Publicado por: noticiasdesiao | 13 de fevereiro de 2013

POR QUE O PAPA RENUNCIOU?

O PAPA CORRIA O RISCO DE SER ASSASSINADO?

Já não vivemos mais tempos de Roma locuta est mas sim de Internet locuta est, por isso estamos todos sujeitos aos deslizes da má informação. E como em terra de desinformados quem sabe um pouco é louco, cá estou a caminho do sanatório, não sem antes exercer o meu jus sperneandi.

Raio fulmina Basílica de São Pedro

A RENÚNCIA DE BENTO XVI E O ANGU DE CAROÇO

Depois de publicar o post anterior (Papa Bento XVI renuncia), fui grosseiramente atacado numa rede social como se o problema estivesse em mim e não nas circunstâncias que envolvem a renúncia do tal Bento. Um jovem, que sequer conheço, depois de chamar-me de “recalcado” e “preconceituoso” aconselhou-me a “buscar tratamento psicológico”, pois o texto que escrevi, segundo o jovem, é “irresponsável, ridículo e nojento”.

Ora, o trecho que escrevi é composto apenas de dois pequenos parágrafos, enquanto o restante do texto, conforme citei no post, foi distribuído pelas agências internacionais de notícias e mesmo assim a maior parte dele é a íntegra do pronunciamento do próprio papa.

Outro internauta – este eu conheço e lamento as palavras que usou – foi cáustico nas indiretas ao usar uma frase atribuída a Freud: “Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo”. Se entendi o que meu amigo quis dizer, o fato de eu “suspeitar” que há algo estranho na notícia da renúncia do papa, faz de mim um futriqueiro. É isso?

Infelizmente este amigo deveria ter feito algo básico antes de agredir-me com palavras: Checar as fontes. Não só as que embasavam as minhas suspeitas como as da própria frase citada, afinal de contas não foi Freud quem disse isso, embora existam mais de 70.000 referências na Internet – apenas em português! – dizendo que o foi. Na verdade a frase “Ce que Pierre pense de Paul en dit plus sur Pierre que sur Paul” é de autoria da escritora canadense Lise Bourbeau e não do psicanalista Sigmund Freud.

Mas, como não vivemos mais tempos de Roma locuta est e sim de Internet locuta est, estamos todos sujeitos aos deslizes da má informação. E como em terra de desinformados quem sabe um pouco mais é louco, cá estou a caminho do sanatório, não sem antes exercer o meu jus sperneandi.

No meu texto escrevi: “Não sou chegado à teorias conspiratórias, mas acredito que neste angu tem caroço. Anotem e aguardem”. Onde está o recalque, o preconceito? Poderia ter disponibilizado uma dezena de links onde blogueiros tresloucados levantam mil-e-uma teorias para a renúncia de Bento XVI e não o fiz, apenas sugeri que poderia haver alguma coisa e aconselhei meus leitores a anotarem e aguardarem.

Aqueles que convivem ou conviveram comigo mais de perto sabem que conheço um pouco dos bastidores da Igreja Católica. Não muito, como aliás nenhum católico a conhece, mas o suficiente para saber do que estou falando. No início dos anos 70 do século passado tive o privilégio – histórico e não espiritual – de conviver, em regime de internato, no seio de uma grande instituição católica. Tal experiência aconteceu num período em que a chamada Santa Sé foi conduzida por nada mais nada menos que três papas. Quando entrei para a instituição o papa era Paulo VI, este foi substituído por João Paulo I, que foi substituído por João Paulo II. Acompanhei a transição, e os burburinhos adjacentes, numa posição privilegiada. Embora jovem, eu já era editor de um jornalzinho artesanal, mimeografado até, que tinha o singelo nome de “Amizade”. E foi como protojornalista que assisti, como aliás o mundo todo, com surpresa o anúncio da morte do Papa João Paulo I apenas 1 mês após a sua posse.

Do que teria morrido um papa tão jovem e aparentemente bastante saudável? Na época, como hoje, havia uma nebulosa cortina de fumaça a encobrir os acontecimentos. E esta não vinha dos turíbulos e rituais, mas sim da obscuridade nas comunicações do Vaticano.

UM POUCO DE CONSPIRAÇÃO

Como disse, não sou dado a teorias conspiratórias, mas há quem seja. E um destes teóricos é o jornalista inglês David Yallop, que escreveu o explosivo livro Em Nome de Deus, onde sugere que o Papa João Paulo I não morreu de causas naturais, mas sim que foi assassinado. Veja a seguir um resumo da Teoria de Yallop, com uma profusão de hiperlinks para aqueles que, como eu, gostam de checar as fontes.

Corpo do Papa João Paulo I no caixãoO jornalista britânico David Yallop publicou em 1984, após longa pesquisa, a obra Em nome de Deus (In God’s Name), na qual oferece pistas sobre uma possível conspiração para matar João Paulo I. A dar-se crédito às fontes de Yallop (que incluem inúmeros clérigos e habitantes da cidade do Vaticano), João Paulo I esboçara, no início de seu breve pontificado, uma investigação sobre supostos esquemas de corrupção no IOR (Istituto per le Opere di Religione, a mais poderosa instituição financeira do Vaticano, vulgo Banco do Vaticano), que possuía muitas ações do Banco Ambrosiano. O Banco do Vaticano perdeu cerca de um quarto de bilhão de dólares. Logo após eleger-se papa, ele ficara a par de inúmeras irregularidades no Banco Ambrosiano, então comandado por Roberto Calvi, conhecido pela alcunha de “Banqueiro de Deus” por suas íntimas relações com o IOR. Esta corrupção foi real e é conhecida por ter envolvido o chefe do Banco do Vaticano, Paul Marcinkus, juntamente com Calvi. Calvi era um membro da P2, uma loja maçônica italiana ilegal. Ele foi encontrado enforcado numa ponte em Londres, depois de ter desaparecido antes da corrupção se tornar pública. Sua morte foi inicialmente dada como suicídio, e um segundo inquérito – ordenado por sua família -, em seguida, retornou a um “veredicto aberto”. Hoje se sabe que Calvi não se suicidou, mas sim que foi assassinado. Paul Marcinkus viria a morrer anos mais tarde, aparentemente de causas naturais aos 84 anos, num estranho exílio que gozava nos Estados Unidos.

Entre os envolvidos no esquema, estaria o então secretário de Estado do Vaticano e camerlengo, cardeal Jean Villot, o mafioso siciliano Michele Sindona, o cardeal norte-americano John Cody (que também morreu de forma esquisita), na época chefe da arquidiocese de Chicago e o bispo Paul Marcinkus, então presidente do Banco do Vaticano. As nebulosas movimentações financeiras destes não passaram despercebidas pelo “Papa Sorriso”. Também são citados supostos membros da loja maçônica P2, como Licio Gelli (deve-se ressaltar que pertencer a essa comunidade secreta sempre foi e ainda é considerado motivo de excomunhão pela Igreja Católica).

A Cúria Romana como um todo teria rechaçado o perfil humilde e reformista de João Paulo I. Diversos episódios no livro corroborariam essa tendência: João Paulo I, também conhecido como “O Papa Sorriso” sempre repudiou dogmas, ostentação, luxo e formalidades; para ficar num exemplo, ele detestava a sedia gestatória, a liteira papal (argumentando que, por mais que fosse o chefe espiritual de quase mil milhões de católicos, não se sentia importante a ponto de ser carregado nos ombros de pessoas). Após muita insistência curial, ele passou a usá-la.

Yallop cita a digitalina (veneno extraído da planta com o mesmo nome) como a droga usada para pôr fim ao pontificado de João Paulo I. Essa toxina demora algumas horas para fazer efeito; Yallop defende que uma dose mínima de digitalina, acrescentada à comida ou à bebida do papa, passaria despercebida e seria suficiente para levar ao óbito. E para o autor de Em nome de Deus, teria sido muito fácil, para alguém que conhecesse os acessos à cidade do Vaticano, penetrar nos aposentos papais e cometer um crime dessa natureza. Outras obras de investigação fontes também lançam a teoria de envenenamento: o livro El día de la cuenta do sacerdote espanhol Jesús López Sáez, pressume que o Papa foi envenenado com uma forte dose de um vasodilatador.

Sem se deter na morte de João Paulo I, Yallop ainda insinuou que João Paulo II seria conivente com todas as irregularidades detectadas no pontificado de seu breve antecessor.

O ator Ben Stiller na praia tendo o livro de Yallop nas mãos.

O ator Ben Stiller na praia tendo o livro de Yallop nas mãos.

CAROÇOS NO ANGU

O texto acima não é meu, está na Wikipédia, e como sabemos esta enciclopédia é “livre”. Minha sugestão é que façam o mesmo que fez Ben Stiller: leiam o livro. Agora, de uma coisa eu sei, o então Cardeal Presbiterial de Santa Maria da Consolação no Tiburtino, Joseph Ratzinger, não só participou do conclave que elegeu Albino Luciani como papa João Paulo I, mas era do círculo próximo do novo pontífice. Tão próximo que o papa o designou como seu substituto no III Congresso Mariológico Internacional que aconteceu em Guayaquil (Equador) de 16 a 24 de Setembro de 1978. Ratzinger era o representante do representante de Deus na terra (sic).

Se João Paulo I foi ou não assassinado talvez nunca saberemos, mas que os poucos meses do seu pontificado foram particularmente turbulentos, foram. O Vaticano estava mergulhado em tantos escândalos e problemas como está hoje e o Papa lutava pelo expurgo tanto quanto supostamente Bento XVI luta hoje. Estaria o Papa demissionário temendo pela sua própria vida? Quem tem o mínimo de conhecimento dos meandros do Vaticano sabe que sim.

Tem caroço no angu? Bem, quando escrevi o texto a notícia da renúncia estava fresca e todas as fontes confiáveis ainda estavam boquiabertas. Mas, a medida que os dias vão passando alguns detalhes estão vindo à tona.

Em reportagem de Jamil Chade e Felipe Domingue, a Agência Estado apresentou uma interessante matéria sob o título Disputa de poder na Igreja pode ter provocado renúncia de Bento XVI. Clicando no link vocês poderão ler a matéria toda, mas destaco aqui alguns excertos que comprovam as suspeitas de caroço no angu.

ANGU: “Cansado e sem energia, mas também isolado politicamente. O papa Bento XVI de fato renunciou ao pontificado por conta de sua fragilidade. Fontes próximas ao Vaticano, porém, afirmam que a exaustão não tem a ver apenas com a sua saúde, mas também com a disputa de poder que marcou seus últimos meses no trono. A renúncia teria sido uma reação extrema ao que muitos classificam de governo paralelo, que teria se formado à sua sombra e sob comando do cardeal Tarcisio Bertone”.

CAROÇO: Nos turbulentos meses em que a Igreja Católica teve três papas e que teóricos da conspiração crêem que João Paulo I foi assassinado, Tarcisio Bertone era Professor de Direito Canônico em Roma exercendo também o cargo de Diretor de Teólogos. O Direito Canônico é o conjunto de normas que regulam a vida na comunidade eclesial, ou seja, entre padres, bispos, arcebispos, cardeais e… papa.

ANGU: “Fontes nas embaixadas estrangeiras junto à Santa Sé relataram ao Estado os bastidores dos últimos meses de Bento XVI. Dizem que o papa renunciou de livre vontade, mas consciente de que já não mandava sozinho na Santa Sé e, com os poucos anos que lhe restavam, não conseguiria fazer o que havia planejado diante de resistência de seus ex-aliados”.

CAROÇO: O papado de João Paulo I durou apenas 33 dias, mas segundo estudiosos vaticanistas, o Catecismo Católico teve mais mudanças nestes 33 dias do que em todos os séculos anteriores a eles. Albino Luciani estava disposto a fazer profundas reformas no seio da Igreja, mas não conseguiu aliados.

ANGU: “De forma indireta, a Santa Sé confirmou que a fragilidade não vinha de sua saúde. “O papa é uma pessoa de grande realismo e conhece os problemas e as dificuldades”, disse o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. “A renúncia foi uma mensagem à Cúria, mas também a todos nós”, disse. (…) O papa chegou ao trono com a promessa de que conduziria uma limpeza na Igreja. O resultado, porém, foi o oposto e o equilíbrio de poder que havia durante os anos de João Paulo II ruiu. (…) Suas decisões de punir cardeais simplesmente foram ignoradas ou levaram anos para serem cumpridas, em um desafio claro ao poder do papa. (…) Por mais que tenha tentado, Bento XVI jamais conseguiu implementar sua ideia “de tolerância zero” em relação à pedofilia. “Quanta sujeira na Igreja”, chegou a declarar. (…) Bento XVI também deu indicações de que poderia rever algumas de suas posições, como a questão do preservativo. Cardeais mostraram-se irritados e se apressaram em negar o debate. Esse não seria o único caso de desobediência. Bertone tomaria medidas à sua revelia, até mesmo punindo aliados do papa. Em uma ocasião, teria chorado. Amigo pessoal do papa, Bertone foi a pessoa que mais recebeu poder dentro da Igreja em 2005. Mas, em alianças com membros da Cúria, teria criado situações em que colocava Bento XVI contra esses cardeais. Para evitar uma disputa direta, o papa optou inicialmente por não questionar as decisões de seu ex-aliado. Mas isso teria ido longe demais. Um dos casos que revelou o poder de Bertone foi o do cardeal Carlo Maria Vigano, que alertou Bento XVI sobre suspeitas de corrupção nos contratos do Vaticano. O caso chegou até a imprensa italiana. Imediatamente, Bertone decidiu nomear Vigano como núncio nos Estados Unidos. (…) Também pesaram a revelação de corrupção no Banco do Vaticano, seguido pelo descobrimento de que próprio mordomo, pessoa que o vestia e estava em sua intimidade, havia roubado documentos que expunham a corrupção na Igreja”.

CAROÇO: Não só pedofilia, mas também escândalo no Banco do Vaticano (novamente, como aconteceu na época de João Paulo I) além do constrangedor episódio de vazamento de documentos pessoais do próprio Papa.

ANGU: “Para diplomatas, um indício de que Bento XVI não acreditava que o mordomo havia agido sozinho foi sua decisão de perdoá-lo, mesmo depois que um tribunal do Vaticano o condenou”.

CAROÇO: Mais do que perdoar o mordomo, Bento XVI esperava descobrir quem eram as pessoas envolvidas no escândalo, afinal de contas, alguém que tinha acesso às mais reservadas áreas do papa havia traído sua confiança. Não nos esqueçamos que, segundo a teoria de Yallop, alguém de dentro do Vaticano levou uma xícara de chá com digitalina para João Paulo I.

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Responses

  1. Recebi um e-mail que dizia o seguinte:

    Amados em Yeshua,
    Shalom
    Até parece um acaso…mas nas coisas de YHWH não há acasos.
    Reparei que a Concordata foi assinada entre Mussolini e o “papa” Pio XI em 11 de Fevereiro de 1929, (data da assinatura do Tratado de Latrão que “curou a ferida” que parecia mortal da igreja apóstata romana) dando origem ao Estadp do Vaticano.
    Ora, ontém mesmo, a 11 de Fevereiro de 2013, Bento XVI resignou quase ao fim de 8 anos de “papado”, para dar lugar ao vindouro 8º “rei” (o ressurgimento da Besta), o que quer dizer que o poder papal deste último “rei” (Petrus Romanus ou Pio XIII) que vai à perdição, virá com o poder de Satanás, o poder de perseguição dos santos (como foi no passado).
    Estejamos muito atentos às cenas dos próximos capítulos.
    A Palavra de YHWH é certa e segura e nela não existem acasos nem coincidências.
    Saudações no Nome do Santo de Israel
    Shofar Gadol

    – – –

    Vale a pena pensar e ficar alerta.

  2. O mundo inteiro foi surpreendido com a renúncia do papa, ato atípico, anômalo, inabitual, incomum, raro, anormal, inusitado, além de misterioso, enigmático, enevoado e, por que não, NEBULOSO, e alguns ‘garotinhos’ te criticam por causa da sua postagem, como se VOCÊ APENAS visse alguma nebulosidade pairando sobre a renúncia do papa? Eita quanta gente estranha sobre esta Terra…

  3. Criticas sempre existirão, eu sou questionado e perseguido religiosamente por muito menos no meu blog.
    Bem vindo ao clube rsrs.

  4. Olha só, se o angú tem caroço ou não, o que importa o que os católicos sofrem de uma estultice misturada a burrice, é a mesma coisa. Também pouco importa. O que mais me assusta e me deixa espantado é que eles, os icarianos, não conseguem ver o antro de podridão reinante nesta seita chamada “igreja” de Deus. Bandidagem, pedofilia, assassinatos, estupros (dos coroinhas) homossexualismo, corrupção… olha, não posso mais colocar vírgulas porque é contra o regulamento da língua portuguesa, mas a lista é enorme.
    Antonio P. Gras

  5. O papa renunciou porque o ocidente tá muito liberal, união de homossexuais, legalização de aborto, etc. Coisas que o oriente não permite porque o oriente é muito tradicional. O ocidente tá muito liberal e o papa deveria vetar essas coisas, mas não fez nada. Quem quer apostar aliás como o próximo papa será assassinado?

  6. Nada é perfeito, a Igreja é santa e pecadora. Vamos aguardar a chegada do novo papa, para acabar com as falhas, pode ser necessário o martírio de outros papas. Mas, é um mal necessário.

    • Cego é aquele que não quer ver. E o povo católico não consegue ver um palmo à frente.
      A Igreja Católica sempre foi um mar de corrupção.

  7. É um escândalo atrás do outro. Essa igreja romana tá igual a Universal do Reino de Deus no Brasil que tá começando a ganhar o mundo. Fiquem de olho.

  8. Acho que descobriram podres do papa quando roubaram seus documentos, por isso ele renunciou .

  9. Concorde com voce Derson! Aquele papa sempre teve um olhando muito estranho!
    Por: Lane 21 de fevereiro de 2013

  10. Ops! Desculpem o erro eu quis dizer, um olhar estranho!

  11. Não sei se viram o vídeo do link, mas é interessante. É uma visita de Bento XVI à Alemanha, em 2011. Vários cardeais se recusaram a cumprimentar o papa.

    • Muito interessante este vídeo. Vou publicá-lo no blog uma vez que o espaço de comentários está reservado apenas para textos. Excelente observação, Misael.

  12. Sono stato molto contento di aver trovato questo sito. Voglio dire grazie per il vostro tempo per questa lettura meravigliosa! Io sicuramente mi sto godendo ogni post e ho già salvato il sito tra i segnalibri per non perdermi nulla!

    • Grazie Paolo per i vostri commenti gratificanti. Sarà una gioia sapere che si continuerà a monitorare le nostre letture. Un grande abbraccio per voi.


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