Publicado por: noticiasdesiao | 21 de janeiro de 2012

INOVAÇÃO MADE IN ISRAEL

AGORA A APPLE APOSTA EM ISRAEL

A qualidade do iPad, iPhone e iPod é inquestionável, mas anota aí: Vai melhorar!

Quase no apagar das luzes do ano de 2011, a Apple anunciou que está instalando em Israel o primeiro centro de Pesquisa & Desenvolvimento – P & D – pós “Era Steve Jobs”. Este centro estará focado no desenvolvimento de novas tecnologias, concentradas principalmente no conceito dos semicondutores.

A mudança para Israel atende a uma das maiores preocupações dos acionistas da Apple: o vazio criado pela morte de Jobs. Isso porque apesar de ser uma empresa líder em inovação, a icônica Apple sempre foi muito dependente das idéias do seu fundador. Mas, embora responsável por invenções que revolucionaram o mundo tal qual conhecemos, apenas 2% da receita da Apple em 2010 foi investida em P & D, o que significa que boa parte da imagem inovadora da empresa dependia exclusivamente da genialidade de Steve Jobs.

O novo centro de P & D da Apple deve ser instalado em Herzliya, uma região que é conhecida como o Vale do Silício de Israel. E para concretizar as negociações, especulações dão conta de que a empresa poderá adquirir uma fabricante israelense de tecnologia de armazenamento em Flash chamada Anobit. Estima-se que o negócio gire em torno de 400 a 500 milhões de dólares.

A HISTÓRIA DA INOVAÇÃO MADE IN ISRAEL

A aposta de Apple não é cega. Eles escolheram Israel pelo fato de que esta nação é um celeiro de cérebros criativos. Mas, como Israel conseguiu o status de nação inovadora, uma vez que o país nada mais é do que uma minúscula faixa de terra, distante dos grandes centros consumidores, e encravada numa das regiões mais inóspitas do planeta? O livro Nação empreendedora – O milagre econômico de Israel e o que ele nos ensina (Editora Évora), de Dan Senor e Saul Singer, nos dá uma idéia.

Quase 60 anos antes da fundação do moderno Estado, esboçou-se as primeiras reações contra o reestabelecimeno dos judeus em sua própria Terra. Em 1891 as lideranças árabes exigiram que os governantes otomanos impedissem a imigração judaica e a venda de terras aos judeus. Trinta anos depois as baterias se voltaram contra o sistema econômico, quando originou-se o primeiro boicote organizado contra as empresas judaicas em Eretz Israel.

O 5º Congresso Árabe-Palestino de 1922 propôs um boicote que deveria funcionar como um garrote para as empresas judaicas. Dividido em três fases, o boicote primário pedia aos árabes que não comprassem mercadorias produzidas por fábricas judaicas. O boicote secundário visava atingir empresas estrangeiras que negociassem com empresários judeus. E mesmo as empresas que não pertenciam a judeus deveriam ser boicotadas se insistissem em fornecessem matéria prima para as fábricas judaicas.

Para disciplinar todas as fases do boicote criou-se uma Lista Negra, que veio a originar, à partir de 1943 a terceira fase do boicote. O alvo desta vez foram todas as empresas que figurassem na tal Lista. Independentemente de negociarem ou não diretamente com Israel.
Poucas multinacionais ousaram enfrentar o lobby árabe e isso podia ser visto nos primeiros anos do moderno Estado de Israel, quando automóveis Honda, Toyota, Mazda e Mitsubishi simplesmente desapareceram das ruas de Israel. Ninguém queria correr o risco de bater de frente com os árabes. A única montadora que não se dobrou às pressões boicotistas foi a japonesa Subaru.

Este perverso sistema de perseguição econômica prevalece até os dias de hoje e muitas empresas temem negociar com Israel.

O curioso é que a irracional e danosa onda de boicotes acabou mais por favorecer a Israel do que por prejudicá-lo. Senor e Singer estimam que até o final da década passada Israel tenha perdido cerca de 100 bilhões de dólares em boicotes, desinvestimentos e sanções. Mas, quanto teria ganhado com os desdobramentos dos acontecimentos?

A necessidade de buscar novos mercados e o fato de estar encravado num território cercado de inimigos fez com que os empresários israelenses desenvolvessem uma verdadeira obsessão pela compactação dos seus produtos. Quanto menor e mais leve, mais fácil e barato seria fazê-los chegar ao consumidor distante. E quanto mais discreto e descaracterizado do famoso “made in”, mas aceitável seria pelos consumidores que embora próximos estavam abrangidos pela sórdida ideologia do “não compre de Israel”.

Resultado: Israel antecipou-se à onda dos produtos compactos, facilmente transportável e recheados de alta tecnologia. Ou seja, praticamente tudo o que é moderno, funcional e estratégico tem alguma coisa criada em Israel ou foi inventada por israelenses.

A APOSTA DA APPLE

Com a morte de Steve Jobs, a direção da Apple percebeu que precisava de alguém – ou algo – que pudesse preencher a lacuna deixada pela genialidade do seu fundador. E não pensou duas vezes quando decidiu que este sucessor seria uma nação, o Estado de Israel.

A preferencia dos herdeiros de Jobs por estabelecer seu centro de P & D junto aos inovadores empresários judeus, baseia-se no fato de que Israel é o maior celeiro de criatividade e inovação tecnológica do planeta. Se as nações fossem empresas, Israel seria a Apple. E se Israel é a Apple das nações, os inventores isralenses são os seus Steves Jobs.

Roberto Kedoshim
Matéria publicado originalmente no Portal cafetorah.com

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Responses

  1. Sem dúvidas, a Apple escolheu a nação certa. A capacidade que Israel tem de criar novas tecnologias é impressionante!

  2. Isso é israel, me orgulho de ter aprendido a amar israel.

  3. Israel é altamente e totalmente SUSTENTÁVEL pois quem vai lá vê com os próprios olhos e percebe quanto este país é abençoadíssimo.


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