Publicado por: noticiasdesiao | 21 de abril de 2011

ESTEREÓTIPOS

JUDEUS E ÁRABES VIVEM EM PERMANENTE CONFLITO EM ISRAEL?

Sagiv nasceu em Ramle, cidade de Israel onde se tornaram comuns conflitos entre israelenses e palestinos da Faixa de Gaza. (Trecho de matéria publicada num jornal brasileiro)

O autor do Blog Notícias de Sião numa das visitas a Ramle

A informação acima foi publicada em um jornal brasileiro e é típica da imagem estereotipada que se faz de Israel. Ao descrever a cidade de origem de um empresário assassinado em Fortaleza, o repórter usou uma expressão que reflete o imaginário popular sobre o cotidiano israelense.

Nada mais falso. Ao contrário do que diz a matéria, Ramle é uma cidade bastante tranqüila. E fica relativamente distante da Faixa de Gaza, o que impossibilita os supostos “conflitos” sugerido na reportagem.

Com forte influencia árabe – tendo sido provavelmente fundada por eles – Ramle é mais conhecida pela pronúncia árabe (Ramla) do que pela hebraica (Ramle), embora ambas sejam consideradas corretas, algo bastante comum em Israel.

Além dos judeus israelenses, convivem pacificamente em Ramle uma grande comunidade composta por judeus Russos e Etíopes. Aliás, há mais mesquitas que sinagogas na cidade natal do empresário assassinado em Fortaleza na tarde de ontem.

Estive diversas vezes em Ramle e posso lhes assegurar que o clima de coexistência é bem mais visível lá do que em muitas outras cidades mistas da Terra Santa. E mesmo nas cidades onde há escaramuças, estas não são exatamente como a Mídia sugere. Já escrevi sobre isso nos artigos RELAÇÃO ENTRE JUDEUS E ÁRABES: MITOS E FATOS e TOLICES E CRENDICES QUE SE PERPETUAM.

O real problema de Ramle é o mesmo das cidades demais cidades israelenses de predominância árabe: O desleixo e a pobreza.

Avenida central de Ramle

Área Residencial de Ramle

Pista de Cooper em Ramle

DIFERENÇAS CULTURAIS

Um traço cultural marca a diferença entre as áreas predominantemente habitadas pela população judaica, daquelas onde vive a maioria árabe: Os árabes não são tão afeitos à apresentação e estética quanto são os judeus. Isso acaba por dar aos locais onde moram um aspecto um pouco mais confuso que das ruas judaicas. Isso pode ser observado nas duas fotos que fiz em Jerusalém.

Lado árabe de Jerusalém

Lado judaico de Jerusalém

UM EXEMPLO DA PLURALIDADE EM RAMLE

Na avenida principal de Ramle uma jovem judia toca seu violino. No repertório, músicas populares do cancioneiro judaico como Hava Nagila. Por ela passam árabes, etíopes, russos e, evidentemente, judeus. Tudo na mais amistosa coexistência. Isso é Israel!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: