Publicado por: noticiasdesiao | 21 21Asia/Jerusalem fevereiro 21Asia/Jerusalem 2012

TENSÃO EM JERUSALÉM

MANIFESTAÇÕES EVOCAM A SEGUNDA INTIFADA

A polícia israelense prendeu nesta terça-feira, 21, três árabes suspeitos de atirar pedras aos visitantes do Monte do Templo na capital de Israel, Jerusalém. Desordeiros atiraram pedras e sapatos contra as forças policiais que escoltavam um grupo de judeus. Um dos policiais atingidos acabou com um ferimento na cabeça.

No lado direito da foto, três árabes fazem jogging e cruzam com judeus no Parque Municipal de Kfar Saba. Em Israel os Árabes podem circular à vontade, mas se um judeu quiser andar em algumas regiões do seu próprio país, tudo se transforma em tumulto.

TENSÕES

Como consequência das escaramuças desta terça-feira, as forças policiais intensificaram a vigilância no Monte e ao redor da Cidade Velha de Jerusalém. Ao longo do dia foi possível observar grupos de árabes articulando-se no planejamento de tumultos.

O clima já era tenso na parte da manhã, quando as autoridades acharam por bem encerrar as visitas ao Túmulo de Raquel, em Bethlehem, depois que arruaceiros passaram a atirar pedras nos peregrinos. Em Bethlehem não houve feridos.

Além destes dois pontos icônicos para os judeus, as agressões aconteceram também nas proximidades de Beit Ummar, onde uma turba de árabes apedrejou os carros israelenses que passavam pela Kvish Shishim, a importante Auto Estrada 60, uma via intermunicipal que liga Israel de norte a sul, indo de Beersheva até Nazaret. Vários carros foram danificados e a polícia está monitorando o trânsito na região.

A tensão que se espalhou por toda Jerusalém começou no domingo, quando a polícia prendeu 18 suspeitos de incitarem manifestações no Monte do Templo depois do anúncio que um membro do partido conservador Likud, Moshe Feiglin, visitaria o Monte do Templo juntamente com seus apoiadores.

Temendo tumultos, a polícia fechou o complexo do Monte apenas aos visitantes judeus, franqueando a entrada a turistas e aos árabes.

Os disturbios de hoje evocam tristes lembranças. Em 28 de setembro do ano 2000, Ariel Sharon, então parlamentar do mesmo Likud, visitou o Monte do Templo juntamente com um forte aparato de segurança e foi recebido por mais de 1000 árabes enfurecidos, entre os quais se encontravam centenas de jovens pertencentes ao movimento dachabiba, um desdobramento do grupo terrorista Fatah.

Em Israel, infelizmente, as coisas acontecem assim: A minoria árabe recebe todo apoio e segurança – quando agem dentro da lei – já seus cidadãos são impedidos de circular livremente dentro do próprio país.

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Clique aqui e saiba mais sobre o cotidiano dos árabes em Israel.

Publicado por: noticiasdesiao | 19 19Asia/Jerusalem fevereiro 19Asia/Jerusalem 2012

DIETA DE ISRAEL

POSSO COMER!? PODE.

– Acredite, cientistas israelenses incluem bolo de chocolate na dieta de quem quer emagrecer.

A melhor dieta do mundo é a Dieta Israelense

BOLO DE CHOCOLATE AJUDA A EMAGRECER

Depois da Dieta do Mediterrâneo, da dieta de Atkins, da Dieta de South Beach e todas aquelas torturantes listas de não toque nisso nem prove aquilo, eis que vem aí… a Dieta Israelense. E com direito a uma saborosa fatia de bolo de chocolate logo no café da manhã.

A notícia correu por sites, blogs, tweets, posts e, principalmente, pelas bocas gulosas dos amantes do bom garfo ao longo de toda a semana. É que na edição de 10 de Março de 2012, a revista científica Steroids traz um consistente estudo realizado por Daniela Jakubowicz, Oren Froy, Julio Wainstein e Mona Boaz, da Tel Aviv University, em Israel. O quarteto mais festejado da história da ciência pode até não ser indicado a nenhum Nobel, mas certamente jamais será esquecidos por aqueles não resistem a uma boa fatia de bolo de chocolate.

Isso mesmo, o bolo de chocolate está liberado para o cardápio daqueles que querem perder peso, apenas fique atento para que a porção se limite a uma fatia e que esta seja comida no café da manhã.

Os cientistas israelenses, liderados pela Dra. Daniela Jakubowicz, dizem que a inclusão da guloseima pode levar até mesmo à perda de peso.

Indiscutivelmente trata-se de uma revolução para os aficcionados em dietas, uma vez que a trilha sonora de suas vidas sempre foi a antiga canção do Roberto Carlos: “Será que tudo que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda?”

Desde que o rei do pop escreveu seus famosos versos, a lista de ilegalidades e imoralidades mudou muito, só o que parecia imutável era a lista dos vilões da alimentação. Mas isso parece estar mudando, pois os cientistas israelenses provaram que uma fatia de chocolate incluída no café da manhã, de forma equilibrada, em que estejam presentes também as proteínas e os carboidratos, pode ajudar não só a perder peso como a mantê-lo no longo prazo.

Não é preciso deixar de comer ovos e torradas, desde que acrescentemos uma fatia de bolo de chocolate, ou até mesmo um cookie, é o que recomenda a Dra. Daniela Jakubowicz, do corpo docente da Sackler Faculty of Medicine.

Jakubowicz e sua equipe dividiu clinicamente 193 obesos, adultos e não diabéticos, em dois grupos e os observou durante 32 semanas.

O primeiro grupo foi submetido a uma dieta pobre em carboidratos recebendo um café da manhã de 300 calorias. Para o segundo grupo além do café da manhã ter 600 calorias e ser rico em proteínas e carboidratos, este vinha acompanhado de uma fatia do tal bolo de chocolate.O primeiro grupo foi submetido a uma dieta pobre em carboidratos recebendo um café da manhã de 300 calorias. Para o segundo grupo além do café da manhã ter 600 calorias e ser rico em proteínas e carboidratos, este vinha acompanhado de uma fatia do tal bolo de chocolate.

Durante a pesquisa, ao longo do dia, os dois grupos ingeriram a mesma porção calórica – os homens consumiram 1.600 calorias por dia e mulheres 1.400. Na primeira fase do estudo, os resultados praticamente se equipararam e os voluntários perderam em média 14 quilos por pessoa.

Mas na segunda metade do estudo, os cientistas passaram a registrar diferenças significativas. Os participantes ficaram livres para a composição dos seus cardápios e aqueles que recebiam um café da manhã menor, mesmo mantendo o hábito, recuperaram em média 10 quilos por pessoa. Para surpresa dos pesquisadores, o grupo que manteve o hábito de acrescentar uma fatia de bolo ao já robusto café da manhã, perdeu mais 9 quilos e 800 gramas.

Ao final do estudo, aqueles que passaram a incorporar doces no café da manhã tinham perdido em média 18 quilos a mais por pessoas em comparação ao outro grupo.

Parece bom demais para ser verdade, mas Jakubowicz oferece várias explicações para os resultados do seu estudo. Um deles diz respeito a constatação de que comer sobremesas no período da manhã, quando o metabolismo do corpo está mais ativo, faz com que no resto do dia o corpo processe as calorias extras ingeridas. Este detalhe representou um papel fundamental nos estudos do grupo de cientistas.

Há muito tempo que os nutricionistas vem alertando para o fato de que o café da manhã é a refeição mais importante do dia, pois fornece energia, auxilia no funcionamento do cérebro e inicia o metabolismo do corpo.

O café da manhã também é a refeição que mais regula a segrelina, que é o hormônio responsável pelo aumento da fome, explicou a Dra. Jakubowicz no comunicado expedido após a conclusão das pesquisas. A obsessão de cortar bolos e doces como forma de perder peso não é a melhor opção, diz a nota. No longo prazo isso resulta num efeito contrário, com as praticantes de dietas adquirindo um vício psicológicos a estes alimentos.

Por outro lado, quando incluímos uma sobremesa na parte da manhã, há uma inibição do desejo por alimentos calóricos no resto do dia.

Portanto, brinde esta excelente descoberta dos cientistas israelenses com uma saborosa fatia de bolo de chocolate, sem peso na consciência.

Quem sabe, os resultados do estudo dos cientistas da Tel Aviv University venha a adoçar a boca – e o espírito – de todos aqueles que gratuitamente manifestam preconceito contra um povo que tanto fez pela saúde, bem estar e prazer de pessoas de qualquer tribo, raça, nação ou credo religioso.Quem sabe, os resultados do estudo dos cientistas da Tel Aviv University venha a adoçar a boca – e o espírito – de todos aqueles que gratuitamente manifestam preconceito contra um povo que tanto fez pela saúde, bem estar e prazer de pessoas de qualquer tribo, raça, nação ou credo religioso.

Como dizem os judeus, LeHaim!

Publicado por: noticiasdesiao | 7 07Asia/Jerusalem fevereiro 07Asia/Jerusalem 2012

DIA DA INTERNET SEGURA

INTERNET CHEGA A 2 BILHÕES DE UTILIZADORES E PREOCUPA

– Impressiona a forma como os jovens acreditam em quase tudo o que circula na rede. E o modo como compartilham as bobagens que recebem é ainda mais preocupante.

UMA PREOCUPAÇÃO JUSTIFICÁVEL

A Comissão Europeia lançou em 1999 o programa Safer Internet e logo depois o Dia Europeu da Internet Segura. A iniciativa despoletou uma série de projetos semelhantes em todo o mundo. As preocupações europeias não são muito diferentes daquelas expressadas pelos organismos homólogos que surgiram por todo o mundo: “Garantir que todos, e em particular as famílias, disponham de instrumentos para protecção de riscos que possam ocorrer no uso da Internet e tenham informações sobre como os utilizar”.

Grande parte destas preocupações estão voltadas para os riscos físicos que cercam as crianças, sendo a pedofilia o maior dos vilões. Ultimamente, entretanto outro fantasma começou a pairar sobre a rede internacional de computadores, tendo agora os jovens e adolescentes na alça de mira. Trata-se do cruel e viral ciberbullying.

Como a cada ano os números da Internet crescem exponencialmente, ações voltadas para a segurança deste monstro virtual são mais do que bem vindas. Mas, qual é a “cara” deste monstro, qual é seu tamanho, sua abrangência?

A INTERNET EM NÚMEROS

Em Dezembro de 2010 havia 255 milhões de web-sites na rede, um ano depois o número já saltara para 555 milhões. Um acréscimo de 300 milhões de novos sites em apenas um ano!

Este incrível leque de opções está disponível aos 2 bilhões de utilizadores registrados até janeiro deste ano, sendo que o país com o maior número de pessoas online é a China, que tem 485 milhões de internautas. Por continente – e em milhões – a Ásia tem 922, a Europa 476, a América do Norte 271, a América Latina e o Caribe 215, a África 118, o Oriente Médio 68 e a Oceania e a Austrália fecham o quadro com 21 milhões de utilizadores.

O Facebook atingiu 800 milhões de usuários em Janeiro enquanto que o Twitter tem hoje 225 milhões de seguidores. No Youtube são feitas 48 horas de up-loads por minuto, ou seja, dois dias inteiros de gravações postados em um único minuto. Trata-se de 1 bilhão de vídeos por mês que resultam em 2 bilhões de horas de gravações de todo o tipo de tema, assunto ou gosto.

Os números realmente impressionam, o que justifica plenamente a preocupação das autoridades em lidar com a segurança de tão intrincada rede. Mas, há algo muito mais emblemático a circular pela Internet e que não tem recebido a devida atenção, a não ser de poucos e quixotescos autores de blogs: a disseminação da mentira.

Especialistas dizem que a forma mais eficaz de espalhar um boato virtual não são as redes sociais, os blogs ou sites, mas sim o e-mail. E para isso a rede dispõe de 3 bilhões de contas onde circulam em média 112 correspondências por usuário/dia. 71% destes e-mails são correspondêncas não solicitadas, os famosos Spams, e é aí que residem a parte mais perniciosa das mentiras virtuais, os hoaxes.

Um Hoax – “embuste” em tradução livre – é uma mentira compartilhada como se fosse verdade e que se espalha de forma viral por todos os tipos de meios virtuais. Uma das maiores vítimas destes boatos tem sido o Estado de Israel e o povo judeu. Se no passado uma tipografia, um farsa bem engendrada e muito antisemitismo resultou no maior clássico da mentira, os Protocolos dos Sábios de Sião, nos dias de hoje a sofisticação dos meios de comunicação permite estragos muito maiores. Os defensores do Czar Nicolau II, da Prússia, prováveis responsáveis pelos tais Protocolos, levavam décadas para atingir o que os antissemitas virtuais de hoje fazem com apenas um clique.

Se levarmos em consideração que 45% dos atuais usuários da Internet têm menos de 25 anos, estamos diante de uma bomba-relógio que explodirá a qualquer momento. A forma como os jovens acreditam em quase tudo o que circula na rede é impressionente. E o modo como compartilham as bobagens que recebem é ainda mais preocupante.

Neste dia em que o mundo reflete sobre a importância da Segurança na Internet, seria bom pensarmos uma forma de se criar mecanismos de conscientização que levem os jovens a desconfiar das informações que recebem ao mesmo tempo que sejam estimulados a desenvolver meios de pesquisas para compreender o que se esconde por detrás dos venenosos hoaxes.

Publicado por: noticiasdesiao | 5 05Asia/Jerusalem fevereiro 05Asia/Jerusalem 2012

ESTOPIM

VAMOS PARA MAIS UMA GUERRA?

Os iranianos avisaram que o rastilho de pólvora vai de Teerã à Tel Aviv. Israel está preparado e responde: Tudo o que vai, volta. Ou seja, o rastilho pode ir de Tel Aviv até Teerã também.

Jornalismo tendencioso não é mais novidade, mas continua a revoltar.

O hotsite Opera Mundi do Portal UOL publicou matéria sobre as declarações deste sábado do Presidente de Israel a respeito da situação do Irã. Para Shimon Peres, um ataque contra o país dos aiatolás torna-se “cada vez mais verossímil”.

Até aqui nenhuma novidade, pois há meses estamos assistindo a uma verdadeira crônica de um ataque anunciado. O curioso é o destaque que o Opera Mundi dá para a matéria: ESTOPIM! Exatamente assim, grafado em destaque, caixa alta, sobre um fundo vermelho.

Quando chegamos à manchete, somos levados a crer que o cruel Estado de Israel está, uma vez mais, sedento para começar um novo conflito no Oriente Médio: Presidente de Israel incentiva ataque militar contra o Irã.

Ora, segundo aquela onipresente enciclopédia virtual, estopim é o termo utilizado no Brasil “como” e “para” designar tudo aquilo que irá provocar uma explosão. E, didaticamente, continua: Estopim é um “caminho, de pólvora, gasolina ou óleo, que propaga o fogo no chão.”

Certíssimo. Percebe-se portanto que estopim não é algo que surja repentinamente, como por obra do acaso. Há que ser planejado, preparado, estruturado. E é justamente isso que o Irã vem fazendo há anos. O rastilho vem sendo estendido e seu caminho aponta para um único alvo: Israel.

Infelizmente – e novamente – os judeus estão às portas de mais um conflito. Mas, não atribuam ao Estado de Israel ou aos seus dirigentes a responsabilidade pelo que está por vir. Quem estendeu o rastilho que aguente as consequências.

Recentemente, por ocasião das homenagens às vítimas da Shoah, no Dia Internacional de Comemoração em Memória das Vítimas do Holocausto, o Primeiro Ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou: “A vontade de destruir o povo judeu não mudou, o que mudou foi a nossa capacidade de nos defendermos e a nossa determinação para fazê-lo.”

O rastilho armado pelos inimigos de Israel perfaz um longo caminho, que vai de Teerã à Tel Aviv. E como tudo o que vai, volta, este rastilho também liga Tel Aviv a Teerã. Ganhará portanto quem tiver maior poder de fogo.

Virão buscar lã, mas sairão tosquiados.

Publicado por: noticiasdesiao | 31 31Asia/Jerusalem janeiro 31Asia/Jerusalem 2012

MEU ÚLTIMO POST

O ROTEIRO DE NOSSAS VIDAS NÃO ESTÁ EM NOSSAS MÃOS

– Ao pensar que as palavras que escrevo em um post podem ser as últimas em minha vida, procuro ser cuidadoso em tudo o que publico.


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A primeira vez que pensei seriamente sobre a relevância daquilo que escrevo nos blogs e redes sociais foi quando li o tweet do filho de um dançarino famoso. Morto a tiros ao sair de um show, foi por meio do Twitter que o pai expressou seus sentimentos. Primeiro de dúvida quanto à veracidade da tragédia, depois num grito de dor pela perda. O pai ferido compartilhou também o último post que o filho lhe dirigiu através do microblog: “Bom dia [pai]… Deus está contigo.”

Cerca de um mês depois, nova tragédia, nova confidência, novo choque. Uma jovem jornalista morreu num acidente de trânsito e um dos seus últimos comentários era uma espécie de balanço do ano que terminava: “Em 2011 eu ri, bebi, cresci, evoluí, me iludi, curti, aprendi, saí, me diverti, mas não morri… Eu chorei, beijei, sonhei, errei, me decepcionei, zuei, realizei… Briguei, apaixonei, mudei, dancei, aproveitei, lembrei, fui lembrada, conheci novos amigos e, enfim, vivi!”

Na virada do ano, mais uma morte, mais um jornalista, mais um post. Daniel Piza, colunista do jornal O Estado de São Paulo, partiu. E eternizadas ficaram as últimas palavras no seu blog: “Inté. Parada de fim de ano. Volto no dia 11. Feliz 2012 para todos nós”.

Quando soube da morte de Piza postei, eu mesmo, um comentário no meu Facebook: “Diversas vezes fui advertido quanto ao uso da expressão ‘Se D’us quiser´. Quando digo isso, volta e meia aparece alguém me repreendendo enfaticamente: ‘Seja positivo, Roberto, é claro que ELE quer!’ Quem garante!? Também fico intrigado com a segurança com que os apresentadores dos telejornais se despedem dos seus telespectadores dizendo confiantemente: ‘Boa noite e até amanhã’. Quem garante!?”

Foi com essas reflexões que entrei no ano de 2012, tendo em mente um pensamento recorrente que volta e meia me vem à cabeça quando escrevo: E se este for o meu último post? … Portador de um leve problema cardíaco e dependente que sou de alguns comprimidos diários, sinto-me às vezes tentado a pensar assim.

Cinco dias antes de morrer, o jornalista do Estadão, que também era autor de 15 livros, postou um artigo que bem poderia ter sido o último. Com o título “De presentes e ausências”, trata-se de um belo texto sobre o Natal. Em determinado momento Piza diz: “Ver o sorriso de filhos e sobrinhos é boa maneira de encerrar o ano, como o fecho de capítulo de um livro que ainda não terminou, e mesmo que não chegue a redimir o capítulo ruim. Perdi minha mãe e, apesar das falas pseudo consoladoras do tipo ‘É a vida’ (não, é a morte mesmo) e ‘Tudo vai ficar bem’ (defina ‘bem’), a dor ganha intervalos, mas a ausência fica.”

Este deveria ter sido seu último post, teria sido icônico. Mas não, como o roteiro de nossas vidas não está em nossas mãos, o que ficou para a posteridade foi o lacônico “Inté”.

Muitas vezes fico extremamente triste ao ler os posts de alguns dos meus amigos no Facebook. Quanta superficialidade. Outras vezes eu mesmo me pego sendo superficial também, afinal de contas, sussurra-me uma voz, “o Face não é para ser sempre sério”.

É claro que a vida não é para ser levada sempre à ferro e fogo. Entretanto, pense na última coisa que você escreveu no seu blog, tuitou para os amigos ou postou no Facebook … (pausa) … Lembrou? A verdade é que se você morrer – e esta é a única certeza que se tem na vida – e o comentário que você postou tiver sido banal, terá sido ele o seu último post. E serão aquelas palavras as que marcarão a sua despedida.

Desde pequeno fui atraído pelas frases de impacto proferidas por famosos ao morrer. Comecei esta minha fixação quando, entre os 9 e 1o anos, assistia uma telenovela na extinta TV Excelsior, de São Paulo. Chamava-se Dez Vidas e foi apresentada entre 1969 e 1970, tendo no elenco diversos jovens que no futuro seriam a cara da TV brasileira. Regina Duarte, Leila Diniz, Nathália Timberg, Stênio Garcia e Osmar Prado entre outros. O roteiro falava da Inconfidência Mineira e o título vinha de uma frase atribuída a Tiradentes, interpretado pelo ator Carlos Zara. Diz a História que ao chegar no Largo da Lampadosa, onde foi enforcado, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, teria dito sobre sua condenação por defender a pátria: “Se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria.”

Esta frase, repetida de forma emocionada por Carlos Zara, marcou minha infância. E hoje, ao imaginar que as palavras que eu escrevo em um post podem ser as últimas em minha vida, procuro ser cuidadoso em tudo o que publico. Claro que continuo sendo uma pessoa descontraída e provavelmente vou continuar compartilhando amenidades, mas, atento à brevidade da vida, sou hoje muito mais criterioso naquilo que escrevo e faço o possível para não desperdiçar meu tempo com textos fúteis.

PARA PENSAR

Havia um homem cuja terra era muito produtiva. Ele discutia consigo mesmo: “O que devo fazer? Não tenho espaço suficiente para minha colheita”. Então ele disse: “Isto é o que farei: derrubarei meus celeiros, construirei outros maiores e estocarei todo o trigo e meus outros bens ali. Então direi a mim mesmo: que homem de sorte você é! Tem uma grande quantidade de bens guardados para durar muitos anos. Descanse, coma, beba, divirta-se!”. Mas D’us lhe dirá: “Tolo, nesta mesma noite morrerás! E o que tens preparado, para quem será?”.

FONTE: Lucas 12.16-20, in B’rit Hadashah na tradução de David H. Stern. Jerusalém, Pesach de 5.758.

Publicado por: noticiasdesiao | 28 28Asia/Jerusalem janeiro 28Asia/Jerusalem 2012

BEBÊ ÁRABE MATA COBRA A DENTADAS

NA LUTA CONTRA A SERPENTE, VENCEU O ARABEZINHO!

No norte de Israel, uma serpente em hibernação teve um fim trágico ao ter a cabeça triturada pelos seis dentes de um bebê árabe de apenas um ano.

Papai, me devolve!

A vida da pequena serpente chegou ao fim de forma trágica e prematura depois que teve a cabeça mastigada pelo bebê de 1 ano e um mês.

Imad Aleeyan, que tem apenas meia dúzia de dentes, foi encontrado pela mãe a mastigar a cabeça da cobra. Ghadir Aleeyan, aos gritos, alertou toda a vizinhança.

“Eu estava preparando mamadeira para o Imad quando olhei e vi que ele tinha uma cobra na boca”, disse Ghadir que vive em Shefa’Amr, uma pequena cidade israelense de maioria árabe situada 15 km a leste da cidade portuária de Haifa.

Alertados por seus gritos, outros membros da família e vários vizinhos foram ajudar sendo que um deles tirou a serpente, que já estava meio morta, da boca da criança.

“Quando lhe tiramos a serpente, o Imad começou a chorar”, contou à Agência France Press (AFP) a tia do bebê Yasmin Shahin, acrescentando que a cabeça da serpente tinha sido “seriamente mastigada”.

O bebê foi levado para o pronto-socorro do Ramban, um dos principais hospitais da cidade de Haifa, onde os médicos israelenses comprovaram que a serpente não o havia picado.

Segundo o médico Boaz Shacham, especialista da Universidade Hebraica de Jerusalém, tratava-se de uma cobra “hemorrhois nummifer” – conhecida como cobra corredora-, que é da família das colubridae, uma espécie conhecida por ter comportamento agressivo, apesar de não ser venenosa.

Em entrevista à AFP o médico israelense explicou que a cobra não reagiu mordendo o bebê, provavelmente por causa do frio. “No inverno, esses répteis não são muito ativos”, explicou o médico.

Em Outubro de 2010, outra criança árabe, de 5 anos, foi fotografada em Ramallah, na Judéia, cavalgando uma enorme serpente que aparentava ter mais de 2 metros de comprimento.

Publicado por: noticiasdesiao | 27 27Asia/Jerusalem janeiro 27Asia/Jerusalem 2012

O RESSURGIR DO NAZISMO NA EUROPA

20% DOS ALEMÃES SÃO DE ALGUMA FORMA ANTISSEMITAS

Quase 80 anos depois da ascensão de Hitler ao poder, em 30 de Janeiro de 1933, 1 em cada 5 jovens alemães entre 18 e 29 anos não sabe praticamente nada sobre Auschwitz e 20% da população tem hábitos de hostilidade contra os judeus.

Atitudes anti-semitas estão enraizados na sociedade germânica é o que aponta um relatório divulgado hoje em Berlim. Grande parte desta atitude antisemita é fomentada por movimentos de extrema direita e grupos islâmicos organizados.

Segundo o relatório “Antisemitismus in Deutschland”, há um sentimento latente de antisemitismo em um quinto da população alemã. Pela primeira vez na História, um relatório deste tipo foi produzido em nome do Bundestag, o Parlamento Alemão, sucessor do Reichstag dos tempos de Adolf Hitler.

Segundo o relatório, piadas tendo os judeus como alvo e algumas práticas cotidianas, mesmo que involuntárias, reforçam estereótipos e demonstram a ignorância que parte da sociedade tem sobre os judeus e o judaísmo.

A situação é mais preocupante entre os membros dos grupos de extrema direita, pois nestes casos o preconceito não se dá por ignorância, mas sim por ideologia. “Isto é particularmente destacado pelo fato de que mais de 90% dos crimes de caráter antisemita são cometidos por infratores ligados a estes grupos”, disse o cientista Peter Longerich, um dos responsáveis pelo estudo.

NOVOS CAMPOS DE BATALHA: A INTERNET E… OS CAMPOS.

Holoboato, mito ou uma série de mentiras?

Longe se vão os tempos em que os antisemitas se reuniam em cervejarias para ouvir seus líderes. Especialistas dizem que hoje a Internet desempenha um papel preponderante, pois extremistas de direita, islamistas, negadores da Shoah – também conhecidos como revisionistas –, têm usado a rede mundial de computadores como plataforma para sua propaganda.

Outro exemplo é o esporte, onde nas arquibancadas – e as vezes até mesmo no campo – tem surgido slogans ofensivos aos judeus. Não é incomum, nem causa mais espanto, que surjam faixas nos estádios onde pode-se ler frases como: “Os judeus pertencem à câmara de gás”, “Auschwitz está de volta” ou “Vamos queimar sinagogas”. Atribuir à palavra Judeu um cariz de maldição é algo quase que banal na Alemanha.

Torcedores do Cottbus levanta faixa onde o D de Judeu é circulado, como forma de provocar a torcida adversária do Dresden. O nome Judeu é considerado por muitos alemães como um xingamento, um insulto.

A divulgação do relatório coincide com as cerimônias do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto e isso não foi a toa. Os responsáveis pelo estudo esperam que, de posse destes preocupantes dados, o governo alemão possa desenvolver uma estratégia que venha a lidar com o crescente perigo que esta ideologia representa. Medidas anteriormente tomadas mostraram-se ineficazes, inconsistentes e descoordenadas, pois foram pontuais e sem bases sustentáveis no longo prazo. O trabalho deve ser contínuo e ser encarado como uma verdadeira batalha, foi o que externou a pesquisadora Juliane Wetzel, outra cientista envolvida na elaboração do relatório.

Em Portugal a torcida No Name Boys, do Benfica, não disfarça a simpatia que nutre pelo nazismo.

Engana-se entretanto quem pensa que antisemitismo e neonazismo são sentimentos presentes apenas na Alemanha. Segundo a edição eletrônica do jornal alemão Die Zeit, nos últimos anos o ódio gratuíto e não justificado aos judeus tem crescido de forma preocupante em países como Polônia, Hungria e Portugal.

Publicado por: noticiasdesiao | 27 27Asia/Jerusalem janeiro 27Asia/Jerusalem 2012

YOM HASHOAH

DIA INTERNACIONAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO

O Blog Notícias de Sião faz seu tributo às vítimas da Shoah, universalmente conhecido como Holocausto. Mantemos esta terminologia por ser a forma utilizada pela Organização das Nações Unidas, ONU, que é a responsável pela instituição da data. Deixamos claro, entretanto que preferimos o termo judaico Shoah (שואה), que significa Calamidade, por ser mais adequado.

A MENSAGEM DO BLOG NOTÍCIAS DE SIÃO


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A MENSAGEM DA ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS

Mensagem do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, 27 de janeiro de 2012.

“Um milhão e meio de crianças judias morreram no Holocausto — vítimas da perseguição de nazistas e seus apoiadores. Dezenas de milhares de outras crianças também morreram. Isso incluía pessoas com deficiência assim como ciganos Romas e Sintos. Todos foram vítimas de uma ideologia inspirada pelo ódio que os classificou como “inferiores”.
Nesse ano, o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto é dedicado às crianças — meninas e meninos que tiveram que enfrentar o terror e o mal absoluto. Muitos ficaram órfãos da guerra ou foram arrancados de suas famílias. Muitas morreram de fome, doenças ou nas mãos de quem lhes maltratou. Nunca saberemos como essas crianças poderiam ter contribuído para o nosso mundo.

E entre os sobreviventes, muitos estavam demasiadamente abalados para contar suas histórias. Hoje, queremos dar voz a esses relatos. É por isso que as Nações Unidas continuam a transmitir os ensinamentos universais tirados do Holocausto. E é por isso que nós nos esforçamos para promover os direitos e as aspirações de todas as crianças todos os dias em todo o mundo.

É por isso também que continuaremos a nos inspirar no magnífico exemplo de quem se destacou por suas ações humanitárias como Raoul Wallenberg, neste ano em que celebramos o seu centenário de nascimento.

Hoje, ao recordar todos aqueles que perderam sua vida no Holocausto — desde crianças até adultos –, peço que todas as nações protejam os mais vulneráveis, independente de raça, cor, gênero ou religião.
As crianças são especialmente vulneráveis ao pior da humanidade. Devemos mostrar-lhes o melhor que este mundo tem para oferecer. Obrigado.”

Mensagem do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em ocasião do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, 27 de janeiro de 2012.

Publicado por: noticiasdesiao | 24 24Asia/Jerusalem janeiro 24Asia/Jerusalem 2012

A EUROPA ACORDA

PAÍSES EUROPEUS BOICOTARÃO PETRÓLEO IRANIANO

Invasão e humilhação.

Não há um dia sequer que a televisão européia não transmita programas que têm como temática a Segunda Guerra Mundial. Há de tudo: Reconstituições, debates, retrospectivas e, principalmente, documentários, muitos documentários.

Recentemente o National Geographic transmitiu uma série intitulada “O Apocalipse da Segunda Guerra”. Ao longo de 7 programas foi feita uma surpreendente reconstrução dos fatos que conduziram o mundo ao seu mais terrível pesadelo.

Dirigido por quatro cineastas – Jean-Louis Guillaud, Henri de Turenne, Isabelle Clark e Daniel Costelle – o minucioso documentário contou com a restauração de filmes originais da época através das mais modernas técnicas de digitação em alta definição. O resultado foi uma surpreendente cobertura que parece saltar do passado para as telas da atuais TVs, como se estivéssemos assistindo ao noticiário de ontem com a tecnologia de hoje, em TVs de LCD, plasma ou LED.

Mostrando a ascensão de Hitler e a indiferença com que a mesma foi recebida nos seus primeiros anos, os europeus dão-se conta como o mal não começa com cara de mau. Sua gênese aparentemente preocupa apenas a alguns pequenos grupos e depois alastra-se envolvendo tudo e todos.

Esta é a razão pela qual a Europa volta agora as atenções para o Irã e seu tresloucado líder, Mahmoud Ahmadinejad. A Europa parece acordar para uma realidade que há muito os judeus – novamente eles – vem gritando ao mundo: Este ser é uma repaginação, mal feita e pior, do líder nazista Adolf Hitler. E a Europa não quer ver a terrível história da Segunda Guerra se repetir no seu quintal.

UNIÃO EUROPEIA DECIDE BOICOTAR O PETRÓLEO IRANIANO

União Europeia não terá petróleo iraniano

Os países da União Europeia aprovaram formalmente esta segunda-feira um embargo petrolífero gradual ao Irã. O acordo prevê a interdição imediata de novos contratos de petróleo entre o Irã e os países europeus.

Está prevista uma fase de transição para a anulação dos contratos existentes, que tem que estar concluída a 1 de Julho. Estão ainda inscritas sanções contra o banco central iraniano com o objetivo de congelar o programa nuclear iraniano. Os pormenores desta alínea não são ainda conhecidos.

“Foi concluído um acordo de princípio para um embargo petrolífero ao Irã” durante uma reunião de embaixadores dos países da UE em Bruxelas, indicou uma fonte da AFP que pediu para não ser identificada.

Em resposta, um alto funcionário do Governo iraniano disse que Teerã não vai esperar pelo dia 1 de Julho e irá suspender imediatamente todas as vendas de petróleo aos países europeus. “Os preços vão subir e os europeus vão ter problemas”, disse Ali Fallahian à agência noticiosa Fars, citada pela BBC.

“Atualmente, e em virtude do momento que se vive, o Irã pode vender seu petróleo a quem quiser. (…) Com estas sanções o preço vai aumentar e quem ficará em desvantagem é a Europa e os Estados Unidos da América”, disse também à Fars, agora citada pela AFP, Ali Adiani, da comissão parlamentar iraniana para a Energia.

As discussões que levaram ao acordo na UE foram intensas e prolongaram-se até ao último momento, uma vez que a Grécia está muito dependente das remessas de petróleo iraniano.

Espera-se que o deficit de petróleo de origem iraniana seja compensado por outros países da zona do Golfo Pérsico. O Irã vende apenas cerca de 20% do seu petróleo aos países da União Europeia, sendo que o grosso das vendas realiza-se na Ásia.

Enquanto isso, o porta-aviões USS Abraham Lincoln patrulhou ontem sem incidentes o Estreito de Ormuz, apesar das ameaças recentes do Irã.

Sabe-se igualmente que uma embarcação britânica (HMS Argyll) e outra francesa se juntaram a este porta-aviões americano e a um outro – o USS Carl Vinson – numa patrulha pelo Golfo a fim de marcarem uma posição: sublinhar o compromisso inabalável internacional pela manutenção dos direitos de passagem naquele estreito, indicou uma fonte do ministério britânico da Defesa citado pela CNN.

Teerã ameaçou recentemente fechar o Estreito de Ormuz – a única entrada e saída para o Golfo Pérsico – numa altura em que o Irã enfrenta um escrutínio cada vez mais apertado por parte das potências ocidentais em torno do seu programa nuclear.

Fonte: Jornais europeus desta terça-feira, 24.

Publicado por: noticiasdesiao | 21 21Asia/Jerusalem janeiro 21Asia/Jerusalem 2012

INOVAÇÃO MADE IN ISRAEL

AGORA A APPLE APOSTA EM ISRAEL

A qualidade do iPad, iPhone e iPod é inquestionável, mas anota aí: Vai melhorar!

Quase no apagar das luzes do ano de 2011, a Apple anunciou que está instalando em Israel o primeiro centro de Pesquisa & Desenvolvimento – P & D – pós “Era Steve Jobs”. Este centro estará focado no desenvolvimento de novas tecnologias, concentradas principalmente no conceito dos semicondutores.

A mudança para Israel atende a uma das maiores preocupações dos acionistas da Apple: o vazio criado pela morte de Jobs. Isso porque apesar de ser uma empresa líder em inovação, a icônica Apple sempre foi muito dependente das idéias do seu fundador. Mas, embora responsável por invenções que revolucionaram o mundo tal qual conhecemos, apenas 2% da receita da Apple em 2010 foi investida em P & D, o que significa que boa parte da imagem inovadora da empresa dependia exclusivamente da genialidade de Steve Jobs.

O novo centro de P & D da Apple deve ser instalado em Herzliya, uma região que é conhecida como o Vale do Silício de Israel. E para concretizar as negociações, especulações dão conta de que a empresa poderá adquirir uma fabricante israelense de tecnologia de armazenamento em Flash chamada Anobit. Estima-se que o negócio gire em torno de 400 a 500 milhões de dólares.

A HISTÓRIA DA INOVAÇÃO MADE IN ISRAEL

A aposta de Apple não é cega. Eles escolheram Israel pelo fato de que esta nação é um celeiro de cérebros criativos. Mas, como Israel conseguiu o status de nação inovadora, uma vez que o país nada mais é do que uma minúscula faixa de terra, distante dos grandes centros consumidores, e encravada numa das regiões mais inóspitas do planeta? O livro Nação empreendedora – O milagre econômico de Israel e o que ele nos ensina (Editora Évora), de Dan Senor e Saul Singer, nos dá uma idéia.

Quase 60 anos antes da fundação do moderno Estado, esboçou-se as primeiras reações contra o reestabelecimeno dos judeus em sua própria Terra. Em 1891 as lideranças árabes exigiram que os governantes otomanos impedissem a imigração judaica e a venda de terras aos judeus. Trinta anos depois as baterias se voltaram contra o sistema econômico, quando originou-se o primeiro boicote organizado contra as empresas judaicas em Eretz Israel.

O 5º Congresso Árabe-Palestino de 1922 propôs um boicote que deveria funcionar como um garrote para as empresas judaicas. Dividido em três fases, o boicote primário pedia aos árabes que não comprassem mercadorias produzidas por fábricas judaicas. O boicote secundário visava atingir empresas estrangeiras que negociassem com empresários judeus. E mesmo as empresas que não pertenciam a judeus deveriam ser boicotadas se insistissem em fornecessem matéria prima para as fábricas judaicas.

Para disciplinar todas as fases do boicote criou-se uma Lista Negra, que veio a originar, à partir de 1943 a terceira fase do boicote. O alvo desta vez foram todas as empresas que figurassem na tal Lista. Independentemente de negociarem ou não diretamente com Israel.
Poucas multinacionais ousaram enfrentar o lobby árabe e isso podia ser visto nos primeiros anos do moderno Estado de Israel, quando automóveis Honda, Toyota, Mazda e Mitsubishi simplesmente desapareceram das ruas de Israel. Ninguém queria correr o risco de bater de frente com os árabes. A única montadora que não se dobrou às pressões boicotistas foi a japonesa Subaru.

Este perverso sistema de perseguição econômica prevalece até os dias de hoje e muitas empresas temem negociar com Israel.

O curioso é que a irracional e danosa onda de boicotes acabou mais por favorecer a Israel do que por prejudicá-lo. Senor e Singer estimam que até o final da década passada Israel tenha perdido cerca de 100 bilhões de dólares em boicotes, desinvestimentos e sanções. Mas, quanto teria ganhado com os desdobramentos dos acontecimentos?

A necessidade de buscar novos mercados e o fato de estar encravado num território cercado de inimigos fez com que os empresários israelenses desenvolvessem uma verdadeira obsessão pela compactação dos seus produtos. Quanto menor e mais leve, mais fácil e barato seria fazê-los chegar ao consumidor distante. E quanto mais discreto e descaracterizado do famoso “made in”, mas aceitável seria pelos consumidores que embora próximos estavam abrangidos pela sórdida ideologia do “não compre de Israel”.

Resultado: Israel antecipou-se à onda dos produtos compactos, facilmente transportável e recheados de alta tecnologia. Ou seja, praticamente tudo o que é moderno, funcional e estratégico tem alguma coisa criada em Israel ou foi inventada por israelenses.

A APOSTA DA APPLE

Com a morte de Steve Jobs, a direção da Apple percebeu que precisava de alguém – ou algo – que pudesse preencher a lacuna deixada pela genialidade do seu fundador. E não pensou duas vezes quando decidiu que este sucessor seria uma nação, o Estado de Israel.

A preferencia dos herdeiros de Jobs por estabelecer seu centro de P & D junto aos inovadores empresários judeus, baseia-se no fato de que Israel é o maior celeiro de criatividade e inovação tecnológica do planeta. Se as nações fossem empresas, Israel seria a Apple. E se Israel é a Apple das nações, os inventores isralenses são os seus Steves Jobs.

SETE MINUTOS QUE PODERÃO MUDAR A IMAGEM QUE VOCÊ TEM DE ISRAEL

Assista ao vídeo abaixo e veja porque as maiores e mais inovadoras companhias do mundo investem em Israel.


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Roberto Kedoshim
Matéria publicado originalmente no Portal cafetorah.com

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