Publicado por: noticiasdesiao | 21 de agosto de 2014

O ISLAM AMEAÇA A MÍDIA

ISRAEL É SEMPRE RETRATADO COMO VILÃO PORQUE OS JORNALISTAS TEMEM O ISLÃ

James W Foley decapitado
James Foley: Posicionamento pró-Islã e anti-Israel não evitaram decapitação.

JORNALISTA PRÓ ISLÃ É DECAPITADO… PELO ISLÃ.

As imagens da decapitação do jornalista norte-americano James “Jim” Foley chocaram o mundo. Mas não surpreenderam os jornalistas que fazem a cobertura de qualquer conflito que envolva a presença de muçulmanos. Não apenas no Oriente Médio, mas em qualquer lugar do mundo. Falar sobre o Islã, escrever sobre o Islã, noticiar sobre o Islã são atividades de extremo risco.

Talvez o caso mais emblemático, mas não o mais famoso, seja o do jornalista britânico Francis Rolleston Gardner ou Frank Gardner. Correspondente da BBC em Riad, Arábia Saudita, Gardner tem uma trajetória de vida invulgar. Filho de diplomatas ingleses, aos 16 anos conheceu Wilfred Thesiger, também filho de diplomatas ingleses. Embora Gardner fosse aquela altura um jovem imberbe, Thesiger já era um idoso e consagrado explorador. Thesiger nasceu na Etiópia, empreendeu diversas excursões às Arábias onde conheceu o islamismo. Depois converter-se à recém-descoberta religião, Thesiger adotou o nome de Mubarak bin London, que significa “Abençoado de Londres”.

Mubarak bin London and Frank Rolleston Gardner
Mubarak bin London que levou ao Islã Frank Gardner que levou seis tiros do Islã

A aproximação de Gardner com Thesiger fez nascer no jovem britânico o desejo de conhecer melhor a língua árabe e a ela dedicou-se com afinco nos anos que se seguiram. Depois de aprender o árabe, Gardner mergulhou na cultura e na religião islâmica o que lhe rendeu um profundo conhecimento do livro sagrado dos muçulmanos, o Alcorão.

Contratado pela British Broadcasting Corporation (BBC), a rede pública de rádio e televisão do Reino Unido, Frank Gardner tornou-se correspondente em Riad, na Arábia Saudita. E foi à partir de lá que tornou-se um ferrenho opositor do Estado de Israel e de suas ações defensivas. Tornaram-se comuns a elaboração de reportagens parciais ou mesmo inverídicas onde os palestinos sempre figuravam como vítimas e os judeus culpabilizados.

À partir do dia 11 de Setembro de 2001, quando 19 muçulmanos perpetraram os mais terríveis ataques terroristas da história, levando à morte 2.996 pessoas de diversas nacionalidades, Frank Gardner limitou-se a fazer coberturas evasivas sobre o evento. Depois disso, Gardner foi destacado pela emissora britânica como repórter na Arábia Saudita tornando-se especialista em coberturas sobre terrorismo.

E foi na condição de repórter e produtor que no dia 6 de junho de 2004 Gardner encontrava-se na periferia de Riad, numa localidade chamada Al-Suwaidi, quando deparou-se com um grupo de muçulmanos pertencentes à Al-Qaeda. Diante da ameaça do grupo, Gardner explicou-lhes, num árabe fluente, que ele também era muçulmano. Tirou um exemplar do Alcorão que sempre levava no bolso e apresentou aos terroristas. Mesmo assim, recebeu uma rajada de balas, das quais seis atingiram regiões vitais do corpo levando-o ao coma e posteriormente à paraplegia.

Frank Gardner Help Me I'm Muslim
“Ajudem-me, eu sou muçulmano! Ajudem-me, eu sou muçulmano!”

A imagem de Gardner caído no chão, cravejado de balas, sem merecer a mínima atenção dos transeuntes é ainda hoje uma das mais fortes da trágica trajetória dos jornalistas que trabalham junto aos muçulmanos. Novamente em árabe fluente, Gardner passou a implorar por socorro gritando por diversas vezes a frase: “Ajudem-me, eu sou muçulmano! Ajudem-me, eu sou muçulmano!

Na condição de sobrevivente e herói, Frank Gardner galgou mais degraus na estrutura da rede britânica de rádio e televisão e ainda hoje é uma das estrelas do grupo. Quanto à postura em relação aos muçulmanos e principalmente à Israel, nada mudou.

Nesses dias trágicos, em que a imprensa internacional perde, da forma mais trágica possível, mais um jornalista, não há no website de Gardner um único artigo sobre o assunto enquanto nas redes sociais sua neutralidade chega a ser irritante. A página de Gardner no Facebook é um oásis de tranquilidade, com fotos de pássaros em profusão, paisagens bucólicas e aqui e ali alguma informação ligeira sobre a situação caótica do Iraque, mas nenhum post sobre a decapitação de James Foley. Foi apenas no Twitter que Gardner arriscou tocar no assunto, através de um único e breve tweet, mas também destacou uma suposta “condenação” do Gran Mufti da Arábia Saudita, o sheik Abdul-Aziz ibn Abdullah.

Frank Gardner Facebook and Twitter
Amenidades no Facebook + Neutralidade no Twitter = Medo!

Apesar da indignação daqueles que primam pelo amor à verdade e à liberdade de expressão, a atitude de Frank Gardner é relativamente compreensível. Não é fácil encarar os muçulmanos e ele, mais do que ninguém, sabe disso. O problema é que no afã de conseguir espaço para trabalhar, a mídia internacional vem fazendo concessões cada vez mais amplas aos islamistas. E por “fazer concessões” entenda-se não somente amenizar a forma como se escreve sobre o Islamismo como – e principalmente – a forma como se falseia as informações a respeito de Israel.

No livro “Mitos & Fatos – A verdade sobre o conflito árabe-israelense”, o jornalista Mitchell G. Bard nos dá uma ideia do que acontece nos bastidores da imprensa internacional e isso talvez possa explicar não só o silêncio de Gardner como as notícias completamente mentirosas que enchem os jornais, abastecem os websites e ocupam as telas de TV nesses dias sombrios que vivemos. Veja abaixo algumas das explicações de Bard para a tibieza dos jornalistas que cobrem os acontecimentos nos países árabes ou junto às comunidades muçulmanas.

Islã e a Mídia
Intimidação islâmica condiciona jornalistas e compromete a veracidade dos fatos

CONDIÇÕES E CONCESSÕES PARA TRABALHAR NOS PAÍSES ÁRABES

Quando os jornalistas recebem permissão para ultrapassar o véu de segredo, o preço pelo acesso a ditadores e terroristas em geral é alto. Os repórteres são muitas vezes intimidados ou chantageados. No Líbano da década de 80, por exemplo, a Organização pela Libertação da Palestina (OLP) fez com que os repórteres obedecessem as suas ordens como preço para obter entrevistas e proteção. Durante a “intifada de Al-Aksa”, os jornalistas israelenses foram advertidos para que não fossem até o território sob controle da Autoridade Palestina e alguns receberam ameaças por telefone após publicarem artigos críticos sobre os líderes da organização.

Quando lhe foi pedido que comentasse sobre o que muitos telespectadores consideravam como preconceito da CNN contra Israel, Reese Schonfeld, o primeiro presidente da rede, explicou: “Quando os vejo no ar, me parece que estão sendo muito cuidadosos com a sensibilidade dos árabes”. Schonfeld sugeriu que a cobertura era parcial porque a CNN não queria colocar em risco o acesso especial que tem no mundo árabe.

Nos países árabes, os jornalistas em geral são acompanhados para verem o que o ditador quer que vejam, ou são vigiados. Os cidadãos são advertidos pelas agências de segurança – às vezes diretamente, às vezes de maneira mais sutil – para serem cuidadosos com o que dizem aos visitantes.

No caso das reportagens sobre a Autoridade Palestina, a mídia ocidental depende muito dos assistentes palestinos que acompanham os correspondentes nos territórios. Além disso, os palestinos em geral fornecem as notícias que são transmitidas em todo o mundo. “Segundo minhas estimativas”, escreveu o jornalista Ehud Yaari, “mais de 95% das imagens transmitidas todas as noites via satélite aos diversos canais estrangeiros e israelenses são fornecidas por equipes de filmagem palestinas. As duas principais agências no mercado de telenotícias, APTN e rede de TV Reuters, contam com toda uma rede de correspondentes e freelancers palestinos por todos os territórios para fornecer a cobertura dos acontecimentos ao vivo. Essas equipes obviamente se identificam emocional e politicamente com a intifada e, na melhor das hipóteses, simplesmente não se atrevem a filmar algo que possa comprometer a Autoridade Palestina. Assim, as câmaras são colocadas de maneira a mostrar uma visão distorcida das ações do exército israelense, nunca enfocam os atiradores palestinos e, com muito cuidado, produzem um tipo muito específico de primeiro plano da situação”.

Um incidente particularmente atroz ocorreu em outubro de 2000, quando dois reservistas israelenses que estavam fora de combate foram linchados por uma multidão de palestinos em Ramallah. Segundo os jornalistas presentes à cena, a polícia palestina tentou impedir os jornalistas estrangeiros de filmar o incidente. Uma equipe italiana de televisão conseguiu filmar parte do ataque e essas imagens chocantes acabaram gerando manchetes em todo o mundo. Uma agência de notícias italiana rival adotou outra linha de conduta e fez um anúncio no principal jornal da Autoridade Palestina, Al Hayat-Al-Jadidah, no qual explicava que nada tinha a ver com a filmagem do incidente.

Eis aqui o anúncio e abaixo dele a tradução para o português.

Ricardo Christiano letter's for Al Hayat-Al-Jadidah newspaper

“Queridos amigos da Palestina. Nós os felicitamos e acreditamos que é nosso dever dar-lhes a conhecer a situação dos acontecimentos que ocorreram em 12 de outubro em Ramallah. Uma das estações de televisão privadas que compete conosco (e não a estação oficial de televisão italiana RAI) filmou os acontecimentos. Mais tarde a Rede de Televisão Israelense transmitiu as imagens como se adquiridas de uma das estações italianas; e assim, se criou a impressão pública de que nós (RAI) as fizemos.

Enfatizamos a todos vocês que não foi assim que as coisas aconteceram porque sempre respeitamos (e continuaremos respeitando) os procedimentos jornalísticos com a Autoridade Palestina para atuarmos na Palestina e confiamos na precisão de nosso trabalho.

Agradecemos-lhes a confiança e podem estar certos de que esse não é o nosso modo de atuar (queremos dizer que não trabalhamos como as demais estações de televisão). Não fazemos (e não faremos) tal coisa. Por favor, aceitem nossas estimas.

Riccardo Christiano, Representante da RAI, estação oficial italiana na Palestina”.

Como resultado da divulgação deste anúncio, o Ministério das Relações Exteriores do Estado de Israel suspendeu a autorização de trabalho do jornalista Riccardo Christiano nesses termos:

“O Gabinete de Imprensa do Governo de Israel decidiu suspender temporariamente o cartão de imprensa de Riccardo Christiano, representante da televisão estatal italiana (RAI) em decorrência do conteúdo de sua carta dirigida à Autoridade Palestina (…). Na referida carta, o Sr. Christiano declarou que agiu de acordo com as regras de conduta dos jornalistas junto à Autoridade Palestina. Sua carta indica que ele jamais filmará eventos que possam denegrir a imagem da Autoridade Palestina, como o recente linchamento dos militares reservistas em Ramallah. O Sr. Christiano também afirmou que seus concorrentes da mídia italiana foram os responsáveis por transmitirem as imagens do linchamento e, assim, acusou outros jornalistas estrangeiros que trabalham nos territórios. O Estado de Israel, como uma sociedade democrática, recebe bem os jornalistas que aqui trabalham e empreende um esforço considerável para garantir a liberdade de imprensa inclusive ajudando-os em seu trabalho. Em troca nós apenas pedimos aos jornalistas estrangeiros que estes respeitem as regras de ética da imprensa, como é corrente nas sociedades democráticas”.

Israel suspende carteira de Riccardo Christiano
Israel suspende utilização da carteira de jornalista de Riccardo Christiano

Uma agência de notícias que se desvia da linha pró-palestina é imediatamente atacada. Em novembro de 2000, por exemplo, a União dos Jornalistas Palestinos (UJP) se queixou de que a Associated Press estava apresentando uma falsa impressão da “intifada de Al-Aksa”. Eles consideraram isso um crime deliberado contra o povo palestino e disseram que aquela atitude servia aos interesses israelenses. A UJP ameaçou adotar todas as medidas necessárias contra os funcionários da Associated Press, assim como contra seus escritórios localizados na Autoridade Palestina caso a agência continuasse a prejudicar os interesses palestinos. A Associated Press entendeu – e aceitou – o recado.

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