Publicado por: noticiasdesiao | 6 de março de 2014

EDUCAÇÃO JUDAICA VERSUS EDUCAÇÃO ÁRABE

AS LIÇÕES DA ESCOLA SUPERIOR AGRÍCOLA KADOORIE

Esta história mostra a universalidade do povo judeu e o que ele aprendeu com isso. Por outro lado, mostra também as limitações dos palestinos (sic) e como eles não têm aprendido nada ao longo do tempo.

Escola Kadoorie em Hong Kong
Chineses, indianos, ingleses, árabes e judeus na abertura de uma atividade acadêmica numa escola fundada pelo filantropo judeu Sir Eleazer Silas Kadoorie. Pluralidade.

Sir Eleazer Silas Kadoorie foi um rico empresário judeu que representa bem o espírito, a trajetória e os valores do seu povo. Kadoorie nasceu em 1865 no seio da abastada família Baghdadian Kadoorie de Bagdá, no Iraque; foi empregado de outros judeus em Bombaim, na Índia; fez fortuna em Xangai, na China; foi declarado Sir na Inglaterra; morreu em Hong Kong, que era então Britânica; e deixou parte da sua herança para a criação de instituições de ensino em Israel. Um homem globalizado.

Embora oriundo de berço nobre, Ellis Kadoorie, como era conhecido, não apoiou-se no nome nem nos bens da família para construir a sua história, ao contrário, submeteu-se a trabalhar como empregado de outros judeus, no caso os sefarditas David Sassoon & Filhos que mantinham negócios na Índia. Aplicado e empreendedor, em poucos anos havia acumulado grande fortuna iniciando seus próprios negócios em Xangai e Hong Kong. Kadoorie investiu no setor bancário, em plantações de borracha, em concessionárias de energia elétrica e imobiliário, vindo posteriormente a ser dono do grupo hoteleiro Hong Kong Hotels Limited., da qual faz parte o luxuoso Peninsula Hotel, uma unidade hoteleira de referência, famosa por sua imponente frota de Rolls-Royces.

Frota de Rolls Royce do Peninsula Hotel
Frota de Rolls Royces diante do imponente Peninsula Hotel, em Hong Kong. Parte da fortuna do seu fundador foi utilizada para o desenvolvimento da educação na China, Índia e Israel.

Desde cedo, Kadoorie preocupou-se com a formação escolar das populações junto as quais tinha negócios e à partir da década de 1910 investiu maciçamente na construção de dezenas de escolas na China e em Xangai. As mais famosas destas escolas são a Escola Secundária Ellis Kadoorie de West Kowloon e a Shanghai Yucai High School. Em reconhecimento às imensas contribuições comerciais e filantrópicas, Ellis Kadoorie foi nomeado cavaleiro do Império Britânico em 1917, recebendo o título de Sir.

Eleazer Kadoorie faleceu no dia 24 de Fevereiro de 1922, em Hong Kong, e seu corpo foi enterrado no Cemitério Judaico da mesma cidade. Tinha apenas 57 anos. Ao lerem seu testamento verificaram que ele havia destinado £ 100.000 para o desenvolvimento da educação na Terra de Israel, que naquela altura ainda era conhecida pelo nome dado pelos romanos depois da expulsão de parte dos judeus: Palestina.

A princípio houve dúvidas se os recursos deveriam ser aplicados no Iraque ou em Israel, sendo inclusive criada uma comissão para avaliar e planejar as ações. Ao lerem atentamente o testamento chegaram à conclusão de que o dinheiro deveria ser aplicado mesmo em Israel. Entretanto, novo impasse surgiu: deveriam os recursos serem aplicados apenas na educação hebraica? Neste momento, um professor da Universidade de Manchester sugeriu que os recursos fossem utilizados para a construção de duas escolas distintas, uma árabe, outra judaica. O nome desse professor era Chaim Azriel Weizmann, que veio tornar-se posteriormente o primeiro presidente do moderno Estado de Israel. Coube a Herbert Samuel, Alto-comissário Britânico para a Palestina, a distribuição e aplicação dos recursos.

Universidade PalestinaAs duas escolas fundadas com a doação de Ellis Kadoorie foram a Escola Superior Agrícola Kadoorie, junto ao Monte Tabor, na Baixa Galileia, e a Escola Superior Agrícola de Tulkarm, mais ao norte. A primeira, judaica, mantém seu nome até hoje, mas a segunda, árabe, é atualmente conhecida como Universidade Palestina. Embora não tenha sido uma exigência do benfeitor, manter o nome tem sido uma forma dos judeus reconhecerem o seu valor. Entretanto, se Eleazer Kadoorie pudesse ver, 80 anos depois, o destino dado à sua doação, certamente ficaria maravilhado com o que fizeram os judeus e entristecido com o que aconteceu pelo lado árabe. A Kadoorie judaica é hoje referência mundial em formação agrícola, tendo sido berço de estudantes importantes como Yitzak Rabin, enquanto a Kadoorie árabe mais parece um centro de formação de extremistas. A Kadoorie judaica é um centro de tecnologia de ponta, com os mais sofisticados equipamentos, enquanto a Kadoorie árabe parece uma escola mediana do século passado. Na Kadoorie judaica a memória de Eleazer Kadoorie é preservada e reverenciada, enquanto quem circula pela Kadoorie árabe tem a sensação de que seu grande benfeitor foi Yasser Arafat. Entre os alunos da Kadoorie judaica é possível ver-se estudantes de todas as nações, raças e etnias, inclusive árabes, enquanto no campus da Kadoorie árabe você só encontra isso, árabes.

Alunos da Escola Kadoorie de Tecnologia Agrícola
Alunos da Universidade Palestina
FOTO SUPERIOR: Grupo de alunos da Escola Superior Agrícola Kadoorie, de Kfar Tavor, mostra a multiplicidade de culturas presentes nesta escola que é referência mundial. FOTO INFERIOR: Turma da Universidade Palestina, fundada no mesmo ano e com os mesmos recursos e propósitos que Escola Superior Agrícola Kadoorie, mas onde hoje praticamente só os árabes têm espaço.

O EXTREMISMO VAI AO CAMPUS

Enquanto na Kadoorie judaica, que tem hoje cerca de 1.500 alunos, os estudantes trabalham em projetos e pesquisas que contribuem significativamente para o desenvolvimento da agricultura mundial, na Universidade Palestina o extremismo político-religioso é quem dá as cartas. O clima antissemita e antissionista está presente em quase todas as atividades acadêmicas, basta olhar as fotos e comentários das páginas oficiais da instituição nas redes sociais. Mas não ficam apenas nisso. Recentemente, um mega-protesto envolvendo alunos e professores, culminou com a queima simbólica de um boneco representando o emir do Qatar, o Sheikh Hamad bin Khalifa al-Thani, a quem os estudantes acusam de ser leniente em relação a Israel. Árabes contra árabes. Nem eles se entendem.

Protesto de árabe contra árabe
Boneco representando o emir do Qatar é queimado em protesto no centro da Universidade Palestina.

VEJAM ESTES VÍDEOS

O vídeo abaixo mostra judeus e gentios, árabes ou não, religiosos ou não, dando depoimentos após participarem de um seminário na judaica Escola Superior Agrícola Kadoorie, de Kfar Tavor.


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O link abaixo direciona para um vídeo institucional que mostra o interior da Universidade Palestina. Atentem para a onipresença árabe e para a baixa tecnologia dos equipamentos e materiais.

https://www.facebook.com/photo.php?v=420572271321463&set=vb.406134989409822&type=3&theater

Neste último vídeo vocês poderão conhecer um pouco do Peninsula, o mais famoso dos hotéis fundados pelo filantropo Sir Eleazer Silas Kadoorie.

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Responses

  1. Caro amigo de Sião
    Parabéns pelo seu blog. Sou português e cristão mas amo o povo de Israel, um dos povos que mais contribuiu para o bem estar da Humanidade.É verdadeiramente triste o aumento do anti-semitismo no mundo de hoje, especialmente na Europa, devido a vários factores. Muitas vezes revolta-me o tratamento parcial e hipócrita que a Imprensa dá ao conflito israel-palestina. Que Deus abençoe Israel.

  2. Republicou isso em jesusavedme.


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