Publicado por: noticiasdesiao | 12 de agosto de 2013

CASA DE MARCELO PESSEGHINI SOBREVOADA POR UM DRONE

REDE GLOBO USA A MESMA TECNOLOGIA USADA POR ISRAEL

Quem assistiu ao programa Fantástico da Rede Globo de Televisão na noite deste Domingo, 11, pode não ter percebido, mas as imagens aéreas da casa onde a família Pesseghini foi chacinada foram captadas por uma câmera colocada em um VANT, ou seja, num Veículo Aéreo Não Tripulado, popularmente conhecidos por drone (zangão em inglês).

Casa de Marcelo Bovo Pesseghini
Em destaque, a sombra do drone da Rede Globo quando este sobrevoava a casa da família Bovo Pesseghini.

ISRAEL É REFERÊNCIA QUANDO SE FALA EM VANTS

Israel é o maior exportador mundial de drones, principalmente para a Europa, Ásia e América Latina, em um comércio equivalente a 3 bilhões de Reais, os drones são responsáveis por quase 10% de todas das exportações militares de Israel.

Fabricados pela Israel Aerospace Industries (IAI), hoje em dia não há um conflito que não demonstre a eficácia desses aparelhos, especialmente onde o levantamento de informações e o alvo dos ataques valem mais do que a extensão dos danos causados. Com seus 8 metros e meio de comprimento, 16 de envergadura e fuselagem dupla de materiais compostos, ele até parece um pouco desajeitado, mas é eficaz naquilo que se propõe: reconhecer inimigos e, se preciso, anulá-los sem pôr em riscos civis ou demais pessoas inocentes.

Ilan Katalan, um dos israelenses envolvidos no desenvolvimento dos drones, afirmou que Israel trabalha para tornar os motores ainda mais leves, para que as micro-aeronaves obtenham sempre menor visibilidade e maior autonomia de voo. Drones como o “Heron” deslocam-se a uma velocidade de 200 “São motores de ultraleve um pouco melhorados, nada mais”, confidencia Ilan Katalan, um dos técnicos. Velocidade de cruzeiro? Apenas 200 km/h, alcançam até 9 mil metros de altitude e são capazes de transportar até 250 quilos de material embarcado tais como câmeras ópticas e térmicas, visor a laser e radares ar-solo. São capazes de se manter em voo durante dezenas de horas, em todas as condições atmosféricas, e são capazes de aterrissar e decolar automaticamente, inclusive em terreno inimigo. No cinema, a eficácia dos drones foi demonstrada no filme O Legado Bourne, de 2012. Os drones israelenses já são utilizados militarmente por mais de 13 países e de forma pacífica em diversos outros.

Em recente entrevista para a GQ Magazine, Jacques Chemla, diretor da Malat (Zangão, em hebraico) afirmou que a fama de Israel em produzir excelente tecnologia ajudou na propagação do uso dos drones. “Somos precedidos por nossa fama baseada em nossa experiência tecnológica, apesar de nossos clientes potenciais serem às vezes reticentes em relação à ideia de obter informações com uma empresa israelense”. O mais popular drone israelense chama-se Heron e pode custar o equivalente a 30 a 150 milhões de Reais.

Chemla é um dos pioneiros da indústria dos drones. A ideia de um aparelho capaz de voar durante horas acima das linhas adversas para transmitir informações em tempo real nasceu em Israel, após o ataque surpresa sírio-egípcio da Guerra do Yom Kippur, em 1973. Nove anos depois, durante a Guerra do Líbano, os drones israelenses tornaram-se operacionais, possibilitando a destruição sem dificuldade dos lançadores de mísseis sírios escondidos no Vale do Beqaa. Isso impressionou os americanos, que se apressaram em encomendar vários exemplares.

Das evoluções aos saltos tecnológicos, o diretor da Malat teve tempo para se convencer que o futuro pertence aos drones. “Além do fato de que você não se arrisca a perder um piloto, pode mantê-los voando durante horas e dispõe de equipe completa em solo para analisar os dados transmitidos”, afirma. Na verdade, se isso só dependesse dele, os drones substituiriam também os pilotos da aviação civil. “As aeronaves de última geração, como o Airbus A380 ou o Boeing 777, na verdade são drones: decolagem, aterrissagem e cruzeiro, tudo é controlado por computador. O único obstáculo para a eliminação da tripulação é psicológico.”

Fábrica de Drones em Israel
Fábrica de Drones em Israel

Os engenheiros da empresa israelense IAI exploram o mercado militar cujas pesquisas abrangem tanto o campo de ação quanto a capacidade de carga. Com um raio de alcance de 1,5 mil quilômetros, algumas aeronaves, como o Eitan, são capazes de realizar missões estratégicas em cima do Irã sem que nenhum piloto corra riscos. E quando um drone francês sobrevoa o Afeganistão ou a Líbia, o ministro da Defesa pode receber as imagens em tempo real na sua sala em Paris.

drone
Modelo do Drone utilizado pela Rede Globo

O menor drone do mundo também está sendo desenvolvido por Israel. Chama-se Borboleta, terá cerca de 20 centímetros de largura e seu peso não passará dos incríveis 11 gramas. “Para se chegar a isso, cada gota de cola foi pensada”, diz Eliad Michaeli, de 18 anos, um dos diversos jovens que recebem robustos investimentos da IAI e que em breve estará se alistando nas Forças de Defesa de Israel onde irá operar um drone, evidentemente.

Menor drone do mundo
Borboleta, o menor drone do mundo.

COM INFORMAÇÕES DA CQ MAGAZINE

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Responses

  1. DEMAIS!!!! Louvado seja o D’us de Israel pela inteligência que deu ao seu povo. Quanto a reportagem, é uma situação muito triste para o ser humano suportar.


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