Publicado por: noticiasdesiao | 24 de abril de 2010

Tecnologia

IDEOLOGIA MATA

TVs no lixo em Israel
TVs no lixo em Israel

Há alguns meses estive numa grande cidade brasileira. Ao me encaminhar para o local onde faria uma palestra, conversava com as pessoas que estavam no carro que me conduzia ao local do evento. Uma delas era uma professora universitária que passou a me perguntar sobre como era a vida em Israel. A medida que interrompia colocando em cheque minhas informações, percebi nas suas palavras traços de indisposição para com a causa sionista. Não digo que tenha sido grosseira, nem tampouco fez comentários pejorativos. Mas que ela tinha, patentemente, aquela visão estereotipada, influenciada pelos discursos anti-Israel tão comum nos campus universitários brasileiros, isso tinha.

Quando lhe falei do progresso que vi na viagem que fizera à Terra Santa, ela riu discretamente e sugeriu que eu ficara pouco tempo em Israel para tirar conclusões positivas. Para ilustrar suas opiniões, contou que conhecia uma israelense que havia migrado para o Brasil “por não conseguir viver confortavelmente dentro da penúria que o salário de professora universitária lhe propiciava em Israel“. Para ilustrar o que dizia, sugeriu que Israel era tão limitado que esta colega “só conseguiu comprar seu primeiro aparelho de televisão quando chegou ao Brasil!“.

Não questiono aqui a informação que ela ouviu, nem se a distorção está na sua versão ou na história contada pela tal professora universitária israelense. O que eu posso dizer é que para todos os lados para os quais nos virarmos aqui em Israel nós nos depararemos com alta tecnologia. Algumas simples, mas inovadoras, outras altamente sofisticadas. Compartilho com vocês alguns exemplos:

– Em Israel a maioria dos carros vem com câmbio automático e dispõem de chaves eletrônicas codificadas para as ligações.

– Nas grandes cidades, como Kfar Saba, a travessia de pedestres conta com dispositivos que, uma vez acionados, não só param o trânsito, como indicam para o transeunte o nome das ruas que se cruzam naquele ponto. Eu imagino que este é um recurso de extrema utilidade para pessoas cegas.

– Os carrinhos de diversos supermercados contam com controles de retorno. Colocando uma moeda de 5 Shekalim o carrinho é liberado. Quando o carrinho é devolvido no lugar certo, a moeda é devolvida.

– As lixeiras do Aeroporto Ben Gurion contam com gravações agradecendo por jogar nelas o lixo. E cada vez que alguém usa as tais lixeiras, elas trituram o que foi colocado dentro. E mais: Enquanto processam esta operação, outra gravação pede que as pessoas aguardem até usá-las novamente.

– Nas cozinhas israelenses, chaleiras, bules e fogões elétricos tornam o ato de preparar comida bem mais cômodo. Sem contar as maravilhosas “panelas de Shabat”, que mantém os alimentos na temperatura ideal por 24 horas (ou mais). Isso porque os religiosos, que não cozinham no Shabat, preparam suas comidas na sexta e só voltam a cozinhar no domingo.

– Nos postos de gasolina, os clientes abastecem e vão embora. Um dispositivo acoplado na boca do tanque de combustível contém um chip que é reconhecido pela bomba e envia a conta para a casa dele ou para a empresa onde trabalha, se esta tiver convênio com a rede.

– A Blockbuster disponibiliza locadoras automáticas em diversos locais. Você passa o cartão e leva o DVD.

Estes são apenas exemplos de coisas que saltam aos olhos. Outras comodidades tecnopráticas estão por todos os lados: Placas luminosas alimentadas por energia solar; temporizadores para controlar o tempo do banho; trens com portas que se abrem ao toque, evitando desperdício de energia (e ar condicionado), etc. etc.

Há ainda aquela tecnologia de ponta mesmo, envolvendo comunicações e serviços de saúde por exemplo. Mas sobre isso eu escrevo depois.

Quanto a mim, brasileiro encantado, uma das coisas que mais me agradou foram os ônibus com acesso à Internet. Uma delícia! Se seu notebook tem dispositivo Wi-Fi (e quase todos têm), você pode ir de Jerusalém a Tel Aviv navegando sossegada e gratuitamente numa Internet de altíssima velocidade.

Depois de compartilhar tudo isso eu volto àquela senhora que acha Israel um fim-de-mundo, onde até mesmo professoras universitárias não podem comprar televisão… Bem, desde que ouvi esta história, passei a ter verdadeira obsessão pelos televisores israelenses. Meu objetivo era fotografar lares simples com bons aparelhos. Acabei conseguindo mais. Agora, morando aqui, passei a encontrar televisores jogados no lixo em diversas cidades de Israel. São pessoas que compram o que há de melhor em termos de Plasma ou HDTV, e não tendo para quem doar seus aparelhos antigos, simplesmente os descartam… No lixo. Quando vejo uma cena destas, eu fotografo os “lixos” apenas por curiosidade. Na última vez que vi um televisor jogado, pensei em pega-lo. Tratava-se de um bom JVC descartado na frente do prédio onde moro. Como estava de saída, pensei comigo mesmo: “Se estiver aqui quando voltar, eu pego”. Quando voltei, ele não estava mais lá. Quem sabe alguma professora universitária mal paga o levou para casa.

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Responses

  1. Roberto,seu blog está maravilhoso,amei todas as noticias,as fotos,os morangos,os panos de chão descartaveis,(que por sinal gostaria muito de te-los aqui em casa),o apartamento de vcs e a cidade magnifica que estão.Na verdade só não gostei do chuveiro (ducha)que usam aí deve ser bem descortável,hein?Beijos para as crianças,você e um bem especial para Verônica.


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