118-2008 (CLARO)

Matéria com diversas fontes da Internet

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