Publicado por: noticiasdesiao | 25 de abril de 2012

ISRAEL MEMORIAL DAY

A principal diferença entre a Shoah empreendida por Adolf Hitler e a atual ameaça iraniana é a capacidade de defesa política e militar que possui o Estado de Israel. Qualquer um que ignore essa ameaça, que não se prepare para ela e que não tente eliminá-la estará enterrando a cabeça na areia. (Benjamin Netanyahu)

ISRAEL, IRÃ, O MONSTRO DA NORUEGA E UM LIVRO INCOMUM.

O ato de “lembrar” é tão importante em Israel que o país praticamente pára nos dias dedicados a isso. Lembrar o fim da escravidão e a saída do Egito é uma obrigação, lembrar a tragédia da Shoah, conhecida no Ocidente como Holocausto, é importante, lembrar os soldados que deram suas vidas na luta pela independência e pela manutenção do seu Estado, também. Tudo em Israel impele seu povo a manter viva as suas lembranças.

Mais do que um mero culto ao passado, os judeus lembram suas tragédias para estarem sempre alertas para o caso delas voltarem a ameaçar. Esta é a razão pela qual o Primeiro Ministro, Benjamin Netanyahu, disse ontem, 24, que o regime iraniano manifesta o mesmo desejo que a Alemanha nazista alimentou no período da Segunda Grande Guerra: “Aniquilar milhões de judeus”.

Em entrevista a uma emissora israelense, Netanyahu declarou a respeito deste sonho iraniano, que “é certo que não desejam executar em nome de uma raça superior, mas em nome de um culto, de uma religião superior”. Os métodos podem ser diferentes, mas “o desejo de aniquilar milhões de judeus é claro”, concluiu o premiê.

O MONSTRO DA NORUEGA

Longe de parecer uma mera síndrome de perseguição, Netanyahu ressaltou que a história do povo judeu mostra que é preciso “levar a sério quem te faz ameaças de morte”.

Enquanto o premiê israelense fazia seu pronunciamento, a 3.600 km de Jerusalém ocorria o julgamento histórico do norueguês Anders Behring Breivik. Réu confesso, Breivik foi responsável pela morte de 77 pessoas, em dois atentados terroristas.

Em determinada altura do julgamento, o assassino falou sobre o seu ataque: “A única coisa que deveria surpreender a Noruega e a Europa é o fato de um ato assim não ter ocorrido antes.

Patinando numa politica de tolerância ampla, a Europa assiste passivamente ao crescimento de movimentos ideológicos marcados pelo radicalismo de seus líderes. Pregações virulentas contra o estilo de vida europeu ocorrem todos os dias e as autoridades se limitam a “monitorar” as reuniões onde as ideias são apregoadas sem se atentar para o verdadeiro perigo que elas representam.

Voltando ao discurso do primeiro-ministro israelense, Netanyahu destacou que a principal diferença entre a Shoah empreendida por Adolf Hitler e a atual ameaça iraniana é a “capacidade de defesa política” e, principalmente, “a capacidade de defesa militar” que possui o Estado de Israel. “Qualquer um que ignore essa ameaça, que não se prepare para ela e que não tente eliminá-la estará enterrando a cabeça na areia”, comentou Benjamin Netanyahu.

EM COMUM, UM LIVRO INCOMUM.

Quase que simultaneamente aos dois episódios – o promunciamento de Netanyahu e o Julgamento de Oslo – o Governo da Baviera, na Alemanha, anunciou a intenção de financiar a reimpressão do livro “Mein Kampf”, de Adolf Hitler.

O ministro das Finanças da Baviera, Markus Söder, anunciou que a reedição do polêmico livro se dará no intuito de “desmistificar” esta obra que mistura elementos autobiográficos e fundamentos da ideologia nazista. “Queremos mostrar claramente a que ponto este livro, com consequências catastróficas, é absurdo”, destacou Söder sobre a obra que serviu de base à política do III Reich.

A famigerada publicação foi redigida por Hitler no período em que esteve preso, em 1924, após uma tentativa de golpe de Estado contra o governo alemão. Desde o final da Segunda Grande Guerra, em 1945, o livro não mais foi impresso e boa parte dos dez milhões de exemplares simplesmente desapareceram.

Como o Governo do Estado Regional da Baviera detém os direitos autorais da obra, manteve-a proibida até os dias de hoje. Acontece que daqui a três anos, em Dezembro de 2015, o texto passará a ser de domínio público e qualquer editoda poderá publicá-lo sem restrições. Antes que isso aconteça, um grupo de especialistas está preparando uma “edição comentada” com o objetivo de mostrar como a obra é maléfica.

Segundo Markus Söder, esta edição comentada visa tornar o livro “comercialmente desinteressante”, de modo que editoras sérias não se arrisquem a publicá-lo. Esta opinião é recebida com reservas nos mais diversos círculos, religiosos e acadêmicos, incluindo a do presidente do Conselho Central dos Judeus da Alemanha Dieter Graumann, que informou não se opor com veemência ao projeto.

“Melhor seria que não fosse publicado mas, neste caso, é preciso que saia acompanhado de comentários pedagógicos por parte de historiadores”, disse Graumann à Agência France Press.

Com anotações ou não, numa Europa cada vez mais influenciada pelo Islã e marcada por sentimentos antissemitas, a reedição de “Mein Kampf” tem tudo para ser uma bomba de efeito retardado. Bomba esta que, aparentemente, pegará o Europa uma vez mais de surpresa.

Mas não surpreenderá a Anders Behring Breivik e seus seguidores, nem a Benjamin Netanyahu, que declarou na manhã de ontem: “Já cometemos esses erros no passado e não os repetiremos no presente“.

LEMBRANDO SEMPRE

No Cemitério de Kfar Saba, está uma ala inteira repleta de túmulos de soldados mortos em defesa de Eretz Israel. Eles tombaram defendendo seu povo, seu povo não os esquece jamais.

As novas gerações não podem esquecer as milhares de vítimas que perderam suas vidas não apenas na defesa de Israel como em centenas de atentados terroristas perpetrados por seus inimigos. Na foto acima, o casal de filhos do autor deste blog prestam homenagem no memorial da cidade de Hod HaSharon.

Memorial em Hod HaSharon, Israel.

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Responses

  1. Shalom Deixo Minha Homenagem Nesta Data Tão Especial
    Jerusalém Está Sempre Presente Em Minhas Orações a O Deus de Abraão Isaque e Jaco

    O Deus de Israel

  2. São lindos os seus filhos! Deus os abençoe!


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