Publicado por: noticiasdesiao | 31 de maio de 2010

DEFESA EM GAZA

FORÇAS DE DEFESA DE ISRAEL FRUSTRAM LINCHAMENTO DE SOLDADOS

Marvi Marmara - 15 ativistas mortos em ação defensiva (Foto Reuters)

A semana que passou foi um tanto tensa aqui em Israel. Além das manobras de defesa, que incluíram toques de sirene simulando um ataque inimigo, os jornais, rádios e TVs acompanhavam com cautela as notícias a respeito de uma flotilha de pequenos navios que planejavam chegar à costa sul do Mediterrâneo, supostamente trazendo “ajuda humanitária” para os árabes residentes na Faixa de Gaza.

Para evitar desgastes, foi montado um esquema especial no porto de Ashdod, onde o material doado por diversas partes do mundo deveria desembarcar. A carga seria revistada e aquilo que não representasse perigo para a segurança de Israel seria devidamente encaminhada para o Faixa de Gaza.

A preocupação é pertinente, uma vez que em inúmeras outras ocasiões, grupos terroristas aproveitaram situações semelhantes para tentar introduzir armas para os terroristas que usam as fronteiras de Gaza para atacar cidades israelenses próximas.

O dia amanheceu tenso nesta segunda-feira em Israel em decorrência de distúrbios acontecidos em um dos navios da flotilha. Aqui, da redação do NOTÍCIAS DE SIÃO, que está distante 75 Km da Faixa de Gaza, ouvimos o movimento dos caças israelenses durante boa parte da manhã. O movimento cessou por volta das 14:00h (9:00h no horário de Brasília) e só voltamos a ouvir aviões às 14:57h (9:57h horário de Brasília). O barulho, entretanto, não parecia ser de caças, mas sim de algum avião comercial que provavelmente teve a rota alterada ao decolar do Aeroporto Ben Gurion, em Lod, não muito distante daqui. Movimentações de aviões são raras nesta região, a não ser sobrevôos de pequenas aeronaves agrícolas.

Também no final da manhã (daqui) as emissoras de rádio e televisão acompanharam as explicações das autoridades de defesa para os incidentes desta madrugada junto a um dos navios que fazia parte da flotilha.

O ministro da Defesa, Ehud Barack, o comandante da Marinha, Eliezer Marom e o Chefe das Forças de Defesa de Israel, Gabi Ashkenazi, derem explicações sobre a operação que deixou, até agora, um saldo de 15 manifestantes mortos.

As autoridades afirmaram “lamentar as mortes [dos ativistas pró-árabes], mas os soldados [israelenses] estavam em perigo”

Barak afirmou ainda que “os organizadores da flotilha de Gaza foram responsáveis” pelos desdobramentos da ação, pois não respeitaram as condições propostas por Israel e atacaram a tropa responsável pela inspeção de um dos navios.

“Nós manifestamos nosso pesar sobre o acidente, mas os organizadores da flotilha e seus participantes são inteiramente responsáveis.” Acrescentou Barak informando que o incidente se restringiu a apenas um dos seis navios envolvido na ação dita humanitária.

“O Estado de Israel pediu aos organizadores, antes de os navios zarparam e durante o percurso, que eles se dirigissem ao Porto de Ashdod”, disse Barak. O porto fica próximo ao norte da Faixa de Gaza. Ali, a transferência da ajuda seria autorizada depois, evidentemente, das verificações de segurança de praxe.

“Todos os nossos apelos foram rejeitados”, continuo o Ministro da Defesa. Os soldados foram atacados depois de chegar a um dos navios. Alguns foram feridos por violência física grave por parte dos manifestantes.

“Estou familiarizado com esses tipos de operações e os seus possíveis desdobramentos, e eu estou familiarizado com as unidades que operavam e com seus comandantes. Eles são os melhores dos nossos soldados”, disse o ministro da Defesa.

Assim que abordaram o navio, os soldados das Forças de Defesa de Israel foram forçados a utilizar meios de contenção de tumultos que não surtiram efeito, uma vez que um grupo de ativistas passou a agredir os soldados. “Os equipamentos de dispersão de multidões não foram suficientes”, disse o chefe das IDF, General Gabi Ashkenazi.

O confronto aconteceu no navio Marmara, que concentrava ativistas ligados ao IHH e que teriam usado barras de ferro e facas contra os soldados israelenses.

A certa altura, um dos ativistas arrancou a arma de um dos soldados feridos e, neste momento, as IDF abriram fogo contendo um possível massacre contra seus soldados.

“A organização IHH, que estava por trás desses navios rebeldes, é uma organização violenta e radical, que atua sob a capa da atividade humanitária”, afirmou Barak.

Ainda hoje o BLOG NOTÍCIAS DE SIÃO publicará um artigo dando detalhes do grupo denominado IHH.

Vejam abaixo um vídeo distribuído a pouco pelas autoridades israelenses mostrando a Ação de Defesa realizada por uma das unidades das IDF.

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Responses

  1. Roberto, esta notícia tem repercutido na mídia brasileira de forma ‘anti-semita’. Emissoras de TV, principalmente a Rede Globo, vem enfatizando, com veemência, que ISRAEL, atacou NAVIOS HUMANITÁRIOS.

    Para quem não tem discernimento do quanto a Imprensa se move contra ISRAEL, fica a impressão de que os terroristas são os judeus.

    Minha sugestão é que você envie o link do teu artigo para o MSM (Mídia Sem Máscara). Acho que com a quantidade de acesso que eles têm, ajudaria no esclarecimento dos fatos ocorridos.

    • Shalom, Adson. Sugiro que você mesmo mande o link para o MSM. E aguarde que estou escrevendo um artigo que explica bem como foi a coisa. Inclusive com fotos e vídeos. Espero escrever ainda hoje.

  2. […] Um navio de bandeira turca tentou entrar em águas israelenses sem autorização. O governo de Israel não impedia a suposta entrega de ajuda humanitária, desde que esta fosse feita pelas vias legais e através dos portos oficiais do país. Tripulantes e passageiros, que eram ativistas de extrema esquerda e terroristas árabes, insistiam em usar um porto alternativo na Faixa de Gaza, que está sob bloqueio legal do Estado de Israel. Relembre com o Blog Notícias de Sião – BNDS. […]

  3. Republicou isso em jesusavedme.


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