Publicado por: noticiasdesiao | 7 de fevereiro de 2012

DIA DA INTERNET SEGURA

INTERNET CHEGA A 2 BILHÕES DE UTILIZADORES E PREOCUPA

– Impressiona a forma como os jovens acreditam em quase tudo o que circula na rede. E o modo como compartilham as bobagens que recebem é ainda mais preocupante.

UMA PREOCUPAÇÃO JUSTIFICÁVEL

A Comissão Europeia lançou em 1999 o programa Safer Internet e logo depois o Dia Europeu da Internet Segura. A iniciativa despoletou uma série de projetos semelhantes em todo o mundo. As preocupações europeias não são muito diferentes daquelas expressadas pelos organismos homólogos que surgiram por todo o mundo: “Garantir que todos, e em particular as famílias, disponham de instrumentos para protecção de riscos que possam ocorrer no uso da Internet e tenham informações sobre como os utilizar”.

Grande parte destas preocupações estão voltadas para os riscos físicos que cercam as crianças, sendo a pedofilia o maior dos vilões. Ultimamente, entretanto outro fantasma começou a pairar sobre a rede internacional de computadores, tendo agora os jovens e adolescentes na alça de mira. Trata-se do cruel e viral ciberbullying.

Como a cada ano os números da Internet crescem exponencialmente, ações voltadas para a segurança deste monstro virtual são mais do que bem vindas. Mas, qual é a “cara” deste monstro, qual é seu tamanho, sua abrangência?

A INTERNET EM NÚMEROS

Em Dezembro de 2010 havia 255 milhões de web-sites na rede, um ano depois o número já saltara para 555 milhões. Um acréscimo de 300 milhões de novos sites em apenas um ano!

Este incrível leque de opções está disponível aos 2 bilhões de utilizadores registrados até janeiro deste ano, sendo que o país com o maior número de pessoas online é a China, que tem 485 milhões de internautas. Por continente – e em milhões – a Ásia tem 922, a Europa 476, a América do Norte 271, a América Latina e o Caribe 215, a África 118, o Oriente Médio 68 e a Oceania e a Austrália fecham o quadro com 21 milhões de utilizadores.

O Facebook atingiu 800 milhões de usuários em Janeiro enquanto que o Twitter tem hoje 225 milhões de seguidores. No Youtube são feitas 48 horas de up-loads por minuto, ou seja, dois dias inteiros de gravações postados em um único minuto. Trata-se de 1 bilhão de vídeos por mês que resultam em 2 bilhões de horas de gravações de todo o tipo de tema, assunto ou gosto.

Os números realmente impressionam, o que justifica plenamente a preocupação das autoridades em lidar com a segurança de tão intrincada rede. Mas, há algo muito mais emblemático a circular pela Internet e que não tem recebido a devida atenção, a não ser de poucos e quixotescos autores de blogs: a disseminação da mentira.

Especialistas dizem que a forma mais eficaz de espalhar um boato virtual não são as redes sociais, os blogs ou sites, mas sim o e-mail. E para isso a rede dispõe de 3 bilhões de contas onde circulam em média 112 correspondências por usuário/dia. 71% destes e-mails são correspondêncas não solicitadas, os famosos Spams, e é aí que residem a parte mais perniciosa das mentiras virtuais, os hoaxes.

Um Hoax – “embuste” em tradução livre – é uma mentira compartilhada como se fosse verdade e que se espalha de forma viral por todos os tipos de meios virtuais. Uma das maiores vítimas destes boatos tem sido o Estado de Israel e o povo judeu. Se no passado uma tipografia, um farsa bem engendrada e muito antisemitismo resultou no maior clássico da mentira, os Protocolos dos Sábios de Sião, nos dias de hoje a sofisticação dos meios de comunicação permite estragos muito maiores. Os defensores do Czar Nicolau II, da Prússia, prováveis responsáveis pelos tais Protocolos, levavam décadas para atingir o que os antissemitas virtuais de hoje fazem com apenas um clique.

Se levarmos em consideração que 45% dos atuais usuários da Internet têm menos de 25 anos, estamos diante de uma bomba-relógio que explodirá a qualquer momento. A forma como os jovens acreditam em quase tudo o que circula na rede é impressionente. E o modo como compartilham as bobagens que recebem é ainda mais preocupante.

Neste dia em que o mundo reflete sobre a importância da Segurança na Internet, seria bom pensarmos uma forma de se criar mecanismos de conscientização que levem os jovens a desconfiar das informações que recebem ao mesmo tempo que sejam estimulados a desenvolver meios de pesquisas para compreender o que se esconde por detrás dos venenosos hoaxes.

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Responses

  1. Um texto brilhante. Agora o desafio é como criar tal mecanismo de conscientização para um público tão superficial como os jovens modernos.

    • Olá Antônio,
      .
      O Mecanismo de conscientização já existe. Chama-se estudo da Torah, especialmente o estudo da Parashá da Semana.
      .
      Se as pessoas tivessem tal hábito, o problema do Spam já teria sido resolvido antes mesmo de começar porque as Parashás ensinam que disseminar notícias sem fundamento ou mesmo dar ouvido a elas é uma forma nociva de Lashon Hará, um pecado pior que o homicídio, o adultério ou o incesto!
      .
      O problema do mundo hoje não é a falta de técnica, nem a de conhecimento. É a falta de caráter, a falta de vergonha na cara, a falta de moral, enfim: a falta de humanidade.
      .
      Apesar de haver 7 bilhões de homo sapiens andando pelo planeta, a maioria não merece ser chamada de humana, pois humanos tem consciência do que são e do que fazem. Infelizmente, a maioria tem menos consciência que um gato doméstico. Pelo menos o gato enterra as próprias fezes, já as pessoas…
      .
      Um dos caminhos mais seguros e constantes para conscientização humana em todas as áreas é o estudo semanal da Torah. E por falar nisso, já plantei a minha árvore hoje.
      .
      Feliz Tu B’shevat a todos!
      .
      Atenciosamente,
      .
      Sebastião Marques

      • Olá Sebastião, creio que não me fiz entender. Eu me refiro ao mecanismo que possa despertar os “jovens modernos” a ler, estudar, pensar, seja a Bíblia Sagrada, ou bons livros, aprender a separar o joio do trigo. É este mecanismo que me refiro.

      • Este é de fato um grande desafio, Antonio. O cantor e compositor Roberto Carlos escreveu: “E como vou saber o que eu devo fazer? Será que tudo o que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda?” Pois é, embora seja uma dura e árdua tarefa, o nosso desafio é mostrar aos mais jovens que por trás do hedonismo moram as consequências. Aquilo que é ilegal, financia o crime organizado. Aquilo que é imoral, descamba para desvios de conduta. Aquilo que engorda, acaba por prejudicar a saúde… Mas, como na “fase inicial” isso tudo é muito atraente, só mesmo o tempo ensinará os incautos e dará razão aos resilientes. A resposta, portanto, está no tempo.

        Do ponto de vista concreto, ou seja, o que fazer mesmo, creio que este é um trabalho de formiguinha. Comece com pequenos gestos, pequenas atitudes. Por exemplo, passe a postar apenas coisas boas no Facebook, contrapondo-se à enxurrada de besteiras que rola por lá. É pouco? Claro, mas já é alguma coisa. Aproveite também para compartilhe mensagens boas, sugira sites e blogs legais. Pode ser que isso não venha causar uma revolução, mas pelo menos salvará alguns da débâcle.

      • Muito bom, Marques. Também acho as parashiot fundamentais. Pena que as pessoas não sabem o quão saudável é a leitura sistemática da Torah. Tenho o hábito de fazê-lo com meus filhos e esposa, não só as parashiot como as haftarot, e isto tem sido uma bênção para o nosso lar. E também plantei a minha árvore. O ano passado uma oliveira, este um pinheiro.

  2. Extremamente relevante esse texto. Nossa geração está perdida em meio a tantas informações ridículas e desnecessárias…

    Parabéns pelo texto. Espero que muitos sejam despertados através das suas sábias palavras.

  3. Des de que não sirva de justificativa para censurar a verdade e promover a mentira será como e de custume nós sabemos que os governos do mundo não são na sua maioria não contra Israel e usarião está boa justificativa para censurar quem apoiá Israel pençe bem se não seria assim


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