Publicado por: noticiasdesiao | 31 de janeiro de 2011

VIOLÊNCIA EM ISRAEL

TRÊS JOVENS, TRÊS CARROS, TRÊS TIROS E UM MITO.

Rio de Janeiro, madrugada de domingo, 30 de janeiro de 2011. A bordo de um carro, três jovens voltam para casa depois de uma noitada de lazer. Um deles absteve-se de beber e conduz o automóvel. Subitamente, são ultrapassados por outro veículo de forma imprudente. Uma pequena batida e ambos param junto ao acostamento. O responsável pela batida desce, desculpa-se pelo ocorrido, diz que não tem habilitação, mas tem dinheiro. Assume todas as despesas e pede para chamar um carro de socorro.

Acerto feito, ambas as partes satisfeitas, tudo corria bem e todos conversavam amigavelmente quando, de repente, outro veículo choca-se contra a traseira do carro dos três rapazes. De dentro deste descem dois homens, um deles já de arma em punho! Pergunta pelo dono do carro com o qual o dele colidira. Sem obter resposta – e completamente descontrolado – atira três vezes contra o veículo, invade-o e arranca o equipamento de som.

A cena, cinematográfica, aconteceu no Rio de Janeiro neste final de semana. Os componentes da história são assustadores:

Primeiro: O motorista do carro que começou toda a confusão é jogador de um dos times mais importantes do futebol brasileiro, o Flamengo. E não tinha habilitação.

Segundo: O motorista que atirou contra o segundo carro é policial militar e cometeu no mínimo três crimes. Disparo de arma de fogo em local público, dano patrimonial e roubo qualificado.

Terceiro: O policial dono da arma trabalha na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Favela do Batan, em Realengo, na Zona Oeste da capital fluminense.

Lendo esta notícia lembrei-me da reação de algumas pessoas quando souberam que eu estava de mudança para Israel. Fui taxado de imprudente, insano, irresponsável e tudo mais. Como tenho um casal de filhos, diziam ser loucura da minha parte “expor as crianças” aos riscos de um país tão perigoso quanto Israel.

Quanta desinformação! Comparado ao Brasil, Israel é um oásis de tranqüilidade. Diversas vezes fui de Kfar Saba para Hod HaSharon altas horas da noite. Para encurtar caminho, atravessava uma área de mata fechada, sem iluminação, com pouco movimento, um local completamente ermo. E fazia o trajeto levando mochila, telefone celular e uma câmera fotográfica digital de R$ 1.800,00! Imaginem fazer o mesmo na periferia de uma grande cidade brasileira?

Atalho entre Kfar Saba e Hod HaSharon: O perigo maior é
perder a oportunidade de um bom negócio por não entender a oferta do outdoor.

Que diferença em relação ao nosso país. Vejam este exemplo: Há dois anos, depois de ter a câmera profissional roubada ao fazer um trabalho social voluntário em um dos morros do Rio de Janeiro, o fotógrafo Jimmy Rodgers decidiu radicalizar: Comprou uma camerazinha simples, cobriu de fita crepe, riscou a fita com caneta preta e escondeu todos os detalhes brilhantes que pudessem chamar a atenção. O resultado foi que a câmera ficou tão feia que ninguém quis roubar. E, para ser mais discreto ainda, Rodgers passou a fotografar usando o visor direto e não a telinha de LCD. Deu certo. Os ladrões em potencial olhavam, pensavam se tratar de uma velha câmera com filmes e não quiseram mais roubá-lo. Aliás, roubaram-lhe um aparelho de celular num segundo assalto.

Fotógrafo estrangeiro encontra forma sui generis
de não ser mais roubado no Rio de Janeiro

Para quem ainda tem uma idéia distorcida da segurança no Estado de Israel em comparação ao Brasil, veja, no quadro abaixo, os números da violência no nosso país, onde a violência urbana é assustadora! O Estado mais violento do Brasil é Alagoas, com 59,6 mortos para cada 100 mil habitantes. O menos violento é o Estado de Santa Catarina, com 10,4 mortos por cada 100 mil habitantes.

Em Fortaleza, a cidade natal dos meus filhos, 2011 começou de forma sangrenta. Quando, às 22h50min do domingo, dia 16 de Janeiro, um homem chamado Marfaro Barbosa, caiu morto a golpes de faca no bairro da Lagoa Redonda, a capital cearense registrou o CENTÉSIMO ASSASSINATO do ano! Em duas semanas cem pessoas perderam a vida de forma violenta num período onde não acontece nenhuma grande festa de impacto – Carnaval, Festa Junina ou Micareta – e o único feriado é o dia 1, o Dia Mundial da Paz.

E o louco sou eu, por ter tirado meus filhos deste “paraíso” e os ter levado para Israel, onde a violência urbana ceifa apenas 1,8 pessoas para cada 100 mil habitantes!

Onde está a lógica!?

Violência urbana e o número de mortos em cada 100 mil habitantes no Brasil...
E em Israel.

DADOS AMPLIADOS DA PESQUISA clique aqui

MAPA DA VIOLÊNCIA NO BRASIL clique aqui

100 ASSASSINATOS EM DUAS SEMANAS clique aqui

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Responses

  1. A violência no Brasil está demais. Mas o mais incrível é que ninguém liga. Se você fala que quer morar em Israel todo mundo faz cara feia e te recrimina sob o argumento de que lá é “violento demais” e que “não tem democracia” e todo esse papo furado como se o Brasil fosse seguro e democrático. E não adianta mostrar as estatísticas: o povo não sabe pensar.
    .
    Está difícil até fazer caridade por causa da violência. Um dos golpes novos que está sendo aplicado é o “golpe do acidente”. Você passa de carro e vê um acidente com alguém caído ao chão aparentemente ferido. Ao tentar ajudar, os caras aparecem armados, inclusive a “vítima” e te assaltam e roubam seu carro (isso quando não te matam). Por causa desse novo golpe muita gente está ficando com medo de ajudar em caso de acidente e carro quebrado. E a gente fica num dilema. O medo de ser alguém que realmente tá precisando de ajuda ou de ser mais um marginal querendo assaltar alguém. E o pior: se você ligar para polícia e avisar do “acidente” ainda corre o risco de levar um processo penal nas costas por “omissão de socorro”. Ou seja: se você ver um acidente, não pode ajudar, nem avisar a polícia porque de qualquer jeito corre o risco de se prejudicar.
    .
    Outro golpe que está sendo aplicado é o “golpe da festa”. Em qualquer festa chega um bando armado, entra na festa e assalta todo mundo. Os vizinhos nem desconfiam por causa do movimento da festa. Isso também tem inibido o pessoal de fazer festas e encontros sociais.
    .
    Sem contar o velho golpe da “mudança”. Chega um “caminhão de mudança” e leva tudo quando na verdade são assaltantes limpando a casa.
    .
    E o povo para variar, não está nem aí e fica com raiva se você tentar ter com ele uma conversa séria sobre política.

    • Shalom, chaver. Concordo contigo e lamento o estado em que as coisas estão chegando. Seus “exemplos” me fizeram lembrar de um assalto inusitado que aconteceu há alguns anos em Fortaleza. Durante o velório da mãe de um empresario, ladrões invadiram a igreja – uma das mais tradicionais da cidade – e roubaram as pessos presentes. Como para marginais desrespeito pouco é bobagem, ao notarem que haviam colocado na morta um par de sapatos de alta qualidade (e novíssimo), levaram os calçados da falecida!

  2. Eu não sei onde tiram a idéia que o Brasil está melhorando.

  3. É lamentável como a mídia brasileira é hipócrita. Na verdade a guerra do Iraque é aqui no Rio de Janeiro e não no Oriente Médio como mostram. São muintas calunias contra Israel o tempo todo e com um cunho anti-semita. Um tempo atrás, foi noticia por aqui no Brasil, por esta grande emissora, que Israel estava racionando água aos palestinos, todos em minha empresa ficaram indignados com a noticia. Afinal o objetivo de demonizar Israel, estava cumprido por tal notícia caluniosa. Mas eu não fiquei calado não, e fui atrás de notícias e quando fui imformado que eles recebiam água de graça, isto é sem nenhum custo/benefício, logo conclamei todo mundo e falei a real imformação, mostrando o quanto é caro o talão de água que as pessoas pagam no Brasil, mas Israel fornece de graça para eles em ajuda assistencial. Pronto acabou a indignação. Um abraço Roberto e que HaShem lhe exalte e bendiga!


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